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ISSN 2195-3171





Göttinger Predigten im Internet hg. von U. Nembach

5° DOMINGO DA PÁSCOA , 14.05.2017

Predigt zu Salmo 31:1-5,15-16, verfasst von Claudete Beise e Carlos Luiz Ulrich

Querida comunidade reunida,

Neste dia das mães, saúdo a todos e todas desejando que a graça de Deus que nos ama como uma mãe esteja com cada um e cada uma de vocês. Vamos ouvir a leitura do texto para pregação neste domingo.

(Leitura do texto realizado por uma mulher da comunidade): Salmo 31.1-5, 15-16        

O Salmo 31 é uma poesia de ação de graças. No entanto, fala também de momentos de angústia e do consolo recebido. É uma oração de Davi, cansado de tantas desventuras e perseguições. Esse salmo se estabeleceu como uma oração para tempos difíceis, para tempos de crise. Tem sido uma leitura obrigatória para todas as pessoas que querem refletir sobre o sentido da vida. Deus é apresentado como o refúgio seguro contra as tempestades da vida. Os cuidados de Deus estendem-se a todas as gerações, desde a eternidade. Esta é uma garantia de que nós não estamos entregues a brevidade do tempo. O salmo aponta também para a fragilidade do ser humano. Como seres humanos somos muito pequenos. No entanto, mesmo assim Deus se volta para nós com olhar de misericórdia. O salmo deixa claro que a vida não é somente flores, mas enfrentamos dores e sofrimentos. Deus nos dá forças para a construção de um novo começo.

Toda a nossa vida move-se no tempo. Nas tuas estão os meus dias, diz o Salmo 31.15. Há passado com suas gratas memórias que nos fazem bem à lembrança e ao coração, mas há também lembranças não tão gratas que também nos fizeram crescer como ser humano, tornando-nos pessoas mais maduras e conscientes. As memórias são fundamentais para o desenvolvimento histórico social, cultural de um povo. Sem as memórias do passado não se constrói o presente e tampouco o futuro. Nosso tempo de hoje é o resultado desse tempo de ontem, mas o tempo de hoje é uma breve passagem em direção ao tempo de amanhã com seus sonhos e seus temores, seus alvos e suas dúvidas, suas aspirações e suas inseguranças. Se não podemos fazer mais nada em relação ao passado, mas podemos mudar o presente e planejar melhorar o futuro. Como cidadãs e cidadãos do reino de Deus, nossa presença no reino pode contribuir para um mundo novo, menos violento, menos injusto, menos desonesto, menos mentiroso, menos hipócrita, menos opressor, menos discriminador. O Salmo dá-nos a consciência da finitude e do pecado, pela necessidade do arrependimento, pela busca da santificação, pela forma como nos colocamos em nosso relacionamento com Deus e com o nosso próximo, com nossa família.

Querida comunidade!

Hoje dia das mães é um momento para refletirmos sobre o nosso relacionamento familiar. É um dia de lembrar que as mães são mulheres, muitas vezes muito sofridas, que lutam diariamente para sustentar as suas famílias. No Brasil e no mundo todo temos muitas mulheres que sustentam sozinhas as suas famílias. Toda mãe é também mulher. No dia das mães, geralmente, elas são louvadas, reverenciadas, poetizadas e até divinizadas. Encontramos, sem dúvida, elementos divinos no ato de gerar a vida. A palavra misericórdia significa: o amor que vem das entranhas, do útero, remetendo ao coração, a Deus, onde encontramos muitas imagens que remetem ao humano, à maternidade/paternidade, à ternura e à eternidade. Estes sentimentos estão presentes em qualquer ser humano, no entanto, os mesmos precisam ser desenvolvidos e cultivados. A maternidade não é a vocação primeira de uma mulher. A mulher, primeiramente, é humana, com todas as potencialidades, habilidades e capacidades de se desenvolverem em qualquer área do conhecimento.

Importante trazer à memória a história deste dia em que se celebra o dia das mães. Como apontamos anteriormente, memórias são fundamentais para nossa existência. A origem da celebração do dia das mães remonta a Anna Jarvis, professora americana, que quis homenagear a sua mãe, Anna Marie Reeves Jarvis, que viveu numa época em que muitas famílias sofriam com a morte prematura de crianças. Anna Marie foi mãe de 11 filhos – somente 4 sobreviveram. Mas, apesar deste grande sofrimento, lutou por um melhor sistema de higiene e saúde e fundou em 1858 o Mothers Days Works Clubs – uma espécie de clube de trabalho das mães, que se empenhou em conseguir recursos para comprar remédios e ajudar as famílias em que as mulheres sofriam de tuberculose. Após a morte de Anna Marie (em 12/05/1907), sua filha Anna organizou um culto em sua memória, lançando a ideia da realização do Dia das Mães, que ocorreu oficialmente em 1914 nos Estados Unidos, e no Brasil em 1932. Anna Jarvis não queria um Dia das Mães comercial e tampouco o endeusamento da maternidade, mas um dia de lembrança, de respeito, para o qual aponta o quarto mandamento: “Honrarás o teu pai e a tua mãe, para que vás bem e vivas muito tempo sobre a terra”.

Atualmente, há muita luta das mulheres por salário igual para o mesmo trabalho, divisão igualitária do trabalho em casa e no cuidado das crianças, por escolas públicas de qualidades, por mais centros de educação infantil. Portanto, continuamos no movimento iniciado por Anna Marie Reeves Jarvis e tantas outras mulheres. Portanto, a origem do dia das mães não está no louvor à maternidade, mas sim nas questões sociais que envolvem o ser mãe e, afirmo também, o ser pai. O valor de uma mulher não está em seu útero grávido. A maternidade é uma questão que envolve toda a sociedade e também a comunidade cristã. O dia das mães é um chamado a um profundo agradecimento pela vida. É um dia especial para dizer muito obrigado pelo amor misericordioso que temos recebido de tantas mulheres que lutaram e lutam por uma sociedade mais justa e pedir perdão pelos pecados que temos cometido em relação às mães e às mulheres. Confiantes nas palavras do Salmista nas tuas mãos estão os nossos dias. Que os nossos dias sejam vividos com amor, sabedoria, cuidado, arrependimento e o desejo sempre de recomeçar. Encerro com uma pequena poesia de Mario Quintana.

MÃE... São três letras apenas, As desse nome bendito: Três letrinhas, nada mais... E nelas cabe o infinito E palavra tão pequena Confessam mesmo os ateus És do tamanho do céu E apenas menor do que Deus!

Que o Deus gracioso, revelado também no amor da mãe Maria a seu filho Jesus, em todos os momentos de sua vida, num momento festivo como das Bodas de Caná, mas também na hora do sofrimento da crucificação, e na alegria da ressurreição nos acompanhem, na confiança de que os nossos dias estão nas mãos de Deus, que nos ama, consola, cuida e abraça assim como uma mãe ama, consola, cuida e abraça o seu filho e a sua filha.

Amém.



Pa. e P. Claudete Beise e Carlos Luiz Ulrich
Vitória – Espírito Santo (Brasil)
E-Mail: claudetebeiseulrich@hotmail.com

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