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ISSN 2195-3171





Göttinger Predigten im Internet hg. von U. Nembach

Véspera de Ano Novo, 31.12.2009

Predigt zu Isaías 55:6-11, verfasst von Meinrad Piske

 

Prezada comunidade!

"Buscai o Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto estiver perto". Este é o convite do profeta, esta é a palavra orientadora neste final de ano e começo de um ano novo. Com ela entramos no novo ano. Buscar o Senhor ou procurar Deus faz parte da fé na qual fomos educados. Crescemos ouvindo isto, e ao nosso derredor - como expressão da chamada piedade popular - é receita em momentos difíceis da vida. Quanto maior a dificuldade, tanto mais perto de nós está o Senhor, assim a tradição o transmite de uma geração para outra, assim se acredita, assim se crê.

Mas a palavra do profeta inclui uma constatação estranha: Deus deve ser procurado enquanto puder ser achado e deve ser invocado enquanto estiver perto. Este "enquanto" significa que nem sempre Deus pode ser achado, nem sempre está à disposição de quem o procura. Existem tempos e situações em que Ele não pode ser buscado e não pode ser invocado porque está longe. Pode Deus estar longe de nós? Não aprendemos e não sabemos de cor que Deus está conosco? Não está ainda nos nossos ouvidos o que no Natal nos foi dito sobre Emanuel - Deus está conosco - que ele é a criança da manjedoura? Isto não quer dizer que Deus está perto de nós? Que está conosco sempre, em todos os lugares e em todos os dias e horas?

A ausência de Deus que transparece nas afirmações proféticas é a realidade em que pela primeira vez foram pronunciadas estas palavras. Por longos, longos anos o povo de Israel estava na Babilônia, no cativeiro. Longe de sua pátria, distante, muito distante de suas casas e de seus parentes e amigos. Uma nova geração tinha crescido e poucos se lembravam de Jerusalém, do santuário e da terra de Judá. Os mais jovens só ouviram falar. Estavam acostumados à servidão e ao cativeiro. Poucos ainda sonhavam com o retorno à antiga pátria, com o templo em Jerusalém. E mais que isto: Deus, assim pensavam, estava confinado em Jerusalém, a cidade cujo santuário, o majestoso templo, tinha sido destruído. Muitos dos que foram feitos prisioneiros e levados para a Babilônia não perderam somente suas propriedades e bens, perderam também sua religião e sua fé.

E agora surge um profeta que afirma que Deus deve ser buscado e o Senhor deve ser invocado. Isto significa concretamente: Devem ir para Jerusalém, buscar a morada de Deus que é o templo ou aquilo que do templo tinha sobrado. Aqueles que se mantinham firmes na fé em Deus e que acreditavam que a destruição de Jerusalém e o exílio babilônico eram o merecido castigo e não conseguiam acreditar na libertação e o conseqüente retorno para sua pátria. Os outros, acostumados e acomodados na situação de prisioneiros, não se entusiasmaram com a notícia. Preferiam ficar naquilo que lhes era conhecido.

Os que lamentavam com saudade a situação recitavam o Salmo 137, o Salmo do exílio, que diz: "Às margens dos rios da Babilônia nós nos assentávamos e chorávamos, lembrando-nos de Sião.....como haveríamos de entoar o canto do Senhor em terra estranha?"Mas aqueles que não sentiam assim, aqueles que tinham Jerusalém e a terra sagrada somente como longínqua e cada vez mais fraca memória estavam desinteressados. Ainda lembravam da religiosidade, da fé de seus antepassados, mas esta memória pouco lhes significava. Como se comportar diante da notícia da libertação que o profeta anunciava? Acreditar e com isto abandonar tudo que preenchia sua vida?

Aos dois, tanto aos religiosos como os não religiosos, vale a palavra do profeta: Buscai o Senhor, invocai-o, deixe o perverso o seu caminho e o iníquo os seus pensamentos, converta-se ao Senhor.......Buscar e procurar Deus não á a corajosa iniciativa de querer aproximar-se de Deus, mas buscá-lo lá onde ele está. Foi Deus que deu o passo primeiro e mais importante para poder ser buscado. .

A forma de Deus conduzir a história, a história do povo de Israel desde Jerusalém até a Babilônia e da Babilônia para o radioso futuro da volta para a casa e a pátria é diferente, totalmente diferente daquilo que mentes humanas planejam, sonham e realizam porque assim diz o Senhor:

"Os meus pensamentos não são como os vossos pensamentos

nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o Senhor,

porque, assim como os céus são mais altos que a terra,

assim são os meus caminhos mais altos que os vossos caminhos,

e os meus pensamentos mais altos que os vossos pensamentos".

Este é o pilar sobre o qual se edifica a fé, a esperança e a confiança em Deus. Muito distante de tudo que a pessoa humana consegue imaginar, pensar e fazer está o pensamento de Deus e o agir de Deus. Deus é diferente. É diferente do raciocínio humano, da lógica com a qual nós planejamos a vida. A enorme distancia entre Deus e a pessoa humana é descrita com as palavras "os céus são mais altos que a terra", isto é, inimaginavelmente mais alto, mais longe, mais distante estão os pensamentos e os caminhos de Deus dos planejamentos humanos e das ações humanas: são "os vossos pensamentos e os vossos caminhos" diante dos "meus pensamentos e dos meus caminhos".

Conhecer Deus é conhecer simultaneamente a limitação humana. Não consigo entender o que Deus planeja, não consigo imaginar o que Deus faz. Suas intenções são outras do que sinto em mim. Sua visão é mais alta,é completa. A explicação profética aponta para além dos horizontes, para mais longe do que conseguimos enxergar, raciocinar, entender e até a imaginar e fantasiar. E isto não é apenas uma expressão de fé e piedade, mas concretamente significou para os primeiros ouvintes que Deus irá agir. O cansaço e a resignação deste povo estão tão aquém daquilo que Deus fará que eles não podem, não devem e nem conseguem seguir o pensamento do soberano agir de Deus.

A profecia continua e explica que a enorme distancia entre Deus e a pessoa humana tem uma ponte que pode ser atravessada. Esta ponte foi estabelecida por Deus: é a Palavra de Deus. E esta palavra é poderosa, é como a chuva e a neve que descem do céu e regam a terra fazendo com que a fecundem e a façam brotar. Quando e onde esta palavra é pronunciada ela gera a semente e o pão para a vida. Esta Palavra "fará o que me apraz" diz o Senhor.

"Assim como descem a chuva e a neve dos céus,

e para lá não tornam, sem que primeiro reguem terra,

e a fecundem e a façam brotar,

para dar semente ao semeador pão ao que come

assim será a palavra que sair da minha boca;

não voltará para mim vazia, mas fará o que apraz,

e prosperará naquilo para que a designei."

Esta Palavra chegou para bem perto de nós, pois no Natal nós celebramos que ela se tornou pessoa humana "O Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade". Esta é a ponte que Deus estabeleceu para que possamos nos aproximar dele, buscá-lo e invocá-lo, neste novo ano.

AMÉM.

 



P. Meinrad Piske
Brusque, SC, Brasil
E-Mail: meinrad.piske@brturbo.com.br

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