{"id":10778,"date":"2005-10-07T19:49:17","date_gmt":"2005-10-07T17:49:17","guid":{"rendered":"https:\/\/theologie.whp.uzh.ch\/apps\/gpi\/?p=10778"},"modified":"2025-07-14T13:32:09","modified_gmt":"2025-07-14T11:32:09","slug":"joao-8-31-36","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/joao-8-31-36\/","title":{"rendered":"Jo\u00e3o 8.31-36"},"content":{"rendered":"<h3>Dia da Reforma | 30 de outubro de 2005 | Jo\u00e3o 8.31-36 | Gilberto da Silva |<\/h3>\n<p>\u201c<em>Disse, pois, Jesus aos judeus que haviam crido nele: Se v\u00f3s permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus disc\u00edpulos; e conhecereis a verdade e a verdade vos libertar\u00e1. Responderam-lhe: Somos descend\u00eancia de Abra\u00e3o e jamais fomos escravos de algu\u00e9m; como dizes tu: Sereis livres? Replicou-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: Todo o que comete pecado \u00e9 escravo do pecado. O escravo n\u00e3o fica sempre na casa; o filho sim, para sempre. Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.<\/em>\u201d (Jo\u00e3o 8.31-36)<\/p>\n<p align=\"center\"><strong> I <\/strong><\/p>\n<p>Era o dia 31 de outubro de 1517 em Wittenberg, Alemanha. Um homem passou apressado por entre a multid\u00e3o. Estava vestido de preto, conforme o h\u00e1bito dos monges agostinianos. Dirigindo-se ao portal da igreja, ele tomou uma folha de pergaminho escrita e a afixou ali.<\/p>\n<p>Neste documento estavam escritas 95 teses, que tinham a seguinte introdu\u00e7\u00e3o: \u201cDebate sobre o esclarecimento do poder das indulg\u00eancias. Por amor \u00e0 verdade e pela necessidade de traz\u00ea-la \u00e0 luz, ser\u00e1 discutido em Wittenberg o que abaixo segue, sob a presid\u00eancia do reverendo padre Martinho Lutero. Aqueles que n\u00e3o podem debater este assunto pessoalmente conosco, poder\u00e3o faz\u00ea-lo por escrito. Em nome de nosso Senhor Jesus Cristo. Am\u00e9m!\u201d<\/p>\n<p>A a\u00e7\u00e3o de Martinho Lutero suscitou, por toda a parte, um movimento extraordin\u00e1rio entre o povo. As teses se espalharam com grande rapidez, primeiro pela Alemanha, depois por toda a Europa. O pr\u00f3prio Lutero desconhecia o efeito que estas teses iriam produzir, mas elas estavam desencadeando um processo irrevers\u00edvel que iria trazer grandes modifica\u00e7\u00f5es para a cristandade.<\/p>\n<p>Os acontecimentos, ent\u00e3o, se sucedem. Lutero participa de debates em v\u00e1rias cidades alem\u00e3s com renomados doutores da igreja. Como ningu\u00e9m conseguisse persuadi-lo, o papa o expulsa da igreja. Lutero \u00e9 ent\u00e3o intimado a comparecer perante o imperador. Ali tamb\u00e9m ele n\u00e3o se retrata. Agora, j\u00e1 com muitos colaboradores, ele leva sua obra adiante, e vamos chegar at\u00e9 a Igreja Luterana hoje.<\/p>\n<p>Tudo come\u00e7ou com o desejo de reformar a igreja. Na \u00e9poca, cometiam-se muitos erros, sendo um dos mais graves a venda de indulg\u00eancias. A indulg\u00eancia era um papel que as pessoas compravam e que dizia que determinados pecados estavam perdoados e que a pessoa tinha um lugar garantido no c\u00e9u. O lema dos padres que as vendiam era \u201cT\u00e3o logo o dinheiro na arca cair, a alma do purgat\u00f3rio h\u00e1 de sair\u201d. Para Lutero, esta situa\u00e7\u00e3o insustent\u00e1vel n\u00e3o poderia continuar.<\/p>\n<p align=\"center\"><strong> II <\/strong><\/p>\n<p>Em nosso texto do evangelho de Jo\u00e3o, Jesus tamb\u00e9m fala de uma reforma, no sentido literal da palavra. <strong>Re-formar<\/strong> significa dar ou receber uma nova forma, tornar-se outro, fazer diferente. Normalmente, a id\u00e9ia de reforma implica um movimento, um caminho, uma trajet\u00f3ria de melhora: aquilo que n\u00e3o est\u00e1 bom, que est\u00e1 estragado, corrompido, precisa ser reformado, isto \u00e9, precisa ganhar uma nova forma.<\/p>\n<p>Assim n\u00f3s entendemos a Reforma Luterana. Lutero queria reformar aquilo que estava errado na igreja de sua \u00e9poca. Como as suas id\u00e9ias de reforma n\u00e3o foram aceitas, aconteceu a separa\u00e7\u00e3o. Mas, voltando ao texto, em que sentido Jesus estaria falando de uma reforma?<\/p>\n<p>Conversando com alguns judeus que chegaram f\u00e9, Jesus diz-lhes que, se eles permanecerem na sua palavra, eles conhecer\u00e3o a verdade, e esta os libertar\u00e1. N\u00f3s sabemos, que Jesus est\u00e1 falando de si mesmo, pois ele mesmo disse: \u201cEu sou o caminho, e a verdade e a vida&#8230;\u201d (Jo 14.6). Os judeus, entretanto, n\u00e3o entendem o porqu\u00ea de uma liberta\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que eles n\u00e3o seriam escravos, mas sim homens livres. Jesus, ent\u00e3o, chama a sua aten\u00e7\u00e3o para uma escravid\u00e3o muito mais sutil e perigosa que qualquer escravid\u00e3o humana: a escravid\u00e3o do pecado. \u00c9 dela que os homens precisam ser libertados, e somente Jesus Cristo \u00e9 que pode realizar esta liberta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Um dos problemas que podemos enfrentar na reforma, por exemplo, de uma casa, \u00e9 o fato de n\u00f3s acharmos que, depois de terminados os trabalhos, tudo ficou bom e que n\u00f3s n\u00e3o precisamos fazer mais nada. Em outras palavras, n\u00f3s nos acomodamos e deixamos o barco correr. E, assim, a casa vai se deteriorando novamente. Semelhante \u00e9 o problema dos judeus que se tornaram crist\u00e3os, em nosso texto. Eles achavam que, com a convers\u00e3o, a sua trajet\u00f3ria crist\u00e3 estaria completa. Ali\u00e1s, n\u00e3o \u00e9 este um problema de todos n\u00f3s, crist\u00e3os? Facilmente n\u00f3s nos acomodamos, e esquecemos o fato de que a vida crist\u00e3, na verdade, implica uma reforma di\u00e1ria contra todos os perigos que a querem destruir.<\/p>\n<p>O pr\u00f3prio Reformador, falando sobre o batismo, formulou esta verdade no seu Catecismo Menor desta maneira: \u201cQue significa esta imers\u00e3o em \u00e1gua? Resposta: Significa que o velho homem em n\u00f3s, por contri\u00e7\u00e3o e arrependimento di\u00e1rios, deve ser afogado e morrer com todos os pecados e maus desejos, e, por sua vez, sair e ressurgir diariamente novo homem, que viva em justi\u00e7a e pureza diante de Deus eternamente.\u201d (Livro de Conc\u00f3rdia, p. 376)<\/p>\n<p>Isso quer dizer, que a nossa vida crist\u00e3 precisa estar em constante <strong>re-forma<\/strong>. Assim como Lutero viu aquilo que estava errado na igreja; julgou estas atitudes de acordo com a Palavra de Deus e agiu, desencadeando o processo da Reforma; assim tamb\u00e9m a nossa vida n\u00e3o pode ser conformada, mas deve ser um constante ver, julgar e agir de nossos pensamentos, palavras e atitudes, a fim de que n\u00e3o mais nos tornemos escravos dos poderes, dos quais Jesus Cristo nos libertou.<\/p>\n<p>Muitas pessoas n\u00e3o conseguem se olhar no espelho, pois n\u00e3o suportam o seu rosto, a n\u00e3o ser que este esteja cheio de maquiagem. Ver com os olhos da f\u00e9 significa tirar esta \u201cmaquiagem\u201d que n\u00f3s fazemos em n\u00f3s mesmos, tentando tampar os furos da nossa exist\u00eancia, tentando enganar a n\u00f3s mesmos e aos outros.<\/p>\n<p>Isto, entretanto, n\u00e3o \u00e9 tarefa f\u00e1cil. \u00c9 muito dif\u00edcil deixarmos o orgulho, gerado pelo nosso pecado. Temos, dentro de n\u00f3s, uma resist\u00eancia natural contra Deus e sua vontade. O que \u00e9 pior, muitas vezes temos esta resist\u00eancia \u201cmaquiada\u201d, porque agimos exatamente como a igreja da \u00e9poca de Lutero: fazemos o que n\u00f3s queremos, achando que com isso estamos cumprindo a vontade de Deus.<\/p>\n<p>Como \u00e9 dif\u00edcil reconhecermos que estamos errados. A hist\u00f3ria da queda em pecado demonstra bem esta fraqueza humana. Ao ser chamado por Deus \u00e0 responsabilidade, o homem colocou a culpa na sua mulher. A mulher, por sua vez, colocou a culpa na serpente. O Reformador expressou este dilema por meio da famosa f\u00f3rmula: o crist\u00e3o \u00e9 ao mesmo tempo justo e pecador.<\/p>\n<p>N\u00f3s podemos enganar a n\u00f3s mesmos, \u00e0s outras pessoas, mas a Deus nunca. Por isso, se queremos nos enxergar e saber quem somos e o que fazemos, precisamos nos ver com os olhos de Deus.<\/p>\n<p align=\"center\"><strong> III <\/strong><\/p>\n<p>Para que isto seja poss\u00edvel, n\u00f3s temos um par\u00e2metro, uma norma, que \u00e9 a Palavra de Deus. Usando a Palavra de Deus como \u00fanica regra e norma, Lutero julgou erradas as atitudes da igreja em sua \u00e9poca. A Palavra de Deus diz que \u201c&#8230;o homem \u00e9 justificado pela f\u00e9, independentemente das obras da lei\u201d (Rm 3.28). Em outras palavras, a salva\u00e7\u00e3o est\u00e1 somente em Cristo, no seu sacrif\u00edcio em nosso favor, e n\u00e3o naquilo que n\u00f3s fazemos ou deixamos de fazer.<\/p>\n<p>Tudo come\u00e7a com a justifica\u00e7\u00e3o pela f\u00e9, esta verdade b\u00edblica que foi t\u00e3o importante para Lutero. Esta verdade nos liberta, nos d\u00e1 a certeza da liberdade, pois ela diz que o chegar \u00e0 f\u00e9 n\u00e3o depende de n\u00f3s. \u00c9 presente de Deus, \u00e9 gra\u00e7a pura. \u00c9 o Esp\u00edrito Santo que age em nosso cora\u00e7\u00e3o e o <strong>re-forma<\/strong>. \u00c9 isto mesmo. Deus Esp\u00edrito Santo faz uma <strong>re-forma<\/strong> completa em nosso cora\u00e7\u00e3o. Esta reforma \u00e9 que nos possibilita vermos o nosso pecado, julgarmos a nossa vida. O ap\u00f3stolo Paulo disse: \u201cSe algu\u00e9m est\u00e1 em Cristo, \u00e9 nova criatura: as coisas antigas j\u00e1 passaram; eis que se fizeram novas\u201d. (2 Co 5.17)<\/p>\n<p>A justifica\u00e7\u00e3o pela f\u00e9, tema central da Reforma Luterana, marca o in\u00edcio da vida crist\u00e3o, o primeiro passo, o presente de Deus, sem o qual n\u00f3s estar\u00edamos perdidos. Mas ela n\u00e3o fica sozinha. A santifica\u00e7\u00e3o deve acompanhar a justifica\u00e7\u00e3o. Isto quer dizer que a reforma do cora\u00e7\u00e3o continua. Jesus diz em nosso texto: \u201cSe v\u00f3s permanecerdes na minha palavra&#8230;\u201d Isto implica continuidade, perseveran\u00e7a, luta. A Reforma Luterana n\u00e3o terminou com as 95 teses. Muito pelo contr\u00e1rio, aquelas teses foram apenas o in\u00edcio de um longo caminho. Um caminho, sem d\u00favida, vitorioso, mas tamb\u00e9m cheio de espinhos e de sofrimento.<\/p>\n<p>Assim tamb\u00e9m \u00e9 a nossa vida crist\u00e3, que foi <strong>re-formada<\/strong> pelo Esp\u00edrito Santo. A sua obra n\u00e3o termina na convers\u00e3o; ela continua, pois \u00e9 necess\u00e1rio permanecer na Palavra. \u00c9 necess\u00e1rio lutar contra o pecado, contra as for\u00e7as que trabalham para nos afastar de nosso Salvador Jesus Cristo. Por isso, <strong>re-forma<\/strong> significa algo di\u00e1rio na vida de todos n\u00f3s. Consolador \u00e9 saber que a for\u00e7a necess\u00e1ria para esta reforma constante n\u00e3o prov\u00e9m de n\u00f3s mesmos, mas sim do Esp\u00edrito Santo. Assim como ele nos chamou \u00e0 f\u00e9 em Jesus Cristo por meio da sua Palavra, ele nos conserva nesta f\u00e9 e reforma a nossa vida, por meio da mesma Palavra. Esta \u00e9 a Palavra da verdade, pois ela nos leva a Jesus Cristo. Nesta Palavra conv\u00e9m permanecer. Isto vale para a Igreja Luterana e para cada um de n\u00f3s. Que o Senhor, nosso Pai celestial, nos d\u00ea for\u00e7as, atrav\u00e9s do Esp\u00edrito Santo, para que permane\u00e7amos nesta Palavra. Am\u00e9m.<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Lutherische Theologische Hochschule Oberursel<br \/>\nLehrstuhl f\u00fcr Historische Theologie Dr. Gilberto da Silva, M.S.T.<br \/>\nAltk\u00f6nigstra\u00dfe 150<br \/>\n61440 Oberursel<br \/>\nTel.: 06171 9127-63 (d.) 508213 (p.)<br \/>\nFax: 01212 510434579<br \/>\nEmail: <a href=\"mailto:dasilva.g@lthh-oberursel.de\">dasilva.g@lthh-oberursel.de<br \/>\n<\/a> <\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dia da Reforma | 30 de outubro de 2005 | Jo\u00e3o 8.31-36 | Gilberto da Silva | \u201cDisse, pois, Jesus aos judeus que haviam crido nele: Se v\u00f3s permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus disc\u00edpulos; e conhecereis a verdade e a verdade vos libertar\u00e1. 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