{"id":11334,"date":"2021-02-07T19:48:57","date_gmt":"2021-02-07T19:48:57","guid":{"rendered":"https:\/\/theologie.whp.uzh.ch\/apps\/gpi\/?p=11334"},"modified":"2023-02-08T20:21:08","modified_gmt":"2023-02-08T19:21:08","slug":"joao-660-69","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/joao-660-69\/","title":{"rendered":"Jo\u00e3o 6:60-69"},"content":{"rendered":"<div align=\"left\">\n<h3 style=\"text-align: left;\" align=\"center\"><strong>D\u00e9cimo Quarto Domingo Ap\u00f3s Pentecostes \u2013 10 de setembro de 2006<\/strong><br \/>\n<strong>S\u00e9rie Trienal B \u2013 Jo\u00e3o 6:60-69 \u2013 Renato Regauer<\/strong><\/h3>\n<hr \/>\n<p align=\"center\"><strong> \u00c9 pegar ou largar! <\/strong><\/p>\n<p>Estimados em Cristo:<\/p>\n<p>\u201cSer ou n\u00e3o ser: eis a quest\u00e3o\u201d \u00e9, sem d\u00favida, uma das mais famosas frases de William Shakespeare. Com o evangelho de hoje em mente, talvez pud\u00e9ssemos parafrase\u00e1-lo assim: \u201cFicar com Jesus ou n\u00e3o: eis a quest\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Uma outra variante popular dessa filosofia shakespeariana acontece quando algu\u00e9m nos oferece uma oportunidade \u00fanica de bom neg\u00f3cio, bom emprego, promo\u00e7\u00e3o ou pr\u00eamio, e assevera: \u201c\u00c9 pegar ou largar!\u201d Creio ser mais ou menos isso que Jesus pretende dizer ao confrontar seus disc\u00edpulos com as perguntas: \u201cIsto vos escandaliza?\u201d, \u201cSer\u00e1 que voc\u00eas tamb\u00e9m querem ir embora?\u201d<\/p>\n<p><strong> I \u2013 Jesus \u00e9 o \u00fanico p\u00e3o que d\u00e1 vida eterna. <\/strong><\/p>\n<p>Muitos dos que seguiram Jesus por causa do p\u00e3o que havia multiplicado para cinco mil pessoas, escandalizaram-se nele porque se apresentou como o p\u00e3o que desce do c\u00e9u e que d\u00e1 vida eterna (Jo 6:35). Esse filho do carpinteiro Jos\u00e9 parecia-lhes demasiado pretensioso. Por isso, levantou-se entre eles o murm\u00fario: \u201cComo pode ele dizer que desceu do c\u00e9u?\u201d (Jo 6.42). Escandalizaram-se tamb\u00e9m quando Jesus disse: \u201cS\u00f3 poder\u00e3o vir a mim aqueles que forem trazidos pelo Pai, que me enviou\u201d (Jo 6:44).<\/p>\n<p>Mas, osso duro de roer foi realmente a afirma\u00e7\u00e3o de Jesus: \u201cEu sou o p\u00e3o vivo que desceu do c\u00e9u; se algu\u00e9m dele comer, viver\u00e1 eternamente; e o p\u00e3o que eu darei pela vida do mundo \u00e9 a minha carne&#8230; Em verdade, em verdade vos digo: se n\u00e3o comerdes a carne do Filho do Homem e n\u00e3o beberdes o seu sangue, n\u00e3o tereis vida em v\u00f3s mesmos&#8230;\u201d (Jo 6:51-58).<\/p>\n<p>Evidentemente, ao falar da necessidade de \u201ccomer a sua carne\u201d e \u201cbeber o seu sangue\u201d, Jesus n\u00e3o tinha em mente nenhum canibalismo, nem mesmo estava se referindo especificamente \u00e0 Santa Ceia. Pelo comer e beber n\u00f3s nos alimentamos o nosso corpo \u2013 recebemos e incorporamos todos os nutrientes necess\u00e1rios \u00e0 vida. \u201cComer\u201d e \u201cbeber\u201d s\u00e3o, pois, termos utilizados aqui para falar de nossa nutri\u00e7\u00e3o espiritual, para a f\u00e9 em Cristo, pela qual recebemos e apreendemos todos os seus nutrientes da salva\u00e7\u00e3o: perd\u00e3o dos pecados, vida espiritual e vida eterna.<\/p>\n<p>Mas, como engolir uma afirma\u00e7\u00e3o t\u00e3o radical e exclusivista? De repente n\u00e3o vale mais nada ter sangue de Abra\u00e3o nas veias? De repente n\u00e3o vale mais nada dar o d\u00edzimo at\u00e9 do endro e do cominho? (Mt 23:23). Como pode esse sujeito nos classificar como zeros \u00e0 esquerda? Como pode nos considerar t\u00e3o desprovidos de autodetermina\u00e7\u00e3o e de virtudes? Que afronta! Que radical! Um esc\u00e2ndalo!<\/p>\n<p>E, de uma hora para outra, a congrega\u00e7\u00e3o de Jesus vazou pela porta dos fundos. Dos mais de cinco mil congregados, restaram pouco mais do que uma d\u00fazia (e, um deles, podre!).<\/p>\n<p>Bem feito para esse pregador atrevido, pretensioso e radical! H\u00e1 um monte de congrega\u00e7\u00f5es mais tolerantes e acolhedoras por a\u00ed afora. E como reagem os nossos ouvidos ao discurso de Jesus?<\/p>\n<p>Ap\u00f3s uma palestra ecum\u00eanica sobre o cristianismo no mundo, restavam no quadro negro as enormes cifras globais: dois bilh\u00f5es de crist\u00e3os e mais de quatro bilh\u00f5es de n\u00e3o crist\u00e3os. Um pastor de uma outra igreja crist\u00e3 colocou uma m\u00e3o sobre o meu ombro e com a outra apontou para a cifra dos quatro bilh\u00f5es de n\u00e3o crist\u00e3os, dizendo: \u201cN\u00e3o acredito que Deus far\u00e1 perecer no inferno toda essa gente\u201d. Respondi-lhe: \u201cBem, isso pode ser um segredo da miseric\u00f3rdia divina, mas o que n\u00f3s temos de concreto \u00e9 uma ordem e uma promessa: \u201cIde por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado ser\u00e1 salvo; quem, por\u00e9m, n\u00e3o crer ser\u00e1 condenado\u201d (Mc 16:15-16).<\/p>\n<p>Honestamente, consideramos razo\u00e1vel que Deus mande para o inferno um menino indiano s\u00f3 porque ele n\u00e3o creu em Jesus? Como Deus pode condenar um sacerdote, que passou a vida se sacrificando pelo povo pobre e sofredor, s\u00f3 porque ele achou que iria para o c\u00e9u por causa de suas boas obras?<\/p>\n<p>Como Deus pode salvar um bandido assassino, s\u00f3 porque passou a crer em Jesus no pen\u00faltimo minuto de sua vida, e condenar uma pessoa honesta \u2013 trabalhadora, bom pai ou boa m\u00e3e, que nunca fez mal a ningu\u00e9m \u2013 s\u00f3 porque n\u00e3o era crist\u00e3? Como podem ir para o mesmo c\u00e9u pessoas que foram membros ativos, sempre presentes durante toda a vida, e outros que ingressaram na congrega\u00e7\u00e3o no ocaso da vida?<\/p>\n<p>N\u00e3o consideramos n\u00f3s tamb\u00e9m \u201cduro esse discurso\u201d? N\u00e3o ofende tamb\u00e9m a nossa raz\u00e3o e o nosso orgulho? Verdadeiramente, isso n\u00e3o encaixa em nossos c\u00e9rebros. Ataca o nosso senso de justi\u00e7a. Faz com que nos sintamos completamente arrasados. Por isso Paulo constata: \u201cOra, o homem natural n\u00e3o aceita as coisas do Esp\u00edrito de Deus, porque lhe s\u00e3o loucura, e n\u00e3o pode entend\u00ea-las porque elas se discernem espiritualmente\u201d (1 Co 2:14).<\/p>\n<p>Contudo, Pedro concluiu: \u201cSenhor, para quem iremos? Tu tens as palavras da vida eterna.\u201d E esta n\u00e3o foi apenas uma frase bajulat\u00f3ria inconseq\u00fcente. Mais tarde, vemos Pedro reafirmando sua f\u00e9 diante do Sin\u00e9drio: \u201cE n\u00e3o h\u00e1 salva\u00e7\u00e3o em outro; porque abaixo do c\u00e9u n\u00e3o existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos\u201d e \u201cN\u00e3o podemos deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos\u201d (At 4:12, 20).<\/p>\n<p>N\u00e3o, Pedro e seus companheiros n\u00e3o tinham uma lista de op\u00f5es. Eles n\u00e3o poderiam ir aos rabinos buscar palavras de vida eterna. Eles n\u00e3o poderiam ir a Mois\u00e9s. Eles n\u00e3o poderiam ir \u00e0s montanhas. Eles n\u00e3o poderiam ir a Maom\u00e9. Eles n\u00e3o poderiam ir a Buda. Eles n\u00e3o poderiam ir a Alan Kardec. Tudo o que eles teriam conseguido l\u00e1 seriam leis e regulamentos sobre como tentar agradar a Deus ou alcan\u00e7ar algum suposto progresso pessoal. Eles continuariam com seus sentimentos de culpa e desesperados. S\u00f3 Jesus lhes ofereceu perd\u00e3o, paz, liberdade e salva\u00e7\u00e3o eterna &#8211; por meio da f\u00e9 nEle. S\u00f3 Jesus lhes ofereceu de gra\u00e7a a passagem para o c\u00e9u. S\u00f3 Jesus revelou o amor e a gra\u00e7a de Deus como nunca tinham visto antes.<\/p>\n<p>Mas os esc\u00e2ndalos n\u00e3o param por a\u00ed. Seguidores de Jesus sempre tiveram que enfrentar persegui\u00e7\u00e3o porque a B\u00edblia cont\u00e9m doutrinas que n\u00e3o s\u00e3o de gosto popular. No mundo de hoje novamente est\u00e3o em alta teses religiosas relativistas. Nossa igreja pratica a comunh\u00e3o fechada e somos acusados de exclusivistas. Dizem que adoramos todos o mesmo Deus e que dev\u00edamos ser mais ecum\u00eanicos, pois existem muitas maneiras diferentes de alcan\u00e7ar o c\u00e9u. N\u00f3s cremos na cria\u00e7\u00e3o do mundo em seis dias e somos acusados de ignorantes. N\u00e3o aceitamos o matrim\u00f4nio entre homossexuais e somos acusados de discrimina\u00e7\u00e3o. Somos arrolados como fundamentalistas porque levamos ao p\u00e9 da letra as palavras de nosso Salvador quando ele diz: \u201cEu sou o caminho, a verdade e a vida; ningu\u00e9m vem ao Pai sen\u00e3o por mim\u201d (Jo 14:6). E esta \u00e9 apenas uma outra forma de dizer o que Jesus afirma no discurso do p\u00e3o da vida..<\/p>\n<p>Assim, a f\u00e9 \u00e9 um salto al\u00e9m da raz\u00e3o. \u00c9 uma aposta de uma s\u00f3 possibilidade. \u00c9 pegar ou largar!<\/p>\n<p><strong> II \u2013 Jesus \u00e9 p\u00e3o suficiente para dar vida eterna. <\/strong><\/p>\n<p>Depois daquela retirada em massa, Jesus voltou-se para a sua pequena congrega\u00e7\u00e3o dos doze, que permaneceram junto dele. Tudo indica que tamb\u00e9m eles estavam de certa forma ofendidos e n\u00e3o tinham entendido muitas coisas que Jesus dissera. Mas eles ainda estavam ali, porque ainda acreditavam nele. Jesus n\u00e3o lhes agradece nem os elogia por terem permanecido. Pelo contr\u00e1rio, ele lhes pergunta secamente: \u201cSer\u00e1 que voc\u00eas tamb\u00e9m querem ir embora?\u201d (Jo 6:66).<\/p>\n<p>Parece uma pergunta mais irracional ainda. Afinal, Jesus n\u00e3o tinha dito que ningu\u00e9m poderia vir a ele se o Pai n\u00e3o o trouxesse (Jo 6:44)? Por que agora lhes pergunta se eles QUEREM ir embora? A resposta parece evidente: Eles n\u00e3o tinham poder para vir a Jesus, mas tinham poder para deix\u00e1-lo. Jesus os est\u00e1 convidando \u00e0 reflex\u00e3o. Ele n\u00e3o faz essa pergunta porque quer que eles v\u00e3o embora, mas para lhes dar uma oportunidade para mais um passo de f\u00e9, lembrando-se da gra\u00e7a de terem sido escolhidos por Jesus.<\/p>\n<p>Como Pedro respondeu? \u201cSenhor, para quem iremos? Tu tens as palavras da vida eterna; e n\u00f3s temos crido e conhecido que tu \u00e9s o Santo de Deus\u201d (Jo 6:68-69). Gra\u00e7as ao Esp\u00edrito Santo, os disc\u00edpulos puderam tomar uma decis\u00e3o contr\u00e1ria \u00e0 da maioria que se satisfizera com o p\u00e3o terreno: \u201cN\u00e3o, n\u00f3s queremos ficar&#8230; tu tens as palavras da vida eterna!\u201d<\/p>\n<p>Voc\u00ea tamb\u00e9m j\u00e1 pensou em ir embora? Voc\u00ea tamb\u00e9m n\u00e3o tem que ficar aqui. Mas sempre \u00e9 bom perguntar por que est\u00e1 aqui. N\u00e3o para encontrar um motivo para ir embora, mas para lembrar que conv\u00e9m ficar. Para lembrar que voc\u00ea n\u00e3o veio por conta pr\u00f3pria, mas que foi misericordiosamente trazido. Voc\u00ea foi batizado. Voc\u00ea tem o perd\u00e3o de todos os seus pecados. Voc\u00ea foi unido a Jesus para a vida eterna. Voc\u00ea vive nele e dele se alimenta pela Palavra e pela Santa Ceia. Assim voc\u00ea come do p\u00e3o que desce DO c\u00e9u, at\u00e9 que comer\u00e1 p\u00e3o NO c\u00e9u. E n\u00e3o precisa de nenhum outro complemento vitam\u00ednico. Seu Salvador lhe d\u00e1 absolutamente todo o necess\u00e1rio para que voc\u00ea viva eternamente.<\/p>\n<p>Voc\u00ea quer deixar tudo isso? \u00c9 pegar ou largar!<\/p>\n<p>Ficar \u00e9 apostar todas as fichas em Jesus. Ficar \u00e9 estar inteiramente comprometido com ele. Mas n\u00e3o \u00e9 um comprometimento que nos \u00e9 imposto. Pelo contr\u00e1rio, \u00e9 um comprometimento que assumimos voluntariamente, movidos pela energia do p\u00e3o que desce do c\u00e9u, para usufruir todos os seus benef\u00edcios. Com o ap\u00f3stolo Paulo entendemos que \u201co amor de Cristo nos constrange\u201d (2 Co 5:14).<\/p>\n<p>Para ilustrar a diferen\u00e7a entre um mero envolvimento com Jesus e um comprometimento com ele, conta-se esta pequena hist\u00f3ria:<\/p>\n<p>Certo dia um fazendeiro anunciou aos seus pe\u00f5es: \u201cAmanh\u00e3 cedo teremos bacon com ovos no caf\u00e9!\u201d Tendo escutado isso, uma galinha e um porco entreolharam-se perplexos. \u201cMas isso me envolve!\u201d \u2013 disse a galinha. O porco, depois de um grunhido com suspiro, concluiu: \u201c\u00c9, voc\u00ea est\u00e1 envolvida, e eu comprometido! Voc\u00ea dar\u00e1 contribui\u00e7\u00e3o; eu serei oferta!\u201d<\/p>\n<p>Ser crist\u00e3o requer grande compromisso e sacrif\u00edcio pessoal. Muitas vezes precisamos especialmente sacrificar a nossa m\u00e1 vontade, a nossa inclina\u00e7\u00e3o carnal e a nossa raz\u00e3o ego\u00edsta e materialista. N\u00e3o obstante, se \u00e9 para ficar com Cristo, vale a pela. Deus nos promete: \u201cS\u00ea fiel at\u00e9 \u00e0 morte, e dar-te-ei a coroa da vida\u201d (Ap 2:10).<\/p>\n<p>Ningu\u00e9m comprometeu-se tanto com a nossa salva\u00e7\u00e3o quanto Jesus. Ningu\u00e9m foi mais oferta do que ele. Depois de fazer esta pergunta aos disc\u00edpulos, ele mesmo seguiu seu verdadeiro minist\u00e9rio, n\u00e3o de dar p\u00e3o a milhares de pessoas, mas de oferecer o seu corpo na cruz pelos pecados da humanidade. Agora podemos dizer com Paulo: \u201cPara mim o viver \u00e9 Cristo, e o morrer \u00e9 lucro\u201d (Fp 1:21).<\/p>\n<p>Voc\u00ea quer ir embora? N\u00e3o! Voc\u00ea cr\u00ea e canta, como os pais cantam, h\u00e1 s\u00e9culos, com Christian Keimann: \u201cMeus Jesus n\u00e3o deixarei, \/ pois s\u00f3 ele \u00e9 minha vida. \/ Falta alguma sentirei, \/ animado irei \u00e0 lida, \/ mesmo tendo de sofrer \/ toda a dor e at\u00e9 morrer.\u201d<\/p>\n<p>Jesus \u00e9 o p\u00e3o que d\u00e1 vida eterna. \u00danico e bastante. \u00c9 pegar ou largar!<\/p>\n<p>Deus Esp\u00edrito Santo te d\u00ea for\u00e7as para agarr\u00e1-lo com ambas as m\u00e3os! Am\u00e9m.<\/p>\n<p><strong> Renato Leonardo Regauer<br \/>\n<\/strong><strong>Sapiranga, RS, Brasil<br \/>\n<\/strong><strong>Igreja Evang\u00e9lica Luterana do Brasil<br \/>\n<\/strong><strong><a href=\"mailto:regauer@uol.com.br\">regauer@uol.com.br<\/a><\/strong><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>D\u00e9cimo Quarto Domingo Ap\u00f3s Pentecostes \u2013 10 de setembro de 2006 S\u00e9rie Trienal B \u2013 Jo\u00e3o 6:60-69 \u2013 Renato Regauer \u00c9 pegar ou largar! Estimados em Cristo: \u201cSer ou n\u00e3o ser: eis a quest\u00e3o\u201d \u00e9, sem d\u00favida, uma das mais famosas frases de William Shakespeare. Com o evangelho de hoje em mente, talvez pud\u00e9ssemos parafrase\u00e1-lo [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":16369,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[39,727,157,120,853,108,250,3,112,109,126,1251,1158],"tags":[],"beitragende":[],"predigtform":[],"predigtreihe":[],"bibelstelle":[],"class_list":["post-11334","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-johannes","category-archiv","category-beitragende","category-bes_gelegenheiten","category-bibel","category-current","category-kapitel-06-chapter-06","category-nt","category-port","category-predigten","category-predigtreihen","category-renato-regauer","category-serie-trienal-b"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11334","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11334"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11334\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16806,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11334\/revisions\/16806"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/media\/16369"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11334"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11334"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11334"},{"taxonomy":"beitragende","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/beitragende?post=11334"},{"taxonomy":"predigtform","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/predigtform?post=11334"},{"taxonomy":"predigtreihe","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/predigtreihe?post=11334"},{"taxonomy":"bibelstelle","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/bibelstelle?post=11334"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}