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ISSN 2195-3171





Göttinger Predigten im Internet hg. von U. Nembach

21° Domingo após Pentecostes, 21.10.2007

Predigt zu Rute (Ruth) 1:1-11, verfasst von Horst R. Kuchenbecker

  

RUTE, UM EXEMPLO DE FIDELIDADE

Uma das admoestações que se estende por toda a Bíblia é: Sê fiel. Permaneça firme na fé. E temos muitos exemplos de pessoas que, mesmo passando por grandes aflições e tribulações, permaneceram fiéis na fé. Outros, no entanto, caíram da fé. A história de Noemi e Rute é um exemplo de fidelidade na fé mesmo no infortúnio.

História. A leitura nos apresenta a história impressionante de uma família que residia em Judá no tempo em que Israel ainda não era governado por um rei. No tempo dos juízes. O nome do casal era Elimeleque e Noemi, seus dois filhos: Malom e Quiliom.

Naqueles dias sobreveio à região de Belém em Judá uma grande fome. Isto era, provavelmente, durante os três anos de seca no tempo do profeta Elias. Elimeleque resolveu migrar, com sua família, para o país vizinho de Moabe, onde havia pão. Noemi afirma que ela saiu "ditosa" de Belém, isto é, saíram com bens.

Sem dúvida, tendo ouvido a ameaça do profeta Elias de que a seca seria longa, resolveu vender tudo e partir para o país vizinho, Moabe, na esperança de sobreviver e fazer fortuna.

Nestes momentos não somos só impelidos pela necessidade, mas a cobiça se faz presente também; e, aqui, ainda certa leviandade para com a religião, pois mudavam para um país idólatra. Isto é muito comum também em nossos dias.

De início parece que tudo ia bem. Ele conseguiu trabalho e sustentar bem a família. Os dois filhos casaram com jovens moabitas. De repente a sorte mudou.

Primeiro ele, o pai, adoeceu e veio a falecer. Depois adoeceu e faleceu o primeiro filho, e pouco depois o segundo filho. Assim Noemi, a mãe, ficou sozinha com as duas noras, Orfa e Rute. 

Que calamidade. Que sofrimento este de Noemi. Noemi descreve a sua sorte assim: "O Senhor descarregou contra mim a sua mão" (v. 13). E mais tarde ela diz a seus compatriotas: "Não me chameis Noemi, chamai-me Mara; porque grande amargura me tem dado o Todo-poderoso. Ditosa eu parti, porém o Senhor me fez voltar pobre" (1.20). Isto nos faz compreender um pouco seu grande infortúnio e amargura que estava sofrendo.

Então lhe veio a notícia de que o Senhor se lembrou do seu povo (v. 6) e lhe deu novamente pão. A seca durou três anos. E o primeiro ano de plantio até que houvesse colheita, passaram, portanto, 4 anos.

Noemi resolveu voltar para tua terra. As duas noras a acompanharam até a fronteira. Ali Noemi lhes disse: "Ide, voltai cada uma para casa de sua mãe, e o Senhor use convosco de benevolência" (v. 8). Elas se abraçaram e choraram muito. Órfã voltou, mas Rute disse: "Não me instes para que te deixe, e me obrigue a não seguir-te; porque aonde quer que fores, irei eu, e onde quer que pousares, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus" (v.10).

As duas noras conheceram, na casa de Noemi, o verdadeiro Deus, Jeová. Agora, na fronteira, chegou o momento de uma decisão: Seguir ou não a Jeová. Órfã resolveu voltar para sua família, sua pátria e seus deuses. Rute apegou-se a Noemi, seu povo e a Jeová.

Em nossa vida somos colocados freqüentemente diante de decisões: Deus ou o mundo. Especialmente nossos jovens, após a confirmação, quando entram na universidade e/ou vida profissional, e muitos nestes momentos renegam a Cristo e se voltam para o mundo. Que triste! Outros, no entanto, se apegam a seu Deus, mesmo que em meio a muitas lutas e fraquezas, não abrem mão de sua fé, lutam e permanecem fiéis, a exemplo de Rute.

A fidelidade de Rute. Rute conheceu o verdadeiro Deus, Jeová, e ficou fiel a ele, mesmo estando, após tanto sofrimento, diante de um futuro desconhecido, incerto e difícil. E Deus a abençoou. Ela se casou mais tarde com Boas. Desta união nasceu Obede, pai de Jessé, pai do rei Davi (4.17). Assim a moabita, filha de um povo inimigo dos judeus, teve assento no povo de Deus, para assinalar o amor universal de Deus em Cristo.

Vejamos a fidelidade de Rute. Ela disse a sua sogra Noemi: "Aonde quer que fores, irei eu, e onde quer que pousares, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus" (v.10).

Muitos conhecem este versículo das cerimônias de casamento. Normalmente não se toma, nestas ocasiões, todo o versículo, mas só parte dele. O versículo fala de fidelidade de Rute para com sua sogra Noemi. Ela quer ficar com ela, com o seu povo, e com Deus que conheceu. Para compreendermos esta decisão, temos que começar a analisá-la pela última parte.

Fidelidade a Deus. Ela conheceu o verdadeiro Deus, Jeová. E mesmo em meio a tantas aflições, nas quais muitos questionam e abandonam a Deus, ela reconheceu ser ele o verdadeiro Deus, seu Salvador e Senhor. Isto mudou sua vida. Deste Deus ela não quer abrir mão, venha o que vier. Mesmo tendo diante de si um futuro incerto, mudar para uma terra estranha, um povo estranho, ela jura fidelidade a este Deus, e abre mão de seus parentes, povo e pais. Isto nos lembra a palavra de Jesus: "Se alguém vem a mim, e não aborrecer seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs e ainda a sua própria vida, não pode ser meu discípulo" (Lc 14.26). Que decisão corajosa e firma. Queira Deus em sua graça nos firmar assim na fé.

Esta fé se mostrou em obras, a saber, pelo amor que ela demonstrou a sua sogra, amparando-a, nesta sua amargura, pelo acompanhar, repartir e trabalhar para sustentá-la, como ela disse: "Aonde quer que fores, irei eu, e onde quer que pousares, ali pousarei eu". O apóstolo Paulo nos diz: "De maneira que, se um membro sofre, todos sofrem com ele; e se um deles é honrado, com ele todos se regozijam. Ora, vós sois corpo de Cristo; e, individualmente, membros desse corpo" (1 Co 12.25,27).

Isto Rute viveu por sua sogra Noemi. Ela a amparou. Chegados à Belém de Judá, ela foi lutar pelo sustento, catando restos de trigo, como era costume dos pobres.

E disse mais: "o teu povo é o meu povo". A fé no coração é invisível, mas Deus instituiu a Comunidade, onde os fiéis se reúnem para estudo da palavra de Deus, para oração e louvor, para comunhão e amparo mútuo. Pela fé Deus nos enxertou no seu corpo, como disse o apóstolo Paulo: "Há somente um corpo e um Espírito, como também fostes chamados numa só esperança da vossa vocação; há um só Senhor, uma só fé, um só batismo" (Ef 4.4,5).

Mesmo que ela tenha conhecido o povo de Israel num momento de decadência e de idolatria, ela soube que este é o povo de Deus, ali estava a verdade, apesar dos hipócritas em meio ao povo. E a estes fiéis ela se uniu para mútua edificação, comunhão, culto e louvor. Ela, na verdade, confessou o que nos confessamos no Credo Apostólico: "Creio na santa igreja cristã, a comunhão dos santos".

Que o exemplo de Rute nos sirva de exemplo para fidelidade na fé. Mesmo em tempos de infortúnio, não queremos esmorecer, antes permanecermos apegados à palavra de Deus e, em verdadeira fé à igreja invisível, a comunhão dos santos.

Olhando para a igreja visível, buscaremos aquela igreja em cujo meio a palavra de Deus é pregada clara e puramente e os sacramentos administrados conforme a ordem de Deus. Não queremos chocar-nos com as fraquezas e a eventual hipocrisia em seu meio. Antes, apegados à Palavra, nos reunir com os irmãos para culto, adoração, louvor e servir em amor com fidelidade. Que Deus no-lo conceda. Amém.  



Horst R. Kuchenbecker
São Leopoldo, RS ? Brasil
E-Mail: : horstrk@cpovo.net

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