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ISSN 2195-3171





Göttinger Predigten im Internet hg. von U. Nembach

Natal, 25.12.2013

Natal – Luz em meio ŕ escuridăo
Predigt zu Isaías 9:2-7, verfasst von Júlio Cézar Adam

Que a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo estejam com todos vocês. Amém.

 

Estimada comunidade. Natal é o dia que comemoramos a luz de Deus que se acende em meio a nossa escuridão. Pensemos algumas situações que nos ajudam a entender esta ideia “Natal é o dia que comemoramos a luz de Deus que se acende em meio à nossa escuridão”. Todos nós já vivenciamos falta de luz em algum lugar, como p. ex. na nossa casa. A gente fica minutos, horas, na escuridão, com luzes de velas, talvez, esperando que a luz volte. Durante este tempo de escuridão, não podemos ler, nem ver televisão, nem usar o computador, nos dias de calor, sem ventilador e geladeira... Ficamos quase imobilizados, dentro de nossas próprias casas. Até que a luz volta e a gente festeja, fica contente. A vida volta ao normal.

 

Pensemos agora esta situação de escuridão no todo da nossa vida. Às vezes (ultimamente, quase sempre) quando assisto ao noticiário na TV eu percebo que vivemos um tempo de grande escuridão. As notícias são de violência – assassinatos, abusos, roubos, assaltos, agressões, acidentes, guerras, perto e longe da gente. Outras notícias que assistimos são de destruição, de doenças, de catástrofes, (como as chuvas, tufões, por exemplo). Ainda outras notícias são sobre corrupção, políticos presos, abuso de poder... No meio desta escuridão toda, algumas notícias são como as velinhas acesas na nossa casa, no dia que falta luz. São notícias boas, que iluminam um pouco, mas mesmo assim não clareiam a vida, não resolvem a situação de trevas. Depois do noticiário, às vezes, eu também fico imobilizado, com medo de sair de casa, com medo de viver. Depois do noticiário a escuridão parece ser tanta que eu me sinto sem esperança.

 

Estimada comunidade, nesta situação de escuridão, o natal acontece. O natal é a luz que volta e dá coragem, força e ânimo para viver.  (Leitura do texto de Isaías 9.2-7, caso não tenha sido lido na parte das leituras bíblicas).

 

O texto de Isaías 9. 2-7, que ouvimos, é do profeta Isaías, escrito séculos antes do nascimento de Jesus Cristo (733 a.C). Na época de Isaías, o povo de Deus vivia também uma grande escuridão, uma escuridão ameaçadora, permanente. O povo enfrentava uma grande guerra, a guerra Sírio-Efrainita. Em algumas regiões, suas terras e casas haviam sido tomadas e destruídas. O povo estava muito aflito, com medo, oprimido pela invasão de povos inimigos. A escuridão da guerra, aos poucos, tomava conta de tudo e de todos. Havia ameaça de invasão de outros exércitos, os assírios, piorando ainda mais a situação e colocando em risco, inclusive, a existência do povo inteiro. Em meio a esta situação de trevas, incertezas e medo, Isaías fala de luz! Uma luz especial, que brilha e dissipa as trevas. O povo que andava nas trevas viu grande luz e os que viviam na região da sombra da morte, resplandeceu -lhes a luz. Assim Isaías fala ao povo. Imaginem vocês, se nós já nos alegramos quando a luz volta às nossas casas depois de um breve e passageiro blecaute, quão grande deve ter sido a felicidade do povo, quando escuta esta profecia: o povo que vivia nas trevas, viu um grande luz! O motivo desta luz é o nascimento de um menino, assim diz o profeta: Um menino nos nasceu. Um menino se nos deu! Não sabemos bem quem exatamente é este menino que Isaías anuncia tão cheio de esperança. Será, no entanto, especial: Maravilhoso conselheiro, Forte, Pai cuidador, promotor da paz. Provavelmente seja o nascimento do filho do rei, ou a posse de um novo rei, que irá acabar com a guerra e trazer luz em meio à terrível escuridão em que viviam. A alegria é sem medida! Para o profeta, esta brecha de esperança que vem através de um menino é dádiva de Deus. O menino que nasce é o jeito de Deus devolver a paz e a esperança ao povo que andava na escuridão.

 

Nós cristãos, entendemos que este menino, anunciado por Isaías é o menino Jesus, que nasce nesta noite, em meio as trevas da nossa vida. Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz. Jesus Cristo é de fato esta grande luz, que mesmo frágil e simples, ilumina o mundo inteiro.

 

No tempo que o menino Jesus nasceu, a situação do povo não era muito diferente daquela do tempo de Davi. Também havia escuridão. O povo não estava em guerra, mas havia formas de opressão e domínio, abuso de poder, ameaças. O próprio nascimento de Jesus se dá em meio às trevas. O menino nasce na escuridão, na margem do mundo, num curral de animais, acolhido dentro de um cocho. Jesus já nasce ameaçado por Herodes e, junto com seus pais, precisa fugir, para sobreviver. Nossos presépios, até hoje, reproduzem esta situação de escuridão. Não por acaso usamos velinhas, cantinhos escuros para montar a cena do nascimento. Jesus nasce em meio à escuridão!

 

O nascimento de Jesus, estimada comunidade, o natal, faz renascer a antiga profecia de Isaías. A luz de Deus se acende de novo em meio à nossa escuridão. Novamente Deus vem ao encontro das pessoas. Novamente de forma frágil e simples, através de um menino, Deus vem a nós. Novamente a esperança renasce no coração de pessoas comuns, porque algo bom, da parte de Deus, é dado ao povo. “Eis que trago boa-nova de grande alegria”, dizem os anjos aos pastores, no campo. Não precisamos mais ter medo! Jesus não é um velinha na imensa escuridão da vida. A luz resplandeceu para não mais faltar!

 

Este menino que nasce no curral de Belém, irá conhecer bem de perto a escuridão. Ameaçado já no seu nascimento, ele irá experimentar as mais diferentes formas de abandono, miséria, radicalismo, desprezo, abuso. Por ser a luz verdadeira em meio à escuridão, o menino nascido no curral, irá conhecer a escuridão mais terrível: a cruz. Mas nem mesmo esta escuridão, a escuridão da cruz, consegue ofuscar a luz que começou a brilhar no natal de Belém. Por ser a luz do mundo, Jesus Cristo vence a escuridão da cruz. Sua ressurreição brilha até hoje. A ressurreição confirma que o menino do curral é de fato Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz. Por meio de Jesus Cristo, a graça de Deus se manifestou salvadora a todos (Tt 2.11).

 

Estimada comunidade, isto é que celebramos no natal: a luz de Deus que se acende em meio a nossa escuridão. Há luz no fim do túnel! Deus vem sempre ao encontro do seu povo, vem ao encontro das pessoas... Ele nos busca lá na nossa escuridão mais profunda e nos enche de esperança e alegria. Porque Jesus Cristo é a luz de Deus que jamais pode ser ofuscada, já podemos dissipar o medo. Mesmo que as notícias falem de trevas. Mesmo que a gente viva com medo e ameaçado, como o povo de Isaías. Mesmo que as crianças continuem sendo ameaçadas, como o menino de Belém. Mesmo que a vida seja tão difícil, injusta e sofrida. Mesmo que a nossa esperança quase despareça, tantas vezes. Um menino nos é dado, de presente, para que a luz verdadeira resplandeça, brilhe e a paz não tenha fim. E cada vez que a Igreja celebra este nascimento, estamos dizendo isto: Deus vem até nós, e dissipa a escuridão do mundo.

Que este Deus que vem a nós no menino do curral, o Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz, nos encha de esperança e coragem. Que sua luz brilhe em nós, na nossa comunidade, na Igreja e que sejamos, nós também, luz do mundo, até que ele volte e resplandeça por toda a eternidade. Amém.



Prof.Dr. Júlio Cézar Adam
Sao Leopoldo
E-Mail: julioadam@est.edu.br

Bemerkung:
Leituras:
Lucas 2,1-14
Tito 2,11-14


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