{"id":10718,"date":"2005-09-07T19:49:18","date_gmt":"2005-09-07T17:49:18","guid":{"rendered":"https:\/\/theologie.whp.uzh.ch\/apps\/gpi\/?p=10718"},"modified":"2025-07-14T10:09:16","modified_gmt":"2025-07-14T08:09:16","slug":"mateus-21-28-30","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/mateus-21-28-30\/","title":{"rendered":"Mateus 21.28-30"},"content":{"rendered":"<div align=\"left\">\n<h3>D\u00e9cimo Nono Domingo Ap\u00f3s Pentecoste | 25 de setembro de 2005 | Mateus 21.28-30 | Milton Buss Leitzke |<\/h3>\n<p>VIDAS TRANSFORMADAS<\/p>\n<p>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/p>\n<p>Certo comerciante tinha uma loja de pe\u00e7as de carro. O neg\u00f3cio ia bem, mas seu gerente n\u00e3o era mais de confian\u00e7a. Havia suspeitas de que ele estava roubando. Este comerciante tinha dois filhos estudando na capital. Num feriad\u00e3o, quando os filhos foram para casa, aquele comerciante chamou o filho mais velho e lhe pediu: \u201c- Filho! Voc\u00ea poderia cuidar dos neg\u00f3cios para mim. Preciso de um gerente de confian\u00e7a\u201d. Ele prontamente respondeu ao pai: \u201c- Claro. \u00c9 isso mesmo que eu gostaria. Vou assumir a loja\u201d. S\u00f3 que aquele filho deu um jeitinho. Voltou \u00e0 cidade&#8230; foi enrolando&#8230; enrolando&#8230; e nunca voltou para assumir a ger\u00eancia.<\/p>\n<p>O pai ent\u00e3o foi falar com seu outro filho. S\u00f3 que este logo lhe disse: \u201c- Eu n\u00e3o. Pai. Esse neg\u00f3cio n\u00e3o \u00e9 para mim. Prefiro ficar onde estou. N\u00e3o gosto dessa hist\u00f3ria\u201d.<\/p>\n<p>O pai n\u00e3o for\u00e7ou nenhum dos filhos a fazer algo. Fez o convite&#8230; mas respeitou a decis\u00e3o. Tempos mais tarde recebeu um telefonema. Era o segundo filho dizendo que estava voltando. Ajudaria seu pai nos neg\u00f3cios. Havia pensado bem, e resolveu fazer o que o pai lhe pedira.<\/p>\n<p>Assim poder\u00edamos contar esta par\u00e1bola dos dois filhos, contada por Jesus, nos dias de hoje. Ela \u00e9 uma realidade e retrato do relacionamento n\u00e3o s\u00f3 entre pais e filhos, mas tamb\u00e9m entre patr\u00f5es e empregados! E, especialmente, entre Deus e as pessoas.<\/p>\n<p>Na par\u00e1bola de hoje Jesus Cristo est\u00e1 diante dos l\u00edderes religiosos de sua \u00e9poca. Gente de boa fama, de boa apar\u00eancia, mas sem muita religiosidade interior.<\/p>\n<p>1. SEM ARREPENDIMENTO<\/p>\n<p>\u201cO pai disse ao primeiro filho: &#8211; Filho, vai hoje trabalhar na vinha. Ele respondeu: &#8211; Sim senhor; por\u00e9m N\u00c3O foi\u201d. Teve boa inten\u00e7\u00e3o, mas qual o valor de uma boa inten\u00e7\u00e3o? A vida humana est\u00e1 cheia de boas inten\u00e7\u00f5es.- \u201cEu tinha planejado visitar meu amigo enlutado, mas&#8230;\u201d &#8211; \u201cEu queria ter pedido desculpas, mas&#8230;\u201d<\/p>\n<p>Boa inten\u00e7\u00e3o \u00e9 muito semelhante ao quase. Algu\u00e9m de forma criativa descreveu o quase da seguinte maneira: \u201cO quase \u00e9 uma figura bastante conhecida. Ele costuma acompanhar o nosso dia-a-dia. Se voc\u00ea pensar bem, o quase n\u00e3o \u00e9 nem meio caminho andado. Quem quase est\u00e1 salvo, na verdade ainda est\u00e1 condenado ou perdido. A pessoa quase curada ainda est\u00e1 doente. Em se tratando da f\u00e9, o quase \u00e9 fatal. Voc\u00ea quase cr\u00ea em Jesus como seu Salvador, ent\u00e3o voc\u00ea quase est\u00e1 salvo&#8230;\u201d. Boa inten\u00e7\u00e3o somente n\u00e3o edifica. N\u00e3o leva a nada. N\u00e3o ecoa. N\u00e3o chega a realizar seu intento. N\u00e3o produz. Fica o dito pelo n\u00e3o dito.<\/p>\n<p>Na vida espiritual, faltando f\u00e9 e arrependimento verdadeiros, somos conduzidos para longe de Deus. \u201cSem f\u00e9 \u00e9 imposs\u00edvel agradar a Deus\u201d. Diz um ditado popular que o \u201ccaminho para o inferno est\u00e1 marcado por pessoas que tiveram boas inten\u00e7\u00f5es na vida\u201d. Verdade ou n\u00e3o, \u00e9 no m\u00ednimo preocupante.<\/p>\n<p>N\u00e3o tem sentido nenhum aparentar uma vida religiosa, sustentar uma fachada que esconde a descren\u00e7a. Deus v\u00ea al\u00e9m das apar\u00eancias. Deus v\u00ea os cora\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Os fariseus, os escribas e os sacerdotes no tempo de Jesus n\u00e3o O reconheceram, pois a mensagem de salva\u00e7\u00e3o anunciada por Ele n\u00e3o era a mesma que eles pregavam e anunciavam ao povo. Eles ensinavam a salva\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s das obras, por isso exigiam coisas, que muitas vezes nem eles mesmo conseguiam fazer.<\/p>\n<p>Para os fariseus Jesus n\u00e3o passava de um beberr\u00e3o e comil\u00e3o que se assentava \u00e0 mesa com os pecadores. Para os escribas, Jesus n\u00e3o passava de um iletrado. Por in\u00fameras vezes os escribas e os fariseus estavam unidos nas diversas armadilhas que fizeram a Jesus, tentando fazer com que Ele afirmasse alguma coisa contra a Lei de Mois\u00e9s ou mesmo a favor do jugo romano. \u00c9 que eles n\u00e3o aceitavam a autoridade com que Jesus ensinava o povo, exortando-o principalmente a penit\u00eancia e ao arrependimento.<\/p>\n<p>Estes eram gente de boa fama. Cumpridores das leis de Mois\u00e9s; participantes ass\u00edduos da sinagoga; ofertantes de sacrif\u00edcios e d\u00edzimos; doadores de esmolas aos pobres; praticantes de ora\u00e7\u00f5es di\u00e1rias em particular e em p\u00fablico&#8230;. Gente boa, de religi\u00e3o intoc\u00e1vel&#8230;<\/p>\n<p>Mas Deus, que v\u00ea os cora\u00e7\u00f5es, enxerga o que olhos humanos n\u00e3o s\u00e3o capazes de ver: o \u201cincha\u00e7o espiritual\u201d que lhes dava o aparente direito de se julgarem melhores que os outros. Eram vidas aparentemente transformadas porque n\u00e3o havia arrependimento verdadeiro. Eles se julgavam justos, perfeitos, ent\u00e3o quem \u00e9 este que vem falar em arrependimento? Muitos hoje pensam tamb\u00e9m assim: n\u00e3o mato, n\u00e3o roubo, n\u00e3o bebo, n\u00e3o fumo, vou aos cultos regularmente e pago em dia a minha contribui\u00e7\u00e3o. Portanto, eu estou tranq\u00fcilo, estou salvo.<\/p>\n<p>Pessoas assim se esquecem da verdade que a B\u00edblia nos ensina do Sl 51.5: \u201cEu nasci na iniq\u00fcidade e em pecado me concebeu a minha m\u00e3e\u201d. O homem e a mulher, desde o seu nascimento, trazem dentro de si a situa\u00e7\u00e3o de pecadores.<\/p>\n<p>Fariseus, escribas e sacerdotes s\u00e3o iguais ao primeiro filho, que usa de toda boa pol\u00edtica familiar e diz estar disposto a realizar as ordens do seu pai, mas n\u00e3o vai. S\u00e3o os que prometem facilmente as coisas, prometem tudo, mas na hora do vamos ver, n\u00e3o v\u00e3o, n\u00e3o fazem, arrumam mil e uma desculpas, e ainda se consideram melhores do que os outros. Estas pessoas julgam-se justas e n\u00e3o necessitadas de seguir ou ouvir a Palavra de Deus, julgam-se salvas atrav\u00e9s das suas obras e n\u00e3o olham para a cruz de Cristo como necessitados do perd\u00e3o e da salva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>II. COM ARREPENDIMENTO<\/p>\n<p>\u201c- A\u00ed o pai foi e deu ao outro filho a mesma ordem. E este respondeu: Eu n\u00e3o quero ir. &#8211; Mas depois mudou de id\u00e9ia e foi\u201d.<\/p>\n<p>O segundo filho revela a mesma oposi\u00e7\u00e3o da natureza humana \u00e0s coisas espirituais, pois ele disse: \u201c- EU N\u00c3O QUERO IR\u201d. Mas, ent\u00e3o, o que existe de novo? Sim, algo novo acontece. \u00c9 o arrependimento produzido por Deus. \u201cMas arrependido foi executar a tarefa indicada pelo pai\u201d.<\/p>\n<p>Agora, a inten\u00e7\u00e3o \u00e9 cumprida na a\u00e7\u00e3o. A diferen\u00e7a \u00e9 esta: Deus mesmo moveu o cora\u00e7\u00e3o. O filho faz a vontade do pai depois do arrependimento. Deus transforma seus filhos em pecadores penitentes.<\/p>\n<p>Quem s\u00e3o os pecadores penitentes? \u201cPecadores penitentes s\u00e3o aqueles que se arrependem dos seus pecados, isto \u00e9, que sentem pesar por eles, e que ao mesmo tempo cr\u00eaem em Jesus Cristo seu Salvador\u201d.<\/p>\n<p>Esta convers\u00e3o \u00e9 verdadeira. N\u00e3o \u00e9 de fachada. N\u00e3o \u00e9 v\u00e3 apar\u00eancia. Esta convers\u00e3o foi operada nos cora\u00e7\u00f5es de gente m\u00e1. Eram m\u00e1 gente, antes do arrependimento; depois, foram transformadas em filhos obedientes ao Pai do c\u00e9u.<\/p>\n<p>Os publicanos e as prostitutas, dentro do povo de Israel, eram considerados pecadores p\u00fablicos e, portanto, estavam exclu\u00eddos do conv\u00edvio religioso.<\/p>\n<p>Os publicanos eram considerados pecadores impenitentes. N\u00e3o cumpriam os rituais judaicos. Entre eles estavam os cobradores de impostos, considerados pelos l\u00edderes religiosos como traidores da na\u00e7\u00e3o judaica, pois uniram-se aos romanos e colaboravam na arrecada\u00e7\u00e3o dos impostos a Roma. Tamb\u00e9m estes n\u00e3o contavam com a simpatia popular, pois cobravam sempre a mais e assim roubavam das pessoas para si. Eram considerados e tratados como ladr\u00f5es e traidores da na\u00e7\u00e3o judaica, ou seja, aliados dos romanos.<\/p>\n<p>As prostitutas ent\u00e3o, eram tanto exclu\u00eddas do conv\u00edvio social como do religioso. Eram consideradas pecadoras p\u00fablicas, pois transgrediam o sexto mandamento.<\/p>\n<p>Justamente foi dentro deste grupo que a mensagem de Jesus teve o seu efeito maior. Temos v\u00e1rios exemplos b\u00edblicos de publicanos e prostitutas que mudaram a sua vida, ap\u00f3s ouvirem a mensagem de arrependimento pregada por Jesus.<\/p>\n<p>Mateus, um dos doze disc\u00edpulos de Jesus e evangelista, \u00e9 um exemplo desta mudan\u00e7a. Ao ser chamado por Jesus n\u00e3o hesitou em deitar a sua fun\u00e7\u00e3o de cobrador de impostos e seguir o Mestre.<br \/>\nZaqueu, outro publicano, chamado por Lucas como o maioral dos publicanos, \u00e9 tamb\u00e9m um exemplo do efeito da prega\u00e7\u00e3o da mensagem por Jesus. Jesus vai ao seu encontro e hospeda-se na sua casa. Zaqueu, pela a\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo, compreendeu que a salva\u00e7\u00e3o estava chegando at\u00e9 ele, considerado pelos l\u00edderes religiosos um pecador e sem perd\u00e3o. Zaqueu muda a sua atitude de vida. Resolve dar metade dos seus bens aos mais pobres e parar de roubar das pessoas, como era o costume dos cobradores de impostos. Em outras palavras, reconhece o seu pecado, arrepende-se e conseq\u00fcentemente muda a sua forma de viver. \u00c9 uma resposta de amor ao amor generoso de Deus, que por primeiro veio ao seu encontro.<\/p>\n<p>Em Lc 7.36-50 temos o exemplo de uma prostituta que se chega a Jesus, em humildade de cora\u00e7\u00e3o e lava-lhe os seus p\u00e9s com suas l\u00e1grimas e beija-os. Jesus prontamente lhe anuncia o perd\u00e3o e a salva\u00e7\u00e3o: \u201cA tua f\u00e9 te salvou; vai-te em paz\u201d (Lc 7.50).<\/p>\n<p>Outro exemplo \u00e9 a mulher ad\u00faltera, em Jo 8.1-11. Esta mulher estava para ser condenada por adult\u00e9rio. Jesus n\u00e3o a condena e n\u00e3o permite que os l\u00edderes a condenem: \u201cNem eu t\u00e3o pouco te condeno; vai e n\u00e3o peques mais\u201d (Jo 9.11).<\/p>\n<p>Estas pessoas que acima citamos, s\u00e3o semelhantes ao filho que de um modo brusco disse ao pai: \u201cN\u00e3o quero\u201d, mas que depois se arrepende e faz a vontade do seu pai.<\/p>\n<p>Sem d\u00favida \u00e9 somente pela a\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo nos cora\u00e7\u00f5es humanos que se opera este arrependimento. \u00c9 o Esp\u00edrito Santo quem cria a f\u00e9; quem mant\u00e9m a f\u00e9; quem produz o arrependimento di\u00e1rio; quem cria cora\u00e7\u00e3o e mente novos; quem transforma; quem nos faz renunciar ao diabo, a todas as suas obras e toda a sua pompa; quem nos faz afogar, por contri\u00e7\u00e3o e arrependimento di\u00e1rios, o velho homem; quem faz sair e ressurgir novo homem; quem nos faz viver e crescer diariamente na f\u00e9 verdadeira e em boas obras diante de Deus.<\/p>\n<p>CONCLUS\u00c3O<br \/>\nTODOS N\u00d3S SOMOS FILHOS DE DEUS.<\/p>\n<p>Segundo a par\u00e1bola de Jesus, existem dois tipos de filhos. Aquele que quer fazer a vontade do Pai, mas acaba n\u00e3o cumprindo. E aquele que, apesar de dizer n\u00e3o, \u00e9 transformado para fazer. Que tipo de filho somos? Pela gra\u00e7a divina, dever\u00edamos ser o segundo filho.<\/p>\n<p>Mas esta transforma\u00e7\u00e3o est\u00e1 sendo vivida em nossos cora\u00e7\u00f5es, na nossa vida di\u00e1ria, na educa\u00e7\u00e3o dos nossos filhos, no relacionamento marido e esposa, patr\u00e3o e empregados, membro e igreja? Ou preferimos ensaiar uma vida aparentemente religiosa, mas sem f\u00e9 e arrependimento verdadeiros?<\/p>\n<p>Com o cora\u00e7\u00e3o aberto e transformado pela palavra de Deus, ajudemos o primeiro filho da par\u00e1bola, para que ele tamb\u00e9m veja o seu erro e mude. \u201cNos c\u00e9us h\u00e1 j\u00fabilo por um pecador que se arrepende\u201d.<\/p>\n<p>E, para finalizar, eu me arrisco a dizer que n\u00f3s devemos ser nem o primeiro e nem o segundo destes filhos, mas precisamos ser o terceiro filho, que n\u00e3o aparece nesta par\u00e1bola, mas que diz: &#8222;Sim&#8220; e que v\u00e1 trabalhar de boa vontade.<\/p>\n<p>Que Deus nos fa\u00e7a ser um terceiro filho desta par\u00e1bola. Am\u00e9m.<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Milton Buss Leitzke<br \/>\n<\/strong><strong>Alta Floresta \u2013 MT \u2013 Brasil<br \/>\n<\/strong><strong>Igreja Evang\u00e9lica Luterana do Brasil<br \/>\n<\/strong><strong><a href=\"mailto:milton.buss.leitzke@vsp.com.br\">milton.buss.leitzke@vsp.com.br<br \/>\n<\/a><\/strong><strong>http:\/\/www.ielb.org.br<\/strong><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>D\u00e9cimo Nono Domingo Ap\u00f3s Pentecoste | 25 de setembro de 2005 | Mateus 21.28-30 | Milton Buss Leitzke | VIDAS TRANSFORMADAS INTRODU\u00c7\u00c3O Certo comerciante tinha uma loja de pe\u00e7as de carro. O neg\u00f3cio ia bem, mas seu gerente n\u00e3o era mais de confian\u00e7a. Havia suspeitas de que ele estava roubando. 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