Göttinger Predigten

deutsch English español
português dansk Schweiz

Startseite

Aktuelle Predigten

Archiv

Besondere Gelegenheiten

Suche

Links

Gästebuch

Konzeption

Unsere Autoren weltweit

Kontakt
ISSN 2195-3171





Göttinger Predigten im Internet hg. von U. Nembach

3º Domingo na Quaresma, 24.02.2008

Predigt zu Isaías 42:14-21, verfasst von Horst R. Kuchenbecker

    

A luta de Deus contra a cegueira do seu povo.

Introdução

Aqui na grande Porto Alegre,RS, Brasil existem, aproximadamente 100 mil cegos. Que coisa triste, quando alguém está privado da luz de seus olhos. Além da cegueira física, existe a cegueira mental. Por vezes ouvimos exclamações como estas: Não sei como pude ser tão cego! Conhecemos expressões como: Cego de amor! Cego de raiva! Cegado pela cobiça do dinheiro.

Mas a pior de todas as cegueiras é a cegueira espiritual, quando alguém não reconhece seu estado de mísero pecador diante de Deus, a necessidade de salvação e o seu Salvador, Jesus Cristo. Esta é a pior de todas as cegueira. E, pasmem, todos nós nascemos com esta cegueira. Só o milagre de Deus, a intervenção direta de Deus, pode nos tirar dessa cegueira espiritual. É o que Jesus disse a Nicodemos (homem religioso e piedoso): É preciso nascer de novo. (Jo 3.5) E mesmo tendo sido libertados desta cegueira espiritual pela fé em Cristo, corremos constantemente o risco de cair da fé e voltar à cegueira original. É disso que fala o nosso texto. A luta de Deus contra a cegueira do seu povo, e isto inclui a todos nós.

Deus quer nos purificar de toda a cegueira

Desde a queda do homem, Deus luta com muito amor e paciência pela salvação da humanidade. Ele revelou o seu amor aos primeiros homens. Mas após, aproximadamente dois mil anos, no mundo com a população de aproximadamente 2,5 bilhões de pessoas, só havia 8 entre todos os habitantes da terra. Deus castigou os incrédulos pelo dilúvio e começou a repovoar o mundo pelos filhos de Noé. Não demorou, e eis que netos e bisnetos de Noé se desviaram da fé. Então Deus escolheu a Abraão para formar dele um povo que deveria propagar o nome de Deus no mundo. Quando Abraão tinha 58 anos, Noé faleceu. E quando Abraão tinha 75 anos, Deus o chamou. Nesta oportunidade a idolatria dominava na casa de seu pai. Mas Deus o chamou, mostrou-lhe a verdade e prometeu formar dele um grande povo, do qual deveria nascer o Salvador. Abraão creu, e creu contra a esperança, pois não viu nada de tudo o que Deus lhe prometera. Tudo veio a cumprir-se mais tarde. Deus teve muito trabalho com o povo de Israel e sua contínua incredulidade e idolatria. Pelo profeta Isaías, Deus se queixa do povo, dizendo: Quem é cego, como o meu servo, ou surdo como o meu mensageiro, a quem envio? Quem é cego como o meu amigo, e cego como o servo do Senhor? Tu vês muitas coisas, mas não as observas; ainda que tens os ouvidos abertos, nada ouves. Foi do agrado do Senhor, por amor da sua própria justiça, engrandecer a lei, e fazê-la gloriosa. Não obstante é um povo roubado e saqueado; todos estão enlaçados em cavernas, e escondidos em cárceres. (Is 42.19-22).

O povo de Israel voltou à cegueira. Visto que os sacerdotes se corromperam, Deus providenciou para o seu povo profetas especiais para advertir e ensinarem o povo. Porém isso parecia ser em vão. Estevão teve que dizer aos fariseus: Qual dos profetas os vossos pais não mataram? (At 7.52) Veio o castigo. Deus castigou seu povo com o cativeiro, para corrigi-los com açoites, para que não fossem extintos. Com muito sacrifício conservou um remanescente para que pudesse executar a promessa da vinda do Salvador. Quem, ao ler a história do povo de Israel, no Antigo Testamento, não fica arrepiado?  Especialmente, se a lermos à luz da carta aos Hebreus. Mas será que nós somos melhores? Finalmente, no dia da sexta-feira santa, o povo de Israel proferiu o seu próprio veredito: O seu sangue caia sobre nós e nossos filhos. (Mt 27.25) E foi rejeitado.

A cegueira de nossos dias

A partir do dia de Pentecostes, Deus formou um novo povo, a igreja cristã. Ide fazei discípulos de todas as nações, (Mt 28.19) foi a ordem dada por Jesus. Discípulos são pessoas que ouvem e seguem seu mestre. As minhas ovelhas ouvem a minha voz e me seguem, disse Jesus. Vós sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus. (1 Pe 2.9) Raça não é um simples ajuntamento de indivíduos, mas pessoas que têm um pai comum, características próprias. Ninguém pode juntar-se a uma raça, é preciso nascer na raça para pertencer a ela. Nascemos pela água e o Espírito. Temos o Pai em comum. Um e mesmo Espírito para nos guiar. Uma raça tem a mesma linguagem, um modo próprio de vida.

E hoje, com que se parecem aqueles que são raça eleita, sacerdócio real, nação santa, propriedade exclusiva de Deus? (l Pe 2.9) Ou nos parecemos como aqueles, a respeito dos quais o profeta disse: O povo que andava em trevas, viu uma grande luz, e aos que andavam na sombra da morte resplandeceu-lhes a luz? (Is 9.2)  O povo de Deus hoje conhece o seu Deus?  A Bíblia, como palavra de Deus, como o meio de comunhão com Deus ocupa um espaço diário na vida individual e familiar? O culto nos fins de semana é o auge da semana, para ouvirmos a voz de nosso Deus e Pai celestial, louvá-lo, orar, e estreitar a comunhão com os irmãos? Temos prazer em andar segundo a lei de Deus? Examinamos tudo à luz da palavra de Deus, verdadeira lâmpada para os nossos pés (Sl 119.105). A grande razão e objetivo da vida como filhos de Deus é proclamar o nome de Deus ao mundo e falar de sua maravilhosa salvação. Estão sempre dispostos a economizar ao máximo, para o investir nos trabalhos do reino de Deus? Ou nos envergonhamos de nosso Pai? Vivemos na cobiça e nos prazeres deste mundo como os demais? 

Qual é o quadro da cristandade hoje? Qual é o quadro de nossa congregação? Qual a freqüência média dos cultos, nos fins de semana? Ou nos desculpamos, dizendo: Estava muito cansado. Na igreja há muitos hipócritas. Não gosto do ou dos pastores. Não gosto da forma da liturgia. Deus sim, igreja não, etc. Por estas desculpas as pessoas se enganam a si mesmas. Com isso não quero justificar erros nas congregações como um todo, nem as fraquezas dos pastores. Há falhas sim, e muitas. Mas a congregação e a busca da palavra do perdão, força e orientação devem ser as prioridades para os filhos de Deus.

É hora de todos nós ouvirmos o conselho do apóstolo João, registrado no livro de Apocalipse: Toma colírio de mim para ungires os teus olhos. (Ap 3.18). Para que Deus, por sua Palavra, nos abra os olhos e o coração para sabermos qual a prioridade para nossa vida, como ela deve ser em tudo orientada, e qual a nossa missão neste mundo. Fidelidade à Palavra, propagação dessa Palavra. Não nos conformar com este século e as obras das trevas. Que Cristo nos ilumine, para que as pessoas em nosso derredor possam nos ver e saber: Ali há um povo, em cujo meio está o Senhor. Amém.

                                                                                



Horst R. Kuchenbecker
São Leopoldo, RS ? Brasil
E-Mail: horstrk@cpovo.net

(zurück zum Seitenanfang)