{"id":10317,"date":"2005-02-07T19:49:26","date_gmt":"2005-02-07T18:49:26","guid":{"rendered":"https:\/\/theologie.whp.uzh.ch\/apps\/gpi\/?p=10317"},"modified":"2025-05-14T08:53:21","modified_gmt":"2025-05-14T06:53:21","slug":"mateus-3-17","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/mateus-3-17\/","title":{"rendered":"Mateus 5,1\u201312"},"content":{"rendered":"<div align=\"left\">\n<div>\n<div align=\"left\">\n<h3 align=\"left\">Quarto Domingo de Epifania | 30 de janeiro de 2005 | Mateus 5,1\u201312 | Ely Prieto |<\/h3>\n<p align=\"left\"><strong>O Contexto Lit\u00fargico <\/strong><\/p>\n<p>Epifania significa revela\u00e7\u00e3o! Esse \u00e9 um per\u00edodo especial no calend\u00e1rio da Igreja Crist\u00e3 onde aprendemos a conhecer quem \u00e9 Jesus Cristo e o que Ele faz pela sua Igreja. As palavras do Pai ouvidas por ocasi\u00e3o do batismo de Jesus ainda est\u00e3o a ecoar em nossos ouvidos: <em>\u201ceste \u00e9 o meu Filho amado, em quem me comprazo.\u201d<\/em> ( Mateus 3.17). Em seu batismo, Jesus \u00e9 oficialmente apresentado: <strong>a) <\/strong>Deus Pai n\u00e3o deixa d\u00favidas de que Ele \u00e9 de fato o Seu Filho; <strong>b)<\/strong> Deus se alegra publicamente com o in\u00edcio do minist\u00e9rio de Jesus, pois Ele sabe que Seu Filho \u00e9 o \u00fanico que poder\u00e1 cumprir totalmente a Sua Santa vontade.<\/p>\n<p>Epifania \u00e9 tempo de alegria e felicidade \u2013 a verdadeira felicidade. Esse \u00e9 o tema proposto pelo Salmo 1 e as bem-aventuran\u00e7as de Mateus 5. O justo \u00e9 aquele que est\u00e1 plantado (ou melhor, foi chamado \u2013 vocacionado 1 Corintios 1.26) junto \u00e0 corrente de \u00e1guas, o qual produz fruto no devido tempo (Salmo 1.3). As palavras de Miqu\u00e9ias s\u00e3o um lembrete aos filhos de Israel, de que Deus continua cuidando e provendo para o Seu povo, de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o. Deus n\u00e3o falha! Ele continua trazendo b\u00ean\u00e7\u00e3os e b\u00ean\u00e7\u00e3os sobre seus filhos. Paulo lembra que tudo \u00e9 gra\u00e7a, tudo \u00e9 b\u00ean\u00e7\u00e3o de Deus em Cristo Jesus. Nesse caso, toda a gl\u00f3ria seja dada a Deus, pois <em>\u201cquem quiser se orgulhar, que se orgulhe daquilo que o Senhor faz.\u201d<\/em> ( 1 Cor\u00edntios 1.31).<\/p>\n<p><strong> Apontamentos para o Serm\u00e3o <\/strong><\/p>\n<p>As leituras para este domingo nos lembram que a nossa alegria \u00e9 uma d\u00e1diva de Deus. Deus em sua gra\u00e7a resolveu nos dar o Seu Reino (<strong>ver passagem b\u00edblica<\/strong>). A leitura de Miqu\u00e9ias 6.1-8 claramente atesta que Deus continua provendo constantemente para seu povo, apesar de sua atitude e seus atos de rebeldia. O Salmo nos lembra do privil\u00e9gio de sermos filhos de Deus; somos distintos dos \u00edmpios, pois vivemos em bem-aventurada rela\u00e7\u00e3o com Deus.<\/p>\n<p>A Ep\u00edstola nos comunica a simples verdade que os caminhos do mundo nem sempre s\u00e3o os caminhos de Deus. Ele escolhe as coisas fracas, caminhos aparentemente impotentes e tolos para realizar a sua miss\u00e3o, todavia, Ele a cumpre integralmente. \u00c9 por Sua gra\u00e7a que somos salvos, \u00e9 Sua d\u00e1vida a n\u00f3s, n\u00e3o h\u00e1 nada que tenhamos feito para merec\u00ea-la! (Ef\u00e9sios 2.8-9). Parab\u00e9ns!<\/p>\n<p>O Evangelho, que \u00e9 o in\u00edcio do Serm\u00e3o do Monte, \u00e9 chamado de bem-aventuran\u00e7as. S\u00e3o afirma\u00e7\u00f5es de b\u00ean\u00e7\u00e3os para os seguidores de Cristo e descrevem certas virtudes que os discipulos de Jesus possuem, devido \u00e0 essa rela\u00e7\u00e3o com Seu Salvador e Senhor. \u00c9 interessante de se observar que Mois\u00e9s entregou a Lei no Monte Sinai, aqui Jesus proclama o Evangelho, do alto de um outro monte, na costa nordeste do Mar da Galil\u00e9ia (cf. Jo\u00e3o 1.17).<\/p>\n<p>O termo makarioz , t\u00eam sido traduzido das mais variadas formas atrav\u00e9s dos tempos \u2013 bem-aventurado; feliz; afortunado; etc. Todas essas tradu\u00e7\u00f5es t\u00eam o simples objetivo de enfatizar a a\u00e7\u00e3o de Deus! \u00c9 Ele quem aben\u00e7oa, que traz felicidade \u00e0 vida do justo. A bem-aventuran\u00e7a nunca \u00e9 entendida como algo que algu\u00e9m mere\u00e7a ou mesmo tenha conquistado por si mesmo. N\u00e3o! Ela \u00e9 sempre uma d\u00e1vida, um presente.<br \/>\nOs quatro primeiro vers\u00edculos (3-6) chamam a nossa aten\u00e7\u00e3o para a habilidade de Deus em nos completar, em preencher os vazio de nossas vidas. Eles descrevem que a vida aqui nesse mundo \u00e9 frequentemente problem\u00e1tica. Esses vers\u00edculos lembram que constantemente ficamos a desejar diante das expectativas de Deus; no entanto, bem-aventurado! Bem-aventurado sim. Porque Deus tem conhecimento da nossa natureza e necessidade e vem ao nosso encontro por meio de Seu Filho. Em Cristo Deus faz por n\u00f3s o que n\u00f3s n\u00e3o somos capazes de fazer por n\u00f3s mesmos!<\/p>\n<p>Os vers\u00edculos seguintes (7-9) falam das virtudes do povo de Deus \u2013 elas se tornam marcas dos discipulos de Cristo. <em>\u201cPelos seus frutos os conhecereis\u201d<\/em> ( Mateus 7.16). Qualidades positivas, fazem parte da vida ativa dos disc\u00edpulos de Jesus. O desejo de servir ao inv\u00e9s de ser servido, o desejo de partilhar a miseric\u00f3rdia de Deus e o seu amor com o pr\u00f3ximo. Como corpo de Cristo \u2013 a igreja tem o desejo de edificar e n\u00e3o destruir. H\u00e1 a boa vontade de cobrir as faltas uns dos outros, ao inv\u00e9s de expor a mesmas. Como Lutero bem nos admoesta:<em> \u201cn\u00e3o mentir com falsidade, trair, caluniar ou difamar o pr\u00f3ximo; mas devemos desculp\u00e1-lo, falar bem dele e interpretar tudo da melhor maneira.\u201d<\/em><\/p>\n<p>Finalmente, bem-aventurado quando voc\u00ea, como disc\u00edpulo de Cristo, estiver sob \u201cartilharia pesada\u201d do mundo e for ridicularizado, perseguido e julgado por causa de sua f\u00e9. Lembre-se, voc\u00ea n\u00e3o est\u00e1 sozinho, na verdade voc\u00ea est\u00e1 em boa companhia, basta olhar para os crist\u00e3os no mundo (passado &amp; presente). Fomos regenerados para uma viva esperan\u00e7a, mediante a obra redentora de Cristo. Temos uma heran\u00e7a incorrupt\u00edvel reservada nos c\u00e9us. No mundo passamos por afli\u00e7\u00f5es, mas temos a promessa daquele que venceu o mundo. Somos guardados pelo poder de Deus, mediante a f\u00e9, para a salva\u00e7\u00e3o. Epifania tamb\u00e9m nos leva a olhar para o futuro \u2013 para revela\u00e7\u00e3o do Salvador Jesus no fim dos tempos (cf. 1 Pedro 1.3-9; Jo\u00e3o &#8230;). Bem-aventurado sim, porque o c\u00e9u \u00e9 nosso! Podemos dizer com Paulo: <em>\u201ccombati o bom combate, completei a carreira, guardei a f\u00e9. J\u00e1 agora a coroa da justi\u00e7a me est\u00e1 guardada, a qual o Senhor, reto juiz, me dar\u00e1 naquele diaa e n\u00e3o somente a mim, mas tamb\u00e9m a todos quantos amam a sua vinda.\u201d<\/em> (cf. 2 Tim\u00f3teo 4.7-8).<\/p>\n<p>Nesse tempo de Epifania, somos lembrados que a luz resplandece nas trevas, iluminando a todo homem (cf. Jo\u00e3o 1.5,9). Seguindo essa luz do mundo \u2013 Jesus Cristo, somos eternamente bem-aventurados, pois a luz da vida nos \u00e9 assegurada (cf. Jo\u00e3o 8.12). Para Jesus, ser bem-aventurado significa experienciar esperan\u00e7a e alegria, independentemente de cicunst\u00e2ncias externas. A verdadeira felicidade s\u00f3 acontece para aqueles que seguem a Cristo, n\u00e3o importando a que custo. As bem-aventuran\u00e7as n\u00e3o devem ser encaradas como um desafio, mas sim, como afirma\u00e7\u00f5es de b\u00ean\u00e7\u00e3os de Deus para seus seguidores. Al\u00e9m do mais, o Serm\u00e3o do Monte deve ser visto da perspectiva de outro monte, o Monte G\u00f3lgota!<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Ely Prieto<\/strong><\/p>\n<p><strong>Igreja Evang\u00e9lica Luterana do Brasil<br \/>\n<\/strong><strong>Pastor &#8211; Concordia Lutheran Church<br \/>\n<\/strong><strong>San Antonio, Texas, USA<br \/>\n<\/strong><a href=\"mailto:elyp@concordia-satx.com\">elyp@concordia-satx.com<\/a><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quarto Domingo de Epifania | 30 de janeiro de 2005 | Mateus 5,1\u201312 | Ely Prieto | O Contexto Lit\u00fargico Epifania significa revela\u00e7\u00e3o! Esse \u00e9 um per\u00edodo especial no calend\u00e1rio da Igreja Crist\u00e3 onde aprendemos a conhecer quem \u00e9 Jesus Cristo e o que Ele faz pela sua Igreja. As palavras do Pai ouvidas por [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":8543,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[36,1032,727,157,853,108,1286,150,349,3,112,109],"tags":[],"beitragende":[],"predigtform":[],"predigtreihe":[],"bibelstelle":[],"class_list":["post-10317","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-matthaeus","category-4-so-n-epiphanias","category-archiv","category-beitragende","category-bibel","category-current","category-ely-prieto","category-kapitel-5-chapter-5","category-kasus","category-nt","category-port","category-predigten"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10317","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10317"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10317\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":24171,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10317\/revisions\/24171"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8543"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10317"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10317"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10317"},{"taxonomy":"beitragende","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/beitragende?post=10317"},{"taxonomy":"predigtform","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/predigtform?post=10317"},{"taxonomy":"predigtreihe","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/predigtreihe?post=10317"},{"taxonomy":"bibelstelle","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/bibelstelle?post=10317"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}