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ISSN 2195-3171





Göttinger Predigten im Internet hg. von U. Nembach

ÚLTIMO DOMINGO APÓS EPIFANIA , 26.02.2017

Predigt zu Êxodo 24:12-18, verfasst von Luís Henrique Sievers

Estimada comunidade, irmãs e irmãos em Cristo,

A graça de Deus, o amor de Jesus Cristo e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vocês. Amém!

A vida ensina que alianças são necessárias para a nossa sobrevivência. Elas são frutos de compromissos firmados entre duas ou mais partes. A aliança no dedo de um casal, por exemplo, representa o compromisso de amor e cuidado mútuo, nas alegrias e nas tristezas.

O texto da pregação de hoje fala da aliança entre um Deus que liberta da escravidão e a sua gente libertada. No Monte Horebe, Moisés foi vocacionado e enviado para libertar os escravos no Egito. No Monte Sinai ele foi chamado para intermediar a aliança de Deus com o seu povo: (leitura do texto de Êxodo 24.12-18)

As alturas sempre fascinaram os seres humanos. Antes de descobrirmos a imensidão do universo, o céu era logo depois das nuvens. Qualquer monte dava a impressão de estarmos mais próximos de Deus. Muitas de nossas igrejas foram erguidas no alto de um monte.Em fuga e a caminho da terra prometida, escravos libertos do Egito encontram o Monte Sinai. Lá acontece algo marcante para a vida de fé e para a história de um povo sofrido.

No Monte Sinai havia uma nuvem envolvente e um fogo que queimava sem parar, conforme registra o nosso texto.Na teologia, chamamos isso de teofania, que é uma maneira de descrever a presença de Deus. Sua presença mexe com toda a natureza: “O povo ouviu os trovões e o som da trombeta e viu os relâmpagos e a fumaça que saía do monte. Então eles tremeram de medo e ficaram de longe” (Êx 20.18). Os anciões e Josué subiam até certo ponto. Apenas Moisés estava autorizado a ir até o topo. Dessa vez, Moisés iria receber as “placas de pedra”, contendo as leis e os mandamentos, para o ensino do povo.

A ação libertadora de Deus é o princípio da aliança. “Vocês viram com os seus próprios olhos o que eu, o Senhor, fiz com os egípcios e como trouxe vocês para perto de mim como se fosse sobre as asas de uma águia. Agora, se me obedecerem e cumprirem a minha aliança vocês serão o meu povo. O mundo inteiro é meu, mas vocês serão o meu povo, escolhido por mim.” (Êx 19.4-5) Trata-se de uma proposta feita a uma população cansada de ser explorada. Não é de se admirar que todos responderam ao mesmo tempo: “Nós faremos tudo o que o Senhor ordenou.” (v. 8) O símbolo dessa aliança entre o Deus libertador e o seu povo é a Lei e o seu cumprimento. A parte mais lembrada da Lei são os dez mandamentos. Os três primeiros falam de nossos compromissos com Deus, enquanto os sete últimos falam de nossos compromissos com o próximo.

Segundo o nosso texto, Moisés ficou ali, no Monte Sinai, no meio da nuvem, por quarenta dias e quarenta noites. O número 40 é simbólico. Trata-se de um período que antecede a grandes mudanças. Segundo os especialistas, a sequência do nosso texto nós encontramos no capítulo 32, que começa com uma preocupação do povo: “Não sabemos o que aconteceu com Moisés, aquele homem que nos tirou do Egito”. Essa demora e indefinição levaram à confecção de um “bezerro de ouro”, em substituição ao Deus libertador.

Estava quebrada a aliança logo no primeiro mandamento, que diz: “Meu povo, eu, o Senhor, sou o seu Deus. Eu o tirei do Egito, a terra onde você era escravo. Não adore outros deuses; adore somente a mim.” O pecado da idolatria é um dos primeiros que o ser humano comete. Os demais são apenas consequências. Parece que o ser humano se dá melhor com ídolos que escravizam do que com Deus que liberta. Por que? Liberdade requer compromisso e responsabilidade pessoal.

Não é a figura do bezerro nem o seu tamanho que importam, mas o ouro como símbolo de riqueza e poder naqueles tempos. O sonho da riqueza levou o ser humano, em toda a sua história, a cometer barbaridades em relação a Deus e ao próximo. O poeta inglês, William Shakespeare, escreveu: “[O ouro] arrasta os sacerdotes e os servos para longe do seu altar, arranca o travesseiro onde repousa a cabeça dos íntegros. Esse escravo dourado ata e desata vínculos sagrados; abençoa o amaldiçoado; torna adorável a lepra repugnante; nomeia ladrões e confere-lhes títulos, genuflexões e a aprovação na bancada dos senadores.” (O Vil Metal, em “Timão de Atenas”)

Manter uma aliança, um compromisso com Deus e com o próximo, não é tarefa fácil. Dá trabalho. No alto do monte, vendo Jesus conversar com Moisés e Elias, Pedro falou: “— Como é bom estarmos aqui, Senhor! Se o senhor quiser, eu armarei três barracas neste lugar: uma para o senhor, outra para Moisés e outra para Elias.”(Mt 17.4). Ficar mais tempo no alto do monte, estar próximo de Deus e aprender de personagens decisivos da fé e da história do povo é importante. Vir à igreja, ouvir, ver, meditar e participar das atividades dos grupos é fundamental para o desenvolvimento da fé.

Mas também é preciso descer do monte, como fizeram Moisés e mais tarde Jesus, para acompanhar o povo em sua caminhada. É preciso praticar e ensinar o caminho que leva para uma vida plena. Ajudar as pessoas a se libertarem de ídolos que escravizam. É uma missão que recebemos de Deus. No alto do Monte Sinai Moisés ouviu: “— Desça depressa porque o seu povo, o povo que você tirou do Egito, pecou e me rejeitou.” (Êx 32.7) Algo parecido fez Jesus, quando enviou os seus discípulos para as aldeias e cidades do seu país, para pregar o Evangelho da graça e do amor de Deus.

Pelo perdão, fomos libertos para uma vida nova, sob outras bases e valores. Pedro pede, em sua segunda carta, para que juntemos as seguintes qualidades à fé: a bondade, o conhecimento, o domínio próprio, a perseverança, a devoção a Deus, a amizade e o amor. “Pois são essas as qualidades que vocês precisam ter. Se vocês as tiverem e fizerem com que elas aumentem, serão cada vez mais ativos e produzirão muita coisa boa como resultado do conhecimento que vocês têm do nosso Senhor Jesus Cristo” (2Pe 1.8).

E a paz de Deus, que ninguém consegue entender, guardará o coração e a mente de vocês, pois vocês estão unidos com Cristo Jesus.” Amém.



Pastor Luís Henrique Sievers
Lajeado – RS (Brasil)
E-Mail: luishenrique.sievers@yahoo.com

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