{"id":11025,"date":"2021-02-07T19:49:06","date_gmt":"2021-02-07T19:49:06","guid":{"rendered":"https:\/\/theologie.whp.uzh.ch\/apps\/gpi\/?p=11025"},"modified":"2023-02-02T22:25:50","modified_gmt":"2023-02-02T21:25:50","slug":"marcos-827-38","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/marcos-827-38\/","title":{"rendered":"Marcos 8:27-38"},"content":{"rendered":"<div align=\"left\">\n<h3 style=\"text-align: left;\" align=\"center\">Segundo Domingo de Quaresma \u2013 12 de Mar\u00e7o de 2006<br \/>\nS\u00e9rie Trienal B \u2013 Marcos 8:27-38 \u2013 Jos\u00e9 Arag\u00e3o<\/h3>\n<hr \/>\n<p align=\"center\"><strong>O Esc\u00e2ndalo da Quaresma <\/strong><\/p>\n<p><strong>Sobre o contexto lit\u00fargico das leituras da S\u00e9rie Trienal B para o segundo domingo de Quaresma: <\/strong><\/p>\n<p>Nossa caminhada na quaresma continua na maneira como seguimos o nosso Deus que se dirige a sua cruz. Ele tem que sofrer muitas coisas e morrer, e no terceiro dia ser ressurgir do mundo dos mortos. As palavras de Davi no Salmo de hoje encontra o cumprimento delas no sofrimento de Jesus: \u201cAtende o meu clamor, pois me vejo muito fraco. Livra-me dos meus perseguidores, porque s\u00e3o mais fortes do que eu. Tira a minha alma do c\u00e1rcere, para que eu d\u00ea gra\u00e7as ao teu nome; os justos me rodear\u00e3o, quando me fizeres esse bem\u201d (Sl 142.6-7).<\/p>\n<p>O Gradual conduz a nos focar sobre Jesus, como ele suportou a cruz e foi desprezado em sua vergonha (Hb 12.2). A Quaresma \u00e9 um tempo que n\u00f3s nos focamos sobre o arrependimento e na profundidade da agonia sofrida por Jesus. A realidade da Quaresma nos \u00e9 trazida pelas palavras da Ep\u00edstola: \u201cMas Deus prova o seu pr\u00f3prio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por n\u00f3s, sendo n\u00f3s ainda pecadores\u201d (Rm 5.8).<\/p>\n<p>A coleta de hoje, inicia com palavras sobre a miss\u00e3o de Jesus: &#8222;O Deus cuja gl\u00f3ria sempre \u00e9 ter miseric\u00f3rdia\u201d. A miseric\u00f3rdia de Cristo subjuga, como \u00e9 de boa vontade e sem pecado ele \u00e9 perfeitamente obediente, mesmo que isto custe a morte.<\/p>\n<p><strong> O Esc\u00e2ndalo da Paix\u00e3o de Jesus \u00e9 Nossa Paix\u00e3o para Servir e Segu\u00ed-lo. <\/strong><\/p>\n<p>H\u00e1 dois anos atr\u00e1s, o filme \u201cA Paix\u00e3o de Cristo\u201d era uma parte comum em conversas. Muitos se perguntavam, voc\u00ea viu aquilo? O que pensou sobre isso? Cr\u00edticos diziam que o filme era muito violento e muito dram\u00e1tico. As cenas de tortura e crucifica\u00e7\u00e3o eram muito longas e sangrentas. Foi visto como impr\u00f3prio para crian\u00e7as e at\u00e9 mesmo para alguns adultos. Para outros, muito ofensivo, exagerado!<\/p>\n<p>A Paix\u00e3o de Cristo foi um choque ineg\u00e1vel para a maioria daqueles que o viu. Ficaram chocados com a viol\u00eancia e brutalidade. O que Jesus fez por n\u00f3s? O mundo ficou at\u00e9 mesmo chocado ao sugerir que esse pre\u00e7o fosse pago pela salva\u00e7\u00e3o da humanidade.<\/p>\n<p>H\u00e1 rea\u00e7\u00f5es semelhantes para outros tipos de choque: &#8222;N\u00e3o pode custar tanto!\u201d \u201cDeve haver um engano!\u201d &#8222;N\u00e3o tem como negociar um pre\u00e7o melhor\u201d. \u00c8 o que dizemos quando compramos um produto, que achamos caro. Mas se necessitamos, aceitamos que deve haver uma maneira de pag\u00e1-lo.\u201d O homem tem uma id\u00e9ia de quanto custa a sua salva\u00e7\u00e3o, mas nem sempre \u00e9 o certo, por causa das \u201cobras\u201d. Assim, \u00e9 necess\u00e1rio ver que Jesus o foi pre\u00e7o da salva\u00e7\u00e3o de Deus.<\/p>\n<p><strong> 1. O Filho do Homem deve sofrer muitas cosias (v 31) <\/strong><\/p>\n<p>Jesus deve sofrer e morrer muitas coisas por causa do pecado da humanidade. Assim, s\u00e3o necess\u00e1rios o sofrimento, a cruz, morte e abandono. Ser rejeitado pelos anci\u00e3os, sacerdotes principais e mestres da lei (v 31), porque seu pre\u00e7o de Salva\u00e7\u00e3o choca-os.<\/p>\n<p>A gra\u00e7a parece barata e at\u00e9 f\u00e1cil para o homem natural. Pois, o pre\u00e7o da salva\u00e7\u00e3o, dizem eles, \u00e9 muito elevado: guarde a lei com cuidado dizem eles. Ironicamente, o pre\u00e7o era realmente muito barato: seu pr\u00f3prio esfor\u00e7o sem valor tentando alcan\u00e7ar a santa exig\u00eancia de Deus de forma perfeita.<\/p>\n<p>Que ele morra, este n\u00e3o me serve, \u00e9 muito escandaloso (v 31)! Entretanto, h\u00e1 a necessidade de morte: \u201c<em>pois o sal\u00e1rio do pecado \u00e9 a morte<\/em>\u201d (Rm 6.23). N\u00e3o h\u00e1 outro caminho para a salva\u00e7\u00e3o, \u00e9 necess\u00e1ria a rejei\u00e7\u00e3o final do Pai e ap\u00f3s tr\u00eas dias, ressurgir novamente (v 31).<\/p>\n<p>Os disc\u00edpulos parecem n\u00e3o ouvir e esquecem esta parte. Tudo que eles podiam ouvir naquele momento era o pre\u00e7o que Jesus dizia que pagaria, e ent\u00e3o, Pedro sofre severo choque ao ouvir as palavras de Jesus.<\/p>\n<p><strong> 2. \u201cNunca Senhor! Isto nunca acontecer\u00e1 contigo\u201d<\/strong> (Mt 16.22).<\/p>\n<p>Suas palavras &#8211; pensamentos de homens &#8211; revelam a raz\u00e3o porque a cruz era necess\u00e1ria. Pedro n\u00e3o percebe que esse pre\u00e7o era necess\u00e1rio. Sua raz\u00e3o soa piedosa, mas trai sua convic\u00e7\u00e3o e certeza \u2013 que o pecado n\u00e3o era t\u00e3o mal quanto tudo aquilo que Jesus se propunha.<\/p>\n<p>O esc\u00e2ndalo de Pedro \u00e9 muito comum hoje. Nos sentimentos de superioridade moral e de auto-justifica\u00e7\u00e3o. Assim muitos se chocaram com a paix\u00e3o de Cristo, porque o mundo acredita que est\u00e1 tudo bem.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m n\u00f3s que semanalmente confessamos: \u201csomos pobres e miser\u00e1veis pecadores\u201d, que um auxiliador sem esc\u00e2ndalo, limpo, que n\u00e3o se faz pecado, que \u00e9 sorridente e sem sangue deveria ser o salvador que todos n\u00f3s precisamos.<\/p>\n<p>Veja a resposta de Jesus ao questionamento de Pedro: \u201cArreda-te Satan\u00e1s! Pois n\u00e3o cogitas das coisas de Deus e sim das dos homens\u201d (v 33). Pedro \u00e9 um instrumento de Satan\u00e1s ao tentar Jesus a seguir pensamentos humanos. \u201cPois os meus pensamentos n\u00e3o s\u00e3o os seus pensamentos, nem os teus caminhos os meus caminhos\u201d (Is 55.8). Somente o pr\u00f3prio Deus pode se oferecer como seu perfeito plano de salva\u00e7\u00e3o. Jesus ainda quer nos comprar de volta.<\/p>\n<p><strong> 3. O pre\u00e7o escandaloso foi necess\u00e1rio, mas ele pagou! <\/strong><\/p>\n<p>O sangue do Filho de Deus foi pre\u00e7o suficiente pago e creditado pelos pecados do mundo. Temos o perd\u00e3o e a vida eterna atrav\u00e9s da paix\u00e3o de Cristo. Valor ou soma alguma \u00e9 esperado de n\u00f3s.<\/p>\n<p>Jesus diz, \u201cSe algu\u00e9m quiser vir ap\u00f3s mim, deve negar-se a si mesmo e tomar a sua cruz\u201d (v 34). Essas palavras n\u00e3o expressam um pre\u00e7o que temos que pagar em favor de nossa salva\u00e7\u00e3o. Ele pagou todo o pre\u00e7o, e n\u00e3o a metade, para que continu\u00e1ssemos da\u00ed.<\/p>\n<p>Muito pelo contr\u00e1rio, ele nos permite responder a sua gra\u00e7a com a vida santificada de abnega\u00e7\u00e3o e cruz e discipulado. Isso tamb\u00e9m se d\u00e1 por gra\u00e7a. O custo de ser um disc\u00edpulo n\u00e3o se constitui nenhum pagamento, mas uma conseq\u00fc\u00eancia do amor para com Jesus e de Jesus, por gra\u00e7a, por f\u00e9 no amor incondicional dele.<\/p>\n<p>A boa compreens\u00e3o do \u201cnegar a si mesmo, tomar a sua cruz, e segu\u00ed-lo\u201d: a) \u201cEle morreu por todos, para os que vivem, n\u00e3o vivam mais para si mesmo, mas para aquele que morreu e ressuscitou\u201d (2 Co 5.15). Assim, somos capacitados a viver por ele, portanto, n\u00e3o podemos viver para si mesmos; b) \u201cE os que s\u00e3o de Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paix\u00f5es e concupisc\u00eancias.\u201d (Gl 5.24); c) \u201cNo sentido de que, quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe segundo as concupisc\u00eancias do engano, e vos renoveis no esp\u00edrito do vosso entendimento, e vos revistais do novo homem, criado segundo Deus, em justi\u00e7a e retid\u00e3o procedentes da verdade\u201d (Ef 4.22\u201324).<\/p>\n<p>Voc\u00ea sabe qual foi toda a soma paga para que isso se tornasse realidade? Francamente, algo muito escandaloso, assim:<\/p>\n<p align=\"center\"><strong> O Choque da Paix\u00e3o de Jesus \u00e9 Nossa Paix\u00e3o para Servir e Segu\u00ed-lo. <\/strong><\/p>\n<p align=\"center\">Que milagre! Deus me deu a paix\u00e3o de negar-se, tomar a minha cruz e segu\u00ed-lo. A sua Paix\u00e3o cria e d\u00e1 ocasi\u00e3o em nossa vida santificada. N\u00f3s n\u00e3o temos que viver mais para n\u00f3s mesmos, apenas deseja viver para Jesus que morreu e ressuscitou por n\u00f3s. O Evangelho nos cria novamente totalmente novos. Proclamamos isto diariamente em nosso Batismo e festejamos isso no corpo e sangue daquele que enfrentou o choque da condena\u00e7\u00e3o, de tal forma que n\u00f3s podemos nos vestir com o novo, criados para estar como Deus, envolvidos na retid\u00e3o de Cristo. O choque da Quaresma foi absorvido na Paix\u00e3o de Jesus que agora nos permite a ter uma paix\u00e3o para negar-se e o segu\u00ed-lo.<\/p>\n<p><em> * Texto traduzido e adaptado de autoria do Rev. James E. Keurulainen, publicado no Concordia Pulpit Resources, Volume 16, 2006. <\/em><\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Rev. Jos\u00e9 Arag\u00e3o<br \/>\nBras\u00edlia, DF, Brasil<br \/>\nIgreja Evang\u00e9lica Luterana do Brasil<br \/>\n<\/strong><a href=\"http:\/\/www.ielb-guara.org.br\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>www.ielb-guara.org.br<\/strong><\/a><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segundo Domingo de Quaresma \u2013 12 de Mar\u00e7o de 2006 S\u00e9rie Trienal B \u2013 Marcos 8:27-38 \u2013 Jos\u00e9 Arag\u00e3o O Esc\u00e2ndalo da Quaresma Sobre o contexto lit\u00fargico das leituras da S\u00e9rie Trienal B para o segundo domingo de Quaresma: Nossa caminhada na quaresma continua na maneira como seguimos o nosso Deus que se dirige a [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2380,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[37,727,120,853,108,559,3,112,109,126,1158],"tags":[],"beitragende":[],"predigtform":[],"predigtreihe":[],"bibelstelle":[],"class_list":["post-11025","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-markus","category-archiv","category-bes_gelegenheiten","category-bibel","category-current","category-kapitel-08-chapter-08-markus","category-nt","category-port","category-predigten","category-predigtreihen","category-serie-trienal-b"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11025","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11025"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11025\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16364,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11025\/revisions\/16364"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2380"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11025"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11025"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11025"},{"taxonomy":"beitragende","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/beitragende?post=11025"},{"taxonomy":"predigtform","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/predigtform?post=11025"},{"taxonomy":"predigtreihe","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/predigtreihe?post=11025"},{"taxonomy":"bibelstelle","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/bibelstelle?post=11025"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}