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ISSN 2195-3171





Göttinger Predigten im Internet hg. von U. Nembach

Sétimo domingo depois da Epifania, 23.02.2014

Predigt zu Levítico 19:1-2,9-18, verfasst von Angela Lenke

Prédica Levítico 19.1-2,9-18: Pois, Eu sou o Senhor!

Textos auxiliares Mt 5.38-48, 1 Co 3.10-11, 16-23, Sl 119.33-40 

 

A graça, a paz e o amor de Deus esteja com cada uma e cada um de vocês. Am

Estimadas irmãs e estumados irmãos em Cristo!

Conta-se que nas estradas do MT uma ponte fora levada pela chuva, de forma que as pessoas estavam impedidas de atravessarem o rio. Por causa das longas distâncias até voltar para casa, era melhor esperar o conserto da ponte. Havia algumas pessoas acampadas. Entre elas, uma pessoa de nossa igreja. Ela havia levado junto um sanduíche como de costume. Mas, vendo adiante um pai com 3 filhos achou melhor não abrir o sanduíche porque não seria suficiente. Passado alguns minutos, chega esse pai e bate no ombro dela oferecendo um pedaço de pão. Agora não sabia como reagir diante da sua ganância e dos seus pensamentos de que a partilha precisava ser em grandes proporções.

Essa história é muito comum. Quantas vezes ficamos intimidados de partilhar. A “Lei do Senhor é Perfeita” diz o Sl 119. A Lei em Levítico é dada ao povo de Israel justamente para não esquecer de partilhar, de socorrer o necessitado, de não ser egopista a ponto de colher o último grão no campo, de provocar raiva nas pessoas, de fazer juramentos em nome de Deus. No texto, Deus diz 5 vezes: “Eu sou o Senhor!”. Chama-me a atenção quando ele diz: “Eu sou o senhor! Tenha respeito comigo!” A falta de respeito com a natureza e as pessoas é uma ofensa a Deus. Centrado no próprio umbigo, na inteligência, produção e individualismo, o ser humano esquece de Deus e dos seus ensinamentos.

Será que estamos nos afastando dos ensinamentos do Senhor quando vemos tanta traição, necessidades, feridas, exigências em nossa sociedade?

O povo de Israel tinha e tem a terra como sagrada. Recebida e preparada pelo Senhor. No Brasil, não esqueçamos que ela é alvo de disputas, seja pelos que vieram e vem de fora, seja pelas lutas internas do país. Por causa da terra famílias brigam e há quem se suicide quando a perde. Por causa da terra irmãos brigam. A terra produz, mas ela precisa produzir muito, então ela é agredida violentamente com todos os tipos de máquinas e químicos. Para nós da cidade, comemos o veneno nos produtos, vemos a luta por cada lote de terra, ouvimos quem tem a concentração de poder para ter os melhores lugares. Na roça e na cidade, a comida sobra. Sobra porque desperdiçamos. Para nós que vivemos na cidade, a terra pode representar desde um lote de terra, até o apto, veículo e emprego que temos. Também por causa deles há disputa, briga e também suicídio e assassinatos.

Deixar grãos para trás no campo era a forma de ajudar os necessitados. Hoje o mandamento não muda. O mandamento de Deus continua sendo: fazer pensando na necessidade do outro.

E as necessidades tem diferentes caras. Solidão e doenças estão entre nossa gente. São os motivos que mais ocupam a agenda de um ministro ou ministra na cidade. Estar entre tantas pessoas e sentir-se só. Ter acesso às unidades de saúde e hospitais e ser dependente de medicamentos. Com o estresse do dia a dia, mal temos tempo para ouvir, consolar, encorajar, tomar um café junto sem pensar na próxima tarefa. Em meio a produção e colheito, o texto de Levítico nos lembra que o mais importante é viver a vida e preservar a vida. É como se dissesse: não se mate querendo colher todos os grãos do campo, não seja tão perfeccionista e exigente. Vida em abundância é o que Cristo quer nos dar e para isso morreu e resscuscitou. Ainda não aprendemos todas as coisas, os ensinamentos e significados desse amor extremo de Jesus. Mas, se ressuscitou é porque quer vida e não morte.

O texto também nos fala da raiva e da vingança. Relacionar-se não é tão fácil, mas também dificultamos. Há quem concorde que quem matar seu irmão tem que sofrer, mas esquece que quem tem língua comprida também pode sofrer. V.18: “ Não se vingue, nem guarde ódio de alguém do seu povo, mas ame os outros como você ama a você mesmo”. Um dos grandes exercícios da fé é aceitar-se como irmão que erra e carece da misericórdia de Deus.

Assim é a Palavra do Senhor: ela não volta vazia. Ela é designada para que seu povo viva unido e santo, como santo é o Senhor. Ela nos corrige e faz pensar para que possamos viver bem e por muito tempo sobre a terra.

Como diz o apóstolo Paulo: “ Que a graça do nosso Senhor Jesus esteja com vocês! E que o meu amor esteja com todos vocês, pois estamos unidos com Cristo Jesus!”. Amém.

 



Angela Lenke
Vitória/ES
E-Mail: angelalenke@yahoo.com.br

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