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ISSN 2195-3171





Göttinger Predigten im Internet hg. von U. Nembach

1° Domingo após Natal, 30.12.2007

Predigt zu Isaiah 63:7-9, verfasst von Armin A. Hollas

  

"Celebrarei as benignidades do Senhor, e os louvores do Senhor, consoante tudo o que o Senhor nos tem concedido, e a grande bondade para com a casa de Israel, bondade que ele lhes tem concedido segundo as suas misericórdias, e segundo a multidão das suas benignidades.

Porque dizia: Certamente eles são meu povo, filhos que não procederão com falsidade; assim ele se fez o seu Salvador.

Em toda a angústia deles foi ele angustiado, e o anjo da sua presença os salvou; no seu amor, e na sua compaixão ele os remiu; e os tomou, e os carregou todos os dias da antigüidade." (Is 63.7-9}

 

Graça e paz, da parte daquele que era, é e sempre será.

Prezada Comunidade.

Qual foi a tua maior experiência em meio aos acontecimentos da última semana? Entre todas as coisas, o que faz com que os dias santos de final de ano sejam grandes ou importantes? Seriam os presentes de Natal e o Papai Noel? A grande quantidade de cartões de felicitações que chegam às nossas casas, muitas vezes de gente que nem conhecemos? Ou quem sabe gostamos da tradicional faxina de Natal ou do trabalho de cozinhar e preparar aquela "grande ceia" para ser servida para uma grande quantidade de pessoas?

Preparar a casa, a ceia, as coisas para os festejos do Natal, nunca foi minha atividade predileta. Eu lembro, na minha infância, do corre-corre que tínhamos nestes dias. Era época de capinar e limpar em volta da casa, pintar com cal o caule dos cinamomos, limpar a casa, limpar ao redor do paiol e do chiqueiro, ir ao mato colher o pinheirinho, e a gente se espetava todo, enfim, uma canseira.

Não, é óbvio que não é isto o que nos atrai nas festividades de final de ano. São as pessoas em nossas vidas, que se reúnem, que dão um grande significado aos nossos festejos. Obviamente, além do significado que celebramos no culto de Natal. Nestes dias muitos viajam para encontrar os familiares, a família se reúne mais uma vez, ao redor da mesa, como há tempo não se fazia, ou então somente se aproveita um tempo de folga depois de um ano agitado e corrido. Cartas e cartões de familiares e parentes são sempre bem-vindos, mas o melhor é estar com aqueles que amamos e nos amam.

Acredito que ao nos reunirmos em culto neste primeiro domingo depois do Natal, permanece ainda um pouco deste espírito natalino em nossos corações. Este é um tempo de transição. Logo mais os festejos terão passado e estaremos de volta às nossas rotinas de nosso trabalho e um novo ano irá começar. Há algo de estranho nas celebrações de final de ano em nosso mundo, principalmente se olharmos para o comércio. Segue uma época de um gosto de ressaca e cansaço. É hora da troca de presentes que não serviram, de limpar a decoração de Natal, da qual já se está quase enjoado.

Para nós, cristãos, no entanto, o Natal é apenas o começo. O ano civil está terminando. Para os cristãos o ano já começou e a mensagem do Natal deve estender-se a cada novo dia. E, qual é esta mensagem, esta "Boa Nova" a ser levada?

As palavras do profeta Isaías, previstas para a leitura deste final de semana foram escritas centenas de anos antes do nascimento de Jesus. Mesmo assim, elas vão fundo dentro da mensagem do Natal.

"... assim ele se fez o seu Salvador. Em toda a angústia deles foi ele angustiado, e o anjo da sua presença os salvou; no seu amor, e na sua compaixão ele os remiu; e os tomou, e os carregou todos os dias da antigüidade. (V  8b, 9)

Conseguimos nós captar a grande maravilha desta mensagem? Deus não mandou apenas um cartão, ou uma carta, ou algum outro meio remoto para nos alcançar, mas se faz presente, em meio ao seu povo. Deus não mandou apenas um anjo ou um representante para trazer conforto em tempos de dificuldades, mas em Belém estas palavras são cumpridas de uma maneira que vai muito além do que o profeta podia  imaginar: Deus se faz presente, ele mesmo vem para nos salvar.

Nas palavras do profeta, porém, existem encorajamentos que nos servem para animar e para dar forças nestes tempos de transição: Somos convidados a olhar para o passado e relembrar as muitas bênçãos que recebemos de Deus (v. 7), especialmente em tempos difíceis - como o foram os tempos de Isaías - em meio à dor. É importante trazermos à nossa consciência todas as bênçãos de Deus que conhecemos.

"Deus se faz salvador", diz o profeta. Deus veio e é a sua presença que traz a salvação. O amor de Deus vem até nós de uma maneira bem visível e com isto vulnerável. A criança nascida em Belém teve de fugir às pressas. A presença de Deus foi uma presença de risco, ainda assim, Deus se fez presente. Aliás, diz o profeta, que Deus faz bem mais do que salvar. Diz ele: "na sua compaixão ele os remiu; e os tomou, e os carregou todos os dia", Portanto, salvação não se resumiu num momento estanque, único. Teve com conseqüências duradouras. É um acontecimento que tem continuidade na forma de misericórdia e amor. Deus não somente se fez presente, nos salvou, mas continua nos carregando.

Memórias são poderosas e transformadoras. Não é para menos que as ditaduras procuram abafar as memórias. Ter em mente que no passado Deus se fez presente, isto nos fortalece. Importa ter em mente que Deus não nos abandona. A história do Natal e da Páscoa se repete para que isto jamais seja esquecido. As pessoas se reúnem em culto, nas casas, em família, para manter viva a lembrança da presença de Deus. Assim foi com o povo de Israel nos tempos do profeta, assim deveria ser conosco, nos tempos de Natal e Páscoa. Estar juntos para lembrar, e lembrar para se fortalecer.

A lembrança da presença de Deus fortaleceu o povo de Israel na construção de um novo templo, de um novo país. E nós? De que nos serve lembrar o Natal? Deus se faz presente para transformar, recriar, renovar, SALVAR. A consciência desta presença nos move, como igreja, como povo, como indivíduos, na busca por um mundo melhor, na busca por sermos instrumentos desta transformação, renovação, salvação.

Essa "lembrança" não é estática. Ela não significa apenas ficarmos recolhidos nas ceias de Natal de nossas casas, nos cultos festivos, nas celebrações litúrgicas. É antes uma lembrança que nos move para fora de nós mesmos e nos incentiva a buscar e a lutar por um mundo melhor, um mundo transformado onde, como disse Jesus, "Todos tenham vida, e tenham em abundância".

Que Deus mantenha sempre a nossa memória e se mantenha em nossos corações!

 Amém.

 



Pastor Armin A. Hollas
Sobradinho, RS
Brasil

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