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ISSN 2195-3171





Göttinger Predigten im Internet hg. von U. Nembach

13º DOMINGO APÓS PENTECOSTES, 23.08.2015

Predigt zu Josué 24:1-2, 14-18, verfasst von Kurt Rieck

 

Estimada comunidade.

Neste domingo falaremos de Josué, assistente pessoal e sucessor de Moisés. Josué assumiu a liderança do povo de Israel no retorno do Egito para a Terra Prometida. O livro de Josué conta desta entrada, conquista e divisão das terras entre as 12 tribos de Israel. São fatos ocorridos em torno de 1.200 a 1.400 anos antes de Cristo.

Depois desta longa e difícil jornada o ancião Josué reúne as lideranças de todas as tribos de Israel e profere palavras de despedida. Assim leio do livro de Josué, capítulo 24, os versículos 1, 2 e 14 a 18.

 

Palavra ontem

O texto fala de um pacto realizado em Siquém, cidade da Palestina situada na região montanhosa de Efraim, 50 quilômetros ao  norte de Jerusalém. No livro de Gênesis, capítulo 12, versículo 7, lemos: “Ali (Siquém) o Senhor apareceu a Abrão e disse: - Eu vou dar esta terra aos seus descendentes. Naquele lugar Abrão construiu um altar a Deus, o Senhor, pois ali o Senhor havia aparecido a ele”. Quase 700 anos decorrem entre um fato e outro. Siquém é o local que resgata o centro desta história, o centro de um pacto. 

Os cananeus, que habitavam a Terra Prometida, viviam num sincretismo religioso, tendo como pano de fundo a brutalidade, a corrupção, a prostituição e o sacrifício de crianças.

Os descendentes de Abraão voltaram para a Terra Prometida. Lá  se organizaram, dividindo o reino de Judá em doze distritos. A terra estava reconquistada, mas ainda faltava algo importante: faltava clareza nas convicções de fé. Josué pergunta: “decidam hoje a quem vão servir.” Ele próprio, de imediato, se posiciona dizendo: “eu e a minha família serviremos a Deus, o Senhor”. (v.15)

Josué percebe a necessidade de rever os fundamentos da existência do seu povo.

O pai Abraão introduziu o monoteísmo, fé que reconhece existir um único Deus. Porém, no transcorrer de 700 anos, muitos dos seus filhos se desviaram do caminho, adorando os deuses dos povos com os quais conviveram. Vivemos influenciados pelo que nos cerca.

 

Palavra hoje

1.    Os falsos deuses

Josué sabe que seu povo foi influenciado por forças que provinham de outras crenças. Também o espírito reinante na pós-modernidade sutilmente nos influencia. Vivemos numa sociedade líquida, onde são desprezadas as bases sólidas que fundamentam a existência. A fé em Deus é negada. O impacto do mundo da informática afeta o modo de pensar e agir das pessoas. Surge um novo indivíduo, adequado ao mercado e não à humanidade. Não importa se determinado produto é nocivo. O que importa é vendê-lo. Não há escrúpulos em adicionar soda no leite. Propina e corrupção são a marca de governos. Nos jogos virtuais mata-se o adversário e muitos jogadores transportam este imaginário para o real. Vemos o resultado diariamente nas páginas dos jornais: a vida perdeu seu valor. As pessoas deixam de ser humanas.

 Estamos rodeados de falsos deuses. No sermão do monte Jesus pregou: “Pois onde estiverem as suas riquezas, ai estará o coração de vocês” (Mateus 6.21). Canalizamos esforços e recursos naquilo que consideramos ser de valor. Lá onde está o seu coração, lá está o seu Deus.

Nós cristãos podemos discernir entre o que é falso e verdadeiro, passando nossas atitudes pelo crivo do Duplo Mandamento do Amor (Mateus 22.37-39), dos 10 Mandamentos (Êxodo 20) e do Credo Apostólico. Se algo estiver em desacordo com estas orientações básicas, saberemos que não vêm de Deus.

 

2. “Decidam hoje a quem vão servir.”

A exemplo de Josué, somos indagados: “decidam hoje a quem vão servir”. Vejamos as bases da fé do nosso Batismo. Lembremo-nos dos ensinamentos recebidos no Ensino Confirmatório e da promessa realizada no dia da Confirmação de Fé. Ouçamos a voz de Deus que tocou e continua tocando o nosso coração, fazendo com que o nosso olhar se volte a Ele.

Existimos para servir a Deus. O cristão sai para mais um dia de trabalho consciente de que em última análise o seu patrão é o Trino Deus. Tudo que fará será diante de Deus . Agirá de acordo com os princípios da fé cristã. Assim tudo que fizer será um serviço a Deus. Este é o mundo do Reino de Deus.

Não importa a profissão, faça do seu trabalho um serviço para Deus. O respeito por Deus e pelo próximo impedirá as pessoas de fazerem o mal para alguém. Tudo o que fazemos, para Deus o fazemos.

 

3. “Eu e a minha família serviremos a Deus, o Senhor”

Todos os que creem desejam que os seus descendentes sigam o mesmo caminho, por se tratar de uma experiência de salvação, construtiva, cheia de sentido à vida. Mas nem sempre é assim. Pelo fato dos pais crerem, não significa que os filhos irão seguir o mesmo caminho. Jesus ao trazer a parábola do filho pródigo (Lucas 15.11-32) mostra que o filho tem a opção de deixar a casa do Pai. Deixar o filho ir é uma atitude dolorida. É a saudade de casa que o vai trazer de volta. Assim se dá com o povo de Israel. Poucos permanecem na fé no Deus de Abrão, Isaque e Jacó. A ligação que predomina é de origem étnica e não a de fé. Haverá o dia em que todos se ajoelharão na presença de Deus, o Senhor.

Cremos que por meio da vivência da fé cristã é possível vislumbrar um novo mundo. Estamos em tempo para repetir o pacto de Siquém: “eu e a minha família serviremos a Deus, o Senhor”. Quanto mais pessoas viverem esta fé, tanto mais paz haverá entre nós. Deus nos chama para fazermos um pacto em torno deste propósito. Não podemos cansar de pedir: Deus em tua graça, transforma o mundo, começando por nós. 

Amém.

 



Pastor Kurt Rieck
Porto Alegre
E-Mail: kurtrieck@gmail.com

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