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ISSN 2195-3171





Göttinger Predigten im Internet hg. von U. Nembach

11° Domingo após Pentecostes, 12.08.2007

Predigt zu Eclesiastes 2:18-26, verfasst von Lindolfo Pieper

Göttinger Predigten im Internet
hg. von U. Nembach, J. Neukirch, C. Dinkel, I. Karle

 À PROCURA DA FELICIDADE

Eclesiastes 2.24,25: "Nada há melhor para o homem do que comer, beber e fazer com que a sua alma goze o bem do seu trabalho. No entanto, vi que também isto vem da mão de Deus, pois, separado deste, quem pode comer, ou quem pode se alegrar?"

Quando foi construída a igreja de Santa Cecília, na Itália, foi contratado um artista para pintar cenas da vida de Cristo no interior da catedral.

Este artista tinha um modo curioso de pintar: ele usava pessoas para representar os personagens bíblicos. Para pintar o menino Jesus com doze anos, por exemplo, ele usou um rapaz da mesma idade: forte, alegre e simpático. Mas, quando teve de pintar a cena da traição de Jesus, o pintor não encontrou um modelo para representar Judas Iscariotes. Por isso ele pintou apenas o corpo, deixando-o sem cabeça.

Alguns anos depois, o pintor encontrou num bar um homem que lhe pareceu ser o modelo certo para representar o Judas que ele tanto procurava: um homem de aspecto esquisito, com roupas esfarrapadas, cabelos desgrenhados, olhos vermelhos, estufados para fora.

O artista observou aquele homem e logo reconheceu nele o Judas que tanto procurava. Bastou que o pintor lhe oferecesse alguns trocados para que ele se prontificasse para servir de modelo para pintar o restante do Judas.

No outro dia, quando os dois se encontravam na catedral, o artista notou uma profunda tristeza no rosto daquele homem, e lhe perguntou o que estava acontecendo com ele. E o homem responde: "O senhor não se lembra mais de mim? Alguns anos atrás eu estava aqui servindo de modelo para o senhor pintar o menino Jesus. E agora eu sou modelo para o senhor pintar o Judas. Onde fui parar na vida?" E começou a chorar.

Esse rapaz nos faz lembrar o filho pródigo, que saiu pelo mundo afora, à procura da felicidade. Ele queria liberdade. Ele queria viver livre da tutela dos pais e fazer o que bem entendia. Mas acabou se arruinando, indo parar num chiqueiro de porcos.

A história do filho pródigo é a história da vida de muitas pessoas que abandonam a Deus para viveram livremente, para gozar os prazeres do mundo. Cedo ou mais tarde, acabam reconhecendo o seu erro. Por isso, a Palavra de Deus nos adverte, dizendo: "Há caminhos que parecem direitos ao homem, mas afinal são caminhos de morte" (Provérbios 16.25).

O homem se esquece, muitas vezes, que é uma criatura de Deus, de que não pode viver sem Deus, e que é de Deus que depende a sua felicidade. Já dizia Santo Agostinho, há muitos séculos atrás: "Tu, ó Senhor, nos fizeste para ti: a nossa alma só encontra paz e sossego quando estiver seguro em ti".

Portanto, se alguém quer ser feliz, deve de buscar a Deus, que é a fonte da felicidade. Longe de Deus, ninguém consegue ser verdadeiramente feliz.

O livro de Eclesiastes mostra como Salomão procurou a felicidade em coisas materiais. Ele falhou várias vezes nesta busca, até que a encontrou em Deus.

Na luta pela vida Salomão descobriu que o verdadeiro significado da vida é lembrar-se de Deus desde a mocidade. Não devemos esperar ficar velho para poder servir a Deus. Não é correto darmos a flor da nossa vida para os desejos da carne e deixar apenas a sobra para Deus, como disse alguém: "Não devemos queimar toda a vela com os prazeres da carne e no fim soprar a fumaça no rosto de Deus".

Salomão tentou a felicidade através da riqueza. Ele pensou que, adquirindo muitos bens, ele iria preencher o vazio da sua vida. Assim ele se entregou de corpo e alma a adquirir riqueza.

A sua riqueza tornou-se famosa em todo o Oriente. A rainha de Sabá veio de longe para conferir se o seu tesouro correspondia à fama espalhada por toda parte. Ela achava que as notícias a respeito das riquezas de Salomão eram exageradas. Mas quando viu a glória do seu reino, ela exclamou maravilhada: "Metade nunca se contou".

Não há nada de errado ser rico e possuir muitos bens. O problema é quando adquirimos as coisas de maneira ilícita ou as usamos para substituir a Deus.

O dinheiro nunca pode substituir as coisas espirituais. Nos primeiros capítulos do livro de Eclesiastes Salomão descobriu que é possível ter muito dinheiro no bolso e nada no coração. Salomão descobriu que, embora fosse o homem mais rico do mundo, a sua alma estava indo à falência.

Em segundo lugar: Salomão foi procurar a felicidade no conhecimento. Quando ele viu que a riqueza não trazia paz ao seu coração, ele então procurou a felicidade na ciência. Ele estudou, tornando-se a pessoa mais sábia do mundo. Escreveu vários livros, como: Provérbios, Esclesiastes e Cantares, que são verdadeiros compêndios de sabedoria. Lendo estes livros vemos a profundidade dos seus conhecimentos.

Mas outra vez Salomão descobriu que o conhecimento dá fama, honra e poder, mas não traz a paz de espírito. Ouçamos o que ele próprio nos diz: "Apliquei o meu coração ao conhecimento e à sabedoria; e vim saber que isto era aflição de espírito e correr atrás do vento. Porque na muita sabedoria há enfado, e quem busca a ciência aumenta a tristeza" (Eclesiastes 1.17,18).

O conhecimento é um meio de se chegar a um fim e não um fim em si mesmo. Salomão descobriu que quanto mais o ser humano aprende, mais ele descobre que não sabe nada. Ele descobriu que se pode encher o bolso de dinheiro e a cabeça de conhecimento e, ainda assim, continuar com o coração vazio. A mente humana nunca pode resolver os problemas do coração. Mais tarde ele diria: "O temor do Senhor é o princípio da sabedoria" (Provérbios 9.10).

Salomão então fez a terceira tentativa para achar a felicidade: ele se afundou na bebida. Vejamos o que ele nos diz: "Resolvi no meu coração dar-me ao vinho e entregar-se à loucura, para ver o que seria melhor que os filhos dos homens fizessem debaixo do céu, durante os poucos dias de sua vida" (Eclesiastes 2.3).

Ele pensou que a bebida poderia afogar as suas mágoas, dissipar as suas dúvidas e resolver os seus problemas. Sendo rico, ele comprou as bebidas mais caras do mundo, o vinho mais puro que existia.

Mas ele logo descobriu que o álcool é escarnecedor. Ele é um veneno, que destrói a vida, a saúde e a mente da pessoa. Mais tarde, depois de passar por essa experiência, ele escreve: "Não olhes para o vinho, quando se mostra vermelho, quando resplandece no copo e se escoa suavemente. No seu fim morderá como uma cobra venenosa, e picará como uma serpente" (Provérbios 23.31).

Não encontrando a felicidade nos bens materiais, nem na ciência e nem na bebida, Salomão tentou o sexo. Teve setecentas mulheres e trezentas concubinas. Transformou a sua casa num prostíbulo, num motel. Uma verdadeira imoralidade, uma abominação.

Estamos vivendo numa época de muita imoralidade. A imoralidade, tal como nos dias de Salomão, está tomando conta da terra nos últimos dias.

Hoje se vê pornografia no cinema, na televisão, nos livros, nas capas de revistas e até mesmo nas paredes de muitos lares que se dizem cristãos.

A pornografia chegou a tal ponto que em alguns países já se permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo: homens com homens e mulheres com mulheres.

Aqui no Brasil a grande sensação do penúltimo Big Broder foi um gay, que venceu a competição, levando um milhão de reais. E, na novela das oito, A América, que terminou recentemente, a grande frustração foi um personagem não ter beijado o seu namorado no fim da novela.

A pornografia é usada, adulada e exibida em milhares de revistas, livros, peças de teatro ou nos filmes eróticos. Está acontecendo aquilo que o profeta Jeremias disse há muitos anos atrás, no capítulo 6 do seu livro: "Porventura envergonham-se de cometer abominação? Pelo contrário, de maneira alguma se envergonham, nem tampouco sabem que coisa é envergonhar-se. Portanto cairão entre os que caem, no tempo em que eu visitar a terra, diz o Senhor".

Estamos novamente voltando ao tempo do dilúvio, assim descrito por Moisés em Gênesis 6.5: "E viu Deus que a maldade do homem se multiplicava sobre a terra e que toda a imaginação dos pensamentos do seu coração era má continuamente".

Mas nunca é tarde demais para voltar-se para Deus. No evangelho de João, capítulo 8, nós vemos como uma mulher adúltera foi trazida à presença de Jesus e Cristo a perdoou; e ela se tornou numa grande seguidora de Cristo. Seu nome é Maria Madalena.

Depois de todas as tentativas frustradas em busca da felicidade, Salomão resolveu buscar a Deus. As soluções que o mundo oferece para os nossos problemas não resolvem nada. Pelo contrário: elas nos embaraçam e nos tornam escravos delas. É que Deus nos fez para coisas superiores e melhores.

Alguém comparou o homem à baleia. Como o peixe, ela vive no oceano, no fundo dos mares; mas precisa de vez em quando subir à flor da água para respirar.

Assim também nós, como seres humanos, vivemos no mundo animal. Como os animais, comemos, bebemos, andamos, dormimos; mas, constantemente precisamos subir e respirar o ar puro da graça de Deus. Necessitamos da comunhão de Deus, pois sem ele morreremos.

Deus é a única resposta para os anseios da nossa alma. Ele é capaz de fazer muito mais do que pedimos ou pensamos.

Alguém comparou o homem como um copo: ele é aberto em cima para receber as bênçãos de Deus. Mas o homem rebelou-se contra Deus e, pelo seu pecado, virou o copo para baixo.

Quando se vira um copo, acontecem três coisas: o copo se esvazia, se torna escuro e não pode ser usado. O homem sem Deus é vazio, está nas trevas e não tem utilidade.

Só Deus pode dar sentido à vida do ser humano e devolver a felicidade ao seu coração. Essa foi à conclusão que Salomão chegou depois de todas as suas aventuras: "Nada há melhor para o homem do que comer, beber e fazer com que a sua alma goze o bem do seu trabalho. No entanto, vi que também isto vem da mão de Deus, pois, separado deste, quem pode comer, ou quem pode se alegrar?" (Eclesiastes 2.24,25). Por isso disse Agostinho muito acertadamente: "Tu, o senhor, nos criaste para ti, e a nossa alma só encontra paz quando repousar em ti".

Portanto, se você quer ser feliz, não vá atrás das coisas do mundo. Não é a riqueza, o estudo, a bebida e o sexo que tornam uma pessoa feliz. Você pode ser doutor, ter muito dinheiro, encher a casa de mulheres e se afundar nas drogas - e continuar sendo um miserável, desgraçado e infeliz, como Salomão.

A verdadeira felicidade só Deus pode nos dar. E para obtê-la basta apenas crer em Jesus, aceitá-lo como o seu Salvador e andar nos seus caminhos.

Creia, pois, em Cristo e ande nos seus caminhos, que você será feliz - aqui e na eternidade. Amém.

 

 

 

 

 



Lindolfo Pieper
Jaru, RO ? Brasil
E-Mail: piperlin@uol.com.br

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