{"id":11157,"date":"2021-02-07T19:49:04","date_gmt":"2021-02-07T19:49:04","guid":{"rendered":"https:\/\/theologie.whp.uzh.ch\/apps\/gpi\/?p=11157"},"modified":"2023-02-04T13:27:10","modified_gmt":"2023-02-04T12:27:10","slug":"joao-15-09","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/joao-15-09\/","title":{"rendered":"Jo\u00e3o 15. 09"},"content":{"rendered":"<div align=\"left\">\n<h3 align=\"left\">Sexto Domingo de P\u00e1scoa \u2013 21 de maio de 2006<br \/>\nS\u00e9rie Trienal B &#8211; Jo\u00e3o 15. 09 \u2013 17, Jos\u00e9 Andr\u00e9 Schwanke<\/h3>\n<hr \/>\n<p align=\"left\"><strong><em>9 <\/em><\/strong><em> Como o Pai me amou, tamb\u00e9m eu vos amei; permanecei no meu amor. <strong>10<\/strong> Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor; assim como tamb\u00e9m eu tenho guardado os mandamentos de meu pai e no seu amor permane\u00e7o. <strong>11 <\/strong>Tenho-vos dito estas coisas para que o meu gozo esteja em v\u00f3s, e o vosso gozo seja completo. <strong>12<\/strong> O meu mandamento \u00e9 este: que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei. <strong>13<\/strong> Ningu\u00e9m tem maior amor do que este: de dar algu\u00e9m a pr\u00f3pria vida em favor dos seus amigos. <strong>14<\/strong> V\u00f3s sois meus amigos se fazeis o que eu vos mando. <strong>15 <\/strong>J\u00e1 n\u00e3o vos chamo servos, porque o servo n\u00e3o sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho dado a conhecer. <strong>16 <\/strong>N\u00e3o fostes v\u00f3s que me escolhestes a mim; pelo contr\u00e1rio, eu vos escolhi a v\u00f3s outros e vos designei para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permane\u00e7a; a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome<\/em> , ele vo-lo conceda. <strong>17 <\/strong>Isto vos mando: que vos ameis uns aos outros.<\/p>\n<p align=\"center\"><strong> AMOR&#8230; Que tipo de amor? <\/strong><\/p>\n<p>Hoje, no mundo, fala-se muito de amor. Algumas pessoas at\u00e9 j\u00e1 est\u00e3o se cansando de tanto ouvir falar em amor, porque muito se fala e pouco se faz. O que se chama de amor, para muitos n\u00e3o passa de paix\u00e3o, aquele desejo ego\u00edsta de impor a pr\u00f3pria vontade para conseguir a sua auto-satisfa\u00e7\u00e3o. Quando algu\u00e9m quer impor a sua vontade ego\u00edsta, apela para o amor.<\/p>\n<p>E em nome do amor, muitas vezes, cometem-se as maiores atrocidades.<\/p>\n<p>Vivendo num mundo brutal e desumano em que o desamor \u00e9 percept\u00edvel em toda parte, poder\u00edamos aproveitar esta oportunidade para acusar governos, sistemas, estruturas e indiv\u00edduos e pregar ju\u00edzo, para castigar a falta de amor em nossa sociedade. Pois al\u00e9m do amor natural, o mundo s\u00f3 conhece o amor ao pecado. Mas, a despeito desta realidade do desamor em nosso mundo, queremos falar-lhes do amor que o mundo n\u00e3o conhece, do amor verdadeiro que tem suas ra\u00edzes em Deus, e que \u201ccobre multid\u00e3o de pecados\u201d (1 Pe 4. 8). \u00c9 desse amor que Jesus fala em nosso texto.<\/p>\n<p>De acordo com a nossa contagem, a palavra \u201c<em>amor<\/em>\u201d, \u201c<em>amar<\/em>\u201d (\u00e1gape), somente em nosso texto, \u00e9 citada nove vezes por Jesus. A partir disso podemos constatar que a B\u00edblia tamb\u00e9m fala muito de amor. E mais um detalhe importante: a palavra \u201c<em>amar<\/em>\u201d, \u201c<em>amo<\/em>r\u201d (\u00e1gape) sempre \u00e9 usada em rala\u00e7\u00e3o a Deus, em rela\u00e7\u00e3o a Cristo e em rela\u00e7\u00e3o aos crist\u00e3os, somente!<\/p>\n<p>AMOR &#8230; Que tipo de amor?<\/p>\n<p>Embora Jesus tenha dito: \u201c<em>Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei<\/em>\u201d (Jo 13. 34), este mandamento, na verdade, \u00e9 desde o princ\u00edpio, portanto muito antigo.<\/p>\n<p>Para compreendermos melhor o sentido da palavra \u201c<em>amor<\/em>\u201d, \u201c<em>amar<\/em>\u201d, vamos relacion\u00e1-la na ordem, e aos tr\u00eas Sujeitos que aparecem em nosso texto: \u201c<em>Como o <strong>Pai <\/strong>me amou, tamb\u00e9m <strong>eu <\/strong>vos amei<\/em> (v. 9); <em>que <strong>vos <\/strong>ameis uns aos outros<\/em>\u201d (v. 12).<\/p>\n<p><strong>1 &#8211; O amor do Pai<\/strong><\/p>\n<p>O amor do Pai equipou Cristo para a sua miss\u00e3o. Deus Pai amou o seu Filho Jesus Cristo desde a eternidade. E este amor o fez envi\u00e1-lo ao mundo como verdadeiro homem.<\/p>\n<p>Por ocasi\u00e3o do seu batismo no rio Jord\u00e3o, o Pai, de viva voz, declarou: \u201c<em>Este \u00e9 o meu Filho amado, em que me comprazo<\/em>\u201d (Mt 3. 17), confiando-lhe \u00e0s suas m\u00e3os todo o equipamento necess\u00e1rio para a sua miss\u00e3o de redimir, resgatar e salvar a humanidade pecadora (Jo 3. 35). Por isso Jesus perdoou pecados, realizou milagres, pode morrer e ressuscitar novamente, vencer o pecado, a morte e Satan\u00e1s.<\/p>\n<p>Muitas vezes Jesus precisou enfrentar situa\u00e7\u00f5es de extremo perigo, como rec\u00e9m-nascido e como pessoa adulta. Diversas vezes Satan\u00e1s investiu pessoalmente e tamb\u00e9m atrav\u00e9s de seus aliados contra Jesus, para demov\u00ea-lo do amor do Pai. Os judeus o odiavam pelo fato dele lhes ter apontado os seus pecados, e afirmado que ele era o Filho de Deus. Mas o Pai o protegeu, fortaleceu e o salvou nos grandes perigos. E Jesus diz: \u201c<em>Por isso o Pai me ama, porque eu dou a minha vida para a reassumir<\/em>\u201d (Jo 10. 17).<\/p>\n<p>Mas o mundo est\u00e1 cego diante deste amor. Alguns at\u00e9 disseram que estas palavras de Jesus eram palavras do dem\u00f4nio, e outros discordavam, porque o tinham visto curar um cego (Jo 10. 19, 20).<\/p>\n<p>As \u00faltimas palavras de Cristo nesse testamento a seus disc\u00edpulos, que abrange os cap\u00edtulos 13 a 17, s\u00e3o: \u201c<em>Eu lhes fiz conhecer o teu nome e ainda o farei conhecer, a fim de que o amor com que me amaste esteja neles, e eu neles esteja<\/em>\u201d (Jo 17. 26). Este amor do Pai une os crentes a Cristo, assim como os ramos est\u00e3o unidos \u00e0 videira, fazendo-os seus filhos, pela f\u00e9, e herdeiros da vida eterna.<\/p>\n<p><strong>2 &#8211; O amor do Filho<\/strong><\/p>\n<p>Jesus diz que ele \u201c<em>guardou os mandamentos de seu Pai e tem permanecido no seu amor<\/em>\u201d (v. 10). E n\u00f3s, temos sido perfeitos no cumprimento dos santos Dez Mandamentos, que s\u00e3o desde o princ\u00edpio? Temos amado ao Senhor Deus acima de todas as coisas, e ao nosso pr\u00f3ximo como a n\u00f3s mesmos?<\/p>\n<p>O grande ap\u00f3stolo Paulo reconhece: \u201c<em>Porque eu sei que em mim, isto \u00e9, na minha carne, n\u00e3o habita bem nenhum, pois o querer o bem est\u00e1 em mim; n\u00e3o, por\u00e9m, o efetu\u00e1-lo<\/em>\u201d (Rm 7. 18). Porventura, ser\u00edamos n\u00f3s mais capazes do que ele?<\/p>\n<p>Certamente tamb\u00e9m n\u00f3s temos que confessar com o grande rei e Salmista Davi: \u201cEu nasci na iniq\u00fcidade, e em pecado me concebeu a minha m\u00e3e. Pequei contra ti\u201d, por pensamentos, desejos, palavras, a\u00e7\u00f5es e omiss\u00f5es. \u201cFiz o que mau perante os teus olhos\u201d, merecendo mui justamente o teu castigo temporal e eterno.<\/p>\n<p>E porque voc\u00ea e eu jamais poder\u00edamos resgatar a nossa grande d\u00edvida de pecados que temos diante do justo e santo Deus; e porque voc\u00ea e eu somente merecer\u00edamos ser condenados ao inferno, Deus teve compaix\u00e3o de n\u00f3s e resolveu, em seu grande amor, nos salvar. Para isto, enviou ao mundo o Salvador. Sim, \u201c<em>Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu Filho unig\u00eanito, para que todo o que nele cr\u00ea n\u00e3o pere\u00e7a, mas tenha a vida eterna<\/em>\u201d (Jo 3. 16).<\/p>\n<p>\u201cEis, quem o Pai quis escolher a fim de a morte desfazer, provinda do pecado!<\/p>\n<p>&#8212; Oh! Vai, meu Filho, vai salvar os filhos que ia condenar; tu \u00e9s o meu Amado\u201d (Hin\u00e1rio Luterano &#8211; 89. 2).<\/p>\n<p>&#8212; Oh! Sim, meu Pai, irei fazer o que de mim requeres; o teu querer \u00e9 meu prazer, suporto-o se me feres\u201d (Hin\u00e1rio Luterano \u2013 89. 3).<\/p>\n<p>Movido pelo seu amor para conosco, o Filho de Deus abandonou a gl\u00f3ria do c\u00e9u e se fez homem para, em nosso lugar e como nosso Substituto, cumprir a Lei, padecer e morrer. Sim, foi amor, amor divino que o impulsionou a cumprir por n\u00f3s todas as exig\u00eancias da Lei, a suportar cal\u00fanias, desprezo e dor. Foi amor, amor supremo, que o fez subir ao Calv\u00e1rio para, com morte desprez\u00edvel na cruz, expiar os pecados de todos n\u00f3s.<\/p>\n<p>\u00c9 por isso que, extasiados, n\u00f3s dizemos com o poeta sacro, Paul Gerhardt: \u201cOh! Que poder do santo amor, que for\u00e7a do divino ardor Deus Pai requer do Filho! O amor na cruz o fez cravar at\u00e9 a vida se apagar, despindo-o de seu brilho\u201d.<\/p>\n<p>De fato: \u201cn<em>ingu\u00e9m tem maior amor do que este: de dar algu\u00e9m a pr\u00f3pria vida em favor dos seus amigos<\/em>\u201d (v. 13). \u00c9 deste amor que o mundo esta carecendo.<\/p>\n<p>O Filho de Deus nos amou, sacrificando a sua vida para que n\u00f3s pud\u00e9ssemos ter perd\u00e3o, e vida eterna. Ele \u00e9 o nosso verdadeiro amigo, porque \u201cnos tem dado conhecer tudo o que ele ouviu de seu Pai\u201d (v. 15). N\u00e3o h\u00e1 mais nenhum segredo entre Jesus e n\u00f3s. Isto \u00e9 amor verdadeiro. Ali\u00e1s, ele j\u00e1 havia-nos escolhido antes do nosso nascimento, para que produzamos frutos perenes. \u00c9 por isso, e por mais incompreens\u00edvel que seja este amor, conclu\u00edmos dizendo com outro poeta: \u201cGrato sou por tanto amor, meu bendito Redentor!\u201d<\/p>\n<p><strong>3 &#8211; Os filhos de Deus amam a Deus e ao pr\u00f3ximo<\/strong><\/p>\n<p>Se Deus nos ama e n\u00f3s participamos deste amor, ent\u00e3o resta verificar se estamos demonstrando isto uns aos outros, vivendo em amor m\u00fatuo, compartilhando o amor de Jesus com o nosso pr\u00f3ximo.<\/p>\n<p>N\u00f3s pr\u00f3prios n\u00e3o podemos produzir amor verdadeiro. Somente o Evangelho o pode fazer. S\u00f3 podemos amar \u201c<em>porque Deus nos amou primeiro<\/em>\u201d (1 Jo 4. 19). N\u00f3s amamos a Deus, crendo nele e na sua Palavra. Por isso Jesus diz: \u201c<em>Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor<\/em>\u201d (v. 10). E esse relacionamento de f\u00e9 e amor com ele, produz alegria, alegria eterna (v. 11).<\/p>\n<p>Se faltar o amor de Cristo e se n\u00e3o tivermos como base o seu modelo \u201c<em>assim como eu vos amei<\/em>\u201d (v. 12), que inclui sacrif\u00edcio, ren\u00fancia e perd\u00e3o, ent\u00e3o dificilmente haver\u00e1 sinceridade e sucesso na uni\u00e3o entre as pessoas e os povos. Por isso mesmo h\u00e1 tanta disc\u00f3rdia, inimizade, explora\u00e7\u00e3o, vingan\u00e7a e destrui\u00e7\u00e3o. Por isso h\u00e1 tanto ego\u00edsmo, justi\u00e7a-pr\u00f3pria, intoler\u00e2ncia e desinteresse pela sorte do outro.<\/p>\n<p>Somente quando as pessoas se derem conta do quanto Deus as ama, a ponto de morrer por elas, \u00e9 que as suas vidas v\u00e3o mudar. S\u00f3 ent\u00e3o conhecer\u00e3o o verdadeiro amor, que n\u00e3o assalta, n\u00e3o rouba, n\u00e3o estupra e n\u00e3o mata, mas que entrega a sua pr\u00f3pria vida para salvar a do outro.<\/p>\n<p>Os disc\u00edpulos de Cristo se caracterizam pelo amor, o amor de Cristo. Atrav\u00e9s de Cristo, Deus os tornou seus filhos e irm\u00e3os uns dos outros. S\u00e3o uma grande fam\u00edlia amada por Deus, onde aprendem amar a seu Pai e ao pr\u00f3ximo como a si mesmos.<\/p>\n<p>Que o amor de Deus nos fa\u00e7a amar sempre, assim como Cristo nos amou, e que juntos, como irm\u00e3os, possamos desfrutar esse grande amor eternamente. Am\u00e9m.<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Jos\u00e9 Andr\u00e9 Schwanke<br \/>\nErechim, RS &#8211; Brasil<br \/>\nIgreja Evang\u00e9lica Luterana do Brasil<br \/>\n<a href=\"mailto:jaschwanke@tpo.com.br\">jaschwanke@tpo.com.br<br \/>\n<\/a><\/strong><a href=\"http:\/\/www.ielb.org.br\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> <strong>www.ielb.org.br <\/strong><\/a><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sexto Domingo de P\u00e1scoa \u2013 21 de maio de 2006 S\u00e9rie Trienal B &#8211; Jo\u00e3o 15. 09 \u2013 17, Jos\u00e9 Andr\u00e9 Schwanke 9 Como o Pai me amou, tamb\u00e9m eu vos amei; permanecei no meu amor. 10 Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor; assim como tamb\u00e9m eu tenho guardado os mandamentos de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":16383,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[39,727,120,853,108,347,3,112,109,126,1158],"tags":[],"beitragende":[],"predigtform":[],"predigtreihe":[],"bibelstelle":[],"class_list":["post-11157","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-johannes","category-archiv","category-bes_gelegenheiten","category-bibel","category-current","category-kapitel-15-chapter-15-johannes","category-nt","category-port","category-predigten","category-predigtreihen","category-serie-trienal-b"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11157","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11157"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11157\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16451,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11157\/revisions\/16451"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/media\/16383"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11157"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11157"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11157"},{"taxonomy":"beitragende","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/beitragende?post=11157"},{"taxonomy":"predigtform","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/predigtform?post=11157"},{"taxonomy":"predigtreihe","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/predigtreihe?post=11157"},{"taxonomy":"bibelstelle","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/bibelstelle?post=11157"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}