{"id":10552,"date":"2005-06-03T19:49:24","date_gmt":"2005-06-03T17:49:24","guid":{"rendered":"https:\/\/theologie.whp.uzh.ch\/apps\/gpi\/?p=10552"},"modified":"2025-07-04T12:29:21","modified_gmt":"2025-07-04T10:29:21","slug":"mateus-9-9-13","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/mateus-9-9-13\/","title":{"rendered":"Mateus 9.9-13"},"content":{"rendered":"<div align=\"left\">\n<h3 align=\"left\">TERCEIRO DOMINGO DE PENTECOSTES | 05 de Junho de 2005 | Mateus 9.9-13 | Aldo Julio Zilki |<\/h3>\n<p align=\"left\">\u201cJesus saiu dali e, no caminho, viu um cobrador de impostos, chamado Mateus, sentado no lugar onde os impostos eram pagos. Jesus lhe disse: Venha comigo. Mateus se levantou e foi com ele. Mais tarde, enquanto Jesus estava jantando na casa de Mateus, muitos cobradores de impostos e outras pessoas de m\u00e1 fama chegaram e sentaram-se \u00e0 mesa com Jesus e seus disc\u00edpulos. Alguns fariseus viram isso e perguntaram aos disc\u00edpulos: Por que \u00e9 que o mestre de voc\u00eas come com os cobradores de impostos e outras pessoas de m\u00e1 fama? Jesus ouviu a pergunta e respondeu: Os que t\u00eam sa\u00fade n\u00e3o precisam de m\u00e9dico, mas sim os doentes. V\u00e3o e procurem entender o que quer dizer este trecho das Escrituras Sagradas: \u2018Eu quero que as pessoas sejam bondosas e n\u00e3o que me ofere\u00e7am sacrif\u00edcios de animais\u2019. Porque eu vim para chamar os pecadores e n\u00e3o os bons\u201d. Mt 9.9-13.<\/p>\n<p>Meus estimados irm\u00e3os e irm\u00e3s em Cristo Jesus, nosso Salvador: Que o nosso Deus Pai, Filho e Esp\u00edrito santo derrame sua gra\u00e7a a cada um de voc\u00eas. Assim, permitam que ele d\u00ea novo rumo \u00e0 vossa exist\u00eancia. Dessa forma, poder\u00e3o ajuda-lo a arrecadar almas para o reino de Deus. Am\u00e9m.<\/p>\n<p>Lendo a Literatura Cl\u00e1ssica, me chamou aten\u00e7\u00e3o, como a lira de Orfeu encantava a todos com sua m\u00fasica. As aves paravam de voar, os animais perdiam o medo e as \u00e1rvores se encurvavam para escuta-lo. Todos sa\u00edam de seus lugares para segui-lo. Isso me faz lembrar a Cristo como nosso Orfeu Celestial. Ele, com a m\u00fasica da sua graciosa voz atrai para junto de si aqueles que s\u00e3o menos suscept\u00edveis a influ\u00eancias benignas do que as feras, as \u00e1rvores e as pedras. Cristo chama para segui-lo, especialmente, as almas pobres, endurecidas, insens\u00edveis e pecaminosas. Permita que Cristo tanja a sua harpa dourada e sussurra em seu cora\u00e7\u00e3o: \u201cSegue-me\u201d. E voc\u00ea, por sua vez, como Mateus, ser\u00e1 conquistado pelo Salvador.<\/p>\n<p>\u00c9 nesse sentido que:<br \/>\nJESUS QUER DAR UM NOVO RUMO A SUA VIDA.<\/p>\n<p>Primeiramente Jesus quer dar novo rumo a sua vida:<\/p>\n<p>I. Livrando-lhe da perdi\u00e7\u00e3o eterna.<\/p>\n<p>Nosso texto nos diz que Jesus viu Mateus sentado no lugar onde arrecadavam impostos para os romanos. O Salvador convidou-o para segui-lo. Ele o seguiu. Mas, o que \u00e9 que este Mateus tinha de t\u00e3o importante para que Jesus o convidasse para segui-lo? Ele era um cobrador de impostos para Roma. Os romanos dominavam a Palestina h\u00e1 um s\u00e9culo. Essa domina\u00e7\u00e3o era imposta, especialmente pela for\u00e7a das armas e pela cobran\u00e7a escorchante de impostos ou tributos. Com isso, privavam os judeus da liberdade e da vida. Evitavam exporem-se para n\u00e3o acirrar os \u00e2nimos dos dominados. Para isso, usavam judeus dispostos a enfrentar vexames, acusa\u00e7\u00f5es e desaforos sendo seus \u201ctestas de ferro\u201d ou \u201claranjas\u201d. Eles n\u00e3o recebiam sal\u00e1rio dos romanos. Tinham que se virar. Eles se viravam muito bem: iam sempre acompanhados por policiais e cobravam sempre al\u00e9m do estipulado. Isso era o seu sustendo. E, gra\u00e7as a essa disponibilidade de cobrar impostos em favor dos opressores, essas pessoas eram odiadas e desprezadas pelos seus compatriotas. Todos viam neles uns colaboracionistas, exploradores, sem-vergonhas e prepotentes. Ou seja: tudo aquilo que n\u00f3s vemos no nosso pior inimigo.<\/p>\n<p>Essa condi\u00e7\u00e3o foi veementemente combatida pelos fariseus. Eles consideravam os publicanos como gentalha da pior esp\u00e9cie. Por sua vez, manifestavam uma piedade exterior que era seu cart\u00e3o de apresenta\u00e7\u00e3o. Ostentavam uma pureza aos olhos das pessoas, por\u00e9m, sob suas vestes e em seu cora\u00e7\u00e3o se escondia uma sujeira sem tamanho. Eles se achavam t\u00e3o santos que n\u00e3o precisavam de um Salvador.<\/p>\n<p>No entanto, Jesus veio para salvar a todos, tamb\u00e9m os fariseus. Mas para buscar ajuda m\u00e9dica \u00e9 preciso antes se reconhecer doente. E isso os fariseus n\u00e3o admitiam.Eles negam o ponto de partida, aquilo que desencadearia neles o processo de cura. S\u00e3o doentes terminais e n\u00e3o querem reconhece-lo e nem admitem que algu\u00e9m possa cura-los. Com isso caminham para sua perdi\u00e7\u00e3o eterna.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso analisar tamb\u00e9m nossa vida \u00e0 luz da palavra de Deus para medir nosso farisa\u00edsmo. Certamente veremos as muitas vezes que julgamos outras pessoas puras ou impuras. Com isso as catalogamos como pr\u00f3prias ou impr\u00f3prias para sentarem-se \u00e0 nossa mesa. Outras vezes, com uma \u201csantidade de parede\u201d oferecemos culto exterior a Deus acompanhado de pomposos sacrif\u00edcios que apenas demonstram a nossa enfermidade. No fundo estamos doentes e n\u00e3o queremos admiti-lo, pois nos julgamos puros e sem necessidades de salva\u00e7\u00e3o. Isso nos faz merecedores das pradarias infernais.<\/p>\n<p>Vemos que Mateus e os outros cobradores de impostos reconheceram a necessidade de cura. Tinham fome e justi\u00e7a do Reino. Eles a buscaram e a encontraram. Mateus a encontrou no olhar de Jesus que penetra fundo sem apontar o dedo acusador. Ele a encontrou na intimidade que n\u00e3o vasculha a vida nem exp\u00f5e preconceitos. Ele a encontrou em Jesus que senta junto e compartilha tudo o que tem e o que \u00e9.<\/p>\n<p>Jesus tamb\u00e9m vem a n\u00f3s dizendo: \u201d<em>Venham c\u00e1, vamos discutir esse assunto. Os seus pecados os deixaram manchados de vermelho, manchados de vermelho escuro; mas eu os lavarei e voc\u00eas ficar\u00e3o brancos como a neve, brancos como a l\u00e3<\/em>\u201d. Is 1.18. Ele tamb\u00e9m quer nos curar. Prestemos aten\u00e7\u00e3o no olhar de Jesus e, mesmo que tenhamos que chorar amargamente nossas trai\u00e7\u00f5es, pe\u00e7amos-lhe perd\u00e3o pelos nossos erros. Confiemos-lhe nossa vida. Jesus nos diz: \u201c<em>Porque o Filho do Homem veio para salvara quem estava perdido<\/em>\u201d. Mt 18.11. Assim ele tamb\u00e9m nos perdoar\u00e1 e dar\u00e1 um novo rumo \u00e0 nossa exist\u00eancia.<\/p>\n<p>II. Ele nos ajudar\u00e1 a arrecadar almas imortais para o reino do c\u00e9u.<\/p>\n<p>Jesus chamou Mateus da perdi\u00e7\u00e3o para a vida. Ele n\u00e3o tinha nada de bom para oferecer-lhe ou que o tornasse digno de seguir a Jesus. Foi pura gra\u00e7a. Sua salva\u00e7\u00e3o encorajou outros publicanos a virem a Jesus Sua casa aberta deu oportunidade a que seus amigos ouvissem a Jesus. Seu minist\u00e9rio pessoal conduziu outros ao Salvador. O seu Evangelho escrito tem convencido a muitos. Ele continuar\u00e1 a faze-lo at\u00e9 o fim dos tempos.<\/p>\n<p>Deus tamb\u00e9m nos tirou das trevas para sua maravilhosa luz a fim de que anunciemos suas obras em favor da humanidade. Assim, ele nos chama para sermos seus colaboradores. Ele quer que sejamos seus porta-vozes ali no nosso trabalho, no nosso lar atrav\u00e9s do nosso exemplo. Mas ele tamb\u00e9m espera que nos dispomos a segui-lo levando a sua mensagem salvadora \u00e0s pessoas que se acham afastadas do caminho. Jesus quer que anunciemos \u00e0s pessoas que ele \u00e9 o caminho a verdade e a vida e que ningu\u00e9m pode chegar ao Pai sen\u00e3o por meio dele. \u00c9 preciso anunciar a que Jesus veio para buscar e salvar aquele que est\u00e1 perdido.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, \u00e9 necess\u00e1rio analisar nosso \u201cpublicanismo\u201d.O que costuma acontecer \u00e9 que \u00e9 mais f\u00e1cil sentar-nos em nossa \u201ccoletoria\u201d e contribuirmos para enriquecer o inimigo. Paralisamos em nossa atitude de querer ganhar sempre mais dinheiro e nos esquecemos das nossas necessidades espirituais e das do pr\u00f3ximo. Outras vezes, ouvimos chamado do Salvador e n\u00e3o queremos segui-lo para n\u00e3o comprometer-nos com a causa de Cristo.<\/p>\n<p>Se permanecermos nessa atitude de indiferen\u00e7a diante do chamado de Cristo, certamente n\u00e3o ser\u00e1 nada animador o futuro que nos espera.Estaremos jogando no lixo o grande presente que Cristo nos oferece: o perd\u00e3o dos pecados, vida eterna e salva\u00e7\u00e3o. E com ele tamb\u00e9m vai o grande privil\u00e9gio de sermos s\u00f3cios de Cristo nesse empreendimento de arrecadar almas para o Reino do c\u00e9u.<\/p>\n<p>Por isso, mantenhamos nosso olhar firmemente posto em Jesus. Sintamos que seu olhar percorre todo o nosso corpo e todo o nosso ser, sem ferir, sem acusar, simplesmente olhando-nos com amor. Ele v\u00ea tudo o que os outros v\u00eaem, mas de forma nova e insuper\u00e1vel. Por isso, convidemo-lo para ser nosso h\u00f3spede permanente sem preven\u00e7\u00f5es. Acolhemo-lo sem burocracia ou protocolos. N\u00e3o \u00e9 preciso tentar justificar nossos pecados e fraquezas. Reconhe\u00e7amo-nos pecadores e necessitados do m\u00e9dico. Ele certamente nos olhar\u00e1 com profundo amor e nos curar\u00e1 de nossa enfermidade. O m\u00e9dico \u00e9 Jesus. O rem\u00e9dio \u00e9 o seu pr\u00f3prio sangue, que pela f\u00e9 \u00e9 aplicado sobre nossas vidas, nos purificando de todo pecado (I Jo\u00e3o 1.7,9). O tratamento \u00e9 arrependimento, convers\u00e3o e perd\u00e3o. Receba o perd\u00e3o de Deus, perdoe a si mesmo, pe\u00e7a perd\u00e3o aos outros e tamb\u00e9m conceda perd\u00e3o. O resultado ser\u00e1 a cura interior.<\/p>\n<p>Somente seremos pessoas bondosas. Somente assim ele poder\u00e1 dar um novo rumo a nossa vida livrando-nos da perdi\u00e7\u00e3o eterna e recebendo-nos como seus colaboradores no sentido de arrecadar almas para o seu reino. Que ele nos aben\u00e7oe nessa tarefa. Am\u00e9m.<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Pastor Aldo Julio Zilki<\/strong><\/p>\n<p><strong>Igreja Evang\u00e9lica Luterana do Brasil<br \/>\ns\u00e3o Paulo &#8211; SP \u2013 BRASIL<br \/>\n<a href=\"mailto:revaldojulio@yahoo.com.br\">revaldojulio@yahoo.com.br<\/a><\/strong><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>TERCEIRO DOMINGO DE PENTECOSTES | 05 de Junho de 2005 | Mateus 9.9-13 | Aldo Julio Zilki | \u201cJesus saiu dali e, no caminho, viu um cobrador de impostos, chamado Mateus, sentado no lugar onde os impostos eram pagos. Jesus lhe disse: Venha comigo. Mateus se levantou e foi com ele. Mais tarde, enquanto Jesus [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":8543,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[36,417,1252,727,157,853,108,193,349,3,112,109],"tags":[],"beitragende":[],"predigtform":[],"predigtreihe":[],"bibelstelle":[],"class_list":["post-10552","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-matthaeus","category-3-so-n-trinitatis","category-aldo-julio-zilki","category-archiv","category-beitragende","category-bibel","category-current","category-kapitel-9-chapter-9-matthaeus","category-kasus","category-nt","category-port","category-predigten"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10552","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10552"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10552\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":24874,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10552\/revisions\/24874"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8543"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10552"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10552"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10552"},{"taxonomy":"beitragende","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/beitragende?post=10552"},{"taxonomy":"predigtform","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/predigtform?post=10552"},{"taxonomy":"predigtreihe","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/predigtreihe?post=10552"},{"taxonomy":"bibelstelle","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/bibelstelle?post=10552"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}