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ISSN 2195-3171





Göttinger Predigten im Internet hg. von U. Nembach

16º DOMINGO APÓS PENTECOSTES, 04.09.2016

Predigt zu Deuteronômio 30:15-20, verfasst von Harald Malschitzky

Irmãs e irmãos em Cristo.

 

Tomo emprestado uma historinha que Claudete Beise publicou em sua reflexão sobe o texto. Um jovem queria meter um sábio famoso em uma fria. Ele pegou um passarinho na mão e preparou o seguinte estratagema: Vou perguntar ao sábio (que tudo sabe!) se o passarinho que tenho na mão está vivo ou morto. Se ele disser que está morto, eu abro a mão e ele sai voando; se disser que está vivo, eu dou um apertão e ele morre. Foi até o sábio e fez o que tinha planejado. O sábio ouviu atentamente, pensou um pouco e respondeu: A decisão está em tuas mãos!

 

Em nossa vida estamos sempre diante de decisões, algumas simples, outras mais difíceis, algumas sem maiores consequências, outras com consequências para toda a vida. Muitas das decisões, por assim dizer, nascem em nós mesmos, outras nos são impostas "de fora", pelo contexto, pela família, pelo trabalho, pela política... Seja lá como for, temos que decidir e quase sempre corremos também o risco de errar. Há erros que não passam de errinhos e que podem ser corrigidos. Há outros que não têm volta e podem arruinar a vida. Por isso mesmo é preciso ter critérios, uma espécie de bússola que nos dá a orientação, porque sempre há coisas que nos absovem e podem cegar. Pode ser meu trabalho (eu só vivo para o meu trabalho!), pode ser minha família (só vivo para ela), pode ser meu patrimônio (quanto mais eu tiver, melhor), pode ser vida em diversão (só quero me divertir), pode ser jogo (não fico sem jogar e apostar), pode ser uma ideologia (só me relaciono com quem pensa como eu e concorda comigo).

Ouçamos o texto bíblico previsto para este domingo. Do Deuteronômio, capítulo 30, os versículos 15 a 20.

Imagino que ele chegue a assustar. Talvez nos ajude lembrar que este texto faz parte da releitura, entre outros, do decálogo, que conhecemos como os dez mandamentos. O trecho central do Deuteronômio, por assim dizer, o "miolo", está no início do capítulo 6, que também vamos ouvir. Aliás, este é um trecho importante nas celebrações de comunidades judaicas ao redor do mundo até hoje. O resumo: Amar a Deus acima de todas as coisas e respeitar os seus mandamentos - amar a Deus inclui a vida, o mundo, o comportamento, o jeito de viver e conviver.

Quando se fez esta releitura (por isso deuteronômio, segunda lei) o povo de Israel já tinha uma longa caminhada na história e tinha experimentado o que significa tomar as decisões erradas. Mais de uma vez tanto a vida particular como a religiosa e a pública sofreram enormes desvios e causaram sofrimentos sem fim. Profetas alertavam, poetas falavam em nome de Deus, mas sempre de novo Deus era deixado de lado. Não que os cultos e as celebrações deixassem de existir, a vida cultual, por assim dizer, funcionava. Mas se abria um enorme fosso entre o que se dizia e celebrava e a vida, o cotidiano bem como com a vida pública e a relação com outros povos. O resultado? injustiças, preconceitos, privilégios de uns em desfavor de outros. O respeito, a compaixão e a solidariedade deixavam muito a desejar...

É claro que aqui se impõe uma pergunta: Por que Deus não cumpriu a sua ameaça? Bem, em parte a ameaça se cumpria nos resultados catastróficos na vida.Mas a Bíblia revela um traço de Deus que é muito mais marcante, mais forte, do que a ameaça: O amor de Deus que se revela como paciência e até como arrependimento. Lá no texto do dilúvio lemos que Deus se arrepende do castigo que impusera através e até promete a si mesmo não mais castigar com destruição. Por muitos caminhos, por profetas, por sábios e até por estrangeiros Deus tenta chamar seu povo à razão para fazê-lo entender que o amor a Deus resulta em vida concreta - ou ele é papo furado! Nem todo o que diz Senhor, Senhor entrará no Reino dos céus, mas aquele que cumpre a vontade de Deus. Eis um resumo claro dado por Jesus. A paciência e o amor de Deus levou a uma nova releitura de seu pacto com a criação e as criaturas, principalmente com o ser humano que é quem toma decisões certas ou erradas com consequências para toda a criação: Num dado momento concreto na história ele se manifestou em seu filho Jesus Cristo, que não apenas falava do amor de Deus, mas o concretizou em gestos e ações concretos.

É preciso dizer que muita, muita gente ouviu e seguiu a Jesus; muita gente pelo mundo afora ouve, crê e busca viver com toda sinceridade o significado prático do amor a Deus, tendo como modelo o amor do próprio Deus, espelhando suas ações no amor de Deus.

Também hoje continua valendo que, a partir do Cristo, temos que fazer escolhas, opções, decidir entre o bem e o mal para a vida em família, no trabalho, no esporte, no lazer, na política. As nossas celebrações e as celebrações pelo mundo afora, por mais bonitas e envolventes que sejam - oxalá todas fossem bonitas e envolventes - por si só ainda não são suficientes como resposta ao amor de Deus por nós. Só cruzes, crucifixos e outros símbolos cristãos ainda não são resposta suficiente... Também não o uso e a prática dos sacramentos e outros ritos cristãos. Tudo isso pode e deve nos motivar e fortificar na tomada de decisões. Ninguém pense que uma vez tomada, a decisão ela já é permanente. Martin Lutero lembrou com propriedade que nós seres humanos somos simultaneamente justos e pecadores: Justos porque o amor de Deus em Cristo nos justifica, porque o Cristo entrou na brecha por nós. Pecadores porque teimamos em tomar o destino nas próprias mãos esquecendo a bússola que Deus nos dá em sua palavra. O resultado deste "esquecimento" está aí: Também cristãos alimentam ódios e até fomentam guerras. O amor de Deus, porém, permite que retornemos, que façamos penitência, que mudemos o rumo de nossas vidas para ajudar a mudar o rosto do mundo e a preservar o mundo criados e amado por Deus. Não sabemos se a paciência de Deus, de repente, se esgota. Ainda temos tempo de voltar e dizer com o filho que volta à casa do pai com a confissão: Pai, pequei contra o céu e contra ti; já não sou digno de ser chamado teu filho! na certeza de que, assim como o pai da parábola, Deus nos receberá e dará nova chance de recomeçar, de escolher o bem e não o mal. Que o Espírito Santo de Deus nos ajude a fazer as escolhas para a vida e não as para a morte. Amém

 

Oração: Senhor, perdoa nossas erradas decisões a ajuda-nos a decidir pelo bem e pela vida, para o teu louvor e a bênção para criação e criaturas. Por Cristo. Amém

 



Pastor em. Harald Malschitzky
São Leopoldo - RS (Brasil)
E-Mail: harald.malschitzky@gmail.com

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