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ISSN 2195-3171





Göttinger Predigten im Internet hg. von U. Nembach

3ş domingo após Pentecostes, 13.06.2010

Predigt zu 2 Samuel 11:26– 12.10,13 – 15, verfasst von Heinz Ehlert

Querida comunidade, irmãs e irmãos em Cristo!

"Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge, procurando alguém para devorar..."

Uma advertência e exortação muito séria. Será que temos condições de identificar tal adversário hoje, em nosso ambiente?

Ninguém negará que o mal existe e está no meio das famílias, das comunidades, dos povos e torna a convivência tão difícil, às vezes um inferno.

Podemos encontrar isso exemplificado no "caso" do rei Davi, figura tão destacada (e querida) na história do povo de Deus, Israel.

 O segundo Livro de Samuel dedicou espaço largo para contar este "caso", ou episódio. Lembra novela de televisão com todo tipo de  intriga em torno da cúpula de um governo. Não havia ali, aparentemente, nenhum "santo".

Ao que tudo indica, o governo de Davi passava por uma boa fase. Depois de um período turbulento de tantas lutas com o seu antecessor, o rei Saul,  de um lado e com os inimigos estrangeiros, de outro, parecia ter entrado numa era de bonança, de paz, embora ainda houvessem focos de  agressão externa a rechaçar. Mas disso cuidava o comandante Joabe.

Davi, agora o rei sobre Israel inteira(Sul e Norte), residente em Jerusalém, em paz com o povo e com Deus, podia alegrar-se da vida. E isso estava acontecendo.

 Aí, no entanto, o mal, ou não seria melhor dizer o "maligno" (ou o diabo) entrou em cena e tudo se complicou. Deste drama com aspectos muito pessoais, mas também de conseqüências nacionais,  trata o nosso trecho em seu contexto..

 O que aconteceu?  O rei Davi, depois  de tratar de negócios de estado,  foi dormir um pouco. Levantou-se e passeou no terraço de seu palácio. Dali viu uma mulher muito bonita, no pátio da casa dela. Acendeu-se nele o que a Bíblia chama a "concupiscência da carne" (ou cf. outra versão "os maus desejos da natureza humana"). Logo, mesmo sabendo quem era esta Bate-Seba, mulher casada com Urias, um de seus oficiais , ele cobiça a mulher do próximo e comete adultério com ela. Pensava talvez em ter apenas "um caso" com ela, coisa de pouca importância e sem maiores conseqüências. Comum entre os poderosos (também hoje em dia). Mas a mulher engravidou.

E então um drama se desenrola de maneira precipitada e numa sequência como bem descrito está na carta de Tiago(1.14.15) : " Ao contrário, cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz. Então a cobiça, depois de haver concebido,  dá à luz o pecado; e o pecado um vez consumado, gera a morte".

Assim lemos de uma sucessão fatal de fatos, onde a esperteza do rei para encobrir seu ato, nada adiantou: Davi também transgride ainda o quinto mandamento, que diz: "Não matarás". E nisto ainda envolveu o seu comandante do exército, Joabe. A mando de Davi este coloca Urias numa missão militar perigosíssima. Urias morre...

Depois do luto de Bate-Seba pela morte de seu marido Urias, Davi casa-se com ela... Fim da história?

Não. "De Deus não se zomba". Tão rápido como tudo transcorreu antes, agora  o Senhor intervém de imediato. Nem sempre isto é assim. No caso Deus manda o seu profeta Natã, que já fora conselheiro do rei Davi. Missão espinhosa.

Natã usando da liberdade que tem como conselheiro do rei, vem-lhe contar uma história. A história de um homem humilde e pobre ultrajado por um rico. Denúncia do ato inescrupuloso de um homem rico?  Parecia isso mesmo e Davi nem desconfiou. Mostrou compaixão com o pobre. "Então o furor de Davi se acendeu contra aquele homem, e disse a Natã: "Tão certo como vive o Senhor, o homem que fez isso, deve ser morto".   Também concordaríamos , não é? Justiça deve ser feita.

Mas aí o profeta de Deus arremessa sua flecha incendiada: "Tu és o homem!"  E enumera concretamente os  benefícios que Deus proporcionou a Davi e pergunta:  Por que, pois,  desprezaste  a palavra do Senhor, fazendo o que era mal perante ele? A Urias , o heteu, feriste à espada ; e a sua esposa tomaste por mulher , depois de o matar com a espada dos filhos de Amom.  Agora , pois não se apartará  a espada jamais da tua casa, porquanto me desprezaste..."

Qual vai ser a reação do rei diante da palavra  acusadora , nua e crua do profeta? Vai expulsá-lo de sua presença?

Neste momento crucial Davi esquece todo sua autoridade e poder. Reconhece e confessa: "Pequei contra o SENHOR."   Tudo que sucedeu , tudo que ele praticou, os atos hediondos que cometeu contra pessoas, foi pecado contra Deus. Quando se entregou à sedução do tentador, entrou na rota do maligno  e não parou mais até o desfecho fatal. E agora? 

Curvou-se ao Senhor da vida e da história.

"Disse Natã a Davi: Também o Senhor te perdoou o teu pecado; não morrerás".

Morrer era o castigo que Davi sentenciara para o homem rico daquela história. Davi merecia também a morte de acordo com seu próprio julgamento. Mas Deus não quer a morte do pecador, mas que ele se arrependa e viva!(Ezequiel18.23).

Mas o que tem a ver toda esta história com a situação em que vivemos e a nossa vida pessoal e familiar?

É como uma advertência : "Sede sóbrios e vigilantes", conforme citado no início. Ter todos os sentidos afiados e aguçados para perceber as artimanhas do maligno, que pode a, qualquer momento, nos assaltar, especialmente, quando andamos seguros de nós. Ou você não conhece também situações, onde a "concupiscência da carne " quer conduzir à traição e infidelidade contra o próximo e Deus? Não é assim que os meios  de comunicação e as novelas  relatam  fatos  da  vida real, seja na sociedade , seja na política,  de intrigas, traições , escândalos e falcatruas, como se fosse bem natural?  Como os poderosos e os ricos passam por cima dos mais fracos, pobres, indefesos, não respeitando nem a lei dos homens , nem a lei de Deus?

Mas quem será o Natã para nós, diante do pecado pessoal, e diante dos pecados na sociedade? O profeta para enfrentar e denunciar o procedimento cínico concreto de poderosos, quando estes são da própria família, do nosso círculo de amigos, do nosso partido, ou os nossos patrões?  Quem - a mídia?

Talvez eu e você podemos e devemos ser porta-vozes de Deus. Não como promotor que só acusa, ou juiz que condena, mas o profeta irmão que deseja (como Deus) que o pecador ou a pecadora, se arrependa e viva. Pois Deus não quer o fracasso, a destruição de nenhuma pessoa, nenhuma família,  nenhuma sociedade, nenhuma nação.

Deus enviou  "seu Filho unigênito para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna". Deus , pois, queria para Davi , para o povo de Israel e quer para nós e nosso povo de hoje vida em abundância. Por isso  vale para todos o chamado do próprio Cristo: "O tempo está cumprido e o reino de Deus está próximo, arrependei-vos e crede no evangelho".  Amém.



P.em. Heinz Ehlert
Curitiba – Paraná

E-Mail: ehelert@ig.com.br

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