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ISSN 2195-3171





Göttinger Predigten im Internet hg. von U. Nembach

4º domingo de Advento, 23.12.2007

Predigt zu Isaías 7:10-16, verfasst von Valdemar Lückemeyer

 

Prezadas irmãs, prezados irmãos!

Já ouvimos duas leituras bíblicas: a da carta do Novo Testamento e a do Evangelho para este domingo, o quarto domingo de Advento. Estas duas leituras têm algo em comum, pois em ambas Deus está falando. Deus chama e envia o apóstolo e através dele fala ao seu povo. No Evangelho ouvimos Deus falando com José assegurando-lhe que ele não foi traído por Maria, mas sim que ele e Maria serão pais do Messias, do Salvador do povo de Deus.

Ouçamos agora a terceira leitura deste domingo, o texto base da prédica. Com certeza, é o texto mais difícil de entender numa primeira leitura, ainda mais quando nos faltam informações históricas. Para facilitar a compreensão faço algumas observações: o rei Acaz, rei de Judá, sente-se ameaçado por reis vizinhos, que querem invadir seu território, dominá-lo, subjugá-lo. Acaz procura fazer alianças com outros reis vizinhos. Quer garantir sua posição, seu poder. Procura por uma saída que ele mesmo quer construir. Ele se julga competente para isto. Confia em si!  Não dá ouvidos ao enviado de Deus, o profeta Isaías, que lhe recomenda confiança total e exclusiva em Deus e que lhe desrecomenda alianças políticas interesseiras. Deus é a única segurança do seu povo, o único Castelo Forte - e se for necessário um sinal como prova, Deus mesmo o dará: uma jovem dará à luz um menino e ele será a presença de Deus. Será o Emanuel, o que significa "Deus conosco"!

Vamos então ouvir este texto, a Palavra de Deus para este dia:

(Leitura de Isaías 7.10-16)

Prezada comunidade! Como cristãos entendemos que Deus nos deu de fato o sinal de sua presença, mostrando que Ele não abandona o seu povo e oferecendo-lhe, como nos tempos passados, segurança, paz e justiça. Jesus é este sinal de Deus em nosso mundo. Nele Deus se apresenta e fala aos seus filhos e às suas filhas. Entendemos isto? Aceitamos isto? As quatro semanas de Advento, de preparação para celebrarmos a presença de Deus em nosso meio, nos ajudaram, nos fortaleceram na fé? Estamos preparados para a festa? Ou os aparentes sinais da ausência de Deus deste mundo não permitiram que estivéssemos agora preparados?

O rei Acaz estava sendo ameaçado. Forças externas estavam tirando-lhe o sossego, a segurança, a paz. Onde e como garantir-se? O que fazer diante da situação ameaçadora à sua vida? Ele não deu ouvidos à Palavra de Deus anunciada pelo profeta. Isaías lhe diz que, assim como Deus esteve ao lado do seu povo em todos os tempos, assim como Deus deu segurança outrora, Ele continuará fazendo. A segurança que o povo precisa vem de Deus, somente Dele! A paz que o povo precisa é oferta e garantia que somente Deus pode dar. Não são os reis vizinhos, não são as alianças com outros poderes humanos. Estes apenas subjugam, criam amarras, mas não libertam.

O rei, porém, não quer abrir mão de sua autonomia, de sua independência. Ele é arrogante e auto-suficiente. Ele não quer deixar que Deus determine a vida no seu reino. Caso contrário, teria que mudar e muito! Teria que ser um rei justo, protetor do seu povo e não um rei que apenas procura os seus interesses, a sua honra, as suas vantagens.

Deus demora em atender, é a desculpa do rei. Deus está distante, não deve ser incomodado, afirma o rei. Mas o profeta não desiste em anunciar a presença de Deus. Se for necessário, Deus dará um sinal da sua presença e da sua disposição de auxiliar o seu povo. Contra toda e qualquer descrença, teimosia, incredulidade, Deus se compromete: uma jovem conceberá, dará à luz um filho e ele será DEUS CONOSCO, o Emanuel, o Deus presente, a promessa da disposição permanente e eterna de Deus de caminhar junto com o seu povo!

Quantas vezes agimos como o rei Acaz, tendo a mesma postura que ele teve? Perigos e ameaças de toda a ordem nos cercam e fazem a nossa vida insegura. Como nos defender? Onde e junto a quem podemos buscar apoio e segurança? Sabemos que as ofertas são muitas. Há muitos "senhores", há muitos poderes que querem se associar à nossa situação para nos dominar e subjugar. Eles prometem, e muito! Até encantam com suas propostas atraentes, fascinantes. Conhecemos estes falsos aliados, que prometem ajudar, não é verdade? E como caímos fácil em suas armadilhas!! Estes falsos aliados, que não libertam, mas escravizam, vêm, hoje, através de muitos caminhos: filosofias de auto-ajuda, por exemplo, quando afirmam: Tu podes, tu consegues! A paz está dentro de ti, tu tens capacidade, busca dentro de ti a energia para superar as adversidades. Estes falsos deuses, que não libertam, mas escravizam, vêm hoje também por alguns movimentos religiosos, que se dizem ser "igreja", e mais, "igreja evangélica"(!), e prometem sucesso, cura, prosperidade, paz!! De igreja, de igreja cristã eles não tem nada!! De Evangelho libertador não oferecem nada!!

Prezada comunidade! Do sinal de Deus ouvimos na leitura do Evangelho de Mateus: "José, descendente de Davi, não tenha medo de receber Maria como sua esposa. Ela está grávida pelo Espírito Santo e terá um menino. E você lhe dará o nome de Jesus, pois ele salvará o seu povo dos pecados deles. Tudo isto aconteceu para se cumprir o que o Senhor havia dito pelo profeta!"

O sinal de Deus para afiançar ao seu povo a sua presença é Jesus, o Cristo. Ele é o Emanuel, ele é o Deus Conosco. Ele é a presença de Deus em nosso meio. Nele Deus se revela a seus filhos e a suas filhas como aquele mesmo Deus fiel que acompanhou Abraão, Isaque e Jacó: um Deus solidário, que vem ao encontro das necessidades dos seus para lhes tirar as amarras do medo, da opressão, da escravidão e para conduzi-los nos caminhos da liberdade. Ele, e somente ele, concede vida em abundância.

Aceitamos este sinal de Deus? Ou temos dúvidas quanto a ele? Ouvimos no Evangelho do domingo passado que João Batista também quis tirar suas dúvidas e enviou discípulos a Jesus perguntando: "És tu aquele que estava para vir ou havemos de esperar outro?" (Mt 11.3).

Hoje, no quarto domingo de Advento, todas as velas da Coroa de Advento estão acesas: a luz é plena, é total, brilha forte, pois Deus está próximo de nós. Ele veio e está entre nós, por isso estamos alegres!

Por fim, ainda uma pergunta, talvez até inquietante, mas necessária: nós, filhos e filhas de Deus, estamos apontando para este sinal de Deus em nosso meio? Nós, como Igreja, somos "sinal de Deus" em nossos dias? Testemunhamos em palavras e ações este Deus próximo, solidário, libertador?

Deus está presente em nosso meio. Precisamos treinar nossos olhos para vê-lo, precisamos treinar nossos ouvidos para ouvi-lo. Precisamos exercitar nossa língua para falar dele e, acima de tudo, para exaltá-lo e louvá-lo assim como os anjos outrora o fizeram: "Glória a Deus nas maiores alturas e paz na terra entre as pessoas a quem ele quer bem." (Lc 2.14).

Amém

 



Pastor Valdemar Lückemeyer
Carazinho, RS
Brasilien

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