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ISSN 2195-3171





Göttinger Predigten im Internet hg. von U. Nembach

4º Domingo na Quaresma, 22.03.2009

Predigt zu Números 21:4-9, verfasst von Mauri Kappel

 

Querida comunidade:

Este texto fala do tempo em que o povo de Israel caminhava pelo deserto, rumo à terra prometida. Com mão poderosa, Deus o havia livrado dos exércitos do Faraó e o fizera atravessar o Mar Vermelho. Ele guiou o seu povo através do deserto. Quando faltou água, Deus providenciou. Quando teve fome, enviou o maná. Assim, ao longo dos anos, Deus tinha demonstrado seu amor e cuidado pelo povo, conduzindo-o para a terra prometida.

Mas os anos passavam, a promessa não se realizava e o deserto era terrível e implacável. A certa altura o povo perdeu a paciência, esqueceu-se de tudo que Deus já havia feito, e se revoltou contra ele e contra a liderança de Moisés. Dizia: "vocês nos tiraram do Egito para morrer de fome e sede neste deserto. Já estamos cansados, e não vemos quando isso vai terminar".

Também nós somos peregrinos e Deus tem nos acompanhado. Ele tem feito maravilhas em nossas vidas, desde o nosso nascimento. No nosso batismo ele nos aceitou como seus filhos e filhas. Ele tem mantido a nossa vida. Ele nos tem dado o pão de cada dia. E, com mão poderosa tem nos livrado de muitos "inimigos".

É verdade que a nossa caminhada de vida se dá através de muitos desertos. Existem travessias perigosas, dias de angústia e medo. Muitas vezes desanimamos de nossas esperanças, pois parecem distantes demais. Podemos dizer que fome e sede, no sentido mais amplo, fazem parte de nossas vidas.

E muitas vezes também nós estamos diante da possibilidade de nos esquecermos de tudo o que Deus já tem feito; perdermos a paciência; e nos revoltarmos. Às vezes estamos diante da tentação de deixar Deus de lado, e resolver as coisas da nossa maneira.

Mas, com Deus não se brinca. O nosso texto diz que ele ficou extremamente decepcionado com o seu povo, e o abandonou à própria sorte. Então o deserto se tornou mortal. E o sofrimento se multiplicou sobremaneira. E veio a dor, e veio a morte. É verdade, todas aquelas ameaças estavam ali sempre, mas, de muitas delas Deus havia livrado seu povo. No momento em que Deus retirou a sua proteção, a desgraça foi grande.

É muito importante manter viva a lembrança de tudo que Deus tem feito por nós. Deveríamos nos perguntar, constantemente, se não estamos nos esquecendo do quanto Deus já tem feito em nosso favor. Precisamos recordar as muitas bênçãos que Ele nos dá através da nossa atuação, nossa família, nosso serviço, nossa comunidade, nosso mundo.

Nós devemos a Deus confiança e gratidão. Onde estas faltam, Deus se entristece, e se retira decepcionado. E então, as conseqüências do pecado aparecerão com toda a força.

De repente, porém, chega o momento - como este neste culto - em que nos damos conta de que pecamos. Pesa na alma o fato de que falhamos com Deus, desconsiderando a sua obra em nosso favor, desconfiando do seu poder. Chega o momento em que nos damos conta de que pecamos contra o Senhor e contra o nosso irmão/ã. Então o arrependimento nos leva à oração; nos leva a buscarmos novamente Deus. E a mensagem maravilhosa é que Deus, de novo, ouve a nossa oração.

O nosso texto diz que Deus ouviu a oração de Moisés. Ele não retirou o mal de imediato. Não deixou de haver conseqüências para o pecado do povo. Mas ele providenciou uma saída: quem tivesse sido mordido por uma cobra, e olhasse para a serpente de bronze, ficaria curado.

Nós estamos na época da paixão e dentro de alguns dias estaremos celebrando a morte e ressurreição de Jesus. A pergunta é: para onde nós podemos olhar hoje? Para onde o mundo deveria olhar para ficar curado?

Nós temos a cruz de Jesus Cristo (apontar para a cruz no altar). A cruz é símbolo da derrota, da vergonha, da humilhação, da dor, da morte. No tempo de Jesus, ser executado numa cruz era a maior humilhação, vergonha e dor que alguém poderia experimentar.

A cruz Jesus é símbolo do nosso pecado, pois, aquele que não teve pecado, assumiu todos os nossos fracassos para que pudéssemos ser perdoados. Jesus sofreu a morte para que nós tivéssemos vida.

A cruz é o símbolo, é o sinal, é a indicação de que Deus está bem perto de nós; que ele vem ao nosso encontro. O amor de Deus para com os seus filhos/as é tão grande que ele deu o seu próprio filho para levar nos seus ombros as cruzes de todos nós.

De onde me virá o socorro? O Novo Testamento responde: Olha para a cruz. De lá vem o seu socorro!!!!

Também entre nós há gente cansada, sofrida, angustiada. Em muitos momentos de nossa vida quase perdemos a esperança. Lágrimas rolam, a alma chora. Bate o medo e a incerteza. E ficamos com a impressão de que Deus está distante e nem se importa com a nossa sina. Basta ver as mil faces da realidade que nos envolve.

Levantemos os olhos! Olhemos para a cruz! Ela fala do socorro que vem de Deus e de um amor infinito pela humanidade.

A cruz estará sempre a nos dizer: há um lugar para você no coração de Deus. Você sempre pode voltar. E ele o conduzirá pela estrada da vida.

 

Amém.

 



P. Mauri Kappel
Rio Claro, SP, Brasilien
E-Mail: mkappel@vivax.com.br

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