{"id":10536,"date":"2005-05-07T19:49:13","date_gmt":"2005-05-07T17:49:13","guid":{"rendered":"https:\/\/theologie.whp.uzh.ch\/apps\/gpi\/?p=10536"},"modified":"2025-07-03T14:30:22","modified_gmt":"2025-07-03T12:30:22","slug":"desejando-a-bencao-do-deus-triuno","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/desejando-a-bencao-do-deus-triuno\/","title":{"rendered":"2 Corintos 13.11-14"},"content":{"rendered":"<div align=\"left\">\n<h3 align=\"left\">Desejando a b\u00ean\u00e7\u00e3o do Deus Tri\u00fano | Sant\u00edssima Trindade | 22 de Maio de 2005 | 2Co 13.11-14 | Marcos Schmidt |<\/h3>\n<p>Quando festejamos neste fim de semana a <strong><em> Sant\u00edssima Trindade,<\/em><\/strong> ent\u00e3o abrimos mais uma vez o nosso cora\u00e7\u00e3o para agradecer ao nosso \u00fanico e verdadeiro Deus, que \u00e9 Pai, Filho e Esp\u00edrito Santo, que nos criou, salvou e nos deu a f\u00e9.<\/p>\n<p>Abrimos o cora\u00e7\u00e3o e n\u00e3o apenas a mente, porque esta doutrina do Deus Tri\u00fano \u2013 um s\u00f3 Deus mas tr\u00eas pessoas, somente pode ser aceita pela f\u00e9, j\u00e1 que isto \u00e9 imposs\u00edvel de ser compreendido pelo racioc\u00ednio l\u00f3gico e humano.<\/p>\n<p>Pensando bem, est\u00e1 cada vez mais dif\u00edcil crer neste Deus que se mostra nas Escrituras Sagradas. Come\u00e7ando pela pr\u00f3pria obra do PAI que criou o mundo, quando aprendemos na escola que tudo veio pela evolu\u00e7\u00e3o. E depois a obra do Filho, menosprezada pelas virtudes e obras humanas. E seguindo com a tarefa do Esp\u00edrito Santo, desmerecida com esp\u00edritos deste mundo que n\u00e3o t\u00eam nada de santo.<\/p>\n<p>Sim, estamos vivendo tempos de \u00eddolos p\u00f3s-modernos: do \u2018deus tri\u00fano\u2019 da tecnologia, do sucesso e do prazer.<\/p>\n<p>H\u00e1 500 anos, na Idade M\u00e9dia, Lutero perguntava:<em> \u201cO que significa ter um Deus?<\/em>\u201d E o reformador ent\u00e3o respondia no CATECISMO MAIOR, dando-nos uma luz nestes tempos de escurid\u00e3o apesar do progresso cient\u00edfico devido ao retrocesso espiritual: <strong>\u201cTer um Deus, <\/strong>diz Lutero, <strong>outra coisa n\u00e3o \u00e9 sen\u00e3o confiar e crer nele de cora\u00e7\u00e3o&#8230; Aquele, pois, a quem prendes o cora\u00e7\u00e3o e confias, isso digo, \u00e9 propriamente o teu Deus&#8230; <\/strong><\/p>\n<p>Em que Deus nosso cora\u00e7\u00e3o est\u00e1 preso?<\/p>\n<p>Em <strong> que<\/strong>, ou <strong> no que<\/strong> confiamos?<\/p>\n<p>Nosso Deus \u00e9 aquilo onde est\u00e1 nossa prioridade, nosso objetivo de vida. Nossa grande meta, nosso principal plano, isto \u00e9 o nosso Deus&#8230;<\/p>\n<p>Na verdade, nosso Deus tri\u00fano n\u00e3o \u00e9 aquele que confessamos e adoramos na igreja. Nosso Deus Tri\u00fano \u00e9 aquele que dirige nossos pensamentos fora da igreja, l\u00e1 no trabalho, no lar, na escola, no lazer.<\/p>\n<p>Nosso Deus tri\u00fano \u00e9 o que est\u00e1 no cora\u00e7\u00e3o e n\u00e3o apenas em doutrinas, &#8211; um Deus de viv\u00eancia, de atitudes.<\/p>\n<p>Por isto, dependendo do cora\u00e7\u00e3o, este Deus pode estar disfar\u00e7ado, bem escondidinho.<\/p>\n<p>Sim, quem \u00e9 o nosso Deus? Este lembrado na festa da Sant\u00edssima Trindade?<\/p>\n<p>Ou aquele(s) respirado(s) e anunciado(s) pela propaganda desta sociedade tentadora e enganosa?<\/p>\n<p>No texto <strong><em> da Ep\u00edstola de hoje<\/em><\/strong><em> ,<\/em> vemos Paulo <strong><em> desejando as b\u00ean\u00e7\u00e3os deste Deus Tri\u00fano <\/em><\/strong>para crist\u00e3os que enfrentavam as mesmas dificuldades que enfrentamos hoje &#8230;<\/p>\n<p>Nossa leitura b\u00edblica \u00e9 O FINAL, a conclus\u00e3o da 2\u00aa carta do ap\u00f3stolo aos crist\u00e3os da cidade de Corinto. Paulo teve dificuldades com esta gente, quando muitos n\u00e3o aceitavam suas recomenda\u00e7\u00f5es e conselhos.<\/p>\n<p>Corinto era uma comunidade crist\u00e3 com muitos dons e potencialidades, mas lhes faltava muito do principal: o amor e a comunh\u00e3o crist\u00e3. No cap\u00edtulo 6 desta 2\u00aa carta, Paulo insiste: <strong>\u201cabram seus cora\u00e7\u00f5es<\/strong>\u201d. Como que dizendo: vivam a verdadeira f\u00e9, uma f\u00e9 que se mostra no amor ao pr\u00f3ximo.<\/p>\n<p>Depois de v\u00e1rias recomenda\u00e7\u00f5es, o ap\u00f3stolo finaliza lhes desejando tr\u00eas b\u00ean\u00e7\u00e3os de Deus, coisas de que eles tanto precisavam:<\/p>\n<p align=\"left\">Que a gra\u00e7a do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunh\u00e3o do Esp\u00edrito Santo estejam com todos voc\u00eas.<\/p>\n<p align=\"left\">\u00e0 Gra\u00e7a, amor e comunh\u00e3o &#8230;<\/p>\n<p>Outra b\u00ean\u00e7\u00e3o a que n\u00f3s estamos acostumados \u00e9 a ara\u00f4nica: <strong>O Senhor vos aben\u00e7oe e vos guarde, o senhor fa\u00e7a resplandecer o seu rosto sobre v\u00f3s &#8230; <\/strong><\/p>\n<p>Na verdade, aben\u00e7oar, ou desejar o bem, \u00e9 uma atitude que Deus gosta de ver entre os seus filhos.<br \/>\nQuem sabe, aqui vale nos perguntar em segredo:<br \/>\nO que n\u00f3s estamos desejando aos outros?<br \/>\nQue <strong><em> tipos<\/em><\/strong> de <strong><em> pensamentos<\/em><\/strong> temos do nosso pr\u00f3ximo?<br \/>\nQuais <strong><em> sentimentos <\/em><\/strong>temos alimentado?<br \/>\nO que temos almejado aos nossos irm\u00e3os e irm\u00e3s l\u00e1 no<br \/>\n<strong><em>\u00edntimo<\/em><\/strong> do cora\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p><strong><em> O bem ou o mal? B\u00ean\u00e7\u00e3o ou maldi\u00e7\u00e3o?<\/em><\/strong><\/p>\n<p>A resposta destas perguntas s\u00e3o oportunas e, \u00e9 claro, pessoais. Porque, de maneira muito convincente podemos <strong><em> fazer com que os outros vejam o que na verdade n\u00e3o existe de concreto<\/em><\/strong>. L\u00e1, BEM NO FUNDO DO CORA\u00c7\u00c3O podemos estar guardando sentimentos que s\u00e3o uma tremenda bomba suicida.<\/p>\n<p>Sim, porque maus sentimentos contra o pr\u00f3ximo s\u00e3o como bombas destes terroristas que se explodem matando a si e as pessoas ao lado &#8230;<\/p>\n<p><strong><em> Bem da verdade<\/em><\/strong><strong><em> , <\/em><\/strong> o amor ao pr\u00f3ximo come\u00e7a no <strong>pensamento. E assim, este amor t\u00e3o falado e pouco praticado, depende da sinceridade.<\/strong><\/p>\n<p>Isto me faz lembrar nossas felicita\u00e7\u00f5es nos cart\u00f5es de Natal, anivers\u00e1rio, e outros (coisa que parece estar acabando nestes tempos de internet). Depois de escrever palavras de carinho, finalizamos: <strong>s\u00e3o os sinceros votos <\/strong>&#8230;<\/p>\n<p>Mas &#8211; ser\u00e1 que s\u00e3o sinceros mesmo ou uma formalidade?<\/p>\n<p>E o nosso \u201cbom dia\u201d, a \u201cboa tarde\u201d?<\/p>\n<p>S\u00e3o atitudes iguais ao daquele caixa de supermercado, que tem que agradar ao cliente, e por isto se tornaram rotineiras?<\/p>\n<p>Sim, a gente come\u00e7a a perceber que tem muita coisa que a gente fala mas n\u00e3o pensa, que diz mas n\u00e3o sente &#8230;<\/p>\n<p>At\u00e9 nosso culto, ora\u00e7\u00f5es, hinos, palavras, podem estar muito distantes do cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9 interessante lembrar que a palavra \u201c<strong>sincero<\/strong>\u201d vem do latim e significa <strong> sem cera<\/strong>. Os artistas no tempo antigo usavam cera no rosto, como m\u00e1scara, e assim escondiam a cara nas suas apresenta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Ser sincero &#8211; sem cera, \u00e9 expressar os sentimentos do cora\u00e7\u00e3o no rosto, \u00e9 ser transparente, \u00e9 mostrar na cara os desejos que ningu\u00e9m consegue ver.<\/p>\n<p>Quem sabe, foi pensando nisto que o salmista no SALMO 19.14 pediu: <strong><em>que as minhas palavras e o meditar do meu cora\u00e7\u00e3o sejam agrad\u00e1veis na tua presen\u00e7a, \u00f3 Senhor. <\/em><\/strong>Ou, conforme a vers\u00e3o atualizada: <strong><em>que as minhas palavras e os meus pensamentos sejam aceit\u00e1veis a ti, \u00f3 Senhor<\/em><\/strong> .<\/p>\n<p>Por isto, de novo a pergunta:<br \/>\n\u00e0 Como est\u00e1 o meditar do cora\u00e7\u00e3o?<br \/>\n\u00e0 como est\u00e3o os nossos pensamentos com respeito ao pr\u00f3ximo \u2013 seja na fam\u00edlia, na igreja, no trabalho e em toda parte?<\/p>\n<p>T\u00eam sido <strong><em> agrad\u00e1veis na presen\u00e7a do Senhor?<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Ou no cora\u00e7\u00e3o julgamos, criticamos, sentimos rancor, m\u00e1goa, ci\u00fames, inveja, falta de amor? E tudo isto escondendo atr\u00e1s de um sorriso que vem for\u00e7ado e com cera?<\/p>\n<p>Se formos sinceros, sem cera, vamos ter que admitir, que em diversos momentos, nossos pensamentos foram maldi\u00e7\u00f5es enquanto nossas express\u00f5es faciais foram b\u00ean\u00e7\u00e3os \u2013 o que na verdade n\u00e3o funciona \u2013 porque b\u00ean\u00e7\u00e3o \u00e9 uma ora\u00e7\u00e3o, um pedido que vem de dentro para fora.<\/p>\n<p>Sim,<strong> Que a gra\u00e7a do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunh\u00e3o do Esp\u00edrito Santo estejam com TODOS voc\u00eas &#8230;<\/strong><\/p>\n<p>Certamente n\u00e3o h\u00e1 coisa mais <strong><em> preciosa para se desejar<\/em><\/strong> do que a gra\u00e7a do Senhor Jesus Cristo.<\/p>\n<p>Gra\u00e7a aqui se refere ao perd\u00e3o dos pecados, QUE NENHUJM DE N\u00d3S MERECE, e que por isto vem de gra\u00e7a, VEM de presente.<\/p>\n<p><strong><em>\u201cO sangue de Jesus nos purifica de todos os nossos pecados\u201d<\/em><\/strong> lembra o ap\u00f3stolo Jo\u00e3o em sua 1\u00ba ep\u00edstola<em>.<\/em><\/p>\n<p>Sem d\u00favida, a b\u00ean\u00e7\u00e3o de Deus come\u00e7a aqui, neste perd\u00e3o divino. Porque, sem este perd\u00e3o que vem da cruz n\u00e3o existe b\u00ean\u00e7\u00e3o de Deus.<\/p>\n<p>Um perd\u00e3o que precisa sempre ser renovado na pr\u00f3pria vida e n\u00e3o na vida dos outros. Um perd\u00e3o que a gente encontra na B\u00edblia, um livro que \u00e9 para n\u00f3s um espelho e n\u00e3o uma janela.<\/p>\n<p>Sim, porque as vezes eu posso pegar a B\u00edblia e fazer dela uma janela &#8211; olhando para os outros. Mas isto n\u00e3o vai funcionar. Preciso reconhecer que ela \u00e9 um espelho e ver ali a minha vida. E a primeira coisa que vou descobrir ser\u00e3o os meus pecados \u2013 e n\u00e3o os pecados dos outros. E depois, triste e arrependido, para al\u00edvio poderei ver o Cristo que me perdoa. E ele, ent\u00e3o, h\u00e1 de espelhar-se na minha vida.<\/p>\n<p>Por isto, quando desejamos a gra\u00e7a de Jesus a algu\u00e9m, estamos orando l\u00e1 no \u00edntimo: \u00f3 Senhor Deus, que esta pessoa tamb\u00e9m tenha o perd\u00e3o dos pecados que tu me deste, sem eu merecer.<\/p>\n<p>Este desejo elimina aquilo que gostamos muitas vezes de fazer, de ver os pecados dos outros, sem ver a gra\u00e7a do Senhor Jesus na vida deles.<\/p>\n<p>\u00e0 Se Jesus n\u00e3o condena os outros, quem sou eu para condenar?<\/p>\n<p><strong> Que a gra\u00e7a de nosso Senhor Jesus Cristo e o amor de Deus<\/strong><\/p>\n<p>O que significa desejar o amor de Deus a algu\u00e9m? Significa aquilo que Jo\u00e3o escreve <strong><em>\u201co nosso amor n\u00e3o deve ser apenas de palavras e de conversa. Deve ser um amor verdadeiro, que se mostra por meio de a\u00e7\u00f5es\u201d<\/em><\/strong> (1 Jo\u00e3o 3.18)<\/p>\n<p>Por isto, quando desejamos o amor de Deus \u00e0s pessoas, um amor que acontece tamb\u00e9m em coisas materiais, ent\u00e3o vamos agir. Come\u00e7a no pensamento mas termina na a\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p>Temos uma explica\u00e7\u00e3o muito boa l\u00e1 no livro de Tiago. Ele escreve: \u201c<strong>pode haver irm\u00e3os e irm\u00e3s que precisam de roupa e que n\u00e3o t\u00eam nada para comer. Se voc\u00eas n\u00e3o lhes d\u00e3o o que eles precisam para viver, n\u00e3o adianta nada dizer: que Deus os aben\u00e7oe\u201d Tg 2.15,16 <\/strong><\/p>\n<p>Como vemos, aben\u00e7oar come\u00e7a no cora\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o termina ali. Se for assim, isto fica apenas em b\u00ean\u00e7\u00e3o de palavras, sem a\u00e7\u00e3o. E Tiago \u00e9 bem direto neste ponto: <strong>a f\u00e9 de voc\u00eas \u00e9 coisa morta &#8230; <\/strong><\/p>\n<p><strong> Que a gra\u00e7a de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus, e<br \/>\n<\/strong><strong>a comunh\u00e3o do Esp\u00edrito Santo esteja com todos voc\u00eas<\/strong><strong> &#8230; <\/strong><\/p>\n<p>Domingo passado lembramos as b\u00ean\u00e7\u00e3os do Esp\u00edrito Santo no Pentecostes. B\u00ean\u00e7\u00e3os que prov\u00eam da comunh\u00e3o.<\/p>\n<p>Uma das grandes dificuldades que temos hoje em nossas igrejas \u00e9 a comunh\u00e3o. Vivemos no meio de muita gente, mas cada vez mais nos sentimos sozinhos. Estamos nos bancos das igrejas no meio de muita gente, mas estamos muitas vezes nos sentindo terrivelmente abandonados.<\/p>\n<p>Onde est\u00e1 o problema: em n\u00f3s ou nas atitudes dos outros?<\/p>\n<p>Ou ser\u00e1 que o Esp\u00edrito Santo deixou de nos dar comunh\u00e3o?<\/p>\n<p>Sim, e quando nossas igrejas s\u00e3o grandes, com muitos membros, ent\u00e3o parece que o problema aumenta, criando outras barreiras, al\u00e9m destas que naturalmente s\u00e3o comuns.<\/p>\n<p>Por isto, se o Esp\u00edrito Santo nos faz ter comunh\u00e3o, e n\u00e3o duvidamos que este poder ele continua nos dando \u2013 mais outra pergunta: qual o diagn\u00f3stico, o resultado do poder deste Deus do Pentecostes aqui em nossa comunidade S\u00e3o Paulo, nesta congrega\u00e7\u00e3o com dois mil membros?<\/p>\n<ul>\n<li>Em nossos cultos, sentimos comunh\u00e3o \u2013 isto \u00e9, amor m\u00fatuo que se revela em calor humano, paz, afei\u00e7\u00e3o, carinho?<\/li>\n<\/ul>\n<p>Na verdade, quando o Esp\u00edrito Santo nos congrega e nos faz igreja, ele tamb\u00e9m nos capacita com seus dons, com seus frutos, especificados em G\u00e1latas 5.22: <strong>amor, alegria, paz, paci\u00eancia, delicadeza, bondade, fidelidade, humildade e dom\u00ednio pr\u00f3prio.<\/strong><\/p>\n<p>Sim, <strong><em> o que n\u00f3s temos desejado<\/em><\/strong> ao nosso semelhante? O que temos desejado \u00e0 nossa esposa, marido, filhos? \u00c0 nossa sogra, sogro, parentes, vizinhos?<\/p>\n<p>Que tipo de pensamentos temos tido em rela\u00e7\u00e3o aos membros da nossa igreja?<\/p>\n<p>Que tipos de sentimentos temos quando vamos \u00e0 Santa Ceia e recebemos o mesmo corpo e sangue do Senhor Jesus?<\/p>\n<p>Que tipo de desejos e pensamentos temos <strong><em> alimentado <\/em><\/strong>em rela\u00e7\u00e3o, inclusive, aos nossos inimigos, aqueles que desejam e fazem o mal a n\u00f3s?<\/p>\n<p>Sim, irm\u00e3os e irm\u00e3s, como vemos, e isto j\u00e1 sab\u00edamos, f\u00e9 \u00e9 uma coisa de cora\u00e7\u00e3o e n\u00e3o de conven\u00e7\u00e3o \u2013 isto \u00e9, religi\u00e3o est\u00e1 no pensamento. Ou como disse Lutero: <strong>\u201cTer um Deus outra coisa n\u00e3o \u00e9 sen\u00e3o confiar e crer nele de cora\u00e7\u00e3o&#8230; <\/strong><\/p>\n<p>Assim, quando lembramos que temos um Deus Tri\u00fano \u2013 tr\u00eas em um, ent\u00e3o fica evidente nossa incapacidade para crer neste primeiro artigo de f\u00e9.<\/p>\n<p>Que bom que \u00e9 assim, porque, da mesma forma, fica evidente que somos incapazes de pensar coisas boas, e muito menos de praticar coisas boas.<\/p>\n<p>Mas \u00e9 neste momento que vem este Deus, num poder de tr\u00eas, que \u00e9 Gra\u00e7a, Amor e Comunh\u00e3o. Um Deus que nos d\u00e1 n\u00e3o s\u00f3 a for\u00e7a para aben\u00e7oar, mas um cora\u00e7\u00e3o novo.<\/p>\n<p>Assim, que a gra\u00e7a de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunh\u00e3o do Esp\u00edrito Santo esteja com todos voc\u00eas. Este \u00e9 o meu desejo por voc\u00eas. Vamos desejar isto uns para com os outros? Ent\u00e3o vamos dizer em conjunto: que a gra\u00e7a &#8230;<\/p>\n<p>E j\u00e1 que isto vem do cora\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o vamos cantar o ofert\u00f3rio:<\/p>\n<p>Cria em mim, \u00f3 Deus, um puro cora\u00e7\u00e3o e renova em mim esp\u00edrito reto. N\u00e3o me lances fora da tua presen\u00e7a e n\u00e3o retires de mim o teu Esp\u00edrito Santo. Torna a dar-me a alegria da tua salva\u00e7\u00e3o e sust\u00e9m-me com um volunt\u00e1rio esp\u00edrito. Am\u00e9m.<\/p>\n<hr \/>\n<p class=\"Stil4\"><strong>Marcos Schmidt <\/strong><br \/>\n<strong>Novo Hamburgo, RS, Brasil <\/strong><br \/>\n<strong>Igreja Evang\u00e9lica Luterana do Brasil <\/strong><br \/>\n<strong><a href=\"http:\/\/www.ielb.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">www.ielb.org.br<\/a><\/strong><br \/>\n<strong><a href=\"mailto:marsch@terra.com.br\">marsch@terra.com.br<\/a><\/strong><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desejando a b\u00ean\u00e7\u00e3o do Deus Tri\u00fano | Sant\u00edssima Trindade | 22 de Maio de 2005 | 2Co 13.11-14 | Marcos Schmidt | Quando festejamos neste fim de semana a Sant\u00edssima Trindade, ent\u00e3o abrimos mais uma vez o nosso cora\u00e7\u00e3o para agradecer ao nosso \u00fanico e verdadeiro Deus, que \u00e9 Pai, Filho e Esp\u00edrito Santo, que [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":16002,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[43,727,157,853,108,398,349,1284,3,112,109,395],"tags":[],"beitragende":[],"predigtform":[],"predigtreihe":[],"bibelstelle":[],"class_list":["post-10536","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-2-korinther","category-archiv","category-beitragende","category-bibel","category-current","category-kapitel-13-chapter-13-2-korinther","category-kasus","category-marcos-schmidt","category-nt","category-port","category-predigten","category-trinitatis"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10536","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10536"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10536\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":24839,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10536\/revisions\/24839"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/media\/16002"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10536"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10536"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10536"},{"taxonomy":"beitragende","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/beitragende?post=10536"},{"taxonomy":"predigtform","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/predigtform?post=10536"},{"taxonomy":"predigtreihe","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/predigtreihe?post=10536"},{"taxonomy":"bibelstelle","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/bibelstelle?post=10536"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}