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ISSN 2195-3171





Göttinger Predigten im Internet hg. von U. Nembach

Dia da Ascensão, 09.05.2013

Predigt zu 2 Reis 2:9-18, verfasst von Oscar Miguel Lehmann



Prezada Comunidade!

A temática da Ascensão aponta para o verdadeiro sentido de vida; aponta para plenitude da presença de Deus e a continuidade da ação de Deus no mundo. O texto que nos orienta é de 2 Reis 2.9-18.

(leitura do texto)

9 Sucedeu que, havendo eles passado, Elias disse a Eliseu: Pede-me o que queres que te faça, antes que seja tomado de ti. E disse Eliseu: Peço-te que haja porção dobrada de teu espírito sobre mim.
10 E disse: Coisa difícil pediste; se me vires quando for tomado de ti, assim se te fará, porém, se não, não se fará.
11 E sucedeu que, indo eles andando e falando, eis que um carro de fogo, com cavalos de fogo, os separou um do outro; e Elias subiu ao céu num redemoinho.
12 O que vendo Eliseu, clamou: Meu pai, meu pai, carros de Israel, e seus cavaleiros! E nunca mais o viu; e, pegando as suas vestes, rasgou-as em duas partes.
13 Também levantou a capa de Elias, que dele caíra; e, voltando-se, parou à margem do Jordão.
14 E tomou a capa de Elias, que dele caíra, e feriu as águas, e disse: Onde está o SENHOR Deus de Elias? Quando feriu as águas elas se dividiram de um ao outro lado; e Eliseu passou.
15 Vendo-o, pois, os filhos dos profetas que estavam defronte em Jericó, disseram: O espírito de Elias repousa sobre Eliseu. E vieram-lhe ao encontro, e se prostraram diante dele em terra.
16 E disseram-lhe: Eis que agora entre os teus servos há cinquenta homens valentes; ora deixa-os ir para buscar a teu senhor; pode ser que o elevasse o Espírito do SENHOR e o lançasse em algum dos montes, ou em algum dos vales. Porém ele disse: Não os envieis.
17 Mas eles insistiram com ele, até que, constrangido, disse-lhes: Enviai. E enviaram cinquenta homens, que o buscaram três dias, porém não o acharam.
18 Então voltaram para ele, pois ficara em Jericó; e disse-lhes: Eu não vos disse que não fosseis?



Prezada Comunidade!


Ascensão é o acontecimento que completa a vida terrena de Jesus. Após a ressurreição, Jesus permanece 40 dias com os discípulos, e, depois, é levado à plenitude da presença de Deus. Mas antes disso é tarefa dos apóstolos passar adiante a Palavra de Deus. Acontecimento semelhante é relatado no texto de 2 Reis com relação aos profetas Elias e Eliseu. Elias prepara Eliseu para continuar a missão; dá-lhe o seu espírito o que significa: o conhecimento da Palavra de Deus, a coragem para profetizar, o espírito de liderança e a sua capa, que é o sinal visível de que Eliseu sucede Elias, quando este é levado por Deus.

Os filhos dos profetas” (O povo de Deus) uma vez mais são surpreendidos pela ação de Deus. Eles querem encontrar Elias, e insistem com Eliseu para ir à procura do seu antigo líder, mas não o encontram. Para o povo, a presença de Deus através do profeta Elias era muito importante. Mas, agora a missão de profetizar passa para outra pessoa. É hora da transição do ministério profético de Elias ao ministério de Eliseu. Essa ação de Deus se faz perceptível em tantas outras situações na história de Deus com seu povo.

Somos lembrados de que já nos tempos do Antigo Testamento eram necessárias trocas de geração nos líderes. Josué sucede a Moisés, Davi sucede a Saul, Salomão a seu pai Davi, Eliseu – como vimos – a Elias; depois seguem outros profetas como Amós, Oséias, Isaías, Jeremias etc. O próprio Jesus prepara seus discípulos dizendo-lhes que não vai estar sempre fisicamente ao seu lado (João 14). Outras passagens do Novo Testamento assinalam que ele recomendou aos seus discípulos seguirem com sua missão de anunciar e fazer notável o reino de Deus (Mt 28.16-20). Assim como Eliseu recebe uma dupla porção do Espírito de Elias, assim os discípulos recebem a promessa de que o Senhor estará com eles até o fim dos tempos (Mt 28.20). A plenitude dessa presença do Espírito de Deus com os apóstolos acontece e é celebrado no Pentecostes.

Em todas essas situações, percebemos que Deus chama e desperta pessoas para a missão de anunciar a Sua Palavra. Eis um grande mistério. Deus se revela e se coloca na fragilidade humana. Mas tudo isso não faria sentido se não fosse o amor de Deus pela sua criação. É propósito de Deus a redenção de toda a sua criação. Deus não quer fazer isso sem a participação de pessoas; como bem sabemos: pessoas frágeis, incoerentes, injustas, enfim, pecadoras. Deus as chama, as transforma.

Deus se revela, mas envia pessoas para anunciar a Boa Notícia do Reino. E é assim porque Deus se encarnou. Ele não fica distante. Por isso, a ascensão, por mais que pareça mostrar a ausência de Deus, ela é a plenitude da sua presença. Jesus volta à plenitude do Pai, cuja ação é sentida desde o princípio de tudo.

Em Jesus Cristo a revelação de Deus é definitiva. Não temos mais a necessidade de buscar uma liderança ”antiga” que nos revelasse a presença de Deus, assim como os “filhos dos profetas” foram procurar Elias, mesmo sabendo que Deus estava com Eliseu. Na Ascensão de Jesus, o sentido de vida está completo: somos criaturas que vem de Deus, vivemos, a partir do Batismo, para Deus, somos orientados pelo Evangelho e, enfim, retornamos para a perfeita comunhão com Deus. E Jesus vai à nossa frente e prepara-nos um lugar (João 14.2). Deus nos resgatou em sua graça. Ele nos escolheu e nos envia para a missão. Nesse novo começo, Jesus envia os apóstolos e a Palavra anunciada através dos apóstolos, faz surgir as comunidades cristãs. Como membros da comunidade, chamados e chamadas a partir do Batismo, somos, pela ação e graça de Deus, simultaneamente, CONTINUIDADE PROFÉTICA e NOVIDADE no anúncio e na vivência da Palavra de Deus.

Isso nos mostra que a missão de Deus não acontece de forma isolada, individualista. Ela acontece na comunidade. Nesse sentido, ela é comunidade na CONTINUIDADE PROFÉTICA e, por isso, sua prática aponta para a denúncia de toda idolatria nos tempos atuais, como fizeram Elias, Eliseu e os demais profetas até João Batista, em seu devido tempo.

Essa atividade profética não permite acomodação diante das idolatrias do tempo; não permite fazer ‘vistas grossas’ diante da vida indigna mais diversos lugares; não permite omissão diante das injustiças mascaradas do nosso sistema econômico; não permite calar diante da corrupção nos meios políticos; não permite exclusão e discriminação de qualquer espécie.

A comunidade é também NOVIDADE a partir do Evangelho de Cristo. Em sua vida cotidiana, a comunidade não vai reproduzir os sistemas opressivos. A comunidade, chamada a partir do Batismo, é que desperta lideranças conscientes da sua tarefa. Lideranças que não acumulam todo o poder sobre e para si, mas que se colocam a serviço do Evangelho. Sejam pastores, pastoras, diáconos, diáconas, catequistas, missionários, missionárias ou presbíteros e presbíteras, todos vão estar conscientes de que novas lideranças são necessárias na continuidade da missão de Deus. A comunidade é também novidade no sentido de ensaiar práticas que irão motivar pessoas e formar ‘profetas’ para atuar nos diferentes setores da sociedade para o testemunho consciente da Palavra de Deus.

Mas é importante lembrar que essa tarefa não acontece com forças e conhecimentos próprios. A tarefa comunitária é, antes de tudo, uma ação resposta pela presença de Deus, em Cristo. Essa ação necessita de constante oração e do pedido pela orientação da Palavra de Deus. A promessa da sua presença, nós a temos da boca do próprio Jesus, que é o princípio e o fim: “Eis que estou convosco até o fim dos tempos”. Que o Santo Espírito nos conceda a sua presença. Amém.

 




P. Oscar Miguel Lehmann
Lajeado, RS, Brasil
E-Mail: oscarmiguel@certelnet.com.br

Bemerkung:
Comunidade Cristã: Continuidade e Novidade no Anúncio da Palavra de Deus




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