Göttinger Predigten

deutsch English español
português dansk Schweiz

Startseite

Aktuelle Predigten

Archiv

Besondere Gelegenheiten

Suche

Links

Gästebuch

Konzeption

Unsere Autoren weltweit

Kontakt
ISSN 2195-3171





Göttinger Predigten im Internet hg. von U. Nembach

13º DOMINGO APÓS PENTECOSTES , 03.09.2017

Predigt zu Jeremias 15:15-21, verfasst von Günter Wehrmann

A graça de Deus, o amor de Jesus Cristo e a comunhão do Espírito Santo estejam conosco. Amém.

Estimadas irmãs e estimados irmãos em Cristo!

Às vezes, Deus passa trabalho com as pessoas que ele chamou, principalmente quando elas se encontram em situações desesperadoras. Por exemplo: O pai de família é desempregado e procura ganhar o pão por meio de biscates; a esposa adoece de câncer e precisa submeter-se à quimioterapia; a filha e o filho estão com quatro e dois anos respectivamente; parentes, madrinhas e padrinhos moram bem longe. Conhecemos tais situações de aflição ou mesmo de desespero, seja na vida em nível pessoal ou familiar, de estudo ou de trabalho, de comunidade ou igreja, de município, de estado ou de país. Aí a gente não sabe mais o que dizer muito menos o que ainda fazer. Nada parece adiantar. A gente se sente impotente e como com mãos amarradas. E as orações parecem não chegar aos ouvidos de Deus. Ele parece estar ausente.

Mas o texto de prédica para hoje nos faz perceber que Deus escuta e não desiste de Jeremias que ele havia vocacionado para chamar o povo e seus líderes a mudarem o rumo de vida. Deveriam deixar de prender-se a falsos deuses, à idolatria, à corrupção e a conchavos políticos. Essa missão não trouxe a Jeremias aplausos. Pelo contrário, lhe causou muita gozação, rejeição e perseguição. Ao que Deus o mandou anunciar juízo e castigo. Mas Deus não agiu logo como Jeremias esperava. E isso aumentou o desespero de Jeremias a tal ponto que derramou o íntimo de seu coração diante de Deus.

Ouçamos como está escrito em Jeremias 15.15-21

Jeremias não engole o seu sofrimento. Mas em oração lança toda a sua frustração e dor sobre Deus. Chega a perguntar a Deus por que ele permitiu que sua mãe o pusesse no mundo. Descarrega todo seu fardo sobre Deus que o chamou para uma tarefa tão desgraçada. “Ó Senhor, tu és que sabes. Lembra-te de mim e ajuda-me. Vinga-me daqueles que me perseguem. Não tenhas paciência com os meus inimigos para que eles não me matem”. Ele lembra Deus de como se alimentava da palavra dele: “Ó Senhor, Deus Todo-Poderoso, eu sou teu, e por isso as tuas palavras encheram o meu coração de alegria e felicidade.” Pergunta a Deus: “Por que continuo a sofrer? Por que as minhas feridas doem sem parar? Por que elas não saram? Será que não posso confiar em ti? Será que és como um riacho que seca no verão?”.

Desse jeito atrevido somente um amigo apaixonado consegue e ousa falar. Afinal, Deus o vocacionou. E Deus chamou também a você, irmã e irmão, e a mim já no Santo Batismo. Ele nos adotou como filha e filho seus, como amiga-irmã e amigo-irmão de Cristo. Por isso também nós podemos derramar o nosso coração aflito aos pés da cruz de Cristo.

Podemos ter a firme e inabalável esperança de que Deus não é surdo. Ele ouve o clamor dos seus. Pois Ele falou para Jeremias, mas diferente do que esse esperava: “Se você voltar, eu o receberei de volta, e você será meu servo de novo. Se você disser coisas que se aproveitem e não palavras inúteis, você será de novo meu profeta”.  Deus quer que Jeremias caia em si e faça uma autocrítica. Jeremias deve reconhecer que Deus age como e quando ele julga salutar para Jeremias e seu povo. O fôlego de Deus é mais comprido do que o de Jeremias.  Em meio a toda desgraça Deus quer manifestar a sua graça. Por isso ele dá um tempo a Jeremias e a seu povo.

“Se você voltar, eu o receberei de volta... e você será novamente meu profeta” diz Deus, “Eu o livrarei das mãos dos perversos e o libertarei do poder dos violentos. Eu, o Senhor, falei”.

Jeremias teve que sofrer ainda muito por causa dos líderes do povo e esse teve que arcar com as consequências de sua desobediência e rebeldia contra Deus. Deus, porém, manteve Jeremias com vida, mesmo nas ameaças de morte e na prisão, e lhe deu forças para aguentar. E Deus não desistiu nem de seu povo rebelde. Em meio a toda desgraça manifestou a sua graça. Bem mais tarde Deus o libertou do cativeiro babilônico. Pois o amor de Deus para com os seus não consegue se esquecer deles muito menos abandoná-los. Deus sofre por causa da rebeldia e infidelidade de seu povo. Mas por insondável amor ele o liberta da desgraça, embora o povo não o mereça.

Mesmo assim, o povo voltou a esquecer-se de Deus. Já que o povo não deu ouvidos para os profetas que Deus havia enviado depois de Jeremias, o coração apaixonado de Deus não mais via outro jeito do que deixar o céu e mesmo vir. Ele mesmo se tornou pessoa em Jesus Cristo. Nele demonstrou a justiça que alcança até quem não a merece, manifestou o amor que se doa a todas as pessoas sem distinção e fez irromper a paz em meio à guerra. Ele quer fazer irromper tais sinais concretos dessa vida nova entre nós e através de nós. Importa somente voltarmos a Deus, diariamente, e permitir que sua palavra encha o nosso coração. Sua palavra - escrita, falada, visível e experimentável (como na Ceia do Senhor) - pode tomar conta de nosso coração. Desse modo, Cristo, através do Espírito Santo, opera em nós e através de nós, sinais de justiça, paz e amor, como por exemplo:

Esposo e esposa procuram servir um ao outro, sem torná-lo submisso ou dependente. Pais tentam ser exemplo para seus filhos, sem prejudicar o desenvolvimento de sua própria personalidade. O pastor ou a pastora intercedem por sua comunidade e os membros se deixam motivar e envolver, para que a comunidade se torne acolhedora, integradora, diaconal e missionária; ela pode visitar aquela família de que falamos no início; juntamente com o casal estudam a viabilidade de ajuda à mãe nas idas ao tratamento da quimioterapia e pode pensar com o pai para ganhar um emprego e eventualmente contratar uma babá para as crianças nas horas em que a mãe está no hospital. A comunidade intercede pelos governantes em nível de município, estado e federação, para que eles não se corrompam, nem por artimanhas e conchavos lutem pelo poder, mas sirvam para o bem comum do município, do estado e da nação. Sim, hoje parece ser mais urgente do que nunca interceder pelos governantes. E não se diga que isso não adianta.  Pois, lembro como foi importante que na antiga DDR da Alemanha, durante muitos meses, em todas as segundas feiras, comunidades, em muitas cidades, se encontraram às 18h para realizarem a vigília da oração pela justiça e paz, o assim chamado “Friedensgebet”. Isso contribuiu decisivamente para a queda pacífica do muro em Berlim e a reunificação da Alemanha.

Esses são apenas alguns exemplos de como podem surgir, em e através de nós, sinais concretos de justiça, paz e amor. São apenas sinais, mas são oriundos da eternidade e para ela apontam. Que assim Deus nos abençoe e torne uma bênção!

Amém.



P.em. Günter Wehrmann
Porto Alegre – RS (Brasil)
E-Mail: ge.wehrmann@hotmail.com

(zurück zum Seitenanfang)