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ISSN 2195-3171





Göttinger Predigten im Internet hg. von U. Nembach

10º Domingo após Pentecostes, 17.08.2014

Predigt zu Isaias 56:1.6-8, verfasst von Aldo Julio Zilki

    Meus estimados amigos, irmãos e irmãs em Cristo Jesus, nosso Salvador: Nossa sincera petição nesse momento é que a Graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor de deus Pai e a companhia do Espírito Santo estejam com todos vocês hoje e sempre para que possamos crer que O AMOR DE DEUS NOS ACOLHE TORNANDO-NOS HERDEIROS DA SALVAÇÃO ETERNA.

Nós vivemos numa sociedade marcada pela exclusão, pelo preconceito e pela marginalização. Trata-se de um contexto semelhante ao que viveu o povo a quem Isaías pregou a inclusão e a comunhão. Ele semeia as sementes da esperança apontando para uma nova convivência. O povo do seu tempo atravessava uma situação econômica, espiritual e política paupérrima. Grande era a desconfiança das pessoas que não se consideravam dignas de pertencer ao povo de Israel. E pessoas eram discriminadas por serem estrangeiras ou por serem pessoas mutiladas (castradas/eunucos). Para isso se valiam de Dt 23.1. A lei judaica as afastava do templo e impedia de participarem da comunidade de culto e das festas religiosas. No entanto, a aliança de salvação não está em nascer num lar cristão, mas em aceitar o sangue da aliança que é a morte de Jesus Cristo em favor dos pecadores (v.3-4).

 A nação de Israel é eleita por direito divino e jamais perderá o seu direito porque Deus jurou por Si mesmo levar até o fim os Seus planos para essa nação. Não obstante, os indivíduos dessa nação, embora herdeiros legais, só podem desfrutar da salvação pessoal aceitando Jesus Cristo como Messias de Israel.

Os gentios não são herdeiros legais. Muitos ganharam o direito de Salvação por colocarem sua confiança no Salvador Jesus. Por outro lado, os aleijados e gentios os quais eram separados, têm, agora, o direito à comunhão com o povo de Deus através da obediência. Esta é a lei de Deus e não os pensamentos dos homens. São a justiça e salvação divina e não a justiça humana (v.1).

Sabemos que o rosto das pessoas excluídas tem inúmeras marcas, inclusive aquelas que apontam às diferenças de caráter confessional, ou aquelas que praticam outras atitudes religiosas.

A prática da exclusão, indiferente a quem discriminamos, acontece quando a nossa própria imagem está em jogo. Quando as pessoas trabalham pela exclusão, elas:

-           Ficam cegas, mudas e adormecidas diante das necessidades do próximo (Is 56.10).

-           São dominadas pelas paixões carnais, egoístas e mesquinhos procurando sempre a sua própria vantagem (Is 56.11).

-           Querem ser auto-suficientes e acabam desorientados e confusos seguindo seu próprio caminho.

Deus se cansou de rituais vazios. As ordenanças Dele sempre foram cheias de significado, porém, transformaram-nas em legalismo e soberba humanos. Ele quer obediência em coisas simples restantes, a guarda do sábado e a justiça diária. O sábado, como todo o leitor da Palavra de Deus sabe, refere-se ao compromisso judaico e jamais deveria ser exigência da Igreja atual. O sábado significa descanso. Cristo é o nosso descanso. Quem já colocou a sua confiança somente em Jesus Cristo como salvador substituto dos pecados já está em descanso eterno, já está salvo da ira de Deus. Essa é a obra que Jesus exigiu do pecador, crer Nele como salvador (v.2).

 O profeta antecipou essa verdade em um período de incredulidade no qual as observâncias à lei foram abandonadas. Os judeus depositaram sua confiança apenas no jejum, na oração e na guarda do sábado. Deus está exigindo o mínimo de obediência, mas ainda assim, os herdeiros legais estão perdendo o seu direito à aliança da salvação.

 O profeta anuncia: "Sigam a justiça e o que é direito, eu vou livrá-los, mostrando assim o meu poder salvador. Eu os levarei ao meu monte santo e vocês ficarão felizes na minha casa de oração".

  Trata-se de uma bela mensagem que permite respirar o ar de liberdade e alegria. Anunciamos que Deus não elimina a lei. Somos chamados por Deus para derrubar as cercas que dividem e os muros que nos afastam das pessoas, e prejudicam o convívio entre os seres humanos.

Por isso a mensagem do profeta sublinha que o ensino e a prática da lei não se sobrepõem à "justiça" e ao que "é direito". Nada é mais importante do que a prática do amor e da misericórdia. Enquanto a lei gera concorrência e dispersa, o amor reúne e promove comunhão, traz esperança e anima ao compromisso. "Guarda o amor e o direito e espera sempre em teu Deus" (Os 12.7).

Isso nos mostra que na vida em comunhão o dom do amor não é a meta de chegada. Ele é o ponto de partida. Partindo dessa premissa Jesus conta a comparação do Pai amoroso em Lc 15. Nela o irmão mais velho não se entusiasmou com o retorno de seu irmão. Ele não se agradou da atitude de seu pai em receber de volta o filho que se perdeu e foi achado, estava morto e agora reviveu. 

   Então a boa notícia transmitida pelo profeta Isaías lança nossos olhos e o coração em direção às atitudes vividas por Jesus Cristo. O Filho de Deus nasceu em meio à sociedade que excluía e afastava pessoas diferentes em nome da boa moral. Ele é enviado para devolver a dignidade aos marginalizados do seu tempo.

Jesus Cristo ao ser condenado e sacrificado na cruz, ele aponta para um novo relacionamento entre as pessoas. Fundamentou, tanto o seu ensino, como a prática, na justiça, na paz, e no espírito da unidade. Ele viveu, até o fim, o que Isaías anunciou muito tempo antes. As Boas Notícias de Jesus aconteceram no horizonte da justiça, cujo princípio parte do amor e da graça divina. Ele viveu o que é direito. Jesus integrou e reconciliou, declarando "felizes os pobres de espírito, os humildes, felizes os misericordiosos e os que promovem a paz". Jesus inaugurou uma nova comunhão e permitiu que todas as pessoas pudessem andar de cabeça erguida. Ensinou que o amor de Deus devolve a dignidade, torna as pessoas próximas, e cria comunhão para com "os de perto e os de longe".

   Ao mesmo tempo, Jesus denunciou a auto-justificação dos fariseus, que se julgavam melhores e mais qualificados; virou a mesa dos cambistas que fizeram da Casa de Oração, o templo, uma casa de comércio.

 No Evangelho de hoje ouvimos Jesus deixando Israel para viajar através da Galiléia para a terra de Tiro e Sidon. Ele precisava de um tempo de descanso, longe das conivências e hostilidades dos escribas hipócritas e fariseus. Ele foi justamente para a terra daqueles que Israel considerava como cães, os samaritanos. Para a surpresa de muitos, o Salvador encontrou muita fé numa mulher cananéia! 

Que mensagem maravilhosa confessa essa mulher: Senhor, Filho de David! E não importa se o fiel é judeu ou gentio, homem ou mulher ou criança. A todos, será dado a salvação que Jesus se refere como "pão".  Para todos nós o pão é dado, para que possamos ser integrados, perdoados e salvos para um único propósito: ser instrumentos fiéis na propagação do amor incondicional de Deus. Essa é a boa notícia que Ele nos dá.



P. Aldo Julio Zilki
Pato Bragado, Pr - Brasil
E-Mail: revaldojulio@yahoo.com.br

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