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ISSN 2195-3171





Göttinger Predigten im Internet hg. von U. Nembach

4º Domingo de Advento, 18.12.2011

Predigt zu 2 Samuel 7:1-11, verfasst von Franciele V. Sander

Prezada comunidade!

Davi é o personagem mais emblemático da história do povo de Israel. Os relatos bíblicos falam dele como um rapazinho, filho mais novo de seus pais, pastor de ovelhas que, depois de ter sido escolhido por Deus e ungido por Samuel começa a viver uma história digna de Hollywood. Vamos lembrar de alguns fatos envolvendo Davi.

Davi tocava harpa, lutou contra um gigante e o derrotou somente com um estilingue e uma única pedra. Foi odiado pelo rei, amado por seu filho e pelo povo. Precisou se esconder nas montanhas e viveu como um fugitivo por anos, sendo perseguido por Saul. Quando Saul morreu foi coroado rei e passou a reinar sobre Israel. Davi derrotou os principais inimigos de Israel, trazendo paz para o povo que então podia viver tranquilamente na terra que Deus havia dado.

Depois de passar a sua história vivendo como nômades em tendas, os israelitas tinham agora uma terra que podiam chamar de sua e não precisavam mais lutar por ela. Havia paz. Estavam todos muitos felizes e reconheciam que Davi era abençoado e cuidado por Deus. Isso era uma novidade para Israel. Davi era o seu segundo Rei, mas Saul tinha reinado em tempo de guerras. Davi inicia, portanto, um novo tempo na história de Israel. O texto que ouviremos agora fala sobre isto, bem como sobre questões que passaram a ser levantadas.

Ouçamos o texto de 2 Samuel 7.1-11

Uma casa diz muito sobre quem nela vive. Quando vemos uma casa pequena, sem muros altos, construída de forma simples imaginamos logo que ela pertence a uma família que tem pouco dinheiro. O inverso também é verdadeiro. Uma casa grande, com muros e grades altos, diz que quem nela mora possui bastante dinheiro. Os palácios são indicativos de que quem neles mora não é uma pessoa qualquer, ali vive alguém com poder, alguém importante.

No texto que acabamos de ouvir o rei Davi está satisfeito em seu palácio construído pelo rei de Tiro como um presente de paz (2 Sm 5.11). O povo o amava, havia paz. Tudo parecia bem, mas algo inquietava Davi. Ele tinha consciência de que tudo o que havia acontecido foi porque Deus estava com ele. Deus tinha escolhido Davi e cuidado para que tudo ocorresse bem. Não parecia justo então que a arca da Aliança, símbolo da presença de Deus, permanecesse numa tenda enquanto que Davi permanecida em um palácio rico e bonito.

Não havia dúvidas para Davi de que se ele como rei era importante e poderoso tanto mais o próprio Deus, Senhor dos Exercícios, que fez dele quem ele é, que deu a verdadeira paz a Israel. Se Davi merecia um palácio bonito, não parecia digno que a representação de Deus continuasse numa tenda.

Também para o profeta Natã isso pareceu justo. Deus tinha apoiado Davi em tudo o que havia feito. Porque não o faria agora que Davi pretendia construir um templo para que o culto a Deus fosse feito com dignidade? Natã não tinha dúvidas: faça o que o seu coração diz, porque Deus está contigo.

Às vezes temos a impressão de que sabemos o que Deus espera de nós, mas não o consultamos para saber o que ele realmente pretende para a nossa vida. O que Deus tem planejado para nossa vida? Será que andamos nos caminhos que Deus preparou para nós? Natã disse o que ele "achava", talvez o que ele estivesse desejando no seu coração. Se Deus recebesse um templo bonito como um palácio, Natã estaria no templo, não precisaria mais circular por uma tenda quente como vinha fazendo. Natã não parece preocupado com a vontade de Deus e não o consultou. Neste caso, porém, Deus se manifestou. Ele não queria um templo. Não era o momento para isso.

Por que não? Seria para a Sua glória, para a honra de Seu nome. Por que não? A ação de Deus sempre nos surpreende. Ele não segue a mesma lógica como nós. O próprio exemplo de Davi nos ajuda a entender isso, "o pequeno pastor de ovelhas é transformado em pastor do povo de Deus. Deus escolhe as coisas fracas e pequenas para manifestar o seu poder." Isso nos lembra algo? Estamos nos aproximando do Natal. O Advento pretende nos lembrar justamente isso. Mesmo que a mídia diga outra coisa, no Natal Deus se fez pequeno, humilde e pobre. Deus se fez gente para viver com o seu povo. Deus surpreende mais uma vez tomando como casa um corpo humano, corpo de menino.

Naquele momento da história de Israel Deus não precisava de pompa, de um grande templo. Deus queria estar com o seu povo como sempre esteve, próximo e acessível.

Onde mora Deus então? Nas grandes e bonitas igrejas? Natal nos responde. Deus troca a pompa e a grandeza do templo de Israel para morar numa casa muito menos digna de sua grandeza. Em um menino pobre Deus se faz gente como a gente para que não nos esqueçamos do que é verdadeiramente importante. Essencial mesmo é o seu amor e o seu cuidado por nós.

Com o Natal se aproximando corremos o risco de a exemplo de Davi e Natã nos esquecer do que é verdadeiramente importante. Temos tanto o que fazer, tanto o que organizar e preparar. Ceia de Natal, a família que se reúne, se compramos ou não aquele peru que aparece no comercial, a roupa nova para estreiarmos no Natal, os presentes... tantas coisas que podem fazer nos esquecer de preparar nossos corpos, nossas vidas para recebermos o Deus menino. Deus quer viver em nós. Ele tenta nos lembrar disso no Natal, mas quantas vezes a gente não age como Natã, julgando saber o que Deus quer? E nós nos esquecemos que ele quer usar a nós como seu templo!

Ainda temos uma semana antes do Natal, ainda temos tempo para nos lembrar do que é verdadeiramente importante para as nossas vidas e para nos concentrar nisso. Ainda temos tempo para deixar que Deus fale a nós e nos diga o que Ele deseja. Que nós possamos abrir nossos corações e nossas mentes e permitir que Deus fale a nós na simplicidade de seu amor.

São estes os nossos votos, a saber, que possamos nos preparar para a sua vinda, abrindo nossos corações para a verdade do seu amor que não tem medida. Que possamos nos lembrar de que Deus usa as construções humanas para nos reunir e confirmar a comunhão que Ele nos presenteia em Jesus Cristo.

Permitamos que a luz de Cristo representada nessas velas ilumine nossos caminhos até o verdadeiro encontro com nosso Senhor.

Amém.



Pa. Franciele V. Sander
São Luís, MA, Brasil
E-Mail: saoluis@luteranos.com.br

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