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ISSN 2195-3171





Göttinger Predigten im Internet hg. von U. Nembach

12º DOMINGO AP[ÓS PENTECOSTES , 07.08.2016

Predigt zu Gênesis 15:1-6, verfasst von Günter K.F. Wehrmann

Estimadas irmãs e estimados irmãos em Cristo!

O lema da semana, que ouvimos no início do culto,e a leitura de Hebreus 11, que ouvimos há pouco, nos falam da importância da fé. Abraão é tido como Pai da Fé, como exemplo a ser seguido.

Mas logo ouço dentro de mim uma lamentação silenciosa dizendo: Não sou Abraão. E a minha fé não é tão forte, não é tão constante e não é tão perseverante. O que é que posso fazer para ter alegria na vida de fé?

O texto de prédica, sugerido para hoje, nos quer ajudar a percebermos uma razão para experimentar alegria confiante na vida de fé. Ouçamos, pois, o que está escrito em Gn 15.1-6: (Leitura do texto)

Oremos: Senhor, faze-nos enxergar algo do teu poderoso e criativo amor que desperta a alegria confiante na vida de fé. Amém.

Estimada comunidade, Deus persegue um plano maravilhoso com as pessoas por ele escolhidas. Nada e ninguém, nem a pequena fé ou mesmo a falta de fé delas, podem impedi-lo. Isso podemos perceber na história de Abraão. Vejamos:

Abraão e Sarai foram escolhidos para se tornarem pais do povo de Deus. Mas como entender isso com a nossa razão, se Deus os mandou sair de sua terra onde estavam bem situados e instalados; ele os fez caminhar para uma terra desconhecida que ele mesmo iria mostrar. Não só isso! O casal já estava muito avançado em anos e não tinha filhos. Mas Deus lhes prometeu fazer de seus descendentes uma grande nação e que ela seria uma bênção para todos os povos.

Essas promessas de Deus ultrapassam tudo o que a razão humana consegue captar e perscrutar. Contudo, Abraão e Sarai, juntamente com todos os de sua casa, confiam na palavra de Deus. Desinstalam-se e saem em direção à terra desconhecida que Deus haveria de mostrar. Aqui percebemos uma característica importante da fé que obedece ao chamado, mesmo que não consiga entender; eis a fé que se deixa desinstalar e, confiantemente, se põe a caminho.

Mas, este caminhar de Abraão e Sarai não foi sempre tão confiante assim; eles se perderam algumas vezes em desvios e, assim, se complicaram a vida. Vejamos alguns exemplos:

Por medo do rei do Egito, Abraão se desviou do caminho da fé confiante. Ele fez sua esposa, Sarai, passar como sua irmã, de modo que o rei tivesse relações sexuais com ela. Quando o rei percebeu que foi enganado, expulsou o casal para fora do país (Gn 12.10-20).

Tendo chegado ao sul de Canaã, Abraão deu a seu sobrinho Ló a preferência de escolher o melhor pasto para os animais dele. Assim Abraão colocou sinal bonito de desprendimento confiante. Ele confiou que Deus poderia fazer com que os rebanhos dele sobrevivessem também em pastos menos bons. Outro sinal bonito da fé, que se doa:  Abraão colocou ao libertar Ló da prisão (cf. Gn 14).

E conforme nosso texto de prédica, Deus quer fortalecer a fé de Abraão. Promete-lhe proteção e grande recompensa. Mas Abraão, decepcionado, desabafa: O que me adianta isso se eu não tenho nem um filho como herdeiro e se todo o meu patrimônio cairá nas mãos do empregado estrangeiro,  Eliézer? Deus, contudo, não censura a falta de confiança de seu escolhido. Pelo contrário, renova e reforça a promessa de lhe dar um filho como herdeiro. Até lhe dá um belo sinal palpável para conseguir confiar: Deus lhe diz: Saia da tenda, levante a cabeça e olhe para o céu estrelado e se puder conte as estrelas. ... pois bem, será esse o número de seus descendentes.E Abraão creu em Deus e por isso o Senhor o aceitou, ou seja, imputou-lhe essa fé como justiça.

Mas não nos iludamos com Abraão! A sua fé, mesmo assim, não é infalível, apesar desse esforço de Deus em reavivá-la. Vejamos! Logo em seguida, a esposa Sarai, preocupada por não lhe ter dado nem um filho sequer, tentou dar um jeito. Deu a Abraão a escrava Agar para conceber um filho com ela. Abraão consentiu e engravidou Agar. Ela, vendo que estava grávida, começou a debochar de sua patroa. Então, Sarai a maltratou a ponto de ela fugir. Deus, porém, a acompanhou e a mandou de volta para Abraão e Sarai onde ela deu à luz o filho Ismael. Eis a tramoia em que a falta de fé envolveu Sarai e Abraão!

Deus, porém, não desiste de seu plano com Sarai e Abraão. Apesar de tudo, faz uma aliança com Abraão e se compromete com ele. Como sinal desta aliança Deus institui a circuncisão de todo homem. E em seguida, por meio de três mensageiros estrangeiros, Deus mesmo se dirige a eles e promete-lhes um filho. Sarai, ao ouvir isso, dá risada amargurada e debochada, dizendo: Como eu ainda vou poder engravidar se, há muito tempo, já passei da idade!? Por ter dado risada, teve que dar ao filho, que depois de nove meses nasceu, o nome de Isaque. Assim Deus deu início ao cumprimento de sua promessa. Mas a história da fé não para por aí. Deus exige de Abraão que ofereça seu filho Isaque como sacrifício. E Abraão, sem entender nada, se põe a caminho para entregar seu filho em sacrifício. Mas em último minuto, Deus intervém e oferece a Abraão um carneiro para o sacrifício. Desse modo, Deus poupa o filho e o recebe de volta da mão de Deus.Agora Abraão tem o filho como se não o tivesse. Agora ele sabe que o filho não lhe pertence, mas lhe é apenas emprestado e confiado a seus cuidados. Vejamos, que profunda lição de fé para todo pai e toda mãe!

Esses exemplos da vida de fé de Abraão e Sara bastam para podermos tirar apenas algumas conclusões,com vistas à nossa vida de fé: Ela não passa em linha reta. Muito antes, ela se movimenta entre altos e baixos, entre confiança, esperança e dúvida. Ela não é obra nossa, nem mérito nosso. Deus faz uma aliança conosco, não mais pelo sinal da circuncisão, mas pelo Batismo. Aí ele veio ao nosso encontro sem que o tivéssemos almejado ou merecido. Fez conosco uma aliança que ele vai manter. Por meio de sua palavra, ele se dirige a nós para despertar, renovar e alimentar a nossa fé. O Espírito Santo nos faz confiar nas suas promessas - muito mais do que em nossas qualidades ou capacidades. Ele não nos larga nem desiste de nós, mesmo que nós nos esqueçamos ou desviemos d´Ele. Ele nos faz voltar e levantar a cabeça, olhar para frente e arriscar passos confiantes; pois, mesmo que erremos a direção, ele há de nos corrigir – até o fim bem-aventurado. Está aí a razão da alegria confiante na vida de fé. Que assim seja. Amém!



P. emérito Günter K.F. Wehrmann
Porto Alegre – RS (Brasil)
E-Mail: ge.wehrmann@hotmail.com

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