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ISSN 2195-3171





Göttinger Predigten im Internet hg. von U. Nembach

17º Domingo após Pentecostes, 07.09.2008

Predigt zu Daniel 6:25-28, verfasst von Dalcido Gaulke

 

Prezados Amigos e Amigas em Cristo!

Querida Comunida

A história de Daniel é  muito importante para falar e entender como Deus tem poder sobre tudo e todas as coisas.  Daniel é apresentado como confiante e temente a Deus.  O relato bíblico nos conta que Daniel sabia interpretar os sonhos e assim conquistou o respeito dos reis. No início do capítulo 6 o rei Dario resolveu dividir o país em  126 províncias e escolheu igual número de homens para governá-las.   O texto diz: a fim de que tudo corresse bem, e não houvesse prejuízo, o rei nomeou três ministros para controlarem os 126 governadores. Um desses ministros era Daniel, e ele mostrou logo que era mais competente do que os outros ministros e governadores. O rei viu que era competente e até pensou em colocá-lo como a mais alta autoridade do reino. Com isso todos os demais, ministros, governadores procuram achar um motivo para acusar Daniel de ser um mau administrador. Isto foi muito difícil, pois Daniel era honesto, direito e não achavam nenhuma possibilidade de acusá-lo. Até  concluíram "Nunca vamos encontrar motivos para acusar Daniel, a não ser que seja algo que tenha a ver com a religião dele."

Todos os contrários a Daniel, ministros, governadores e autoridades foram até o rei Dario e disseram: "Que o rei Dario viva para sempre! E juntos concordaram  pedir que o rei desse uma ordem  que durante trinta dias todos façam seus pedidos (orações, preces) somente a ele (ao rei). E se durante esse tempo alguém fizer um  pedido a qualquer outro deus ou qualquer outro homem, essa pessoa será jogada na cova dos leões. Aquelas lideranças mexeram com o orgulho do rei.  Ele prontamente assinou  a ordem e mandou que fosse publicada.

Daniel soube da ordem, mas quando voltou para casa, como de costume foi até um quarto no andar de cima, que dava com as janelas para Jerusalém, e ali ajoelhou-se,  e orou, dando graças a Deus.  Aqueles, os inimigos de Daniel  viram e foram logo falar com o rei. Relembraram o rei da ordem assinada, e ele concordou que havia assinado. Ele respondeu: é verdade, e a ordem tem que ser cumprida,  e não pode ser anulada. Aí relataram ao rei que Daniel, um dos prisioneiros, que veio da terra de Judá, não respeitava a ordem e orava ao Deus dele três vezes por dia.

Ao ouvir isso o rei ficou triste.   Até o por do sol daquele dia fez de tudo para salvá-lo. Mas os inimigos de Daniel, os outros ministros, governadores e lideranças voltaram ao rei e reafirmaram que a lei dos medos e dos persas precisava ser cumprida.   O rei mandou trazer Daniel e ordenou que o jogassem na cova dos leões, e disse a Daniel:  espero que o seu Deus, a quem você serve com tanta dedicação, o salve. O rei fez tudo como mandavam as ordens daquele tempo. Daniel foi posto na cova com os leões, a boca da cova foi fechada com uma grande pedra que foi selada com o seu  próprio anel e com o anel das autoridades do reino; para que a lei fosse cumprida ao pé da letra. O rei voltou para o palácio e na outra manhã, bem cedo, o rei voltou para a cova e com uma voz muito triste disse: Daniel, servo do Deus vivo! Será que o seu Deus, a quem você serve com tanta dedicação, conseguiu salvá-lo dos leões? Daniel respondeu: Que o rei viva para sempre! E relata como Deus tinha fechado a boca dos leões para que eles não o ferissem.  E Daniel acrescentou mais: Pois Deus sabe que não fiz nada contra ele. E também não cometi nenhum crime contra o senhor.

O rei muito alegre mandou que tirassem Daniel da cova. Ordenou que trouxessem os que haviam acusado Daniel, e junto com as suas mulheres e filhos  fossem jogados na cova. Estes não chegavam bem ao fundo da cova e os leões já os devoravam.    Esta é parte da história que antecede o texto da pregação de hoje que é Daniel 6. 25 - 28, que passamos a ler.

Amigos e amigas! Querida comunidade!  O rei que se colocava como deus na terra, mas que por outro lado,  tinha respeito e simpatia por Daniel,  se apresenta  de um jeito diferente. Agora, como um rei que escreveu uma carta para os povos de todas as nações, raças e línguas do mundo. Isto é sem sombra de dúvida algo fora do comum e pensado para a realidade da época ainda mais. Sem dúvida, é um documento muito bonito, de uma mensagem que enaltece e pede devoção a Deus, ao Deus de Daniel. Não é possível crer que uma ordem possa encaminhar pessoas para a fé, mas mostra que Deus tem poder também sobre os reis, por mais que queiram ser deuses na terra.

Desejar felicidade e paz para todos, quando é um desejo sincero, é um modo muito bonito e especial de se dirigir  as pessoas. As palavras atribuídas ao rei são sem dúvida, proféticas e convidativas para a confiança em Deus.

Algumas afirmações são muito importantes para os nossos dias: O Deus de Daniel é o Deus vivo, que vive para sempre. O seu reino nunca será destruído; o seu poder nunca terá fim. Será que podemos afirmar isto em nossos dias? Você faz esta afirmação? É uma bela profissão de fé. É expressar que Deus tem poder e está acima de todos os poderes e para sempre, sem fim.  Este Deus socorre e salva; no céu e na terra, ele faz milagres e maravilhas. Podemos dizer isto hoje? Afirmas isto a partir de sua vida? Creio que todos  nós temos histórias, testemunhos que poderíamos relatar...  Foi este Deus  de Israel, todo poderoso, misericordioso e amoroso, que salvou Daniel livrando-o das garras dos leões.   O texto afirma que Daniel continuou uma alta autoridade  durante o reinado de Dario e depois no reinado de Ciro da Pérsia.

O texto de Daniel nos anima para o louvor, a gratidão e confiança em Deus.  É necessário analisar o contexto e assim descobrimos que as mudanças  não acontecem como decreto. Um pedido de um rei, em forma de decreto que chama os povos, as pessoas sob sua autoridade, para renunciar aos seus costumes, a sua cultura,  ainda é um projeto de dominação.  Mas em contra partida lembremos que Daniel é um sábio judeu fiel ao seu Deus, e que a partir desta fidelidade, é capaz de colocar o dominador em seu devido lugar. Dar-lhe o recado de Deus, sem temer conseqüências, sem se comprometer ou se deixar influenciar pelo poder.   Através de Daniel o imperador, o rei tem a oportunidade de conhecer Deus e saber o seu lugar como poderoso em relação a esse e único Deus.   Para o povo de Israel, oprimido e exilado,  o texto de Daniel diz que o Deus dos judeus é o Deus de todas as pessoas. Ele  tem algo a ver com a opressão exercida pelos dominadores e com a opressão sofrida pelos dominados. Ele, Deus, não tolera nem uma nem outra, e há de acabar com elas.  A partir de Primeira  Pedro 2. 13 - 17, até poderíamos concluir que devemos ser submissos a autoridade dos imperadores e governadores, mas os versículos 16 e 17 deixam claro e evidente que todos devem viver como pessoas livres. Não usar a liberdade para encobrir o mal, mas viver como escravos de Deus. Respeitar todas as pessoas, amar os irmãos e irmãs na fé, temer a Deus e respeitar o imperador. Como diz em Atos 5.29 "Antes importa obedecer a Deus do que aos homens".  Assim também no Evangelho de hoje, Mateus 6. 9 -13, somos convidados para orarmos nos dirigindo a Deus, orando assim como é da sua vontade. Clamando por seu reino, pedindo que a sua vontade seja feita  e reconhecendo o seu poder sobre tudo. A oração do Pai Nosso é a oração que Deus em Jesus Cristo nos ensinou e por isso expressa o desejo de Deus.

Que possamos  ter a fé como  força de Deus presente no dia a dia, e lembrarmos  do testemunho de Daniel, que somente confiantes em Deus é possível enfrentar as feras. Que saibamos sempre que não há outro nome, nem um poder,  semelhante ao poder de Deus. Que Ele nos abençoe e fortaleça. 

                                                                                                       Amém!

                                  

 



Dalcido Gaulke

E-Mail: silda@zipway.com.br

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