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ISSN 2195-3171





Göttinger Predigten im Internet hg. von U. Nembach

21ş DOMINGO APÓS PENTECOSTES , 29.10.2017

Predigt zu Levítico 19:1-2, 15-18, verfasst von Marcos Aurélio de Oliveira

Saudação:

 

“A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós.” 2 Coríntios 13.13. Amém.

 

Prédica:

 

Prezada comunidade! Irmãos e irmãs!

 

O texto previsto para prédica deste domingo encontramos no livro de Levítico, capítulo 19, versículos 1 e 2, também do 15 ao 18. O trecho destacado para a reflexão é bem simples de ler e compreender. Sua linguagem é acessível e sua estrutura nos lembra um “guia de convivência”. Nos versículos 1 e 2 já está dito quem está listando estas orientações: é o próprio “Senhor Deus” que mandou Moisés dizê-las ao povo. Creio que qualquer de nós que ler este texto vai se identificar como destinatário e destinatária destas orientações que Deus passa para seu povo através de Moisés.

Sinto-me impelido a confessar que, cada vez mais, admiro e creio em Deus, em seu amor e em sua misericórdia. Por quê? Bem, este texto foi escrito há muito tempo, para lá de três mil anos, as orientações são simples e compreensíveis e nós, o povo, continuamos a agir diferente, em desobediência ao que elas dizem. No entanto, Deus continua nos amando, perdoando e apostando em nós...

Olhando de maneira bem ampla neste período de lá para cá: quantas injustiças, mentiras, guerras, mortes, vinganças e ódio. Não vou listar aqui tantas coisas que poderiam servir como exemplo do que estou me referindo. Deixo que cada qual que ler esta prédica pense sobre o assunto e avalie o seu ambiente de vivência. Não quero que ninguém fique olhando para as outras pessoas e seu modo de agir e faça julgamentos, não! Afinal quem não peca? Quero apenas que percebam que somos pessoas falhas em cumprir a vontade de Deus e em seguir as suas orientações.

Por que será que não conseguimos? O que será que acontece quando temos a oportunidade de fazer o que é correto e não o fazemos? Por que não julgamos com justiça, por que espalhamos mentiras, fazemos acusações falsas, guardamos ódio, nos vingamos, não amamos? Se as orientações são simples e compreensíveis, por que não as seguimos?

Será que nos rebelamos por não aceitarmos receber orientação de outro alguém? Pois queremos independência, autonomia, liberdade, fazer do nosso jeito? Afinal, obedecer pode significar sujeição, submissão... ademais, temos nosso orgulho, nossa vaidade, somos pessoas dotadas de capacidades, discernimento... Ou será que, lá no nosso íntimo, suspeitamos que foi Moisés e não Deus o autor das orientações?

Sou bem honesto em afirmar: não sei ao certo por que agimos assim e, bem sabemos que isso não é algo de agora, vem de muito tempo na história... A bem da verdade, creio que seria importante compreendermos nossas motivações, mas penso não faria muita diferença saber a resposta para estas perguntas.

De uma coisa eu sei: toda vez que não ajo com amor, que me vingo, que guardo ódio, faço acusações falsas, minto ou não julgo com justiça, experimento uma sensação horrível, um peso gigantesco na consciência, uma inquietação tamanha que até para dormir fica difícil. E isso é com quem faz parte do meu dia a dia, com aquelas pessoas das minhas relações de vivência. A sintonia acaba. A conexão se desfaz. Não sei como é com vocês, mas viver assim me aniquila... me sinto assim também quando agem da mesma forma comigo. E dói, e muito!

É nessas horas que eu reconheço que é Deus, o Senhor, e não Moisés o autor destas orientações. Pois ele quer vida plena e abundante para cada qual de nós. Sabe que sofre quem agiu e também quem recebeu a ação. Ele quer cuidar de nós, quer que vivamos em harmonia, comunhão, paz. Ele tornou bem concreto e palpável o seu querer em Jesus Cristo que seguiu à risca a vontade de Deus e que manifestou à risca o seu amor por nós, o que o levou à cruz.

Ele nos diz: “Eu sou o Senhor” e isso não é uma afirmação arrogante que quer impor servidão. É fala amorosa, porque essa é a natureza de Deus, que quer que confiemos nele e sigamos sua palavra. Prova disso é que, mesmo não seguindo, o que recebemos dele é perdão e a oportunidade de recomeçar. É como se ele dissesse sempre de novo: “Eu sou o Senhor teu Deus, confia em mim...”

Isso que recebemos dele é por amor e pura graça, ação misericordiosa dele para conosco. Nossa resposta a isso tudo é confiar nele e também agir com misericórdia e perdoar quem nos fere, pedir perdão e buscar reconciliação com quem ferimos e fizemos sofrer.

A cada instante, a cada situação que se apresenta diante de nós temos a possibilidade de agir na perspectiva de edificar a vida e participar ativamente de um mundo melhor. Sabemos da vontade de Deus. Sentimos em nós mesmos o resultado de não andar em seus caminhos e também o seu perdão e consolo.

Como é confortante olhar e se perceber tão pequeno e miserável e ao mesmo tempo saber que para Deus nós temos importância, valor. Tanto que ele se importa, sofre e vem ao nosso encontro para nos acudir, acolher e cuidar. Esse jeito dele agir nos empodera e nos leva a um viver mais coerente com seu querer. Assim ele nos torna suas testemunhas, suas mãos, braços, pernas, pés e boca pelos quais o mundo vai conhecê-lo de forma bem concreta.

Portanto, que nossa resposta a palavra de Deus seja: “Eis me aqui Senhor, fala que teu servo, tua serva te escuta!” Amém!

“...A paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e as vossas mentes em Cristo Jesus”. Filipenses 4.7. Amém.



Pastor Marcos Aurélio de Oliveira
Joinville – Santa Catarina (Brasil)
E-Mail: marcos@luteranos.com.br

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