Göttinger Predigten

deutsch English español
português dansk Schweiz

Startseite

Aktuelle Predigten

Archiv

Besondere Gelegenheiten

Suche

Links

Gästebuch

Konzeption

Unsere Autoren weltweit

Kontakt
ISSN 2195-3171





Göttinger Predigten im Internet hg. von U. Nembach

23º Domingo após Pentecostes, 27.10.2013

Predigt zu Jeremias 14:7-10, 19-22, verfasst von Astor Albrecht

Você já fez uma reforma em sua casa? O que geralmente acontece? A reforma torna-se maior do que o planejado, pois quando o trabalho começa aparecem mais coisas que precisam ser reformadas. E há casos que a própria reforma não resolve mais! Precisa colocar tudo abaixo e fazer novo. Isso nos ajuda a entender o texto: o povo de Judá é afligido por uma grande seca (v.1). O povo está abatido: vão aos poços para buscar água e voltam com os potes vazios. A terra está seca e não há capim para os animais. São dias muito difíceis. É então que o povo confessa a Deus o seu pecado. Reconhecem que se afastaram de Deus e pedem que ele não os deixe envergonhados, mas que se lembre de sua aliança. Foram atrás de outros deuses, mas agora confessam que nenhum ídolo pode fazer chover. Quando vemos a oração do povo imaginamos que logo iria começar a trovejar! Que as pessoas já poderiam pegar seus guarda-chuvas! Afinal de contas, Deus é bondoso e sempre ajuda aqueles que buscam por ele. É só estar em dificuldades que Deus logo vem com a solução quando é chamado. Assim eles esperavam.

É aqui que o texto “nos derruba”! O Senhor diz ao profeta Jeremias: “Não rogues por este povo para o bem dele” (v.11). Deus não só diz que a seca continuará, mas que vai piorar ainda mais: virá espada, fome e peste (v.12). Mas o que aconteceu para Deus estar assim? Será que “levantou com o pé esquerdo”? Não é a primeira vez que há uma palavra dura da parte de Deus. Ele disse para Saul: “Visto que rejeitaste a palavra do Senhor, ele também te rejeitou a ti, para que não sejas rei” (1Sm 15.23). No evangelho de Lucas diz que o publicano volta para casa, mas não voltou justificado. Foi orar, mas não voltou para casa em paz com Deus.

A palavra de Deus ensina para não vivermos de aparências. O fariseu aparentava uma vida correta e íntegra diante de Deus; cheio de orgulho considerava-se muito melhor do que os outros. Ele não precisava mudar em nada. Não é assim que pessoas vivem a fé? Criam para si mesmas um Cristo a partir daquilo que lhes interessa: que ele atenda a minha lista de exigências; que ele resolva os problemas do meu casamento; que ele pague as minhas contas! É um Cristo refém da minha ambição e egoísmo! Não é isso que vemos hoje? A vida cristã de aparências já não significa mais ser uma “nova criatura” (2Co 5.17), mas é ser a mesma pessoa, só com um leve toque de verniz religioso. Decisivo não é mais a voz de fora, de Deus, que fala comigo, mas uma voz de dentro, uma voz que nasce da vaidade, do medo, do egoísmo e dos desejos confusos. Por isso para muitos a religião é a busca do auxílio sobrenatural para a realização de tudo o que se deseja: poder econômico, a garantia de boa colheita, bem estar, vantagens sobre os outros. E Deus fica preso à agenda da Igreja: terça-feira da libertação! Quarta-feira da prosperidade! É só participar no dia certo que Deus resolverá! Enquanto isso, Deus já não mais ajuda a descobrir o significado da vida, a importância de preservar a justiça na sociedade, de encontrar caminhos para cuidarmos de tudo que ele nos confiou, de viver com integridade, de compreender como nos ama e como nós devemos corresponder ao seu amor. Ficam as aparências!

Assim era nos dias de Jeremias. Assim é hoje. O profeta diz que as pessoas “gostam de andar errantes” (v.10). Isto é, não querem mudar a sua vida. O Senhor Jesus reforça: “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! Entrará no reino dos céus” (Mt 7.21). Não há humildade, verdadeiro arrependimento e disposição de querer mudar. Há aparência! O profeta Oséias descreve como é superficial a vida do povo: “Porque o vosso amor é como a nuvem da manhã e como o orvalho da madrugada, que cedo passa” (Os 6.4).

Onde está a “chave” para a mudança? O que todos precisamos ouvir é a mesma palavra que o Senhor dirigiu ao publicano: “Digo-vos que este desceu justificado para sua casa”. Ele foi contado como justo, inocentado de seus pecados. Irmãos, nós precisamos sempre da misericórdia de Deus. Todos nós! Na verdade, nossa culpa é grande e pesada, e nem conseguimos determinar o quanto pecamos; no entanto, a misericórdia é maior, e ninguém consegue explicar ela em palavras. Por ela devemos procurar e crer que o Senhor jamais nos vai privar dela. “O Senhor, teu Deus, não te desamparará, porquanto é Deus misericordioso, nem te destruirá” (Dt 4.31).

A misericórdia de Deus nos faz voltar para casa com ele e na sua paz. Sua misericórdia nos oferece vida nova. Era isso que faltava ao fariseu e ao povo que Jeremias pregava. E por isso Deus lhes diz não! As aparências não valem diante de Deus. Irmãos, aprendemos que a arrogância, o orgulho espiritual, o desprezo à vontade de Deus tem que ser combatidos até não ficar mais nada em pé. Não basta reforma, precisa por abaixo! Como? “Ó Deus, sê propício a mim, pecador!”. Onde a misericórdia de Deus é recebida com fé e humildade, ali são feitas novas todas as coisas. E é assim, pois o evangelho é o poder de Deus para a salvação.

Conta-se a história de um homem que costumava amarrar seu cavalo toda manhã em frente ao bar. Certa manhã, o dono do bar notou que o cavalo estava amarrado defronte da igreja. Viu o homem na rua e o chamou. – Ei, por que o seu cavalo está parado em frente à igreja? O homem responde: - É que ontem eu participei do Culto e ouvi a palavra de Deus e decidi estacionar em outro lugar. Não vamos viver de aparências; a misericórdia de Deus toque a nossa vida para vivermos na sua paz. Assim testemunhemos com Paulo: “Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé” (2Tm 4.6). A misericórdia do Senhor seja com todos. Amém.



P. Astor Albrecht
Indaiatuba - São Paulo.
E-Mail: astor.alb@ibest.com.br

(zurück zum Seitenanfang)