{"id":10636,"date":"2005-07-07T19:49:15","date_gmt":"2005-07-07T17:49:15","guid":{"rendered":"https:\/\/theologie.whp.uzh.ch\/apps\/gpi\/?p=10636"},"modified":"2025-07-10T11:44:24","modified_gmt":"2025-07-10T09:44:24","slug":"sl-136-1-9-23-26-is-55-1-5-rm-8-35-39-mt-14-13-21","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/sl-136-1-9-23-26-is-55-1-5-rm-8-35-39-mt-14-13-21\/","title":{"rendered":"Sl 136.1-9, 23-26 Is 55.1-5 Rm 8.35-39 Mt 14.13-21"},"content":{"rendered":"<div align=\"left\">\n<h3>11\u00ba Domingo ap\u00f3s Pentecostes | 31 de julho de 2005 | Sl 136.1-9, 23-26 Is 55.1-5 Rm 8.35-39 Mt 14.13-21 | Marcos Schmidt |<\/h3>\n<p>Tema : O amor de Deus dura para sempre &#8230; mesmo quando o nosso dura s\u00f3 um pouco &#8230;<\/p>\n<p>Parece que a \u00fanica maneira de valorizar as coisas boas \u00e9 comparando com as coisas ruins. Por exemplo: s\u00f3 se d\u00e1 valor \u00e0 sa\u00fade quando se est\u00e1 doente. S\u00f3 se d\u00e1 valor a comida quando n\u00e3o se tem o que comer. S\u00f3 se d\u00e1 valor \u00e0 chuva quando existe estiagem. E assim \u00e9 com tudo. Assim tamb\u00e9m \u00e9 com o amor de Deus.<\/p>\n<p>\u00c9 por isto, quem sabe, que o salmista tem que repetir 26 vezes dizendo que o amor de Deus dura para sempre. Pode at\u00e9 ser cansativo ouvir e dizer que o amor de Deus dura para sempre. Mas n\u00e3o ficamos cansados com o Sol que nasce todo o dia; com a chuva que nunca falta para regar a terra; com a comida que est\u00e1 sempre na nossa mesa. Tudo isto e muito mais s\u00e3o coisas que temos porque o amor de Deus dura para sempre.<\/p>\n<p>\u00c9 este amor de Deus , que dura para sempre, que alimentou uma multid\u00e3o com apenas 2 peixinhos e 5 p\u00e3es. \u00c9 este amor que dura para sempre que fez Jesus ficar com pena daquela multid\u00e3o quando viu o sofrimento que estavam passando.<\/p>\n<p>N\u00f3s dever\u00edamos confiar mais neste amor de Deus . Afinal, n\u00e3o temos raz\u00f5es para fazer o contr\u00e1rio. Mas, precisamos reconhecer que o que nos chama a aten\u00e7\u00e3o mesmo, infelizmente s\u00e3o as coisas ruins. E nestas horas, logo sabemos encontrar o culpado: Deus.<\/p>\n<p>Fico doente e pergunto: \u201cporque Deus faz isto comigo?\u201d<\/p>\n<p>Perco o emprego e meus pensamentos fervilham: \u201cporque Deus deixa acontecer isto? Sou esfor\u00e7ado, vou na igreja, dou minha oferta?\u201d Morre algu\u00e9m muito querido e surgem d\u00favidas: \u201cDeus n\u00e3o me ama&#8230; Se Ele me amasse, n\u00e3o permitiria que isto acontecesse\u201d&#8230;<\/p>\n<p>Os disc\u00edpulos de Jesus tamb\u00e9m tinham dificuldades para acreditar no amor de Deus que dura para sempre. Sem nenhuma necessidade eles ficaram preocupados, e n\u00e3o conseguiram esconder o quanto a f\u00e9 deles era fraca e parecida com a nossa nos momentos de dificuldades. O Evangelho diz que \u201cos disc\u00edpulos chegaram perto de Jesus e disseram: &#8211; J\u00e1 \u00e9 tarde (est\u00e1 ficando noite), e este lugar \u00e9 deserto. Mande esta gente embora a fim de que v\u00e1 aos povoados e compre alguma coisa para comer.\u201d<\/p>\n<p>Sem d\u00favida somos muito parecidos com os disc\u00edpulos. Nos problemas conseguimos apenas ver o deserto, a escurid\u00e3o da noite.<\/p>\n<p>Jesus d\u00e1 uma resposta muito interessante aos disc\u00edpulos e que deveria ser observada mais de perto por n\u00f3s: \u201cO povo n\u00e3o precisa ir embora. D\u00eaem voc\u00eas mesmos comida a eles\u201d. Mas onde os disc\u00edpulos iriam encontrar comida para aquela multid\u00e3o faminta, que s\u00f3 contando os homens, eram 5 mil, fora as mulheres e as crian\u00e7as?<\/p>\n<p>Jesus queria dar uma li\u00e7\u00e3o ! Uma li\u00e7\u00e3o igual a de um pai ao seu pequeno filho. O filho de 5 anos teimosamente queria fazer uma coisa sozinho mas n\u00e3o conseguia porque era muito pequeno. Sem deixar o pai ajudar, o menino tentava e tentava, mas n\u00e3o iria conseguir. O pai deixa o filho quebrar a cabe\u00e7a s\u00f3 para mostrar que ele n\u00e3o tinha nenhuma condi\u00e7\u00e3o sem a ajuda dele. Foi at\u00e9 o menino perceber que s\u00f3 o pai mesmo para resolver o problema.<\/p>\n<p>Pois os disc\u00edpulos queriam fazer as coisas sozinhos. Esqueceram de que junto com eles estava Jesus. A resposta para a preocupa\u00e7\u00e3o deles estava t\u00e3o perto. Mas eles simplesmente queriam mandar aquela gente embora, sem antes consultar aquele que j\u00e1 tinha resolvido tantos problemas e assim, oferecido suficientes provas de seu poder e de seu amor.<\/p>\n<p>Sim, quantas vezes somos iguais a estes disc\u00edpulos. Em vez de buscarmos ajuda daquele que est\u00e1 sempre pronto a nos ajudar, desistimos e mandamos tudo e todos embora.<\/p>\n<p>O que est\u00e1 faltando ? Falta apenas perceber a presen\u00e7a de Jesus! Falta apenas acreditar que o amor dele dura para sempre e n\u00e3o termina quando surgem problemas que aparentemente n\u00e3o tem solu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9 deste amor de Deus que dura para sempre, que fala o ap\u00f3stolo Paulo: \u201cSe Deus est\u00e1 do nosso lado , quem nos vencer\u00e1? Ele n\u00e3o deixou de entregar nem o seu pr\u00f3prio Filho, mas o ofereceu por todos n\u00f3s! Se ele nos deu o seu Filho, ser\u00e1 que n\u00e3o nos dar\u00e1 tamb\u00e9m de gra\u00e7a todas as coisas?\u201d &#8230; \u201cEnt\u00e3o quem pode nos separar do amor de Deus? Ser\u00e3o os sofrimentos, as dificuldades, a persegui\u00e7\u00e3o, a fome, a pobreza, o perigo ou a morte?\u201d&#8230; E falando por experi\u00eancia pr\u00f3pria, responde: \u201cPois eu tenho a certeza de que nada pode nos separar do amor de Deus\u201d.<\/p>\n<p>E para mostrar aquilo que tantas vezes nos faz duvidar do amor de Deus, o ap\u00f3stolo cita uma lista de v\u00e1rias coisas que tentam nos afastar do amor de Deus: \u201cnem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem outras autoridades ou poderes celestiais, nem o presente nem o futuro, nem o mundo l\u00e1 de cima nem o mundo l\u00e1 de baixo\u201d<\/p>\n<p>Nem a morte, nem a vida nos separam do amor de Deus.<\/p>\n<p>Maridos morrem, esposas morrem, filhos morrem, pais morrem, amigos morrem&#8230; A morte traz uma terr\u00edvel separa\u00e7\u00e3o. Mas a morte n\u00e3o separa de Deus. Porque com Deus \u00e9 diferente. Ele sempre est\u00e1 conosco, tanto na morte como na vida.<\/p>\n<p>Nem os anjos, nem outras autoridades ou poderes celestiais nos separam do amor de Deus &#8230;<\/p>\n<p>Satan\u00e1s e seus anjos maus, que t\u00eam muitos poderes neste mundo, n\u00e3o t\u00eam, no entanto, poderes sobre os crist\u00e3os. Diz a B\u00edblia que Satan\u00e1s tenta acusar os crist\u00e3os do pecado. Mas a Ep\u00edstola nos tranq\u00fciliza: \u201cQuem acusar\u00e1 o povo escolhido de Deus? \u00c9 o pr\u00f3prio Deus quem declara que eles n\u00e3o t\u00eam culpa\u201d?<\/p>\n<p>Qu\u00ea palavras preciosas, quando tantas vezes este Diabo tenta nos enganar com pensamentos de que Deus n\u00e3o ir\u00e1 nos perdoar deste ou daquele pecado.<\/p>\n<p>Nem o presente nem o futuro nos separam do amor de Deus.<\/p>\n<p>Tem muita gente apavorada com o futuro. Desemprego, guerra, viol\u00eancia, fome, doen\u00e7a, e tanta outra coisa&#8230; Mas o crist\u00e3o n\u00e3o precisa ter medo do que vai acontecer no futuro. O crist\u00e3o confia nas palavras de Jesus que tranq\u00fcilizam : \u201c&#8230;n\u00e3o fiquem preocupados com o dia de amanh\u00e3, pois o dia de amanh\u00e3 trar\u00e1 as suas pr\u00f3prias preocupa\u00e7\u00f5es\u201d (Mt 6.34)<\/p>\n<p>Nem o mundo l\u00e1 de cima nem o mundo l\u00e1 de baixo nos separam do amor de Deus&#8230;<\/p>\n<p>Tem gente que tamb\u00e9m est\u00e1 muito preocupada com os astros, planetas e aster\u00f3ides. A \u00faltima not\u00edcia dos cientistas \u00e9 que um aster\u00f3ide pode se chocar com a Terra daqui h\u00e1 11 anos, com data e hora marcadas, destruindo um pa\u00eds inteiro e matando muita gente. Daqui a uma semana, por exemplo, estaremos entrando no m\u00eas do azar, do cachorro louco. Muitos est\u00e3o apavorados com o que pode acontecer. At\u00e9 casamento n\u00e3o marcam neste m\u00eas. Este tipo de preocupa\u00e7\u00e3o leva as pessoas ao pecado da supersti\u00e7\u00e3o, onde se deixam guiar pelo hor\u00f3scopo e todo o tipo de misticismo e bruxaria.<\/p>\n<p>John Powell , professor de Teologia na Universidade de Loyola, Estados Unidos, conta uma hist\u00f3ria a respeito de um aluno seu, chamado Tommy. Este aluno n\u00e3o acreditava em Deus e constantemente nas aulas fazia brincadeiras e colocava d\u00favidas em tudo aquilo que lhe era ensinado. Diz o professor que no final do curso, quando este aluno incr\u00e9dulo se aproximou para entregar seu exame final, perguntou num tom muito c\u00ednico: &#8222;O senhor acredita que eu possa encontrar Deus algum dia?\u201d<\/p>\n<p>Imediatamente o professor, lhe respondeu: &#8222;N\u00e3o!&#8220;<\/p>\n<p>&#8222;Ah!&#8220;, disse o aluno, &#8222;eu pensei que este fosse o produto que o senhor estava tentando nos vender&#8220;.<\/p>\n<p>&#8211; &#8222;Tommy, eu n\u00e3o acredito que voc\u00ea consiga encontrar Deus, mas tenho absoluta certeza de que Ele o encontrar\u00e1&#8220;, devolveu o professor. O aluno n\u00e3o deu bola e saiu da sala com ar de deboche.<\/p>\n<p>Alguns anos depois o professor recebeu uma not\u00edcia muito triste: seu ex-aluno Tommy estava com c\u00e2ncer nos dois pulm\u00f5es.<\/p>\n<p>Antes que ele pudesse ir a procura de Tommy, ele \u00e9 que veio lhe ver. Seu f\u00edsico tinha sido devastado pela doen\u00e7a, j\u00e1 sem os cabelos, resultado da quimioterapia. Mas os seus olhos estavam brilhantes e a sua voz estava firme, muito diferente daquele Tommy de antes. Ele sabia que tinha apenas algumas semanas de vida. &#8211; &#8222;A raz\u00e3o pela qual eu vim v\u00ea-lo&#8220;, disse Tommy, &#8222;foi a frase que o senhor me disse no \u00faltimo dia de aula. Eu lhe perguntei se o senhor acreditava que eu encontraria Deus algum dia e o senhor respondeu, &#8218;N\u00e3o!&#8216;, o que me surpreendeu. Em seguida, o senhor disse, &#8218;mas Ele o encontrar\u00e1&#8216;. Eu pensei um bocado a respeito daquela frase, embora naquela \u00e9poca eu n\u00e3o pensasse muito em procurar por Deus. Mas quando os m\u00e9dicos removeram um n\u00f3dulo da minha virilha e me disseram que era um tumor maligno, a\u00ed encarei com mais seriedade a procura de Deus. E quando a doen\u00e7a espalhou-se pelos meus \u00f3rg\u00e3os vitais, eu comecei realmente a dar murros desesperados nas portas de bronze do para\u00edso. Mas Deus n\u00e3o apareceu. Um certo dia eu acordei e percebi que de fato n\u00e3o estava me importando com Deus, com uma vida eterna ou qualquer coisa parecida. A\u00ed eu pensei no senhor e nas suas aulas. Ent\u00e3o eu dei meia volta e l\u00e1 estava Deus. Ele n\u00e3o veio ao meu encontro quando eu Lhe implorei&#8230; Mas o que \u00e9 importante \u00e9 que Ele estava l\u00e1. Ele me encontrou. O senhor estava certo. Ele me encontrou mesmo depois de eu ter parado de procurar por Ele\u201d. Conta o professor que alguns dias depois este aluno morreu, mas morreu crendo no amor de Jesus.<\/p>\n<p>Esta hist\u00f3ria \u00e9 a hist\u00f3ria de todos n\u00f3s. Precisamos perder as coisas que tanto damos valor para dar valor \u00e0quilo que temos e que realmente \u00e9 importante: o amor de Deus. E \u00e9 nestes momentos quando perdemos, quando sofremos, quando gememos, \u00e9 nestes momentos de car\u00eancia, de ang\u00fastia, de dor, que podemos encontrar este Deus que mais do que ningu\u00e9m sabe o que \u00e9 sofrimento. Ele sofreu a cruz, a morte, o desprezo&#8230; Ele sofreu o pr\u00f3prio inferno. Todo este sofrimento foi para n\u00e3o sentirmos a dor eterna do inferno junto com Satan\u00e1s.<\/p>\n<p>Sim, precisamos confiar mais neste amor de Deus e viver este amor. E assim dizer com o ap\u00f3stolo: \u201cEnt\u00e3o quem pode nos separar do amor de Cristo? Ser\u00e3o os sofrimentos, as dificuldades, a persegui\u00e7\u00e3o, a fome, a pobreza, o perigo ou a morte &#8230; Pois eu tenho a certeza que nada pode nos separar do amor de Deus\u201d. Am\u00e9m.<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Escrita por Rev. Marcos Schmidt<br \/>\nAdaptada por Rev. Milton Buss Leitzke<br \/>\n<a href=\"mailto:mbl@vsp.com.br\">mbl@vsp.com.br<br \/>\n<\/a>Igreja Luterana, Brasil.<\/strong><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>11\u00ba Domingo ap\u00f3s Pentecostes | 31 de julho de 2005 | Sl 136.1-9, 23-26 Is 55.1-5 Rm 8.35-39 Mt 14.13-21 | Marcos Schmidt | Tema : O amor de Deus dura para sempre &#8230; mesmo quando o nosso dura s\u00f3 um pouco &#8230; Parece que a \u00fanica maneira de valorizar as coisas boas \u00e9 comparando [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":15746,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[36,41,480,18,22,727,157,853,108,447,1142,461,431,349,1284,3,112,109],"tags":[],"beitragende":[],"predigtform":[],"predigtreihe":[],"bibelstelle":[],"class_list":["post-10636","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-matthaeus","category-roemer","category-11-so-n-trinitatis","category-psalmen","category-jesaja","category-archiv","category-beitragende","category-bibel","category-current","category-kapitel-08-chapter-08-roemer","category-kapitel-136-chapter-136","category-kapitel-14-chapter-14-matthaeus","category-kapitel-55-chapter-55","category-kasus","category-marcos-schmidt","category-nt","category-port","category-predigten"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10636","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10636"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10636\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":25018,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10636\/revisions\/25018"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/media\/15746"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10636"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10636"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10636"},{"taxonomy":"beitragende","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/beitragende?post=10636"},{"taxonomy":"predigtform","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/predigtform?post=10636"},{"taxonomy":"predigtreihe","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/predigtreihe?post=10636"},{"taxonomy":"bibelstelle","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/bibelstelle?post=10636"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}