{"id":11390,"date":"2021-02-07T19:49:00","date_gmt":"2021-02-07T19:49:00","guid":{"rendered":"https:\/\/theologie.whp.uzh.ch\/apps\/gpi\/?p=11390"},"modified":"2023-02-07T13:16:24","modified_gmt":"2023-02-07T12:16:24","slug":"marcos-9-38-50","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/marcos-9-38-50\/","title":{"rendered":"Marcos 9.38-50"},"content":{"rendered":"<h3 align=\"left\"><strong>19\u00ba Domingo ap\u00f3s Pentecostes \u2013 15 de outubro de 2006 <\/strong><br \/>\n<strong>S\u00e9rie Trienal B \u2013 Marcos 9.38-50 (BLH) \u2013 Renato L. Regauer<\/strong><\/h3>\n<hr \/>\n<div align=\"left\"><strong>Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong>Anthony de Mello, no seu livro <em>Al\u00e7ando V\u00f4o<\/em>, conta a seguinte hist\u00f3ria:<\/p>\n<p align=\"left\">Em Belfast, Irlanda<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"> (1) <\/a>, um padre cat\u00f3lico, um ministro protestante, e um rabino judeu estavam envolvidos numa acalorada discuss\u00e3o teol\u00f3gica. Repentinamente, um anjo apareceu no meio deles e lhes disse:<\/p>\n<p align=\"left\">\u2014 Deus lhes envia as suas b\u00ean\u00e7\u00e3os. Tenham um desejo de Paz e seu desejo ser\u00e1 realizado pelo Todo-poderoso.<\/p>\n<p align=\"left\">O ministro protestante disse:<\/p>\n<p align=\"left\">\u2014 O meu desejo \u00e9 que todos os cat\u00f3licos desapare\u00e7am de nossa ador\u00e1vel ilha. Ent\u00e3o a paz ser\u00e1 soberana.<\/p>\n<p align=\"left\">O padre disse:<\/p>\n<p align=\"left\">\u2014 O meu desejo \u00e9 que n\u00e3o sobre um \u00fanico protestante em nossa sagrada terra irlandesa. Isso trar\u00e1 paz a esta ilha.<\/p>\n<p align=\"left\">\u2014 E qual \u00e9 o seu desejo, Rabino? \u2014 perguntou o anjo \u2014 Voc\u00ea n\u00e3o tem nenhum desejo pessoal?<\/p>\n<p>\u2014 N\u00e3o \u2014 disse o rabino. \u2014 Se o Senhor atender aos desejos destes dois cavalheiros eu j\u00e1 estarei muito satisfeito.<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">(2)<\/a><\/p>\n<p>Esta hist\u00f3ria nos sugere que, enquanto os crist\u00e3os brigam entre si, o inimigo assiste de camarote, satisfeito. Enquanto gastamos nossas energias com ci\u00fames, invejas, disputas, n\u00e3o nos sobram for\u00e7as para combater o inimigo comum \u2014 o diabo. Assim, ele alcan\u00e7a seus objetivos, sem esfor\u00e7o algum.<\/p>\n<p>Portanto, n\u00e3o lhe facilite as coisas; n\u00e3o lhe sirva orgulho e intoler\u00e2ncia de bandeja,<\/p>\n<p><strong> SEJA HUMILDE E TOLERANTE <\/strong><\/p>\n<p><strong> I.Somos orgulhosos por natureza.<br \/>\n<\/strong> <strong>Diz um ad\u00e1gio popular: \u201cO orgulho \u00e9 o pai de todos os pecados\u201d<\/strong>.<\/p>\n<p>No domingo passado, vimos como o orgulho estava enraizado no cora\u00e7\u00e3o dos disc\u00edpulos (Marcos 9.30-37). Eles estavam disputando cargos e honrarias no Reino de Cristo. Jesus, ent\u00e3o, conhecendo seus cora\u00e7\u00f5es e pensamentos, d\u00e1-lhes uma li\u00e7\u00e3o sobre o que \u00e9 ser verdadeiramente grande. Traz uma crian\u00e7a para o meio deles e lhes diz que quem for capaz de servir a uma crian\u00e7a como aquela, em Seu nome, esse \u00e9 o maior entre todos. Para Jesus, portanto, grande \u00e9 aquele que se disp\u00f5e a servir, mesmo no trabalho mais humilde e n\u00e3o valorizado. Grande n\u00e3o \u00e9 aquele que tem o peito condecorado, mas aquele que traz as m\u00e3os calejadas e as roupas impregnadas de cheiro de povo.<\/p>\n<p>No evangelho de hoje, os disc\u00edpulos &#8211; ou n\u00e3o tinham ainda aprendido a li\u00e7\u00e3o, ou sofreram uma reca\u00edda. Orgulhosamente, Jo\u00e3o diz a Jesus: <em>\u201cMestre, vimos um homem que, em teu nome, expelia dem\u00f4nios, o qual n\u00e3o nos segue; e n\u00f3s lho proibimos, porque n\u00e3o seguia conosco\u201d<\/em> (v. 38).<\/p>\n<p>Os disc\u00edpulos tinham recebido a tarefa de pregar o evangelho, curar enfermos e expelir esp\u00edritos imundos (Mateus 10.1; Marcos 3.14-15).<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\"> (3)<\/a> Quando eles v\u00eaem um outro homem expulsando dem\u00f4nios em nome de Jesus, mas que, embora fosse crist\u00e3o, n\u00e3o era do grupo dos doze ap\u00f3stolos, eles ficam com ci\u00fames e se sentem amea\u00e7ados de perder o monop\u00f3lio desse poder. Ent\u00e3o entram em disputa com aquele homem e pro\u00edbem-lhe expulsar dem\u00f4nios em nome de Jesus.<\/p>\n<p>Desta forma, os disc\u00edpulos revelam um esp\u00edrito sect\u00e1rio e intolerante.<\/p>\n<p>Jesus os repreende, dizendo: <em>\u201cN\u00e3o lho proibais; porque ningu\u00e9m h\u00e1 que fa\u00e7a milagre em meu nome e, logo a seguir, possa falar mal de mim. Pois quem n\u00e3o \u00e9 contra n\u00f3s \u00e9 por n\u00f3s\u201d<\/em> (v. 39-40).<\/p>\n<p>Aquele homem, embora talvez fraco na f\u00e9, e, na sua imaturidade, cometesse erros, era, contudo, crist\u00e3o. Entrando em atrito e confrontando o homem, os disc\u00edpulos n\u00e3o o ajudariam em nada. Deveriam, antes, toler\u00e1-lo e, com todo o amor e paci\u00eancia, ajud\u00e1-lo a crescer na f\u00e9.<\/p>\n<p>N\u00f3s devemos confrontar com rigor os inimigos do Evangelho, mas aqueles que, de alguma forma, confessam Cristo como Salvador, antes precisam mais de nosso apoio para crescer, n\u00e3o de uma rasteira para cair.<\/p>\n<p>Por isso Jesus diz aos seus truculentos<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">(4)<\/a> disc\u00edpulos: <em>\u201cQuem fizer trope\u00e7ar um destes pequeninos crentes, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pesco\u00e7o uma grande pedra de moinho, e fosse lan\u00e7ado no mar\u201d<\/em> (v. 42).<\/p>\n<p>O orgulhoso geralmente n\u00e3o domina suas emo\u00e7\u00f5es e rea\u00e7\u00f5es. Quando ele quer fazer alguma coisa, seja por emo\u00e7\u00e3o ou obceca\u00e7\u00e3o<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">(5)<\/a>, n\u00e3o mede as conseq\u00fc\u00eancias que sua rea\u00e7\u00e3o ou a\u00e7\u00e3o causar\u00e1 sobre outros. Ele simplesmente se imp\u00f5e. O orgulho faz com que s\u00f3 pense em si. Tudo o que amea\u00e7a seus planos precisa ser parado ou destru\u00eddo.<\/p>\n<p>\u00c9 desta necessidade de autodom\u00ednio em favor do pr\u00f3ximo que Jesus fala ao dizer: <em>\u201cSe tua m\u00e3o te faz trope\u00e7ar, corta-a\u201d<\/em> (v. 43); <em>\u201cSe teu p\u00e9 te faz trope\u00e7ar, corta-o\u201d <\/em>(v. 45); <em>\u201cSe um dos teus olhos te faz trope\u00e7ar, arranca-o<\/em>\u201d (v. 47). Evidentemente, Jesus n\u00e3o est\u00e1 querendo dizer que devemos mutilar nosso corpo. Pelo contr\u00e1rio, ele est\u00e1 dizendo que o nosso cora\u00e7\u00e3o e a nossa mente, imbu\u00eddos do amor de Cristo, precisam dirigir e controlar as a\u00e7\u00f5es e rea\u00e7\u00f5es dos membros de nosso corpo (Romanos 6.11-14).<\/p>\n<p>Quando n\u00e3o colocamos r\u00e9deas curtas em nosso orgulho, ele acaba destruindo rela\u00e7\u00f5es, impedindo outras e escandalizando os fracos.<\/p>\n<p>Quando n\u00e3o somos humildes e tolerantes, fica dif\u00edcil nos relacionarmos com crist\u00e3os de outras denomina\u00e7\u00f5es;<\/p>\n<p>Quando n\u00e3o somos humildes e tolerantes, fica dif\u00edcil trazer outros para a igreja.<\/p>\n<p>Quando n\u00e3o somos humildes e tolerantes, os departamentos da congrega\u00e7\u00e3o tendem a trabalhar uns contra os outros, ao inv\u00e9s de unirem for\u00e7as.<\/p>\n<p>Quando n\u00e3o somos humildes e tolerantes, n\u00f3s preferimos criticar e desprezar ao inv\u00e9s de aconselhar e incentivar.<\/p>\n<p>Quando n\u00e3o somos humildes e tolerantes, surgem as fac\u00e7\u00f5es e os l\u00edderes autorit\u00e1rios.<\/p>\n<p>Um pouco de humildade e toler\u00e2ncia, al\u00e9m de n\u00e3o custar nada, ou muito pouco, n\u00e3o faz mal a ningu\u00e9m, mas tem o poder de nos dar verdadeira grandeza.<\/p>\n<p>Carlos R\u00f4mulo, ex-presidente das Filipinas, venceu um concurso de orat\u00f3ria quando estudava na escola de Ensino M\u00e9dio em Manila. Seu pai ficou surpreso ao ver que seu filho se recusou a aceitar os cumprimentos de um dos concorrentes.<\/p>\n<p>Quando sa\u00edram do audit\u00f3rio, ele perguntou:<\/p>\n<p>\u2014 Por que voc\u00ea n\u00e3o apertou a m\u00e3o de J\u00falio?<\/p>\n<p>\u2014 Porque n\u00e3o represento nada para ele, papai, antes do concurso ele estava falando mal de mim.<\/p>\n<p>O pai passou o bra\u00e7o ao redor do ombro do filho e disse:<\/p>\n<p align=\"left\">\u2014 Seu av\u00f4 costumava dizer que quanto mais o bambu cresce mais ele<br \/>\nenverga. Lembre-se disso, meu filho.<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">(6)<\/a><\/p>\n<p>Por isso, os crist\u00e3os precisam \u201cafogar diariamente o velho Ad\u00e3o\u201d<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">(7)<\/a>. Precisamos colocar em pr\u00e1tica a \u201caer\u00f3bica\u201d do ap\u00f3stolo Paulo: <em>\u201cEsmurro o meu corpo, e o reduzo \u00e0 escravid\u00e3o, para que, tendo pregado a outros, n\u00e3o venha eu mesmo a ser desqualificado\u201d <\/em>(1. Cor\u00edntios 9.27).<\/p>\n<p><strong>II. Como podemos deixar de lado o orgulho destrutivo<\/strong><br \/>\n<strong>e nos tornar humildes e tolerantes? <\/strong><\/p>\n<p>A. Jesus nos d\u00e1 a receita<em>: \u201cPorque cada um ser\u00e1 salgado com fogo&#8230; Tende sal em v\u00f3s mesmos\u201d<\/em> (v. 49 e 50b).<\/p>\n<p>Sal \u00e9 tempero, conservante, desinfetante e estimulante. N\u00f3s somos salgados com fogo quando somos submetidos \u00e0 a\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo, que atua pela Palavra e Sacramentos, operando em n\u00f3s a f\u00e9 e vida santificada.<\/p>\n<p>1. A santa <strong>Lei de Deus<\/strong>, como um espelho, me faz ver os meus defeitos e pecados, e, assim, espeta o bal\u00e3o de meu orgulho, for\u00e7ando-me a ser humilde, com os p\u00e9s no ch\u00e3o. Paulo diz: <em>\u201cPela lei vem o pleno conhecimento do pecado\u201d<\/em> (Romanos 3.20).<\/p>\n<p>2. Pelo <strong>Evangelho<\/strong>, o Esp\u00edrito Santo me convida, congrega e ilumina, transformando meu cora\u00e7\u00e3o e mente. Paulo diz<em>: \u201cO evangelho \u00e9 o poder de Deus para a salva\u00e7\u00e3o&#8230;\u201d<\/em> (Romanos 1.16). O conhecimento e a experi\u00eancia do amor de Cristo moldam o nosso cora\u00e7\u00e3o ao seu: <em>\u201cO amor de Cristo nos constrange (motiva)\u201d<\/em> (2. Cor\u00edntios 5.14);<em> \u201cSe algu\u00e9m est\u00e1 em Cristo, \u00e9 nova criatura\u201d<\/em> (2. Cor\u00edntios 5.17).<\/p>\n<p>3. Quando n\u00e3o nos deixamos ensinar e transformar pela Lei e pelo Evangelho, Deus, em seu amor, pode, como recurso extremo, usas as <strong>afli\u00e7\u00f5es<\/strong> como fogo para purificar-nos. <em>\u201cAmados, n\u00e3o estranheis o fogo ardente que surge no meio de v\u00f3s, destinado a provar-vos\u201d<\/em> (1. Pedro 4.12); <em>\u201cTodas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam Deus\u201d<\/em> (Romanos 8.28). \u00c9 muito doloroso quando Deus, para quebrar o nosso orgulho, precisa puxar-nos o tapete, a fim de que, ca\u00eddos em desgra\u00e7a, finalmente percebamos que somos p\u00f3.<\/p>\n<p>B. Curados por esta receita divina, poderemos produzir os frutos do esp\u00edrito, vivendo em paz com os outros, sendo humildes e tolerantes.<\/p>\n<p>1. Ent\u00e3o <strong>seremos rigorosos conosco mesmos <\/strong>(e tolerantes para com os outros). Sabemos que precisamos controlar-nos e exercitar-nos. N\u00e3o \u00e9 tarefa f\u00e1cil, uma vez que ainda precisamos lutar contra a nossa velha natureza. Facilmente vemos o estrago que o cachorro do vizinho faz no nosso quintal, mas dificilmente vemos o estrago que o nosso cachorro faz no quintal do vizinho.<\/p>\n<p>Certa vez um aluno perguntou a um velho professor, que sempre lamentava muito os seus pr\u00f3prios erros mas era muito compreensivo para com os seus alunos, por que ele era t\u00e3o rigoroso para consigo mesmo.<\/p>\n<p>\u2014 Olha, mo\u00e7o \u2014 disse o professor. \u2014 Eu tenho um verdadeiro zool\u00f3gico para cuidar. Esses bichos n\u00e3o me d\u00e3o folga para queixar-me dos outros. O tempo todo, eu preciso: domesticar dois falc\u00f5es, vigiar dois coelhos, dirigir duas \u00e1guias, controlar uma serpente, acorrentar um le\u00e3o e tratar de um doente terminal.<\/p>\n<p>\u2014 Mas nenhum homem tem de fazer todas estas coisas ao mesmo tempo. \u2013 disse o jovem!<\/p>\n<p>\u2014 Ah! \u2014 corrigiu o velho. \u2014 Mas comigo acontece isto mesmo. Os dois falc\u00f5es s\u00e3o os meus olhos (sempre querendo ver e ler o que n\u00e3o conv\u00e9m); os dois coelhos s\u00e3o os meus p\u00e9s (sempre querendo andar pelo caminho errado); as duas \u00e1guias s\u00e3o as minhas m\u00e3os (sempre fazendo e metendo-se no que n\u00e3o devem); a serpente \u00e9 a minha l\u00edngua (sempre pronta a inocular veneno); o le\u00e3o \u00e9 o meu cora\u00e7\u00e3o (cheio de m\u00e1s inten\u00e7\u00f5es), e o doente \u00e9 o meu pr\u00f3prio corpo.<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\">(8)<\/a><\/p>\n<p>2. (Ent\u00e3o seremos rigorosos conosco mesmos) <strong>e tolerantes para com os outros.<\/strong> Se cada um de n\u00f3s enxergar esses bichos dentro de si mesmo, seremos mais humildes e tolerantes com as feras dos outros.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o n\u00e3o vamos desprezar os que n\u00e3o s\u00e3o de nossa igreja, do nosso grupo, do nosso departamento, do nosso partido, de nossa ra\u00e7a, de nossas tradi\u00e7\u00f5es e prefer\u00eancias&#8230;<\/p>\n<p>A palavra de Deus nos recomenda: <em>\u201cSegui a paz com todos, e a santifica\u00e7\u00e3o, sem a qual ningu\u00e9m ver\u00e1 o Senhor\u201d<\/em> (Hebreus 12.14); <em>\u201cBem-aventurados os pacificadores, porque ser\u00e3o chamados filhos de Deus\u201d <\/em>(Mateus 5.9); <em>\u201cO fruto do Esp\u00edrito \u00e9: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansid\u00e3o, dom\u00ednio pr\u00f3prio\u201d<\/em> G\u00e1latas 5.22-23).<\/p>\n<p><strong> Conclus\u00e3o <\/strong><\/p>\n<p>Tudo isso s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel gra\u00e7as a Cristo, que <em>\u201ctinha a natureza de Deus, mas n\u00e3o tentou ficar igual a Deus. Pelo contr\u00e1rio, ele abriu m\u00e3o de tudo o que era seu e tomou a natureza de servo, tornando-se assim igual aos seres humanos. E, vivendo a vida comum de um ser humano, ele foi humilde e obedeceu a Deus at\u00e9 a morte \u2013 morte de cruz\u201d<\/em> (Filipenses 2.6-8)<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\">(9)<\/a>.<\/p>\n<p>N\u00e3o fosse a humildade e a miseric\u00f3rdia de Jesus, todos n\u00f3s, por mais que tiv\u00e9ssemos motivos para orgulhar-nos e nos sentir superiores a todos os outros, estar\u00edamos destinados \u00e0 vergonha e horror eternos.<\/p>\n<p>Portanto: <em>\u201cAquele que se gloria, glorie-se no Senhor\u201d <\/em>(1. Cor\u00edntios 1.31).<\/p>\n<p>Que a benignidade do Senhor amole\u00e7a e salgue os nossos cora\u00e7\u00f5es e nos d\u00ea paz, aqui e na eternidade. Am\u00e9m.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><strong>Renato Leonardo Regauer \u2013 Sapiranga \u2013 RS \u2013 Brasil\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Igreja Evang\u00e9lica Luterana do Brasil<br \/>\n<\/strong><strong><a href=\"mailto:regauer@uol.com.br\">regauer@uol.com.br<br \/>\n<\/a><\/strong><strong><a href=\"http:\/\/www.ielb.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">www.ielb.org.br<\/a><\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><\/a>(1) Na Irlanda, protestantes e cat\u00f3licos estiveram em conflito por muito tempo.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\"><\/a> (2) Anthony de Mello, <em>Taking Flight <\/em> &#8211; New York: Doubleday, 1988, p. 79.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\"><\/a>(3) Curar enfermos e expulsar dem\u00f4nios fazia parte da manifesta\u00e7\u00e3o messi\u00e2nica de Jesus. Hoje j\u00e1 temos a Palavra de Deus escrita; ela \u00e9 que revela o Messias. Por isso, hoje, a tarefa da igreja concentra-se na prega\u00e7\u00e3o do evangelho, e n\u00e3o mais depende de sinais e prod\u00edgios.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\"><\/a>(4) Em outra ocasi\u00e3o, Tiago e Jo\u00e3o quiseram mandar fogo sobre samaritanos (Lucas 9.51-54). Por causa desse \u201cg\u00eanio violento\u201d destes dois irm\u00e3os, Jesus os chamou de \u201cfilhos do trov\u00e3o\u201d (Marcos 3.17).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\"><\/a> (5) Obceca\u00e7\u00e3o = insist\u00eancia em determinada id\u00e9ia; teimosia.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\"><\/a> (6) Autor desconhecido.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\"><\/a> (7) A natureza ruim que herdamos de Ad\u00e3o e Eva.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\"><\/a> (8) Adaptado de Henry H. Schooley, EUA, em <em>Colet\u00e2nea de Ilustra\u00e7\u00f5es<\/em>.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\"><\/a>(9) A B\u00edblia na Linguagem de Hoje.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>19\u00ba Domingo ap\u00f3s Pentecostes \u2013 15 de outubro de 2006 S\u00e9rie Trienal B \u2013 Marcos 9.38-50 (BLH) \u2013 Renato L. Regauer Introdu\u00e7\u00e3oAnthony de Mello, no seu livro Al\u00e7ando V\u00f4o, conta a seguinte hist\u00f3ria: Em Belfast, Irlanda (1) , um padre cat\u00f3lico, um ministro protestante, e um rabino judeu estavam envolvidos numa acalorada discuss\u00e3o teol\u00f3gica. 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