{"id":11051,"date":"2021-02-07T19:49:06","date_gmt":"2021-02-07T19:49:06","guid":{"rendered":"https:\/\/theologie.whp.uzh.ch\/apps\/gpi\/?p=11051"},"modified":"2023-02-03T08:36:05","modified_gmt":"2023-02-03T07:36:05","slug":"joao-12-20-33","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/joao-12-20-33\/","title":{"rendered":"Jo\u00e3o 12.20-33"},"content":{"rendered":"<h3 align=\"left\"><strong>Quinto Domingo\u00a0na Quaresma- 02 de Abril de 2006<\/strong><br \/>\n<strong>S\u00e9rie Trienal B \u2013 Jo 12.20-33 \u2013 Horst Reinhold Kuchenbecker<\/strong><\/h3>\n<div align=\"left\">\n<hr \/>\n<\/div>\n<div align=\"left\"><strong>Texto b\u00edblico: Jo\u00e3o 12.20-33<br \/>\n<\/strong><em> 20 Ora, entre os que subiram para adorar durante a festa, havia alguns gregos;<\/em><em><br \/>\n21 Estes, pois, se dirigiram a Filipe, que era de Betsaida da Galil\u00e9ia, e lhe rogaram: Senhor, queremos ver Jesus.<br \/>\n22 Filipe foi diz\u00ea-lo a Andr\u00e9, e Andr\u00e9 e Filipe o comunicaram a Jesus.<br \/>\n23 Respondeu-lhes Jesus: \u00c9 chegada a hora de ser glorificado o Filho do homem.<br \/>\n24 Em verdade, em verdade vos digo: se o gr\u00e3o de trigo, caindo na terra, n\u00e3o morrer, fica ele s\u00f3; mas se morrer, produz muito fruto.<br \/>\n25 Quem ama a sua vida perde-a, mas aquele que odeia a sua vida neste mundo, preserv\u00e1-la-\u00e1 para a vida eterna.<br \/>\n26 Se algu\u00e9m me serve, siga-me, e onde eu estou, ali estar\u00e1 tamb\u00e9m o meu servo. E, se algu\u00e9m me servir, o Pai o honrar\u00e1.<br \/>\n27 Agora est\u00e1 angustiada a minha alma; e que direi eu? Pai, salva-me desta hora? mas precisamente com este prop\u00f3sito vim para esta hora.<br \/>\n28 Pai, glorifica o teu nome. Ent\u00e3o, veio uma voz do c\u00e9u: Eu j\u00e1 o glorifique e ainda o glorificarei.<br \/>\n29 A multid\u00e3o, pois, que ali estava, tendo ouvido a voz, dizia ter havido um trov\u00e3o. Outros diziam: Foi um anjo que lhe falou.<br \/>\n30 Ent\u00e3o, explicou Jesus: N\u00e3o foi por mim que veio esta voz, e sim por vossa causa.<br \/>\n31 Chegou o momento de ser julgado este mundo, e agora o seu pr\u00edncipe ser\u00e1 expulso.<br \/>\n32 E eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a mim mesmo.<br \/>\n33 Isto dizia, significando de que g\u00eanero de morte estava para morrer.<\/p>\n<p><\/em><strong> Introdu\u00e7\u00e3o <\/strong>Como os tempos mudam. H\u00e1 40 anos atr\u00e1s, o tempo quaresmal era um tempo santo em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil. Nos domingo n\u00e3o havia nenhum jogo oficial de futebol. No r\u00e1dio s\u00f3 m\u00fasica cl\u00e1ssica e religiosa. Em todas as igrejas crist\u00e3s, \u00e0 noite, a partir das 18h ou 20h, em algumas diariamente em outras uma ou duas vezes por semana, havia cultos quaresmais. Hoje, s\u00e3o raras as igrejas crist\u00e3s que ainda tem cultos ou devocional quaresmal. Ser\u00e1 o medo de sair \u00e0 noite? Ser\u00e1 que j\u00e1 conhecem a hist\u00f3ria da paix\u00e3o o suficiente? Ser\u00e1 falta de amor a Cristo? Sabe l\u00e1!<\/p>\n<p>Por outro, vejo, ao passar nas estantes de revistas, o nome de Jesus em revista. Resumindo, em todas as estantes de livros voc\u00ea v\u00ea o nome de Jesus, discutindo sua pessoa, seu rosto, sua vida, sua doutrina. Parece que h\u00e1 uma fome por ver Jesus. Queremos ver Jesus? \u00c9 a pergunta que se agigante cada vez mais.<\/p>\n<p><strong> Mas que Jesus querem ver?<\/strong> Jesus vegetariano? Jesus m\u00edstico? Jesus peregrino? Jesus liberal? O Jesus famoso desta ou daquela corrente teol\u00f3gica? Que Jesus querem ver?<\/p>\n<p>Nosso evangelho relata sobre alguns gregos que vieram para ver Jesus. Estes gregos eram pros\u00e9litos. Conheceram o Deus de Israel, os escritos do Antigo Testamento, a promessa de um salvador. Estavam indo para Jerusal\u00e9m para adorar. No caminho ajuntaram-se a uma multid\u00e3o de peregrinos. Ouvindo sobre Jesus, queriam v\u00ea-lo. N\u00e3o sabemos porque queriam v\u00ea-lo? Ser\u00e1 que ouviram a respeito de seus milagres ou queriam ver um homem famoso, conforme a curiosidade grega? N\u00e3o sabemos. Como Jesus era homem simples no meio da multid\u00e3o, n\u00e3o era f\u00e1cil distingui-lo da multid\u00e3o, como ainda hoje n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil, em meio a tantos ensinos sobre Jesus, reconhec\u00ea-lo. Perguntaram a seus disc\u00edpulos. Falaram com Filipe. Filipe falou a Andr\u00e9. E estes o disseram a Jesus. Senhor, est\u00e3o a\u00ed alguns gregos que querem ver-te.<\/p>\n<p><strong> A pergunta deles \u00e9 importante.<\/strong> Pois somente por Jesus temos acesso a Deus Pai. Lemos no evangelho de Jo\u00e3o: \u201cNingu\u00e9m jamais viu a Deus; o Deus unig\u00eanito, que est\u00e1 no seio do Pai, \u00e9 quem o revelou\u201d (1.18). Nessa mesma semana, alguns dias mais tarde, Filipe fez a pergunta a Jesus: \u201cSenhor, mostra-nos o Pai, e isso nos basta. Disse-lhe Jesus: Filipe, h\u00e1 tanto tempo estou convosco, e n\u00e3o me tens conhecido? Quem me v\u00ea a mim, v\u00ea o Pai; como dizes tu: Mostra-nos o Pai?\u201d (14.8-9).<\/p>\n<p>Ver Jesus \u00e9 essencial. Mas n\u00e3o qualquer Jesus. O ap\u00f3stolo Paulo nos adverte: \u201cMas ainda que n\u00f3s, ou mesmo um anjo vindo do c\u00e9u vos pregue evangelho que v\u00e1 al\u00e9m do que vos temos pregado, seja an\u00e1tema\u201d (Gl 1.8). H\u00e1 somente um Jesus que morreu e ressuscitou e \u00e9 nosso \u00fanico Salvador. O aposto Paulo afirma: \u201cAntes de tudo vos entreguei o que tamb\u00e9m recebi; que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado, e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras\u201d (1 Co 15.3,4).<\/p>\n<p>Senhor, queremos ver a Jesus? Agora tiveram a oportunidade. O importante, agora, \u00e9 ouvir o que Jesus tem a dizer.<\/p>\n<p><strong> Jesus n\u00e3o os recebeu em audi\u00eancia particular.<\/strong> Pelo contr\u00e1rio, aproveitou o momento e falou a toda a multid\u00e3o. Respondeu-lhes Jesus: \u201c\u00c9 chegada a hora de ser glorificado o Filho do homem\u201d (v.23). Resposta enigm\u00e1tica. \u201cA hora de ser glorificado o Filho do homem\u201d. Que gl\u00f3ria seria esta? Ent\u00e3o, pensaram talvez os gregos, chegamos na hora certa. Mas que hora seria esta? Que gl\u00f3ria \u00e9 esta? Jesus explica: \u201cSe o gr\u00e3o de trigo, caindo na terra, n\u00e3o morrer, fica ele s\u00f3; mas se morrer, produz muito fruto. Quem ama a sua vida, perde-a; mas aquele que odeia a sua vida neste mundo, preserv\u00e1-la-\u00e1 para a vida eterna&#8230; E eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a mim mesmo. Isto dizia, significando de que g\u00eanero de morte estava para morrer\u201d (Jo 12.23-33). Devem ter ficado estupefatos, como a multid\u00e3o que fez v\u00e1rias perguntas a Jesus (v.34)<\/p>\n<p>Em outras palavras, Jesus lhes disse que o tempo \u00e9 chegado em que ele ser\u00e1 levantado na cruz. E esta \u00e9 a hora da gl\u00f3ria de Jesus, na qual ele realiza sua maior obra, a salva\u00e7\u00e3o da humanidade. Ele ser\u00e1 levantado como Mois\u00e9s levantou a serpente no deserto e quem olhar para ele, com f\u00e9, receber\u00e1 perd\u00e3o dos pecados. \u00c9 para isso que ele veio ao mundo. A fim de morrer para dar vida.<\/p>\n<p><strong> Este Jesus precisamos conhecer.<\/strong> Ele n\u00e3o veio como um grande ator, n\u00e3o gritou nas pra\u00e7as (Is 42.2), mas para ser nosso salvador. Ele sofreu o desprezo, carregou nossa culpa, foi a\u00e7oitado e pregado na cruz. Ele foi o substituto de toda a humanidade. Ele nos reconciliou com o Pai. Aplacou a ira de Deus que pesava contra n\u00f3s pecadores. Entrando na morte, ele venceu a morte e nos trouxe a vida, vida eterna. E toda a pessoa que reconhece seus pecados, se arrepende e confia na gra\u00e7a de Cristo, tem o que o evangelho lhe oferece, d\u00e1 e sela, perd\u00e3o dos pecados, vida e eterna salva\u00e7\u00e3o. Por isso o ap\u00f3stolo Pedro afirmou mais tarde: \u201cE n\u00e3o h\u00e1 salva\u00e7\u00e3o em nenhum outro; porque abaixo do c\u00e9u n\u00e3o existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos\u201d (At 4.12). Este \u00e9 o \u00fanico Jesus que existe.<\/p>\n<p><strong> N\u00e3o aceite nenhum substituto.<\/strong> Muitas revistas apresentam um outro Jesus. N\u00e3o querem saber do Jesus que se esvaziou e se tornou servo. Que se humilhou t\u00e3o profundamente a ponto de ser nen\u00ea, nascer da pobre virgem Maria numa estrebaria e ser deitado numa manjedoura. De andar humilde n\u00e3o tendo onde reclinar a cabe\u00e7a. De ser humilhado, a\u00e7oitado e pregado na cruz. Diante de quem as pessoas meneiam a cabe\u00e7a, at\u00e9 hoje. Muitos querem um Jesus poderoso, glorioso, espiritual ou moralista ou filos\u00f3fico, t\u00e3o pregado hoje na teologia da gl\u00f3ria. Este n\u00e3o \u00e9 o nosso Jesus.<\/p>\n<p>Nosso Jesus \u00e9 o Jesus crucificado, da teologia da cruz, conforme profetizado no Antigo Testamento, revelado nos evangelho e nas cartas dos ap\u00f3stolos. A respeito do qual confessamos no Credo Apost\u00f3lico: \u201cCreio em Jesus Cristo, seu \u00fanico Filho, nosso Senhor, o qual foi concebido pelo Esp\u00edrito Santo, nasceu da virgem Maria, padeceu sob P\u00f4ncio Pilatos, foi crucificado, morte e sepultado, desceu ao inferno, no terceiro dia ressuscitou dos mortos, subiu ao c\u00e9u, e est\u00e1 sentado \u00e0 direita de Deus Pai todo-poderoso, donde h\u00e1 de vir a julgar os vivos e os mortos\u201d. Este \u00e9 o Jesus em cujo nome fomos batizados e que se d\u00e1 a n\u00f3s na Santa Ceia. S\u00f3 nele temos perd\u00e3o, vida e eterna salva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong> Onde podemos v\u00ea-lo hoje? <\/strong> Para isso n\u00e3o precisamos ir a Jerusal\u00e9m, nem olhar com olhos supersticiosos para a cruz ou t\u00ea-la como talism\u00e3, nem pensar que nosso ato piedoso de ir \u00e0 santa ceia o faz. N\u00f3s o encontramos na palavra de Deus, na B\u00edblia, ao ouvirmos esta palavra e como Maria moviment\u00e1-la no cora\u00e7\u00e3o, isto \u00e9, meditar sobre ela. Ouvir as palavras na Santa Ceia, tomai e comei, isto \u00e9 o meu corpo, dado e derramado por v\u00f3s para remiss\u00e3o dos pecados e saber, quer eu o sinta ou n\u00e3o, Jesus o disse, que assim \u00e9. Ali o tenho em palavra e sacramento, n\u00e3o devido a minha piedade e sentimentos, mas em sua palavra. Lembramos as palavras de Hebreus: \u201cOlhando firmemente para o Autor e Consumador da f\u00e9, Jesus, o qual em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, n\u00e3o fazendo caso da ignom\u00ednia, e esta assentado \u00e0 direta do trono de Deus\u201d (Hb 12.2). Am\u00e9m.<\/p>\n<p>Mensagem redigida pelo pastor John Pless, adaptada pelo Pastor Horst R. Kuchenbecker<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Pastor Horst Reinhold Kuchenbecker<br \/>\n<\/strong><strong>S\u00e3o Leopoldo \u2013 RS \u2013 Brasil<br \/>\n<\/strong><strong>Igreja Evang\u00e9lica Luterana do Brasil<br \/>\n<\/strong><strong><a href=\"mailto:horstrk@cpovo.net\">horstrk@cpovo.net<br \/>\n<\/a><\/strong><strong>www.ielb.org.br <\/strong><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quinto Domingo\u00a0na Quaresma- 02 de Abril de 2006 S\u00e9rie Trienal B \u2013 Jo 12.20-33 \u2013 Horst Reinhold Kuchenbecker Texto b\u00edblico: Jo\u00e3o 12.20-33 20 Ora, entre os que subiram para adorar durante a festa, havia alguns gregos; 21 Estes, pois, se dirigiram a Filipe, que era de Betsaida da Galil\u00e9ia, e lhe rogaram: Senhor, queremos ver [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":15001,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[39,727,120,853,108,693,3,112,109,126,1158],"tags":[],"beitragende":[],"predigtform":[],"predigtreihe":[],"bibelstelle":[],"class_list":["post-11051","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-johannes","category-archiv","category-bes_gelegenheiten","category-bibel","category-current","category-kapitel-12-chapter-12-johannes","category-nt","category-port","category-predigten","category-predigtreihen","category-serie-trienal-b"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11051","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11051"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11051\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16367,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11051\/revisions\/16367"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/media\/15001"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11051"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11051"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11051"},{"taxonomy":"beitragende","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/beitragende?post=11051"},{"taxonomy":"predigtform","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/predigtform?post=11051"},{"taxonomy":"predigtreihe","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/predigtreihe?post=11051"},{"taxonomy":"bibelstelle","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/bibelstelle?post=11051"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}