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ISSN 2195-3171





Göttinger Predigten im Internet hg. von U. Nembach

PRÉDICA PARA O DIA DA REFORMA, 31.10.2016

Predigt zu Isaías 45:19-45, verfasst von Martin Dreher

Irmãs e irmãos!

Os textos previstos como leitura para o corrente Dia da Reforma (Salmo 46.1-7; Filipenses 2.12-13, Mateus 10.26-33 e Isaías 45.19-25) encontram belo resumo no primeiro mandamento do Decálogo e na explicação a ele dada pelo reformador Martim Lutero. Eu sou o Senhor teu Deus. Não terás outros deuses diante de mim. Que significa isso? Resposta: Devemos temer e amar a Deus e confiar nele acima de todas as coisas.

As 95 teses de 31 de outubro de 1517, que ajudaram a pôr em chamas o já conturbado século 16 (revoltas de artesãos, de camponeses, de cavaleiros, peste, avanço dos turcos) foram publicadas na véspera do Dia de Todos os Santos. Naquele dia, anualmente, o Príncipe Eleitor da Saxônia expunha à visitação sua Coleção de Relíquias, cobrava pela visitação e faturava um bom dinheiro. Suas relíquias, num total de 5.005, ofereciam 1.443 anos de indulgência, quando veneradas. Como as 95 teses queriam discutir o valor e a virtude das indulgências, ao publicá-las na véspera do Dia de Todos os Santos, Lutero deu “tapinha” nas costas do príncipe que, depois, seria seu protetor. Indulgências eram cartas de crédito que prometiam perdão das penas impostas no confessionário pelos padres confessores, quando adquiridas. Eram também a principal fonte de renda da Igreja da época. Quem as adquirida eram pessoas amedrontadas pela situação difícil do período e pelos sermões aterrorizantes dos pregadores. Apresentavam um Deus totalmente juiz e um Cristo disposto a cortar as cabeças dos pecadores, frente aos quais os ameaçados de morte logo teriam que se apresentar. O negócio era se precaver.

A discussão em torno dessas fontes de arrecadação levou a que se perguntasse: O que, afinal de contas, é Evangelho? Foi aí que Lutero tropeçou na leitura de Romanos 1.17: A justiça de Deus se revela no Evangelho. Normalmente, entendemos por “justiça de Deus” coisa muito simples, mas atemorizante: Deus recompensa quem é bom e castiga quem é mau! – Agora, Evangelho é, traduzido para português bem simples, “Boa Notícia”. Que boa notícia é essa que diz que Deus recompensa quem é bom é castiga quem é mau? Olhando para nós mesmos, constatamos que não somos nada bons. Até o apóstolo Paulo diz de si: Desgraçado homem que sou: não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço! Pois era isso que Lutero também sabia de si. Como se diz no Brasil: “estava roubado!” Mas, ficou pensativo, quando impôs a agricultor penitência a ser cumprida após confissão e recebeu a resposta: ‘Seu padre, vendi minha junta de bois, e comprei indulgência para dez anos. Não preciso fazer a penitência que me impõe.’ Depois dessa resposta, quis verificar se cristãos realmente não precisam se arrepender, “fazer penitência” como disse Jesus logo no início de sua pregação. E, além disso, deixar sua família passando necessidade!

Na continuação da leitura de Romanos 1,17 viu que a Justiça de Deus se revela no Evangelho, como está escrito; ‘O justo viverá a partir da fé’. Fé é confiança. Confiança em que? Confiança naquilo que nos foi mostrado em Jesus: o amor irrestrito de Deus a crianças, mulheres, doentes, pecadores como Zaqueu, jovem rico e o filho pródigo, como tu e eu. Evangelho é a notícia de que Deus nos aceita incondicionalmente, apesar de sermos assim como somos. Todo esse amor nos foi mostrado em Jesus, no qual Deus desceu até nós para mostrar como Ele é. Deus tem o rosto do crucificado e continua a se revelar a nós nas chagas do crucificado, como o fez em relação a Tomé. Deus foi até às últimas consequências em relação a nós. Esse amor incondicional nos leva a mudar de vida e a saber que Deus é o nosso refúgio e fortaleza, nossa defesa como lemos no Salmo 46 e como cantamos nos hinos de Lutero (Deus é castelo forte e bom; Cristãos, alegres jubilai; Eu venho a vós dos altos céus).

A Reforma é um único grito: Vamos deixar Deus ser Deus! Vamos aceitá-lo assim como Ele se revelou em Jesus, de graça! Não precisamos de cartas de crédito (indulgências), nem da aquisição de terrenos no céu, nem de sabonete de descarrego, nem de sal grosso. Só precisamos abrir os olhos e confiar que ‘no amor não existe medo’, que estamos nos braços de Deus, aconteça o que acontecer.

Vamos deixar Deus ser Deus! É isso que aprendemos no primeiro mandamento do Decálogo:Eu sou o Senhor teu Deus. Não terás outros deuses diante de mim. Que significa isso? Resposta: Devemos temer e amar a Deus e confiar nele acima de todas as coisas.

Curvemo-nos diante desse Deus, reverentes, e confiando em seu amor incondicional, revelado a nós em Jesus Cristo, seu Evangelho. Amém.



P. Dr. Martin Dreher
SĂO LEOPOLDO
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