{"id":10396,"date":"2005-03-07T19:49:20","date_gmt":"2005-03-07T18:49:20","guid":{"rendered":"https:\/\/theologie.whp.uzh.ch\/apps\/gpi\/?p=10396"},"modified":"2025-05-15T09:41:38","modified_gmt":"2025-05-15T07:41:38","slug":"joao-11-1-53","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/joao-11-1-53\/","title":{"rendered":"Jo\u00e3o 11.1-53"},"content":{"rendered":"<div align=\"left\">\n<h3 style=\"text-align: left;\" align=\"center\">Quinto Domingo na Quaresma | 13 de mar\u00e7o de 2005 |\u00a0Jo\u00e3o 11.1-53 | Heldo Bredow |<\/h3>\n<p align=\"center\"><strong>A morte n\u00e3o tem a \u00faltima palavra <\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o se todos voc\u00eas acompanharam o debate que houve no congresso nacional em Bras\u00edlia h\u00e1 poucos dias em torno da assim chamada <em>bioseguran\u00e7a.<\/em>Ele envolveu os produtos transg\u00eanicos e tamb\u00e9m o uso de c\u00e9lulas tronco na medicina em nosso pa\u00eds. Tamb\u00e9m foram mostrados nesta semana os primeiros resultados do uso de c\u00e9lulas tronco na regenera\u00e7\u00e3o de p\u00e2ncreas em pessoas diab\u00e9ticas. Eu confesso que n\u00e3o parei ainda para pensar seriamente sobre o caso, pois o uso de c\u00e9lulas tronco envolve tamb\u00e9m n\u00e3o s\u00f3 o extrair de c\u00e9lulas da pr\u00f3pria pessoa, que s\u00e3o tratadas e da\u00ed devolvidas ao corpo doente, para tentarem recuperar \u00f3rg\u00e3os doentes, mas envolve matar embri\u00f5es rec\u00e9m formados, o que quer dizer matar vidas rec\u00e9m formadas. Se for isso, a\u00ed a medicina vai matar vidas em forma\u00e7\u00e3o para salvar outras j\u00e1 formadas, o que cer-tamente se constitui em crime.<\/p>\n<p>Quando a gente fala de salvar vidas, estamos falando com absoluta certeza da <em>morte<\/em>. Ou n\u00e3o? Quando a medicina avan\u00e7a a cada pouco tempo alguns pas-sos mais na descoberta de novos rem\u00e9dios e de novas tecnologias, ela faz isso em cima da presen\u00e7a da morte. \u00c9 a vida tentando sobreviver diante da morte que mata. E \u00e9 certamente um tema muito adequado falarmos da morte nesta \u00e9poca de quaresma. Falamos com tanta facilidade sobre a morte de Jesus na Sexta-Feira Santa, quem sabe at\u00e9 nos emocionamos, dependendo do drama que montamos em torno do assunto at\u00e9 choramos. \u00c9 f\u00e1cil pensar sobre a morte dos outros. Pergunto: Como nos sentimos quando vimos pela TV as imagens de morte que o tsunami na \u00c1sia provocou? Pergunto: O que sentimos quando pensamos na NOSSA morte? O que sentimos e pensamos quando vamos a algum vel\u00f3rio ou cemit\u00e9rio, onde est\u00e3o talvez os restos mortais de um familiar muito chegado?<\/p>\n<p>\u201c<em>Os nossos anos se passam como um breve pensamento<\/em>\u201d, assim se expressa e escreve o profeta Mois\u00e9s no salmo 90 quando ele constata que a vida \u00e9 quase como um breve pensamento. Quando algu\u00e9m de nosso c\u00edrculo familiar ou social parte para a eternidade, ele certamente deixa um rastro de saudades, de dor e at\u00e9 de desespero, depende o caso. Por mais que a ci\u00eancia procure pro-longar a vida \u2013 esta \u00e9 a fun\u00e7\u00e3o da medicina, esta \u00e9 a fun\u00e7\u00e3o de um m\u00e9dico, de um\/a enfermeiro\/a, a fun\u00e7\u00e3o de qualquer rem\u00e9dio \u2013 por mais que n\u00f3s tentemos fugir da morte, neg\u00e1-la simplesmente n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel. Estamos todos marchando ao seu encontro. Seguidamente eu me deparo com o seguinte pensamento: Cada novo dia \u00e9 um dia mais perto da morte! Cada noite dormida, mal ou bem dormida, \u00e9 um dia a menos na minha peregrina\u00e7\u00e3o por este mundo. Todo o novo dia n\u00e3o \u00e9 mais um dia de vida, mas \u00e9, na verdade, para sermos bem claros o objetivos, tamb\u00e9m um dia de vida a menos ! ! ! Cada dia a mais vivido \u00e9 um dia a menos na contagem.<\/p>\n<p>E quando na palavra de Deus, nas Escrituras Sagradas, n\u00f3s lemos muitas refer\u00eancias \u00e0 morte, com elas Deus nos procura tornar s\u00e1bios para que a minha morte seja uma morte bem morrida, sem revolta, sem desespero, como um fim de tudo, mas como um encontro no mundo espiritual com o Criador e Deus.<\/p>\n<p>O evangelista Jo\u00e3o nos conta em seu evangelho que certo dia Jesus foi visi-tar a sepultura de seu grande amigo, amigo do peito, L\u00e1zaro, eu h\u00e1 4 dias tinha j\u00e1 sido enterrado por suas irm\u00e3s Maria e Marta. As duas irm\u00e3s, vencidas quase pela dor da morte de seu irm\u00e3o, provavelmente seu \u00fanico amparo, pois elas de-viam ser solteiras, sem outros irm\u00e3os, e os pais delas n\u00e3o s\u00e3o mencionados, sinal de que j\u00e1 deviam ter falecido. A situa\u00e7\u00e3o de uma mulher solteira ou vi\u00fava, sem filhos ou irm\u00e3os homens para cuidarem delas era muito complicado na \u00e9poca.<\/p>\n<p>E nesta sua ang\u00fastia elas mandam um recado para Jesus, para ao menos lhe comunicar da morte do irm\u00e3o. E Jesus, como podemos ler no cap. 11 do evangelho de Jo\u00e3o, n\u00e3o se demorou muito. As irm\u00e3s acreditavam que, se Jesus tivesse estado presente ao lado do leito de enfermidade de L\u00e1zaro, ele podia ter curado L\u00e1zaro. Mas agora, depois de morto, achavam elas, n\u00e3o tinha mais nada a fazer, a n\u00e3o ser chorar com elas a perda do irm\u00e3o e amigo.<\/p>\n<p>Diante do desespero das irm\u00e3s, Jesus n\u00e3o fica a lamentar, como a dizer: \u201cPois \u00e9, que pena que eu n\u00e3o vim mais cedo, antes de L\u00e1zaro morrer\u201d. Jesus demonstra ali a sua divindade e traz L\u00e1zaro de volta para a vida, n\u00e3o injetando num corpo morto algumas c\u00e9lulas tronco, mas fazendo nele operar o poder criador de Deus, o mesmo poder que deu exist\u00eancia ao universo.<\/p>\n<p>Hoje n\u00f3s nos perguntamos: Por que \u00e9 que n\u00f3s temos que morrer? Por que Deus n\u00e3o faz com que n\u00f3s nunca venhamos a morrer?\u201d Quando estamos ao lado da sepultura de algu\u00e9m que muito significava para n\u00f3s, lembremo-nos que as sepulturas s\u00e3o um acidente provocado pelo pecado desde Ad\u00e3o e Eva, como escreve o ap\u00f3stolo Paulo na carta aos romanos: \u201c<em>O sal\u00e1rio do pecado \u00e9 a morte<\/em>\u201d. Uma das conseq\u00fc\u00eancias do pecado \u00e9 a morte f\u00edsica. N\u00f3s nascemos, vivemos e morremos. A nossa trajet\u00f3ria neste mundo tem um come\u00e7o, um meio, que \u00e9 a etapa da vida terrena, e um fim. Como se diz, \u201ccurto e grosso\u201d \u00e9 esta a resposta que Deus nos d\u00e1 em sua palavra.<\/p>\n<p>Mas entra a\u00ed um \u201c<em>por\u00e9m<\/em>\u201d de Deus. A morte n\u00e3o tem a palavra final. A se-pultura n\u00e3o vai segurar para sempre os mortos, a morte n\u00e3o \u00e9 o fim de tudo, como tantas ideologias e filosofias descrentes e pag\u00e3s pregam, confessam e afir-mam em seu desespero. Lutamos com todos os meios para prolongar a vida, assim como a medicina estuda a descoberta de novos recursos cient\u00edficos para empurrar a morte para mais adiante. Quando n\u00f3s estamos com sa\u00fade, parece que nem nos damos de conta que amanh\u00e3 poder\u00e1 ser o dia de nossa morte. Ela pode sobrevir de maneira inesperada, como sobreveio e matou por meio do tsunami na \u00c1sia a mais de 200 mil pessoas em uma tacada s\u00f3, e deixando atr\u00e1s de si um enorme rastro de destrui\u00e7\u00e3o e tristeza.<\/p>\n<p>\u00c9 aqui que entra a prega\u00e7\u00e3o da f\u00e9 e da esperan\u00e7a crist\u00e3. \u00c9 aqui que preci-samos nos lembrar da morte n\u00e3o como castigo. Deus tem o poder sobre a vida e a morte. \u00c9 isto que n\u00f3s pregamos, p. ex., quando realizamos uma cerim\u00f4nia f\u00fanebre. Deus d\u00e1 a vida e Deus a tira, queiram aceitar isso ou n\u00e3o, n\u00e3o faz dife-ren\u00e7a. Agora faz uma grande, uma profunda diferen\u00e7a para aquele que cr\u00ea nas palavras que Jesus fala de si mesmo: \u201c<em>Eu sou a ressurrei\u00e7\u00e3o e a vida. Quem cr\u00ea em mim, ainda que morra, viver\u00e1, e todo o que vive e cr\u00ea em mim n\u00e3o morrer\u00e1, eternamente\u201d.<\/em><\/p>\n<p>Jesus, antes mesmo de operar a ressurrei\u00e7\u00e3o de L\u00e1zaro, disse para Maria, a irm\u00e3 do falecido, que ela devia crer que ele tinha o poder de ressuscitar seu irm\u00e3o. A pessoa de Jesus Cristo para ela, como tamb\u00e9m para os ap\u00f3stolos, ainda estava muito confusa. Esta confus\u00e3o s\u00f3 foi afastada depois da P\u00e1scoa, quando o pr\u00f3prio Jesus ressurgiu, quando ele mesmo se mostrou vencedor sobre a morte. \u00c9 para l\u00e1 que se dirige o alvo de todo o tempo da quaresma. N\u00e3o podemos ficar cultivando a morte de Cristo na Sexta-Feira Santa como se este fosse o fim \u00faltimo do per\u00edodo da quaresma. A morte de Cristo, sim, foi o pre\u00e7o que Deus exigiu e ele mesmo pagou pelos pecados do mundo. Esta \u00e9 a mensagem que se constitui em \u201cloucura para os que se perdem, mas para n\u00f3s, os que cremos, ela \u00e9 o poder de Deus\u201d, palavras de Paulo em 1 Co 1.18.<\/p>\n<p>Jesus, apontando para a morte de seu amigo L\u00e1zaro, nos diz que morte \u00e9 certa, que n\u00e3o d\u00e1 para negar todo o estrago que ela causa e deixa atr\u00e1s de si. \u00c9 o pecado que provoca toda a desgra\u00e7a, sofrimento e morte. Por\u00e9m, a gra\u00e7a de Deus \u00e9 muito maior do que o pecado e a morte. Em Cristo, o Redentor, est\u00e1 a solu\u00e7\u00e3o de nosso problema e de nosso aparente terror diante da morte. Jesus Cristo, ao vencer a morte na madrugada da P\u00e1scoa, deu provas mais do que evidentes de que ele \u00e9 o Senhor sobre a morte tamb\u00e9m. Era para l\u00e1 que Jesus estava apontando em sua conversa com Maria, irm\u00e3 de L\u00e1zaro.<\/p>\n<p>Quando n\u00f3s, ao nos lembrarmos que cada dia de vida a mais \u00e9 um dia de vida a menos nesta terra, quando solu\u00e7armos de saudade diante da sepultura de um ente querido, voltemo-nos a n\u00f3s mesmos e nos perguntemos o que ser\u00e1 com cada um de n\u00f3s a partir do momento em que soar a voz de Deus por meio da morte. \u201c\u00c9 s\u00e1bio pensar na morte\u201d diz a pr\u00f3pria b\u00edblia.<\/p>\n<p>Quando tantos em cada dia v\u00e3o aos cemit\u00e9rios, desesperados, revoltados e inconsol\u00e1veis, acompanhando os restos mortais de pessoas de seu relacionamento, porque n\u00e3o cr\u00eaem numa vida depois da morte ou porque n\u00e3o t\u00eam esperan\u00e7a alguma para o al\u00e9m, quem sabe at\u00e9 erguem o punho para o alto como querendo culpar Deus, e outros tantos que s\u00e3o c\u00e9ticos, como Tom\u00e9 no dia da P\u00e1scoa por n\u00e3o ter crido na ressurrei\u00e7\u00e3o de Cristo, n\u00e3o t\u00eam nenhuma perspectiva de vida para depois de sua partida, <em>lembremo-nos de que Cristo ano apenas ressuscitou a L\u00e1zaro, mas ele mesmo ressuscitou e \u00e9 Vencedor sobre a morte<\/em>. Creiamos e digamos e confessemos que a morte n\u00e3o \u00e9 um mist\u00e9rio insond\u00e1vel, mas a porta para uma realidade que todas as cabe\u00e7as pensantes deste mundo jamais conseguiram captar e imaginar.<\/p>\n<p>As preocupa\u00e7\u00f5es terrenas, os prazeres de uma vida puramente material, de uma vida levada na base dos prazeres das paix\u00f5es da carne, a busca por bens puramente materiais, por tentativas apenas de sobreviv\u00eancia f\u00edsica e material colocam uma cortina de fuma\u00e7a ou uma m\u00e1scara diante dos olhos de tantas pessoas, para n\u00e3o lembrarem que um dia ser\u00e3o carregadas para alguma sepultura e voltar\u00e3o ao p\u00f3, do qual foram formadas.<\/p>\n<p>Esta a\u00ed mais uma oportunidade, nesta \u00e9poca pr\u00f3pria pra refletirmos sobre a morte e a ressurrei\u00e7\u00e3o de Cristo, de pensarmos que um dia seremos, como L\u00e1zaro, pobres e restos mortais, e que o nosso corpo descansar\u00e1, \u00e0 espera do grande dia da ressurrei\u00e7\u00e3o. Se um dia algu\u00e9m de n\u00f3s ser\u00e1 beneficiado pelos recursos que as c\u00e9lulas tronco trar\u00e3o, n\u00e3o vem ao caso. Morrer vamos igual, assim como L\u00e1zaro tempos depois voltou a morrer e foi sepultado pela segunda vez. Seus restos mortais tamb\u00e9m aguardam o grande dia em que Cristo, aquele que \u00e9 a garantia dos que est\u00e3o mortos (1 Co 15.20), fizer soar a \u00faltima trombeta, quando os mortos em Cristo ressuscitar\u00e3o para a vida eterna. Por mais \u201cbicho pap\u00e3o\u201d que a morte possa nos parecer, a palavra final \u00e9 daquele que diz: \u201c<em>Eu sou a ressurrei\u00e7\u00e3o e vida. Quem cr\u00ea em mim, ainda que morra, viver\u00e1. E quem vive e cr\u00ea em mim nunca morrer\u00e1, eternamente<\/em>\u201d. Voc\u00ea cr\u00ea nisso? Am\u00e9m.<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Heldo Bredow<br \/>\nCuritiba, PR &#8211; Brasil<br \/>\nIgreja Evang\u00e9lica Luterana do Brasil<br \/>\n<a href=\"mailto:hebredow@yahoo.com.br\">hebredow@yahoo.com.br<\/a><\/strong><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quinto Domingo na Quaresma | 13 de mar\u00e7o de 2005 |\u00a0Jo\u00e3o 11.1-53 | Heldo Bredow | A morte n\u00e3o tem a \u00faltima palavra N\u00e3o se todos voc\u00eas acompanharam o debate que houve no congresso nacional em Bras\u00edlia h\u00e1 poucos dias em torno da assim chamada bioseguran\u00e7a.Ele envolveu os produtos transg\u00eanicos e tamb\u00e9m o uso de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":7694,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[39,727,157,853,108,1327,695,265,349,3,112,109],"tags":[],"beitragende":[],"predigtform":[],"predigtreihe":[],"bibelstelle":[],"class_list":["post-10396","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-johannes","category-archiv","category-beitragende","category-bibel","category-current","category-heldo-bredow","category-judika","category-kapitel-11-chapter-11","category-kasus","category-nt","category-port","category-predigten"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10396","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10396"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10396\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":24310,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10396\/revisions\/24310"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7694"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10396"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10396"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10396"},{"taxonomy":"beitragende","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/beitragende?post=10396"},{"taxonomy":"predigtform","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/predigtform?post=10396"},{"taxonomy":"predigtreihe","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/predigtreihe?post=10396"},{"taxonomy":"bibelstelle","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/bibelstelle?post=10396"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}