{"id":10966,"date":"2021-02-07T19:49:05","date_gmt":"2021-02-07T19:49:05","guid":{"rendered":"https:\/\/theologie.whp.uzh.ch\/apps\/gpi\/?p=10966"},"modified":"2023-02-04T09:04:31","modified_gmt":"2023-02-04T08:04:31","slug":"marcos-1-21-28-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/marcos-1-21-28-2\/","title":{"rendered":"Marcos 1.21-28"},"content":{"rendered":"<div align=\"left\">\n<h3 align=\"left\"><span style=\"color: #000099;\"><b>Quarto Domingo de Epifania &#8211; 29 de janeiro de 2006<br \/>\nS\u00e9rie Trienal B &#8211; Marcos 1.21-28, Marcos Schmidt<\/b><\/span><\/h3>\n<hr \/>\n<p align=\"left\"><strong>Tema: Autorizados para abrir e fechar o c\u00e9u. Um poder que se manifesta no amor. <\/strong><\/p>\n<p><strong>Introdu\u00e7\u00e3o ao Culto: <\/strong><\/p>\n<p>No <strong>primeiro culto neste per\u00edodo ap\u00f3s Epifania,<\/strong> ouvimos a hist\u00f3ria do BATISMO de Jesus. Neste dia o c\u00e9u se abriu e do alto Jesus foi \u201coficialmente\u201d manifestado como o Salvador do mundo. Assim, o Filho de Deus deu in\u00edcio ao seu minist\u00e9rio aqui na terra.<\/p>\n<p>No <strong>segundo culto ap\u00f3s Epifania<\/strong> podemos destacar a promessa do Evangelho, de que n\u00e3o s\u00f3 entraremos neste c\u00e9u que foi aberto, mas j\u00e1 podemos v\u00ea-lo aberto aqui na terra e viver crendo nisto. E isto acontece atrav\u00e9s da f\u00e9 que temos nas promessas de Deus. \u00c9 desta forma que podemos aceitar o chamado de Jesus &#8211; de sermos disc\u00edpulos e testemunhas dele.<\/p>\n<p>No culto passado, o <strong>terceiro ap\u00f3s Epifania,<\/strong> vimos que quando Deus nos chama para este discipulado, n\u00e3o podemos e nem queremos fugir. A exemplo do profeta Jonas, engolido pelo peixe.<\/p>\n<p>No culto de hoje queremos compreender um pouco mais sobre este chamado que Deus nos faz. Na verdade, assim acontece a Epifania, ou a revela\u00e7\u00e3o do amor de Deus. Atrav\u00e9s de nosso comprometimento.<\/p>\n<p>Os textos b\u00edblicos deste 4\u00ba Domingo ap\u00f3s Epifania podem nos oferecer respostas para tr\u00eas perguntas: <strong>1) <\/strong>Quem tem autoridade para ser testemunha de Jesus; <strong>2)<\/strong> O qu\u00ea e como testesmunhar; <strong>3)<\/strong> E qual a rea\u00e7\u00e3o das pessoas diante do nosso testemunho?<\/p>\n<p><strong>Introdu\u00e7\u00e3o ao serm\u00e3o: <\/strong><\/p>\n<p>Meses atr\u00e1s o Brasil todo, que acompanhou a CPI dos Correios e do Mensal\u00e3o, ficou admirado quando o ex-Deputado Roberto Jefferson falava. Ele discursava de uma forma que fazia as pessoas ficarem completamente atentas. Todos elogiavam a desenvoltura de Jefferson em seus discursos. E o reconhecimento foi un\u00e2nime, de um homem que sabe se comunicar, que tem dom\u00ednio da palavra e dom\u00ednio sobre o p\u00fablico.<\/p>\n<p>Mas faltava para este homem algo fundamental: ele n\u00e3o tinha autoridade para falar \u2013 atr\u00e1s de seus discursos tinha muita mentira e corrup\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O Evangelho de hoje tamb\u00e9m reconhece o dom\u00ednio da comunica\u00e7\u00e3o de algu\u00e9m que sabia falar muito bem. Lemos que <strong><em>\u201cas pessoas que o escutavam ficaram muito admiradas com a sua maneira de ensinar. \u00c9 que Jesus ensinava com a autoridade dele mesmo e n\u00e3o como os mestres da Lei\u201d<\/em><\/strong> (Mc 1.22).<\/p>\n<p><strong>\u201cJesus ensinava com a autoridade dele mesmo\u201d. <\/strong><\/p>\n<p>Isto n\u00e3o nos surpreende, afinal n\u00f3s sabemos quem \u00e9 Jesus. Se ele estivesse aqui falando pessoalmente, estar\u00edamos como aquelas pessoas &#8211; admiradas, maravilhadas, de \u201cboca aberta\u201d.<\/p>\n<p>No entanto, existe grande diferen\u00e7a entre ter desenvoltura para falar e ter autoridade para falar. Especialmente quando o assunto \u00e9 a Palavra de Deus.<\/p>\n<p>N\u00f3s sabemos muito bem da import\u00e2ncia do dom e das t\u00e9cnicas da comunica\u00e7\u00e3o. Para isto n\u00e3o faltam livros e cursos que ajudam aqueles que trabalham no ramo da comunica\u00e7\u00e3o ou dependem dela. Mas n\u00e3o \u00e9 a boa comunica\u00e7\u00e3o que d\u00e1 garantias da autoriza\u00e7\u00e3o para pregar a Palavra de Deus. Um exemplo est\u00e1 em Mois\u00e9s. Ele se expressava com dificuldade, era meio gago, mas recebeu de Deus a tarefa de falar com Fara\u00f3.<\/p>\n<p>Muitos pastores e pregadores se comunicam muito bem e conseguem cativar multid\u00f5es, mas n\u00e3o t\u00eam autoridade para pregar a Palavra de Deus. Isto porque s\u00e3o falsos pregadores, enganam usando o nome de Deus. O pr\u00f3prio ex-deputado J\u00e9ferson, falava bem, mas enganava e mentia em seus discursos.<\/p>\n<p>No texto que ouvimos em Deuteron\u00f4mio, percebemos a indigna\u00e7\u00e3o do Senhor contra os falsos profetas que n\u00e3o receberam autoriza\u00e7\u00e3o para falar em nome Dele:<\/p>\n<p><strong><em>\u201cSe um profeta tiver o atrevimento de dar uma mensagem em meu nome, quando eu n\u00e3o lhe tiver dito nada, ou se ele falar em nome de outros deuses, dever\u00e1 ser morto\u201d<\/em><\/strong> (Deuteron\u00f4mio 18.20)<\/p>\n<p><strong>Diante disto, \u00e9 importante ter a resposta desta pergunta: quem tem autoridade para falar em nome de Deus? <\/strong><\/p>\n<p>No caso de Jesus, ele tinha uma autoridade que vinha dele mesmo. Ele \u00e9 o pr\u00f3prio Deus e quando esteve visivelmente em pessoa, falava por ele mesmo. \u00c9 sobre Jesus que se refere o texto de Deuteron\u00f4mio: <strong><em>\u201cDo meio de voc\u00eas Deus escolher\u00e1 para voc\u00eas um profeta que ser\u00e1 parecido comigo, e voc\u00eas v\u00e3o lhe obedecer\u201d<\/em><\/strong> (Dt 18.15).<\/p>\n<p>Profetas, ap\u00f3stolos, sacerdotes, evangelistas, pastores&#8230; S\u00e3o v\u00e1rios nomes que a B\u00edblia confere \u00e0queles que, em nome de Deus, falavam e pregavam com autoridade divina.<\/p>\n<p>E hoje? Como isto funciona?<\/p>\n<p>Lutero no <strong>Catecismo Menor<\/strong> responde esta pergunta ao definir esta autoridade de: &#8211; <strong>Of\u00edcio das Chaves<\/strong>.<\/p>\n<p>Na pergunta \u201co que \u00e9 o of\u00edcio das chaves\u201d, Lutero escreve:<br \/>\n<em>\u00c9 o poder peculiar (\u00fanico) que Cristo deu \u00e0 sua igreja na terra, para perdoar os pecados aos pecadores penitentes (arrependidos) e ret\u00ea-los aos impenitentes (n\u00e3o arrependidos) enquanto n\u00e3o se arrependerem<\/em>.<\/p>\n<p>Lutero se baseia no Evangelho de Jo\u00e3o, onde Jesus disse aos disc\u00edpulos: <strong><em>\u201cRecebam o Esp\u00edrito Santo. Se voc\u00eas perdoarem os pecados de algu\u00e9m, esses pecados s\u00e3o perdoados; mas se n\u00e3o perdoarem, eles n\u00e3o s\u00e3o perdoados. <\/em><\/strong><\/p>\n<p>E tamb\u00e9m conforme o que Jesus disse a Pedro em <strong>Mateus<\/strong><strong> 16<\/strong>:<em>\u201cEu lhe darei as <strong>chaves do Reino do C\u00e9u<\/strong>\u201d. <\/em><\/p>\n<p>No entanto, hoje, de que maneira Deus escolhe profetas, disc\u00edpulos? Na B\u00edblia vemos que Deus chamava de uma forma muito direta! Deus chamava atrav\u00e9s de vis\u00f5es, sonhos, ou mesmo conversando. No caso de Jesus, ele mesmo, em pessoa escolheu seus ap\u00f3stolos!<\/p>\n<p>Mas, e hoje? De que maneira o Marcos aqui (pastor que est\u00e1 pregando) tem certeza que foi escolhido para ser pastor, ou mesmo estar aqui em cima deste p\u00falpito com autoridade para pregar este serm\u00e3o?<\/p>\n<p>Na verdade, quem tem autoridade para pregar a Palavra de Deus n\u00e3o \u00e9 o pastor, mas \u00e9 a igreja, s\u00e3o os crist\u00e3os. S\u00e3o todos aqueles que t\u00eam o c\u00e9u aberto (Evangelho do 1\u00ba Dom ap\u00f3s Epifania), aqueles que t\u00eam as chaves do reino de Deus.<\/p>\n<p>Se eu estou aqui neste p\u00falpito, \u00e9 porque Deus entregou as chaves do c\u00e9u para voc\u00eas. E conforme este poder que Deus lhes conferiu, voc\u00eas me chamaram em nome Dele para ser o pastor de voc\u00eas. <strong>\u00c9 o minist\u00e9rio pastoral. <\/strong><\/p>\n<p>Esta doutrina do minist\u00e9rio pastoral \u00e9 explicada no Catecismo Menor, neste artigo do Of\u00edcio das Chaves. Na pergunta <strong><em>o que cr\u00eas segundo estas palavras, <\/em><\/strong> Lutero responde:<\/p>\n<p><em>\u201ccreio que tudo quanto os ministros de Cristo, devidamente chamados, fazem conosco por sua ordem divina, \u00e9 t\u00e3o v\u00e1lido e certo no pr\u00f3prio c\u00e9u, como se Cristo mesmo, nosso Senhor, tratasse pessoalmente conosco&#8230;\u201d <\/em><\/p>\n<p>\u00c9 muito importante para todos n\u00f3s, membros e pastores, entendermos isto. Deste privil\u00e9gio e ao mesmo tempo desta responsabilidade. Afinal, podemos <em>abrir o c\u00e9u e fechar o c\u00e9u<\/em>. Podemos salvar algu\u00e9m e podemos condenar algu\u00e9m eternamente.<\/p>\n<p>Na verdade, \u00e9 um poder que temos contra Satan\u00e1s e contra todo o seu poder. Ou como Jesus mesmo disse: <strong><em>nem as portas do inferno prevalecer\u00e3o contra a igreja<\/em><\/strong> ( Mateus 16.18).<\/p>\n<p>Assim, reconhecendo este privil\u00e9gio e responsabilidade, a primeira coisa que queremos fazer \u00e9 usar estas chaves. E usar com muito cuidado e dedica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Isto me faz lembrar um fato que aconteceu comigo dias atr\u00e1s. A chave do meu carro foi esquecida dentro dele. O controle autom\u00e1tico foi acionado e o carro ficou trancado com a chave no seu interior. Estava em outra cidade, n\u00e3o tinha a c\u00f3pia, e a solu\u00e7\u00e3o foi arrombar a porta do ve\u00edculo.<\/p>\n<p>Na igreja acontece algo semelhante. Temos uma chave com um controle autom\u00e1tico de abrir e fechar o c\u00e9u. \u00c9 preciso ter um grande cuidado. Ou ent\u00e3o ficaremos a p\u00e9, j\u00e1 que neste caso n\u00e3o existe outra chave e n\u00e3o tem como arrombar a porta do reino dos c\u00e9us.<\/p>\n<p>O que estou querendo dizer \u00e9 o seguinte: a igreja (entenda-se aqui \u201cigreja\u201d) \u00e9 como um carro que nos leva para o c\u00e9u, um carro que j\u00e1 neste mundo nos conduz para muitas b\u00ean\u00e7\u00e3os celestiais. Mas se descuidarmos &#8211; por ignor\u00e2ncia, omiss\u00e3o, despreocupa\u00e7\u00e3o ou maldade, podemos ficar na estrada, tanto n\u00f3s como aqueles que est\u00e3o de carona (nossa fam\u00edlia, nossos amigos, nossos vizinhos, nossos congregados&#8230;)<\/p>\n<p>Em outras palavras, se n\u00e3o usarmos a nossa vida para o servi\u00e7o de Deus, se nos omitirmos em nossos compromissos crist\u00e3os, ent\u00e3o Deus, o dono da igreja, ter\u00e1 que transferir esta autoridade para outras pessoas.<\/p>\n<p>Por isto, n\u00e3o basta apenas ter as chaves do reino dos c\u00e9us. \u00c9 preciso tamb\u00e9m saber us\u00e1-las!<\/p>\n<p>A\u00ed ent\u00e3o vem a outra pergunta:<br \/>\n<strong>&#8211; O qu\u00ea e como falar? O qu\u00ea e como usar esta responsabilidade? <\/strong><\/p>\n<p><strong> O qu\u00ea falar<\/strong> est\u00e1 muito evidente. \u00c9 preciso falar o que Jesus falou, aquilo que Deus mandou falar. E este ensino est\u00e1 na B\u00edblia, a Palavra de Deus.<\/p>\n<p>No Evangelho do culto passado ouvimos que a primeira prega\u00e7\u00e3o de Jesus foi: \u201c<strong><em>Arrependam-se dos seus pecados e creiam na mensagem de salva\u00e7\u00e3o\u201d<\/em><\/strong> (Marcos 1.14)<strong><em> .<\/em><\/strong><\/p>\n<p>O ensino da Palavra de Deus, na verdade, deve estar fundamentado nestes dois pilares: arrependimento dos pecados e f\u00e9 na mensagem de salva\u00e7\u00e3o. \u00c9 a lei e o evangelho.<\/p>\n<p>A nossa igreja luterana sempre teve uma preocupa\u00e7\u00e3o muito grande no entendimento e no ensino correto da lei e do evangelho. Afinal, sem esta compreens\u00e3o, n\u00e3o existe \u201cchave do c\u00e9u\u201d. Sem a correta compreens\u00e3o de lei e evangelho, na hora de abrir o c\u00e9u, a chave pode fechar indevidamente, e na hora de fechar o c\u00e9u, a chave pode abrir indevidamente.<\/p>\n<p>Vou dar um exemplo:<br \/>\nSe um crist\u00e3o estiver vivendo em pecado, e n\u00e3o reconhece seu erro, e ele ouvir de n\u00f3s que \u201ctodos pecam e Jesus \u00e9 o Salvador dele\u201d, aqui o evangelho est\u00e1 sendo pregado de maneira inadequada. Ele precisa antes saber que o pecado afasta de Deus e condena&#8230;<\/p>\n<p>J\u00e1 se um crist\u00e3o estiver arrependido de seu pecado e ele ouvir de n\u00f3s que \u201cdeve agora fazer alguma coisa para compensar este pecado, participar mais da igreja, fazer isto e aquilo\u201d, \u00e9 a lei sendo pregada de forma errada.<\/p>\n<p>Como \u00e9 importante ter a chave certa para cada ocasi\u00e3o, no momento pr\u00f3prio quando \u00e9 preciso fechar e no momento pr\u00f3prio quando \u00e9 preciso abrir &#8211; a lei e o evangelho.<\/p>\n<p>Sim, \u00e9 preciso ter esta sabedoria. Mas que n\u00e3o vem da intelig\u00eancia humana. Ou como disse Jesus para Pedro, <strong><em>\u201cvoc\u00ea \u00e9 feliz porque esta verdade n\u00e3o foi revela a voc\u00ea por nenhum ser humano, mas veio diretamente do meu Pai, que est\u00e1 no c\u00e9u\u201d<\/em><\/strong> ( Mateus 16.17).<\/p>\n<p>Ou como tamb\u00e9m explicou Lutero no Catecismo Menor: <em>Creio que por minha pr\u00f3pria raz\u00e3o ou for\u00e7a n\u00e3o posso compreender isto, mas o Esp\u00edrito Santo me chamou, me iluminou&#8230; <\/em><\/p>\n<p>No entanto, n\u00e3o basta apenas saber pregar lei e evangelho \u2013 ter esta sabedoria. \u00c9 preciso tamb\u00e9m saber \u201cviver\u201d lei e evangelho. E o segredo disto est\u00e1 numa outra chave: a chave do amor.<\/p>\n<p>\u00c9 disto que est\u00e1 falando o ap\u00f3stolo Paulo, na Ep\u00edstola de hoje (1 Cor\u00edntios 8). Ele usa o exemplo do comportamento crist\u00e3o no uso da comida. Hoje poder\u00edamos comparar o que Paulo escreve neste cap\u00edtulo, com aquilo que acontece com certos crist\u00e3os, que pensam que comer isto ou aquilo \u00e9 pecado.<\/p>\n<p>Estas pessoas n\u00e3o t\u00eam o devido conhecimento de lei e evangelho. S\u00e3o \u201cfracos na f\u00e9\u201d, conforme diz Paulo.<\/p>\n<p>E para que estes fracos na f\u00e9 n\u00e3o percam de fez esta chama que fumega, o ap\u00f3stolo tem aqui uma palavra para os \u201cfortes no conhecimento\u201d &#8211; que podem estar fracos no amor. Ele lembra: \u201c<strong><em>a pessoa que pensa que sabe alguma coisa ainda n\u00e3o tem a sabedoria que precisa\u201d.<\/em><\/strong> (v.2)<\/p>\n<p>Ele diz que: <strong><em>\u201cesse tipo de conhecimento enche a pessoa de orgulho, mas o amor nos faz progredir na f\u00e9\u201d.<\/em><\/strong> (v. 1)<\/p>\n<p>E a recomenda\u00e7\u00e3o do ap\u00f3stolo ent\u00e3o \u00e9:<br \/>\n<strong><em>\u201cTenham cuidado para que essa liberdade de voc\u00eas n\u00e3o fa\u00e7a de voc\u00eas com que os fracos na f\u00e9 caiam em pecado\u201d<\/em><\/strong> (v.9)<\/p>\n<p>A\u00ed est\u00e1 uma coisa que precisamos nos dar conta: Se somos um igreja que tem motivos para se orgulhar na doutrina e na clara distin\u00e7\u00e3o entre lei e evangelho, parece que n\u00e3o temos muitos motivos para nos orgulhar muito no procedimento do amor. Isto porque a nossa liberdade tantas vezes agride, se omite, cruza os bra\u00e7os e se ausenta diante das dificuldades do pr\u00f3ximo e da mis\u00e9ria e da fraqueza alheia.<\/p>\n<p>Aqui, portanto, est\u00e1 uma coisa que precisamos dar mais aten\u00e7\u00e3o: a chave que abre o c\u00e9u \u00e9 o amor. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o conhecimento b\u00edblico e a doutrina. Mas o amor. O amor que vem da f\u00e9 em Jesus Cristo, que vem do arrependimento e do perd\u00e3o. O amor que aparece na forma como tratamos o semelhante, da maneira como nos relacionamos&#8230;<\/p>\n<p>Assim respondemos esta pergunta:<br \/>\n<strong>&#8211; Como falar, como testemunhar? <\/strong><\/p>\n<p>Falamos com a autoridade do amor!<\/p>\n<p>N\u00e3o foi por nada que Paulo escreveu aqui, nesta 1\u00aa carta ao cor\u00edntios, um cap\u00edtulo todo dedicado ao amor, o cap\u00edtulo 13. <strong><em>\u201cEu poderia falar todas as l\u00ednguas que s\u00e3o faladas na terra e no c\u00e9u,\u201d<\/em><\/strong> diz o ap\u00f3stolo, <strong><em>\u201cmas se n\u00e3o tivesse amor, as minhas palavras seriam como o som de um gongo ou como o barulho de um sino\u201d. <\/em><\/strong><\/p>\n<p>E \u00e9 somente desta forma, pela linguagem do amor, que as pessoas v\u00e3o ficar admiradas com a nossa maneira de fala. As t\u00e9cnicas de comunica\u00e7\u00e3o ajudam bastante. Mas logo logo as pessoas descobrem se temos ou n\u00e3o autoridade, isto \u00e9, o amor do Senhor Jesus.<\/p>\n<p>A nossa vida crist\u00e3 \u00e9 assim. Com o tempo as pessoas percebem o que pe verdadeiro e o que \u00e9 simula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Foi isto que fez Roberto Jefferson perder sua autoridade.<br \/>\nFoi esta a diferen\u00e7a entre Jesus e os Mestres da Lei.<\/p>\n<p>E devemos estar preparados para dois tipos de rea\u00e7\u00e3o quando seguirmos o caminho verdadeiro do amor. No texto do Evangelho, no momento quando Jesus usou sua autoridade e pregou o amor, percebemos estes dois tipos de rea\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<ul>\n<li><em> a rea\u00e7\u00e3o do esp\u00edrito imundo &#8211; um dem\u00f4nio que<br \/>\n<\/em><em> se revolta, <\/em><\/li>\n<\/ul>\n<ul>\n<li><em> e a rea\u00e7\u00e3o das pessoas que ficaram admiradas e<br \/>\n<\/em><em> creram.<\/em><\/li>\n<\/ul>\n<p>Dois tipos de comportamento que traduzem muito bem o que a Palavra de Deus produz na vida das pessoas \u2013 admira\u00e7\u00e3o e rejei\u00e7\u00e3o, f\u00e9 e descren\u00e7a. E o crist\u00e3o que testemunha, que usa a sua chave, precisa estar preparado para isto.<\/p>\n<p>E acima de tudo, precisa saber que n\u00e3o \u00e9 a palavra dele que est\u00e1 sendo aceita ou rejeitada, mas \u00e9 a palavra de Deus. O crist\u00e3o n\u00e3o passa de um entregador de recados, um mensageiro, um carteiro&#8230; Mas um importante instrumento nas m\u00e3os de Deus.<\/p>\n<p>Caros irm\u00e3os e irm\u00e3s, mesmo quando o mundo n\u00e3o reconhece a autoridade que temos \u2013 um poder que vem de Deus, esta \u00e9 a nossa tarefa: abrir e fechar o c\u00e9u.<\/p>\n<p>Aqui est\u00e1 a Palavra de Deus (mostrar a B\u00edblia) e aqui est\u00e1 a chave (mostrar uma chave). E aqui est\u00e1 o amor (apontar para o cora\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<p>Na verdade, isto \u00e9 Epifania&#8230;<\/p>\n<p>Am\u00e9m!<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Pastor Marcos Schmidt<br \/>\n<\/strong><strong>Igreja Evang\u00e9lica Luterana do Brasil<br \/>\n<\/strong><strong>Congrega\u00e7\u00e3o S\u00e3o Paulo<br \/>\n<\/strong><strong>Novo Hamburgo, RS<br \/>\n<\/strong><a href=\"mailto:marsch@terra.com.br\"><strong>marsch@terra.com.br<\/strong><\/a><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quarto Domingo de Epifania &#8211; 29 de janeiro de 2006 S\u00e9rie Trienal B &#8211; Marcos 1.21-28, Marcos Schmidt Tema: Autorizados para abrir e fechar o c\u00e9u. Um poder que se manifesta no amor. Introdu\u00e7\u00e3o ao Culto: No primeiro culto neste per\u00edodo ap\u00f3s Epifania, ouvimos a hist\u00f3ria do BATISMO de Jesus. Neste dia o c\u00e9u se [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":8264,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[37,727,120,853,108,633,3,112,109,126,1158],"tags":[],"beitragende":[],"predigtform":[],"predigtreihe":[],"bibelstelle":[],"class_list":["post-10966","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-markus","category-archiv","category-bes_gelegenheiten","category-bibel","category-current","category-kapitel-01-chapter-01-markus","category-nt","category-port","category-predigten","category-predigtreihen","category-serie-trienal-b"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10966","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10966"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10966\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16436,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10966\/revisions\/16436"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8264"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10966"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10966"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10966"},{"taxonomy":"beitragende","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/beitragende?post=10966"},{"taxonomy":"predigtform","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/predigtform?post=10966"},{"taxonomy":"predigtreihe","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/predigtreihe?post=10966"},{"taxonomy":"bibelstelle","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/bibelstelle?post=10966"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}