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ISSN 2195-3171





Göttinger Predigten im Internet hg. von U. Nembach

6º Domingo após Pentecostes, 20.07.2014

Predigt zu Isaias 44:6-8, verfasst von Aldo Julio Zilki

 

 Meus queridos irmãos e irmãs em Cristo Jesus nosso Salvador. Nossa sincera petição é que a Graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus Pai e a companhia do Espírito Santo seja com todos para que possamos:

        Aprofundar o nosso conhecimento a respeito do Deus verdadeiro.
         Aumentar a nossa fé em Deus Pai, Filho e Espírito Santo.
        Aproximar-nos ainda mais do nosso Deus Trino e Uno.
         Ajudar-nos a melhor servir e obedecê-lo em tudo.

Para isso gostaria de convidá-los acompanhar em vossa Bíblia o texto de Is 44.6-8 e meditar nele sob o seguinte tema:

A IDENTIDADE DO VERDADEIRO DEUS.

Costumamos ouvir a máxima: "Gosto não se discute", porque "Cada cabeça uma sentença". Também em relação a Deus, cada um procura formular suas próprias teorias. Há os que lhe tiram seu poder, enquanto outros põe-no a seu serviço particular e individual usando-o conforme suas necessidades e conveniências. Criam seu deus descartável, um deus ao gosto de cada um.Com isso acabam apegando-se a um deus que não existe. Trata-se de uma caricatura do Deus verdadeiro. Essa representação do Deus verdadeiro não serve para nada. Ela não passa de vã ilusão.

O único Deus verdadeiro é totalmente diferente. O ser humano é incapaz de conhecê-lo por si próprio. Por isso tem grandes dificuldades em compreendê-lo em suas ações. Ele tem características que fogem inteiramente de nossa maneira de pensar. A primeira delas é:

          I.     Ele é o ÚNICO Deus verdadeiro.

"Assim diz o SENHOR, Rei de Israel, seu Redentor, o SENHOR dos Exércitos: Eu sou o primeiro e eu sou o último, e além de mim não há Deus".

Neste v. 6, Yahweh se apresenta como o verdadeiro e único Deus em oposição aos ídolos. Sua identidade é representada por meio de vários títulos. Um deles é "Rei de Israel", que num contexto de exílio, é um título ousado. Por meio dele, Yahweh desmitifica o princípio religioso comum no Antigo Oriente Próximo de que a nação que domina o faz porque o seu deus é mais poderoso do que o da nação subjugada. Nesse caso, Israel, sendo prisioneiro dos babilônios, evidenciava que Marduque era superior a Yahweh. Mas para Israel, a manifestação divina como "Rei de Israel" vinha como um bálsamo. Era o mais puro evangelho porque descreve:

         A relação de identidade Deus com Seu povo.
        O interesse, preocupação e cuidado por ele.

Alguém se apresentar como súdito de determinado rei significava revelar a sua própria identidade que lhe assegurava consequente proteção e imunidade.

Mesmo no exílio, Yahweh é a embaixada divina para Israel. Como "Redentor", Yahweh se apresenta como o parente próximo que liberta o sequestrado Israel através do pagamento de resgate.

Outro título que representa a identidade divina é: "SENHOR dos Exércitos". É a expressão que implica na abrangência de todas as coisas criadas por Deus. Deus tem o controle da criação em Suas mãos. A providência divina, como enfatizavam os pais ortodoxos, está presente com Israel. Ele tem o poder sobre tudo nos céus e na terra para levar a cabo a sua vontade redentora. E conclui com "Eu sou o primeiro e eu sou o último". O emprego do pronome pessoal enfatiza a identidade. "Primeiro" e "Último". Deus vai de horizonte a horizonte. Deus é de "A" a "Z". Nele estão compreendidas todas as coisas. O fato de esta mesma expressão ser empregada em relação a Jesus não apenas uma, mas quatro vezes em Apocalipse (1.17; 2.8; 21.6; 22.13) é uma clara indicação de que Jesus Cristo era Yahweh encarnado no AT.

. Vivemos numa era de relativismo. A assim chamada era pós-moderna rejeita a verdade única. Toda verdade é relativa. Por isso rejeita também um Deus absoluto e exclusivo. Muitos cristãos, até luteranos por vezes, acreditam que todas as religiões são boas na medida em que falam de Deus (seja lá qual for) e que seja boa para você.

Na verdade, quando você cria um deus, esse deus não é outra coisa senão a projeção de você mesmo. Cria-se um deus de cera que se ajusta às conveniências do seu próprio criador. Idolatria, em última análise, é o ser humano adorando a si mesmo. Idolatria se configura a partir do momento em que nos constituímos referência para nós mesmos: um deus falso que inventamos, uma imagem que criamos de nós mesmos. Trata-se de uma visão pobre de Deus na vida do povo. Por isso vão ao curandor, à benzedeira, etc. Com isso acabam perdendo a identidade do Deus verdadeiro. Mas, será que a pessoa perdeu totalmente a comunhão com Deus? Não.

No nosso texto, essa relação se apresenta com lei na medida em que destrói essa ilusão e revela um único Deus. Ele é o único SENHOR, a quem devemos prestar contas. A lei condena nossa busca e inclinação a outros deuses, quaisquer que sejam. Ela expõe a nulidade e futilidade deles. Deus, o SENHOR, é um Deus zeloso pelo Seu povo e por nós. Lemos no Sl 30.7: "Tu, SENHOR, pelo teu favor fizeste forte a minha montanha; tu encobriste o teu rosto, e fiquei perturbado". Não há coisa pior que ser privado da presença de Deus em nossa vida.

No entanto, saiba que você foi batizado. Deus fez Aliança contigo. Deus suportou em si a dor do sofrimento do inferno por nós. A graça de Deus permite que sejamos cegos para o inferno e o mal debaixo de nós para que não nos esqueçamos de nossa real situação. O Senhor Deus verdadeiro deu um sinal de que nos criou e nos ama. Ele revelou sua verdadeira identidade através de seu Filho Jesus Cristo. Portanto, não há nada nem ninguém que possa disputar com Deus. Ele é único e absoluto Deus. Ele foi capaz de sacrificar seu Filho em nosso favor. Com isso ele nos livrou de seguirmos a falsos deuses. Ele também é:

        II.     Ele é Protetor.

Nós lemos no v.8: "Não vos assombreis, nem temais; acaso, desde aquele tempo não vo-lo fiz ouvir, não vo-lo anunciei? Vós sois as minhas testemunhas. Há outro Deus além de mim? Não, não há outra Rocha que eu conheça".

Diante da realidade consumada de que o exílio efetivamente acontecera, no texto de 44.6-8, Deus vem lembrar a Israel de que:

       Ele é o que possui a exclusiva supremacia e
       Os deuses em quem Israel confiou devem ser definitivamente abandonados.

Num certo sentido, Yahweh está vingando os seus profetas que por tantas vezes, começando de madrugada, alertaram o povo do risco que estavam correndo ao se agregar ao culto pagão e dispensar as riquezas da graça divina. Assim como as profecias se cumpriram naquele tempo, culminando no exílio, também agora a profecia de Deus tem a mesma equivalência de cumprimento com relação ao esplendor da sua divina graça.

O v. 8 nos mostra que o objeto do medo de Israel é o suposto poder dos deuses pagãos, num país estrangeiro. Em 40.18 e passagens seguintes, Deus mostra que nem mesmo o Israel fiel estava plenamente convencido que os deuses pagãos eram inúteis. Israel estava infectado com o medo deles. Em Is 40.27 fica evidente que sua fé na divindade exclusiva de Deus e Sua ajuda estava sendo solapada. Por isso, este versículo 8 enfatiza, de um lado, a divindade de Deus e, de outro, a nulidade dos deuses. Talvez "não vos aterrorizeis nem vos assombreis" (de assombração mesmo) seja uma tradução adequada. Deus quer consolar o Seu povo no exílio, como fizera antes. Israel é testemunha desse fato passado. Deus assegura que está no controle de tudo o que acontecer ao povo. O momento atual também faz parte do Seu plano amoroso e disciplinador. Israel pode confiar Nele. Afinal, Ele é a "Rocha".

Lamentavelmente nos dias atuais, reina um sincretismo religioso sem fronteiras. Trata-se de uma combinação de crenças, ideias, doutrinas, práticas religiosas ou filosóficas divergentes ou antagônicas. O sincretismo é pior que o ateísmo porque vem travestido de princípios e ideias semelhantes. Assim ele vai nos envolvendo com palavras que cabem em várias religiões e seguimentos. No sincretismo cai bem a frase: crer em Deus é o meio de alguém se salvar. Então as pessoas afirmam: "deus é o mesmo, não importa a religião". E afundam-se em pecados e ofensas ao Deus verdadeiro.

Pensar e agir assim é perder de vista quem é o Deus verdadeiro em quem confiamos. Isso pode nos levar a perder a herança eterna no céu.
Para que isso nos ocorra conosco, sigamos o conselho do salmista: "Então, invoquei o nome do SENHOR: ó SENHOR, livra-me a alma". Sl 116.4. E ele nos livrará da morte eterna.

Vemos que a exclusividade de Deus não diz respeito apenas ao Seu ser. Ela é também a fonte de conforto e consolo. Pois Ele é o único Deus que nos criou e nos redimiu, com o resgate cujo preço exclusivo. Ele mesmo pagou na pessoa do Servo Sofredor (Is 53). Estabelecendo a Sua aliança conosco no nosso batismo, Ele se tornou nosso Rei, nosso Redentor e nós o seu povo escolhido. Como "Primeiro" e "Último", Ele protege nossos limites e nossas fronteiras no tempo e no espaço.

Enfim, Ele é a nossa Rocha que lá está desde o início: forte, inabalável, segura e, segundo Lutero, como "Refúgio" eterno. Enquanto fugacidade é característica do poder, das nações, dos deuses, perenidade e solidez é característica da Rocha - "Rocha Eterna, meu Senhor" (HL 276).

De onde me virá o socorro? Vem daquele que eu creio que tem todo o poder para me ajudar. Lemos no Sl 121.1,2: "Elevo os olhos para os montes: de onde me virá o socorro? O meu socorro vem do SENHOR, que fez o céu e a terra".

Aqui está o diferencial entre o Verdadeiro Deus, no qual cremos, e todos os demais deuses. Deus é nosso protetor. É misericordioso  (Sl 119.58) É aquele que nos ama, mesmo que não o mereçamos. Enquanto que outros deuses cobram sacrifícios dos mais diversos: despachos, dinheiro, a vida de outrem, rituais dos mais absurdos, o nosso Deus vem e se sacrifica por nós. E faz isso na cruz de Jesus

Nele precisamos buscar refúgio e proteção. É nele que precisamos confiar. É a ele que precisamos amar e respeitar com o mais profundo sentimento. Ele está sempre pronto para nos auxiliar concedendo-nos o melhor. Sem ele só resta ilusão, fracasso e destruição. Se não entendemos os seus planos, aguardemos até que ele, a seu devido tempo, nos revele sua santa vontade. Tenhamos plena certeza de que tudo o que provem dele vem pro amor e será para o nosso bem. Amém.

 



P. Aldo Julio Zilki
Pato Bragado, Pr - Brasil
E-Mail: revaldojulio@yahoo.com.br

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