{"id":10328,"date":"2005-02-07T19:49:24","date_gmt":"2005-02-07T18:49:24","guid":{"rendered":"https:\/\/theologie.whp.uzh.ch\/apps\/gpi\/?p=10328"},"modified":"2025-05-14T09:19:49","modified_gmt":"2025-05-14T07:19:49","slug":"joao-129","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/joao-129\/","title":{"rendered":"Mateus 17,1-9"},"content":{"rendered":"<div align=\"left\">\n<div align=\"left\">\n<h3 style=\"text-align: left;\" align=\"center\">DOMINGO DA TRANSFIGURA\u00c7\u00c3O | 06 de fevereiro de 2005 | Mateus 17,1-9 | Jos\u00e9 A. Schwanke |<\/h3>\n<p align=\"center\"><strong>\u201cOUVIR JESUS FALAR\u201d <\/strong><\/p>\n<p align=\"left\">A cada ano, na semana em que as pessoas do mundo procuram <strong>ocultar<\/strong> a sua identidade atr\u00e1s de fantasias, m\u00e1scaras&#8230; e se <strong>soltam<\/strong> na folia do Carnaval, o povo de Deus \u00e9 convidado a contemplar uma cena de Epifania em que o Filho do carpinteiro de Nazar\u00e9, apontado por Jo\u00e3o Batista como o \u201c<strong><em>Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo<\/em><\/strong>\u201d (Jo 1. 29), <strong>revela<\/strong>, <strong>manifesta<\/strong> a Sua verdadeira identidade sobre um monte.<\/p>\n<p>Transfigurado, com o rosto brilhando como o sol, Suas roupas brancas como a luz, sendo envolvido por uma nuvem luminosa, Deus <strong>revela<\/strong> quem \u00e9 Jesus: \u201c<strong><em>meu Filho amado!<\/em><\/strong>\u201d, \u201co Rei ungido\u201d, <strong>confirmando<\/strong> a Sua obra: \u201c<strong><em>em quem me comprazo<\/em><\/strong>\u201d.<\/p>\n<p>A transfigura\u00e7\u00e3o de Jesus n\u00e3o \u00e9 de f\u00e1cil compreens\u00e3o. \u00c9 um dos grandes mist\u00e9rios relatados pela B\u00edblia. Trata-se, portanto, de um acontecimento para o qual n\u00e3o temos nenhum referencial, a n\u00e3o ser <strong> um detalhe<\/strong> da narrativa. Mas antes de qualquer outra considera\u00e7\u00e3o, permitam fazer-lhes uma pequena revis\u00e3o de <strong><em> como<\/em><\/strong> Jesus, Pedro, Tiago e Jo\u00e3o chegaram ao topo daquele monte e <strong><em> o que<\/em><\/strong> aconteceu enquanto l\u00e1 estavam.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria inicia com uma refer\u00eancia de tempo, \u201c<em>seis dias depois<\/em>\u201d. Os acontecimentos de \u201cseis dias antes\u201d iniciaram com Jesus perguntando a Seus disc\u00edpulos: \u201c<strong><em>Quem o povo diz que o Filho do Homem \u00e9?<\/em><\/strong>\u201d (16. 13).<\/p>\n<p>Neste momento em Seu minist\u00e9rio, desde a Galil\u00e9ia at\u00e9 Jerusal\u00e9m, haviam surgido rumores e especula\u00e7\u00f5es a respeito Dele. Alguns pensavam que Ele era um profeta, talvez Elias ou Jeremias, que tivesse ressuscitado. Outros O confundiam com Jo\u00e3o Batista.<\/p>\n<p>Enquanto os disc\u00edpulos iam relatando aquilo que se comentava entre o povo, Jesus quer saber o que eles pensavam a Seu respeito, para ver se eles sabiam <em> quem<\/em> Ele era e <em> qual<\/em> a Sua miss\u00e3o: \u201c<strong><em>E voc\u00eas? Quem voc\u00eas dizem que eu sou?<\/em><\/strong>\u201d \u2013 Pedro, sempre pronto para responder, confessou: \u201c<strong><em>Tu \u00e9 o Cristo, o filho do Deus vivo!<\/em><\/strong>\u201d<\/p>\n<p>Jesus alegrou-se com esta afirma\u00e7\u00e3o de f\u00e9, pois ela n\u00e3o era resultado de obra ou entendimento humano, mas de revela\u00e7\u00e3o divina. E, em resposta ao testemunho de Pedro, Jesus, mais uma vez, compartilha o plano de Deus, pelo qual tornaria a salva\u00e7\u00e3o uma realidade: <strong>sofrimento<\/strong>, <strong>morte<\/strong> em Jerusal\u00e9m e <strong>ressurrei\u00e7\u00e3o<\/strong> no terceiro dia. E novamente \u00e9 Pedro, aquele que n\u00e3o perde oportunidade de falar, desta vez diz: \u201c<strong><em>Tem compaix\u00e3o de ti, Senhor; isso de modo algum te acontecer\u00e1<\/em><\/strong>\u201d. Jamais acontecer\u00e1? Saberia ele, melhor do que o Pai, o que precisava ser feito por gra\u00e7a, para a salva\u00e7\u00e3o e a vida eterna? O caminho estreito, duro e trabalhoso foi o \u00fanico caminho que o Pai colocou diante de Seu Filho. E a interfer\u00eancia de Pedro, sugerindo um atalho, um caminho mais curto, mais largo e mais f\u00e1cil, imediatamente, recebe de Jesus a chocante repreens\u00e3o: \u201c<strong><em>Arreda, Satan\u00e1s!<\/em><\/strong>\u201d<\/p>\n<p>O melhor que se poderia dizer para Pedro e os outros disc\u00edpulos, ao que parece, era, que eles tinham f\u00e9 e entendimento, mas esta f\u00e9 ainda precisava ser moldada, configurada e orientada.<\/p>\n<p>\u201c<em>Seis dias depois<\/em>\u201d desses acontecimentos \u00e9 que Jesus toma tr\u00eas dos Seus disc\u00edpulos mais chegados e sobe o monte. A Transfigura\u00e7\u00e3o foi vista <em> por<\/em> eles, mas, a princ\u00edpio, n\u00e3o foi <em> para<\/em> eles, e sim, <em> para<\/em> o pr\u00f3prio Filho do Deus vivo. Em meio \u00e0 evid\u00eancia daquele mist\u00e9rio, e gl\u00f3ria excelsa Ele pr\u00f3prio <strong> recebeu confirma\u00e7\u00e3o de Sua miss\u00e3o<\/strong>, sabendo com certeza, que o caminho daquele monte (Hermom?) at\u00e9 Jerusal\u00e9m, a um outro monte (Calv\u00e1rio), era a vontade de Seu Pai. A voz de Deus, vinda da nuvem \u00e9 quem <strong> revelou a verdadeira identidade Dele, confirmando-O em Sua miss\u00e3o<\/strong>: Jesus \u2013 verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Seu corpo humano, prestes a ser desonrado, abusado, desfigurado, destru\u00eddo&#8230; enche-se, aqui sobre o monte, com a pr\u00f3pria majestade e gl\u00f3ria divinas.<\/p>\n<p>Com a inten\u00e7\u00e3o de dar \u00eanfase aos fatos seguintes da hist\u00f3ria, Mateus inicia, a cada novo acontecimento, como fator surpresa, com uma interjei\u00e7\u00e3o: \u201c<strong><em>Eis!<\/em><\/strong>\u201d, \u201c<strong><em>Vejam!<\/em><\/strong>\u201d O primeiro foi o aparecimento de Mois\u00e9s e Elias conversando com Jesus. Cada um deles j\u00e1 tinha tido a sua pr\u00f3pria experi\u00eancia sobre o monte, na presen\u00e7a de Deus.<\/p>\n<p>A segunda interjei\u00e7\u00e3o introduz a nuvem luminosa que os envolveu. A nuvem fazia parte da hist\u00f3ria gloriosa de Israel, assinalando sempre a presen\u00e7a do onipotente Deus e o lugar em que a Sua gl\u00f3ria assiste. A terceira interjei\u00e7\u00e3o segue imediatamente ap\u00f3s a vinda da nuvem, e introduz a voz divina que vem da nuvem e diz; \u201c<strong><em>Este \u00e9 o meu Filho amado, em quem me comprazo<\/em><\/strong>\u201d. Palavra de <strong> aprova\u00e7\u00e3o divina e penhor de filia\u00e7\u00e3o e rela\u00e7\u00e3o paternal<\/strong>! Ela j\u00e1 havia sido pronunciada anteriormente, por ocasi\u00e3o do batismo de Jesus. Se havia d\u00favidas para os que a ouviram naquela ocasi\u00e3o, agora n\u00e3o h\u00e1. O plano de Deus foi <strong>ratificado<\/strong> e Jesus <strong>confirmado em sua obra<\/strong>, pelo Pai celeste.<\/p>\n<p>Embora maravilhosos, todos esses acontecimentos presenciados sobre o monte fogem do alcance da experi\u00eancia humana. Mas havia uma \u00faltima palavra, tang\u00edvel, que nos quer enraizar firmemente pela f\u00e9. A voz vinda da nuvem deu aos disc\u00edpulos toda orienta\u00e7\u00e3o de que necessitavam; ela lhes ordenou: \u201c<strong><em>a Ele ouvi!<\/em><\/strong>\u201d \u2013 a Jesus&#8230; para que pudessem despertar para a vida&#8230;! Para que pudessem encontrar o Caminho, a Verdade, a Vida, para suas vidas neste mundo e para a eternidade.<\/p>\n<p>Esta \u00e9 a \u00fanica parte de toda a narrativa que tamb\u00e9m n\u00f3s podemos compreender facilmente. Por isso, eu pergunto: como est\u00e1 a sua <strong>audi\u00e7\u00e3o<\/strong>? Quantas vezes algu\u00e9m j\u00e1 lhe disse: <strong>ou\u00e7a bem<\/strong>!?<\/p>\n<p>H\u00e1 uma \u00eanfase muito grande no pedido de <strong>aten\u00e7\u00e3o<\/strong>, porque em geral, n\u00e3o damos muita aten\u00e7\u00e3o, ou nos fazemos de surdos&#8230; Crian\u00e7as e adultos precisam ser acordados: o que voc\u00ea est\u00e1 fazendo? E questionados: voc\u00ea est\u00e1 me ouvindo? Muitas vezes os professores se queixam: Voc\u00eas est\u00e3o me ouvindo? Parece que estou falando para as paredes!<\/p>\n<p>A verdade \u00e9 que a maioria de n\u00f3s n\u00e3o \u00e9 bom ouvinte \u2013 n\u00e3o importa se o que fala conosco \u00e9 uma outra pessoa ou o pr\u00f3prio Deus, quando ele fala conosco em Sua Palavra. A boa audi\u00e7\u00e3o requer tempo, concentra\u00e7\u00e3o e esfor\u00e7o. A nossa audi\u00e7\u00e3o \u00e9 muito pobre e fraca, porque geralmente estamos com pressa, h\u00e1 muita correria&#8230; e tantas distra\u00e7\u00f5es! Por isso, \u00e0 vezes, tamb\u00e9m j\u00e1 estamos muito cansados para ouvir da forma em que \u00e9 preciso.<\/p>\n<p>A boa audi\u00e7\u00e3o sempre resulta da busca da informa\u00e7\u00e3o; de instru\u00e7\u00f5es e encorajamento que nos levam a fazer algo; ou nos d\u00e3o o senso de sermos enriquecidos e edificados em nossas mentes e esp\u00edrito. Quando damos ouvidos a Jesus, este \u00e9 um ouvir que <strong> deveria levar-nos \u00e0 a\u00e7\u00e3o<\/strong> \u2013 para que confiemos Nele sempre mais firmemente e a vontade de Deus seja feita aqui na terra; para que o seu reino venha a n\u00f3s e, atrav\u00e9s de n\u00f3s, aos outros.<\/p>\n<p>A transfigura\u00e7\u00e3o foi uma experi\u00eancia t\u00e3o poderosa a ponto de os tr\u00eas disc\u00edpulos serem golpeados ao ch\u00e3o, cobertos de medo, cheios de temor, por estarem na presen\u00e7a do pr\u00f3prio Deus. Pobres pecadores! Jesus, ent\u00e3o, faz algo not\u00e1vel, sim, extraordin\u00e1rio! Ele n\u00e3o apenas fala: \u201c<strong><em>Erguei-vos e n\u00e3o temais!<\/em><\/strong>\u201d, mas Ele \u201c<strong><em> toca em seus disc\u00edpulos<\/em><\/strong>\u201d, os acaricia com as m\u00e3os.<\/p>\n<p>Em muitas outras ocasi\u00f5es, no Evangelho de Mateus, esta mesma palavra \u00e9 usada e este mesmo gesto \u00e9 atribu\u00eddo a Jesus quando Ele <strong>curava<\/strong> algu\u00e9m. Jesus tocou em disc\u00edpulos aqui sobre o monte e em muitas outras ocasi\u00f5es mais adiante. Aqui, Ele os livrou do medo, mas este Seu toque de cura teria um efeito mais prolongado, para aqueles momentos em que eles n\u00e3o estariam dando ouvidos a Ele, mas a outras vozes, estranhas; negando-O e O abandonando.<\/p>\n<p>Com Sua gra\u00e7a e Seu imerecido amor, Jesus se relaciona, diariamente, com cada um de n\u00f3s, abra\u00e7ando-nos em Sua miseric\u00f3rdia, com o toque do Seu perd\u00e3o para todas as nossas iniq\u00fcidades e a cura de todas as nossas enfermidades. O perd\u00e3o, realmente, faz novas todas as coisas!<\/p>\n<p>A transfigura\u00e7\u00e3o \u00e9 um mist\u00e9rio intoc\u00e1vel pelos nossos sentidos! A f\u00e9, entretanto, v\u00ea a gl\u00f3ria destes acontecimentos e nos faz exultar de alegria com o fato de Jesus <strong> ter dado ouvidos a Seu Pai<\/strong>, naquele dia; ter sido <strong> fortalecido e confirmado em Sua miss\u00e3o<\/strong> \u2013 e ent\u00e3o, descido do monte para a plan\u00edcie e <strong> seguido para Jerusal\u00e9m, a fim de concretizar a obra da salva\u00e7\u00e3o por n\u00f3s sobre a cruz<\/strong>, que l\u00e1 adiante O aguardava.<\/p>\n<p>Aquela gl\u00f3ria excelsa, repentinamente, desapareceu de Suas vestes. Foi como se Ele tivesse arremangado as Suas vestes para come\u00e7ar a trabalhar. O Seu rosto n\u00e3o mais tinha aquele semblante de gl\u00f3ria divina, mas come\u00e7ou a ficar ensopado de suor e ensang\u00fcentado, pelo esfor\u00e7o da obra que o Pai Lhe havia reservado \u2013 uma obra que n\u00e3o seria para Si, mas sim, para o mundo, para n\u00f3s.<\/p>\n<p>Ao ouvirmos hoje, no Evangelho, a hist\u00f3ria da Transfigura\u00e7\u00e3o de Jesus, lembrando tamb\u00e9m a sua crucifica\u00e7\u00e3o e ressurrei\u00e7\u00e3o, aquela <strong>Voz<\/strong>, ainda hoje tem valor. Ela continua ecoando em nossos ouvidos: \u201c<strong><em>a ele ouvi!<\/em><\/strong>\u201d<\/p>\n<p>N\u00f3s dizemos: \u201ceu creio\u201d, colocando em pr\u00e1tica as palavras de Jesus, por segu\u00ed-Lo. Recebemos o Seu toque curativo e consolador atrav\u00e9s do copo e sangue da Sua Ceia. Ele tamb\u00e9m nos conduz desta Epifania da Sua gl\u00f3ria e presen\u00e7a para a plan\u00edcie da nossa vida di\u00e1ria, para o servi\u00e7o nos vales. E, assim, a nossa miss\u00e3o sempre ser\u00e1: 1\u00ba) ouvi-Lo; 2\u00ba) falar aos outros a respeito desse Jesus, para que eles tamb\u00e9m possam ouvi-Lo e sejam salvos. Am\u00e9m.<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Pastor Jos\u00e9 A. Schwanke<br \/>\nIgreja Evang\u00e9lica Luterana do Brasil<br \/>\nErechim &#8211; RS \u2013 BRASIL<br \/>\n<a href=\"mailto:jaschwanke@tpo.com.br\">jaschwanke@tpo.com.br<\/a><\/strong><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>DOMINGO DA TRANSFIGURA\u00c7\u00c3O | 06 de fevereiro de 2005 | Mateus 17,1-9 | Jos\u00e9 A. Schwanke | \u201cOUVIR JESUS FALAR\u201d A cada ano, na semana em que as pessoas do mundo procuram ocultar a sua identidade atr\u00e1s de fantasias, m\u00e1scaras&#8230; e se soltam na folia do Carnaval, o povo de Deus \u00e9 convidado a contemplar [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":8543,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[36,727,157,853,108,1339,667,349,3,112,109],"tags":[],"beitragende":[],"predigtform":[],"predigtreihe":[],"bibelstelle":[],"class_list":["post-10328","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-matthaeus","category-archiv","category-beitragende","category-bibel","category-current","category-jose-andre-schwanke","category-kapitel-17-chapter-17-matthaeus","category-kasus","category-nt","category-port","category-predigten"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10328","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10328"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10328\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":24181,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10328\/revisions\/24181"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8543"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10328"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10328"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10328"},{"taxonomy":"beitragende","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/beitragende?post=10328"},{"taxonomy":"predigtform","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/predigtform?post=10328"},{"taxonomy":"predigtreihe","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/predigtreihe?post=10328"},{"taxonomy":"bibelstelle","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/bibelstelle?post=10328"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}