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ISSN 2195-3171





Göttinger Predigten im Internet hg. von U. Nembach

18º Domingo após Pentecostes: Dia da Criança, 12.10.2014

Predigt zu Provérbios 22:6, verfasst von Horst R. Kuchenbecker



Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for
velho, não se desviará dele. (Provérbios 22.6)

      Dia
da criança! Vamos refletir um pouco sobre o Dia da Criança. Sabemos que, mesmo
já em idade avançada, em cada um de nós há um pouco do ser criança.

    O que você lembra de sua infância? Você
consegue se lembrar até que ano para trás. Pensando, me recordei de um fato
quando eu tinha cinco anos de idade.

     Então vejamos. Quem são as crianças? Qual
a responsabilidades dos pais, da igreja, do governo em relação às crianças,
sejam elas normais ou excepcionais? O que significa educar uma criança?

1)    
A
criança
- Em primeiro lugar nós precisamos destacar
que a criança é uma

criatura
de Deus. Confessamos no Credo Apostólico: Creio que Deus me criou a mim e a todas as
criaturas.
E é preciso acentuar em nossos dias: Quer seja a criança
normal ou excepcional. (Abortos) Deus não nos criou diretamente como a Adão e
Eva, mas por meios. Deus usou nosso pai e mãe como seus instrumentos para nos criar.
 Mesmo assim não dizemos: Eu creio que
meu pai e minha mãe me criaram. Os pais sabem que filhos são uma bênção, uma
dádiva de Deus.

      E ouçam
o que Deus ainda diz: - Antes que eu te formasse no ventre
materno, eu te conheci, e antes que saísses da madre, te consagrei e te
constituí profeta às nações. (Jr 1.5)

- O Senhor me chamou desde o meu nascimento, desde o ventre de minha mãe
fez menção do meu nome (Is 49.1)

Que maravilha!

      2) Nascemos em pecado -
Desde a queda de Adão e Eva em pecados, todos nascemos pecadores, separados de
Deus, réus da eterna condenação. O Salmista afirma:

-
 Eu nasci na iniqüidade, e em pecado me
concebeu minha mãe. (Salmos 51.5)

Somos
criaturas de Deus, criaturas condenadas. Nascemos com o
pecado original, pecadores, réus da eterna condenação.

    Deus, porém,

 nos amou em Cristo. Cristo, por sua morte e
ressurreição, nos conquistou perdão dos pecados. Cristo reconciliou a humanidade
com Deus Pai.

-  Jesus, porém disse:
Deixai vir a mim os pequeninos, não os embaraceis, porque dos tais é o reino de
Deus. (Marcos 10.14)

E
ordenou: Ide,
portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e
do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos
tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do
século. (Mateus 28.19-20)

    Pelo batismo, a criança que era somente
criatura de Deus, torna-se filho ou filha de Deus, pela fé que o Espírito Santo
gera pelo batismo. Assim uma criança batizada é um querido filho de Deus,
herdeiro do céu. Vejam:

3)    
Deus
confiou aos pais seus preciosos tesouros, as crianças.
Que
privilégio,

Que
responsabilidade. Qualquer, porém, que fizer tropeçar a um
destes pequeninos que crêem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao
pescoço uma grande pedra de moinho, e fosse afogado na profundeza do mar.
(Mateus 18.6)
Notemos a severidade
desta admoestação. Isto nos leva a falar de nossa responsabilidade para com as
crianças.

4)    
Nossa responsabilidade em relação a nossos filhos. Ela é dupla, em relação ao

corpo
e em relação à alma.

- Em relação ao corpo. Cabe aos pais,
quer ricos ou pobres, cuidar das crianças. Isto requer o alimentar, o cuidar, o
ensinar: respeito, bons modos, amor aos estudos e ao trabalho, etc. - Aqui
temos hoje um problema muito e difícil de mudar em nossos dias.

    Após a Segunda
Guerra Mundial
, com a enormidade de homens e jovens mortos, as mulheres
tiveram que sair de seus lares e entrar no campo de trabalho dos homens que
estavam faltando. Isto gerou a chamada "emancipação da mulher". A mulher não
está mais só no lar, ela não tem mais tempo para cuidar do seu lar, de seus
filhos. Criaram-se creches. Primeiro de tempo parcial, depois de tempo
integral. A mãe acorda, leva seus filhos para a creche e os busca no fim do dia,
para dormirem em casa. A mãe, no entanto, é insubstituível. Mãe é mãe. O
prejuízo para o desenvolvimento das crianças é muito grande. E esta situação é
- por assim dizer, quase irreversível, por diversos fatores. - Claro que há
exceções. Há, situações financeiras que obriga os pais, pai e mãe, a
trabalharem fora. Há viúvas que precisam lutar pela subsistência. Por outro
precisamos dizer: Os pais, mesmo nestas situações precisam lutar para terem
mais tempo para seus filhos.

- Em relação à alma. Por mais alta e
necessária que seja a responsabilidade para com o corpo das crianças, maior,
muito maior é a responsabilidade para com a alma das crianças. De que adianta
ter-lhes dado todas as possibilidades nesta vida. Formação, títulos, riquezas,
dias aprazíveis, se vieram a perder sua alma. Jesus afirma: Que
aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? (Marcos 8.36)

Que séria advertência de Jesus.

- O que envolve o cuidado pela alma? Aqui
precisamos relembrar o seguinte: A vida, quer do corpo e da alma, é um
presente, um dom de Deus. Ninguém pode dar-se vida, nem por si manter a vida.
Mas Deus a dá e mantém por meios. Também a vida da alma é dada e mantida por
meios, a saber, a Palavra de Deus e os sacramentos. Isto requer de nós:
Primeiro, oração, em segundo lugar, apego
(ensino) à Palavra de Deus.

- Oração. Pais pedem em oração a Deus a bênção
de terem filhos. Quando concebidos, oram por eles. Quando nascidos os entregam
diariamente em oração a Deus. Pedem que Deus lhes preserve a vida, conceda-lhes
saúde e proteção; pedem a Deus que os mantenha e fortaleça na fé. Que conceda a
eles, pais, o devido cuidado e sabedoria para ensinar-los, desde pequenos a
Palavra de Deus.

 - Ensino da Palavra de Deus. Desde pequenos os filhos devem ver a vida devocional dos pais, a
oração da manhã e da noite. A leitura da Palavra de Deus, o canto de hinos
sacros. E também o levar os problemas a Deus. - Um empresário de meia idade
disse certa vez: "As orações do meu pai são como uma muralha em torno de minha
vida."

    A mãe do Sto Agostinho, Mônica, é um
exemplo para os pais. Ela educou seu filho no temor do Senhor. Mas ao Agostinha
sair de casa para a universidade, as tentações foram fortes e ele se desviou da
fé. Sua mãe se entristeceu, mas orou diariamente a Deus por seu filho. Ela orou
15 anos. Deus ouviu sua oração e reconduziu Agostinho de volta à fé cristã. E
não somente isso, ele deixou todas as aspirações materiais e honras e tornou-se
um sacerdote. Um sacerdote muito fervoroso, um defensor implacável das verdades
bíblicas.

- Exemplo de vida. Como em todos os
setores a educação, e especialmente na educação cristã, o exemplo de vida deve
sublinhar o ensino. Em muitos lares, mesmo ali onde o filhos são enviados à
Escola Bíblica, á Instrução de Confirmandos e aos cultos, muitos pais destroem
a planta da fé, gerado no coração dos filhos, pelo seu mau exemplo de vida.
Seus palavrões, suas intrigas, seu comportamento em geral, etc.

- Repreensão e consolo.
Isto nos leva a falar da aplicação concreta da Palavra de Deus, a aplicação da
lei e do evangelho. A lei para repreensão e correção, o evangelho para consolo
e edificação. A lei mostra o que Deus requer de nós, o evangelho nos anuncia o
amor de Deus, o perdão dos pecados e nos certifica deste perdão. Realmente já
como crianças e especialmente na adolescência precisam muito do consolo do
perdão.

- Dificuldades, paciência. Aplicar
a Palavra de Deus hoje é algo difícil e requer muita paciência. Por parte dos
pais e dos pastores, os pais espirituais. Os pais vão ouvir muitas vezes de
seus filhos: Pai, ou mãe. Isto era no vosso tempo. Hoje são outros tempos. Não
é mais assim. O que meus amigos e colegas vão dizer? Isto é assim porque pelos
meios de comunicação, na escola, de seus amigos eles ouvem exatamente o
contrário do que diz a Palavra de Deus. Por isso o apóstolo Paulo afirma: E não
vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa
mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de
Deus. (Rm 12.2)
E precisamos ter paciência para explicar, repetir,
dirigi-los para dentro da palavra de Deus. Repito paciência e muita oração.

5) A Igreja como auxiliares. Muitos
pais se sentem fracos de mais para estas tarefas e perguntam: Onde encontrarei
auxílio para tanto? Para isso temos professores e pastores. A Escola Dominical,
A Instrução de confirmandos. Os estudos bíblicos, Os departamentos. E momentos
de aconselhamento com os pastores e profissionais da Comunidade que podem ser
procurados e consultados.

- Na
Escola Dominical, na Instrução dos Confirmandos, na reunião dos jovens e nos
Estudos Bíblicos, é importante o pastor se reunir-se com os respectivos pais
destes grupos e com eles analisar a educação e seus objetivos, bem como os problemas
e indagações que surgem. Ali o pastor pode orientar. Ali podem fazer estudos
específicos de como aplicar lei e evangelho na educação. 

6) A Escola cristã. No passado, até não
muito distante, nossa igreja luta pela escola primária, do Primeiro Grau. Foi
executada a campanha: Ao lado de cada
igreja uma escola.
Nosso Seminário formava professores. Quem folhar um Lar Cristão (Anuário) dos anos 50, verá
ali a grande lista dos professores Sinodias e o número de escolas. Depois, por
vários fatores - que não quero enumerar aqui - as escolas foram sucumbindo. Nas revistas antigas de nossa igreja
temos ainda artigos sobre: O perigo de entregar nossos filhos a escolas seculares.
A pergunta é: Conhecemos esses perigos ainda hoje? Basta folhar os livros didáticos do Governo e a literatura que os
professores recomendam e ficaremos horrorizados. - Além disso, o acesso que
nossos filhos têm via internet a programas, veremos que nossa responsabilidade
hoje é muito maior do que no passado, porque os perigos são maiores. Isto
requer vigilância, requer que tomemos tempo para falar com nossos filhos a fim
de orientá-los. Cabe-nos alertar aos perigos que os cercam e orientá-los. Não
podemos perder tempo com futilidades. Pais e pastores precisam lutar juntos por
suas crianças e sua juventude.

     Que Deus em sua graça firme pais e
pastores no reconhecimento de sua responsabilidade, lhes conceda sabedoria do
alto e abençoe a palavra no coração de nossas crianças e jovens. Amém.



Prof.Dr. Horst R. Kuchenbecker
São Leopoldo/RS
E-Mail: horstkuchenbecker

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