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ISSN 2195-3171





Göttinger Predigten im Internet hg. von U. Nembach

12º Domingo após Pentecostes, 31.08.2014

Predigt zu Jeremias 15:15-21 , verfasst von Horst R. Kuchenbecker

 

(Observação: Use um mapa para mostrar o caminho da deportação e do cativeiro babilônico).

Introdução

Na semana que passou, a Igreja Cristã lembrou a destruição de Jerusalém pelo rei da Babilônia, Nabucodonosor, no ano 587 antes de Cristo. Naqueles dias, Jeremias atuou como profeta em Judá. Por isso, queremos ocupar-nos, agora, um pouco com este profeta

  1. Queremos ver, em breves traços, sua biografia.

  2. Seu desânimo em meio a sua difícil tarefa.

  3. Como Deus o corrige e reergue.

  4. A lição que aprendemos tudo isso.

I - Biografia de Jeremias.

Abram a Bíblia, Jr 1.1-7

Jeremias era filho da família de sacerdotes em Judá. Ele tinha talvez 20 anos, quando Deus o chamou para ser seu profeta. Jeremias não quis e alegou ser muito jovem. Deus lhe disse:

Olha que hoje te constituo sobre as nações e sobre os reinos, para arrancares e derribares, para destruíres e arruinares e também para edificares e para plantares. (Jeremias 1.7-10)

Sua missão será difícil, cheio de perigos, por isso ele não deve casar, mas permanecer solteiro.

Ele trabalhou 40 anos, Chamou Judá ao arrependimento e anunciou o terrível castigo de Deus a Judá, caso não se arrependessem, de sua idolatria a Baal, serão deportada para a Babilônia. Algo inimaginável. Os sacerdotes acusaram Jeremias de falso profeta, que não amava sua pátria. Pois Judá era povo de Deus. O templo de Deus está em Jerusalém.

Jeremias trabalhou sob o reinado de cinco reis de Judá. O primeiro rei, JOSIAS, fez o que era reto diante de Deus. Reinou 31 anos. Apoio o profeta. Chamou o povo de volta ao culto a Deus. O povo não lhe deu ouvidos. Os outros reis foram maus e fizeram o que desagradou a Deus. - Jeoacaz reinou 3 meses. Eliaquim, chamado de Jeoaquim, 11 anos. Jeoacaz, 3 meses, Ezequias, 11 anos. Eles não deram ouvidos à voz do profeta Jeremias. Por isso veio sobre eles o terrível castigo de Deus. No ano d 587 a.C. o rei Nabucodonozor enviou seu exército com a ordem de arrasar Jerusalém e trazer o povo cativo a babilônia. Eles sitiaram a cidade por três anos, então a arrombaram os portões e entraram. O rei deu ordem ao chefe do seu exército, destrua e queima tudo: O templo, os palácios, as casas, pois é um povo rebelde. O povo foi levado ao Cativeiro Babilônico. Só alguns pobres ficaram. O rei Nabucodonozor havia ouvido a respeito das profecias do profeta Jeremias. Nos dias da destruição Jeremias encontrava-se preso no palácio do rei Ezequias. O rei mandou procurá-lo e vir a sua presença e lhe deu a liberdade.

Esse período foi muita agitação, revoluções, assassinatos e guerras. Os Assírios levaram as 10 tribos do norte ao Cativeiro e subjugaram a Judá que teve que pagar tributo. O Egito derrotou os Assírios, e manteve Judá como vassalos. Então vieram os babilônios e derrotaram o Egito e também jubjugaram Judá. O rei de Judá se rebelou contra Babilônia. O rei Nabucodonosor enviou seu exercito e destruiu o templo, e a Jerusalém e levou o povo ao cativeiro Babilônico. Homens, mulheres e crianças, ricos e pobres. Que só puderam levar um pouco de roupa e alguns animais. E eram conduzidos como se conduz uma tropa de bois. O caminho para Babilônia era longo. Um ano.

Dentro desse período tumultuado Jeremias pregou. Ele é considerado o profeta mais sofrido. Foi preso. Açoitado, lançado no fundo de um poço, do qual o seu fiel amigo e libertou. Em determinado momento do seu ministério, Jeremias desesperou.

Israel era povo de Deus. Deus havia mandado vários profetas a eles. Em vão. As dez tribos do norte de Israel desobedeceram a Deus e os assíria os escravizaram e levaram ao cativeiro. Nunca mais voltaram a ser nação. Judá, também, devido sua desobediência a Deus, foi subjugado pela Assíria. Isto era uma séria advertência para que se arrependessem. Mas nada. Reis, sacerdotes e o povo seguiram nos seus cultos a Baal, e viveram em todos os pecados detestados por Deus. Jeremias levantou sua voz contra tudo isso, mas foi rejeitado e odiado. Ele sabia, em breve o juízo vai desabar sobre Judá.

E hoje, como estamos nós? Brasil foi um país cristão. Nos anos 50 o Domingo de manhã era culto. Os tempos quaresmais e de advento era respeitados. Os pais e as autoridades eram respeitados. E hoje. Há uma decadência geral, e o mais triste, a própria Igreja Cristã está em decadência. Como nós cristãos e Igreja Luterana estamos reagindo a isso? Levantamos nossa voz? Somos a boca de Deus para nossa geração? O juízo de Deus está à porta.

 

II - O Desespero do Profeta: Em meio ao seu ministério, o profeta Jeremias desesperou. Ouçamos o que ele disse a Deis:

Tu, ó SENHOR, o sabes; lembra-te de mim, ampara-me e vinga-me dos meus perseguidores; não me deixes ser arrebatado, por causa da tua longanimidade; sabe que por amor de ti tenho sofrido afrontas. Achadas as tuas palavras, logo as comi; as tuas palavras me foram gozo e alegria para o coração, pois pelo teu nome sou chamado, ó SENHOR, Deus dos Exércitos. Nunca me assentei na roda dos que se alegram, nem me regozijei; oprimido por tua mão, eu me assentei solitário, pois já estou de posse das tuas ameaças. Por que dura a minha dor continuamente, e a minha ferida me dói e não admite cura? Serias tu para mim como ilusório ribeiro, como águas que enganam? (Jeremias 15:15-18 RA)

Seu desespero é compreensível. Ele foi odiado por todos. Ele se sentiu fraco. Mas sobre tudo, parecia que Deus não estava cumprindo sua Palavra. O castigo que ele anunciou sobre Judá, não vinha. Sim, parecia até que Deus não estava cumprindo sua palavra e havia abandonado o próprio profeta. - Hoje se diria: Ele entrou em depressão.(Existem vários tipos de depressões) Jeremias, não tinha mais forças, diante dessa situação ele desesperou. Esmoreceu na fé.

É importante observar as palavras que ele usa em seu desespero e sua queixa a Deus. 16 vezes aparece a palavra "eu, meu, minha, me" . Tudo centralizado no seu "eu". É uma das características da depressão. A pessoa só vê a si, só pensa em si. Ele se julga não compreendido, injustiçado e abandonado por Deus. A isto segue a sua última frase: "Serias tu para mim como ilusório ribeiro, como águas que enganam?" - Mesmo estando a frase no "condicional", ela expressa incredulidade. "Ribeiro ilusório!" Águas que correm só em tempo de chuva, depois secam. Portanto, promessas falsas. Ele duvida das promessas de Deus, do amor de Deus, do poder de Deus. No fundo, isto é blasfêmia. Pois indiretamente chama a Deus de mentiroso. É a mesma coisa que afirmar: Deus, tu não és o que dizes ser em tua Palavra, tu não cumpres o que prometeste.

Você conhece tais pensamentos. Você também já passou por isso? Ninguém de nós está livre de tais pensamentos, de revolta contra Deus. De indagações a Deus, dos Por quês? a Deus.

III - Com muito amor, Deus corrige o seu profeta.

Deus o repreende com força e lhe diz: Portanto, assim diz o SENHOR: Se tu te arrependeres!(v.19) As palavras parecem duras. Isso mostra que o pecado do profeta era grande.

Deus chama o profeta ao sincero arrependimento. Deus não faz acepção de pessoas. Seja rei, seja profeta ou uma pessoa simples. Ele chama ao arrependimento. Deus repreendeu a Moisés, quando este errou; ao rei Davi, quando caiu em pecado. Assim Deus repreendeu a Jeremias e o chamou arrependimento. E não somente isso: O próprio Deus afirma: Eu te farei voltar. Ele, Deus conduzirá o profeta ao arrependimento. Reerguido, consolado, firmado na fé, então cabe ao profeta discernir entre o precioso e o vil; cabe a ele, à luz da Palavra de Deus, distinguir entre verdade e erro. A fé julga pela Palavra de Deus, não pelo ver e sentir. Deus o fortalecerá e o firmado na fé. Ele será forte, e estará em condições de cumprir seu ministério. Em amor ao seu povo, mesmo anunciando juízo, profeta anuncia também o evangelho. O amor de Deus. O cativeiro não será o fim. Deus trará o povo de volta, e cumprirá sua promessa de enviar o Salvador. Esta mensagem foi consolo para muitos no desespero do cativeiro. E é ainda hoje, consolo para nós, num mundo depravado que ruma para o juízo final. Que consolo, lembrar e ouvir sempre de novo a respeito do amor de Deus em Cristo e da esperança do novo céu e da nova terra, da vida eterna para aqueles que estão em Cristo

Interessante, Deus não promete dias melhores ao profeta, pelo contrário, dias piores, mas lhe promete ajuda e fortalecimento, até que sua missão esteja cumprida. Ele a cumpriu fielmente. Conforme a tradição, morreu a morte de mártir.

Nós, como igreja temos uma missão neste mundo, nestes dias finais, antes do juízo final: Proclamar a palavra de Deus para arrependimento e fé. Especialmente nesta Década de Lutero. (Rumo aos 500 anos da Reforma.)

Nossos dias são semelhantes aos do profeta Jeremias. A Igreja Cristã está decrescendo. Muitos abandonam a igreja. Os jovens são atraídos para o mundo e dizem a seus pais: Hoje é diferente. São tempos novos. A gente não pode tomar a palavra de Deus ao pé da letra. As perguntas do ser humano, hoje, são diferentes das de Lutero. Será? Pensar seriamente em Deus, no santo e majestoso Deus, Criador de céu e terra, sempre começa com humilhação e arrependimento. Caso contrário é vã filosofia, carnal que não leva a nada.

A pergunta é: Estamos cumprindo a nossa missão. O mundo está indo ao encontro do juízo final, importa proclamar a lei, chamar ao arrependimento. Importa proclamar o amor de Deus, o evangelho, para consolo e esperança. Amém.

 



P. Horst R. Kuchenbecker
São Leopoldo/RS
E-Mail: horstkuchenbecker@gmail.com

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