{"id":11675,"date":"2021-02-07T19:48:49","date_gmt":"2021-02-07T19:48:49","guid":{"rendered":"https:\/\/theologie.whp.uzh.ch\/apps\/gpi\/?p=11675"},"modified":"2023-03-10T12:46:42","modified_gmt":"2023-03-10T11:46:42","slug":"mateus-21-12","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/mateus-21-12\/","title":{"rendered":"Mateus 2:1-12"},"content":{"rendered":"<div align=\"left\">\n<h3><strong>Epifania de Nosso Senhor \u2013 6 de janeiro de 2007<\/strong><br \/>\n<strong>Mateus 2:1-12 \u2013 Horst R. Kuchenbecker<\/strong><\/h3>\n<hr \/>\n<p>Estamos diante da festa de Epifania (manifesta\u00e7\u00e3o). Jesus \u00e9 manifesta aos gentios. \u00c9 o Natal dos gentios. Por isso a Igreja Ortodoxa no oriente, festeja este dia como seu grande dia de Natal. Isto nos leva a refletir sobre a hist\u00f3ria dos reis Magos (Mt 2.1-12).<\/p>\n<p><strong>Fundo Hist\u00f3rico. <\/strong>Importa lembrarmos bem os acontecimentos. O tumulto com o recenseamento em Bel\u00e9m come\u00e7ou a amainar. A cidade voltou a sua pacata calma. Jos\u00e9 e Maria procuraram um abrigo melhor, na casa de um parente ou talvez tenham alugado uma casa.<\/p>\n<p>Ao oitavo dia, ap\u00f3s o nascimento, Jesus foi circuncidado. (Lc 2.21) A circuncis\u00e3o era executada, normalmente, pelo pai em casa. Como Jesus nasceu sob a lei (Gl 4.4), mesmo n\u00e3o tendo pecado, mas pesando sobre ele os pecados da humanidade, ele foi submetido \u00e0 circuncis\u00e3o. Derramou ali sua primeira gota de sangue em prol da humanidade.<\/p>\n<p>Quando se aproximou o 40\u00b0. dia ap\u00f3s o nascimento, coube a Maria oferecer seu sacrif\u00edcio de purifica\u00e7\u00e3o, para isso eles foram a Jerusal\u00e9m. (Lc 2.21-38) Ali ela ofereceu duas rolas, sinal de que eram pobres. Ali tiveram tamb\u00e9m a surpresa da recep\u00e7\u00e3o por Sime\u00e3o e seu c\u00e2ntico e o louvor da profetiza Ana. Para Maria e Jos\u00e9 tudo isso era surpresa, mist\u00e9rio. Lemos a respeito de Maria: <em>Maria, por\u00e9m, guardava todas estas palavras, meditando-as no cora\u00e7\u00e3o. (Lc 2.19)<\/em> Ent\u00e3o voltaram a Bel\u00e9m. Provavelmente Jos\u00e9 procurou trabalho como carpinteiro. Milhares de crist\u00e3os at\u00e9 hoje imitam Mria, meditando sobre esses acontecimento, este grande mist\u00e9rio do amor de Deus revelado em Cristo. Ele continua ser fonte de consolo e paz e ser\u00e1 assim at\u00e9 a volta de Cristo em gl\u00f3ria.<\/p>\n<p><strong>Os reis Magos<\/strong>. E ent\u00e3o \u2013 n\u00e3o sabemos bem em que data \u2013 aconteceu o epis\u00f3dio dos reis Magos.Mateus escreveu seu evangelho com o prop\u00f3sito de mostrar aos judeus que Jesus \u00e9 o Messias prometido. Prometido a Ad\u00e3o e Eva, a Abra\u00e3o, a Davi com diversos detalhes dados pelos profetas. E o profeta Miqu\u00e9ias d\u00e1 o detalhe de que ele nasceria em Bel\u00e9m da Jud\u00e9ia. E reis viriam de longe para ador\u00e1-lo. <strong><br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p>Pois bem, os Magos vieram do oriente, da Babil\u00f4nia, a Jerusal\u00e9m e se dirigiram ao rei Herodes, perguntando pelo rec\u00e9m-nascido Rei dos judeus? A vinda dos reis Magos a Jerusal\u00e9m causou grande alvoro\u00e7o. Afinal, o grupo n\u00e3o foi pequeno. Eram s\u00e1bios pr\u00edncipes. N\u00e3o sabemos o n\u00famero. Uma tradi\u00e7\u00e3o antiga menciona 14, uma outra lenda menciona tr\u00eas e lhes indica os nomes: Gaspar, Baltasar e Melchior. Mas isto \u00e9 pura fix\u00e3o. A comitiva n\u00e3o dever ter sida pequena. Sem d\u00favida vinha acompanhada por um pequeno ex\u00e9rcito. Da\u00ed a raz\u00e3o do espanto: O que significa isso? Mais problemas? Guerras? E ficaram ainda mais alvoro\u00e7ados, bem como o rei Herodes, quando eles perguntaram pelo rec\u00e9m-nascido Rei dos Judeus.<\/p>\n<p>Herodes convocou todos os principais sacerdotes e escribas do povo, indagou deles a respeito de Cristo e onde ele deveria nascer. Aqui surgem diversas perguntas. Por que Herodes convocou os sacerdotes e escribas? Como ele ligou a express\u00e3o: Rei dos Judeus ao Messias prometido? Quem eram esses Magos? Como eles sabiam a respeito do nascimento do menino Jesus e de ser ele o Messias prometido?<\/p>\n<p>Precisamos lembrar que o povo de Israel passou 70 anos no cativeiro babil\u00f4nico. Ali constru\u00edram sinagogas e cultivaram sua religi\u00e3o. Logo, os cindo livros de Mois\u00e9s, Salmos e de v\u00e1rios livros dos profetas eram conhecidos ali. O profeta-Estadista Daniel, filho da descend\u00eancia real judaica, foi conselheiro de sete reis na Babil\u00f4nia, durante 72 anos. Foi testemunha fiel do Deus verdadeiro no pal\u00e1cio destes reis que dominaram o mundo. Dois desses reis reconheceram em Jeov\u00e1 o \u00fanico e verdadeiro Deus e mandaram public\u00e1-lo no imp\u00e9rio. Daniel foi chefe dos Magos, nobres, pr\u00edncipes fil\u00f3sofos, pesquisadores, conhecedores das ci\u00eancias. Eles conheciam as profecias de Daniel n\u00e3o s\u00f3 a respeito do futuro dos reis e da hist\u00f3ria do universo, conforme as vis\u00f5es de Daniel, mas tamb\u00e9m do fato de ser o Messias, o Cristo, o Salvador da humanidade em torno de quem tudo girava. O centro da humanidade.<\/p>\n<p>Se perguntarmos, portanto, quem revelou aos Magos a respeito do nascimento de Jesus? Eles disseram: <em>Vimos a sua estrela no Oriente, e viemos para ador\u00e1-lo. (v.2)<\/em> Muitos concluem que eles deveriam ter sido astr\u00f3logos muito s\u00e1bios para chegarem a essa conclus\u00e3o. Mas este n\u00e3o \u00e9 o caso. A f\u00e9 n\u00e3o vem das estrelas. <em>F\u00e9 vem pela prega\u00e7\u00e3o e a prega\u00e7\u00e3o pela palavra de Cristo. (Rm 19.17)<\/em> O conhecimento de Cristo \u00e9 <em>sabedoria de Deus em mist\u00e9rio&#8230; que nenhum dos poderosos deste s\u00e9culo conheceu. (1 Co 2.7,8)<\/em> A verdade sobre Deus e nossa vida n\u00e3o se descobre pela astrologia, filosofia, psicologia, ci\u00eancia ou medita\u00e7\u00e3o profunda. Este mist\u00e9rio s\u00f3 Deus pode revelar e revelou. Tal conhecimento s\u00f3 o Esp\u00edrito Santo pode dar, e ele n\u00e3o o d\u00e1 pelas estrelas ou astrologia, mas somente pela palavra de Deus. Como ent\u00e3o os Magos souberam que esta estrela estava indicando o nascimento do Messias? Isto eles souberam pela Escritura. Pela palavra de Deus, que 500 anos antes foi ensinada no pr\u00f3prio pal\u00e1cio pelo chefe dos s\u00e1bios, a saber, Daniel. Eles conheciam a profecias do profeta Bala\u00e3o, que era da Babil\u00f4nia e pelo qual Deus falou: <em>V\u00ea-lo-ei, mas n\u00e3o agora; contempl\u00e1-lo-ei, mas n\u00e3o de perto; uma estrela proceder\u00e1 de Jac\u00f3, de Israel subir\u00e1 um cetro que ferir\u00e1 as tempor\u00e3s de Moabe, e destruir\u00e1 todos os filhos de Sete. (Nm 24.17)<\/em> E no Salmo lemos: <em>Ent\u00e3o o Rei cobi\u00e7ar\u00e1 a tua formosura; pois ele \u00e9 o teu Senhor; inclina-te perante ele. (Sl 45.11)<\/em> (Esse trecho fala da noiva do Rei Jesus que ama sua igreja, que lhe obedecer\u00e1.) Assim o Rei dos judeus \u00e9 o Messias prometido, o Senhor e Salvador da humanidade. Isto os Magos conheceram e outras profecias mais. A estrela especial, chamou sua aten\u00e7\u00e3o, dando-lhes a convic\u00e7\u00e3o: O tempo de cumpriu.<\/p>\n<p>Quanto tempo esses Magos levaram at\u00e9 Jerusal\u00e9m. Se foram pelo deserto, o que \u00e9 muito arriscado e perigoso, levaram tr\u00eas meses. Mas \u00e9 mais prov\u00e1vel que foram pelo norte, por Damasco, o trajeto que Abra\u00e3o percorreu. Por trajeto levaram mais ou menos nove meses a um ano. Como eram da casa real, pr\u00edncipes, sem d\u00favida vinham acompanhados por um pequeno ex\u00e9rcitos e muitos servos com barras e suprimentos. Portanto um grupo expressivo. Da\u00ed a raz\u00e3o do alvoro\u00e7o em Jerusal\u00e9m. E sendo eles da casa real, dirigiram-se diretamente ao pal\u00e1cio do rei Herodes.<\/p>\n<p>Com que expectativas chegaram a Jerusal\u00e9m. A capital do povo de Deus. Ali estava o tempo do \u00fanico Deus verdadeiro, que enviaria seu Filho unig\u00eanito para salvar a humanidade. Ali est\u00e1 o verdadeiro culto. Perguntaram, ent\u00e3o, pelo rec\u00e9m-nascido Rei dos judeus, a saber, o Messias, conforme as profecias. Herodes ficou espantado. Pediu imediata reuni\u00e3o dos sacerdotes e escribas e os consultou a respeito.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s pesquisa, estes informaram ao rei Herodes o que o profeta Miqu\u00e9ias anunciou: <em>E tu, Bel\u00e9m, terra de Jud\u00e1, n\u00e3o \u00e9s de modo algum a menor entre as principais de Jud\u00e1; porque de ti sa\u00edra o Guia que h\u00e1 de apascentar a meu povo, Israel. (v.6)<\/em> O texto original do profeta diz: <em>E tu, Bel\u00e9m Efrata, pequena demais para figurar como grupo de milhares de Jud\u00e1, de ti me sair\u00e1 o que h\u00e1 de reinar em Israel, e cujas origens s\u00e3o desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade. (Mq 5.2)<\/em> H\u00e1 pequenas diferen\u00e7as entre os dois textos: a) pequena demais = a menor entre. Provavelmente Mateus tomou o texto grego da Septuaginta. b) para figurar como grupo de milhares de Jud\u00e1 = entre as principais de Jud\u00e1. Miqu\u00e9ias usa \u201cgrupo de milhares\u201d, porque sobre cada mil havia um oficial, ou pr\u00edncipe. Bel\u00e9m era pequena e s\u00f3 tinha um pr\u00edncipes.<\/p>\n<p><em>Com isto Herodes, tendo chamado secretamente os magos, inquiriu deles com precis\u00e3o quanto ao tempo em que a estrela aparecera. E, enviando-os a Bel\u00e9m, disse-lhes: Ide informar-vos cuidadosamente a respeito do menino; e, quando o tiverdes encontrado, avisai-me, para eu tamb\u00e9m ir ador\u00e1-lo. (v.8) Depois de ouvirem o rei, partiram; e eis que a estrela que viram no Oriente os precedia, at\u00e9 que, chegando, parou sobre onde estava o menino. E vendo eles a estrela, alegraram-se com grande e intenso jubilo. (v.9,10)<\/em><em><br \/>\n<\/em><\/p>\n<p>Ap\u00f3s a informa\u00e7\u00e3o partiram logo. J\u00e1 deve ter sido \u00e0 tardinha. Herodes n\u00e3o os convidou para pousarem. E parece que eles n\u00e3o se sentiram bem em Jerusal\u00e9m. A primeira decep\u00e7\u00e3o foi que na capital, nem o povo, nem sacerdotes nem o rei sabia algo do rec\u00e9m-nascido Rei Messias, quando eles deveriam ter sido os primeiros a tomarem conhecimento \u2013 para o que n\u00e3o faltou informa\u00e7\u00e3o, anjos cantaram, pastores anunciaram. Em segundo lugar, ap\u00f3s a leitura da profecia n\u00e3o houve rea\u00e7\u00e3o entre os sacerdotes em saber mais a respeito e proclam\u00e1-lo ao povo. S\u00f3 Herodes pediu mais informa\u00e7\u00f5es, mas isto com segundas e mas inten\u00e7\u00f5es. Ningu\u00e9m de Jerusal\u00e9m os acompanhou. Eles, que estavam ansiosos para ver o menino e vieram de t\u00e3o longe.<\/p>\n<p>A igreja da \u00e9poca estava morta. Isto foi sem d\u00favida uma grande prova\u00e7\u00e3o para a f\u00e9 desses Magos. Ser\u00e1 que as pessoas, em meios aos festejos de Natal em nossos dias, encontram a Cristo? Por isso, quando anoiteceu, ao verem a estrela se alegraram com <em>grande e intenso j\u00fabilo.<\/em> A estrela neste caso os fortaleceu na f\u00e9 e deu lhes coragem para prosseguirem em sua busca pelo menino, o Rei, o Messias.<\/p>\n<p><em>Entrando em casa, viram o menino com Maria, suja m\u00e3e. Prostrando-se, o adoraram; e, abriam os seus tesouros, entregaram-lhe suas ofertas: ouro, incenso e mirra. (v.11)<\/em> Eles vivenciaram o que lemos na leitura do Antigo Testamento do dia de hoje: <em>Gentios se encaminha par a tua luz, e os reis para o resplendor que te nasceu (Is 60.3)<\/em> Apesar de toda a pobreza e simplicidade, eles viram com os olhos da f\u00e9 o resplendor desse menino, o Salvador do mundo, o Rei dos reis. Ent\u00e3o deram seus presentes. Ouro, \u00e9 para reis; incenso, simboliza as ora\u00e7\u00f5es a Deus; e mirra, o sofrimento. Estes presentes s\u00e3o confiss\u00e3o de sua f\u00e9, da qual n\u00e3o se deixaram desviar nem pela hipocrisia de Jerusal\u00e9m, nem pela pobreza e simplicidade do menino Jesus em sua humilha\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Eles pousaram ali, mas n\u00e3o puderam demorar. Em sonho foram avisados para que n\u00e3o voltassem a Herodes, assim voltaram por outro caminho, cheio de j\u00fabilo por terem visto, conhecido e adorado o menino Jesus.<\/p>\n<p>Jesus \u00e9 nossa esperan\u00e7a. Qu\u00e3o felizes e gratos devemos ser a Deus que nos conduziu ao conhecimento deste Salvador e nos manteve na f\u00e9 neste mist\u00e9rio durante as v\u00e1rias prova\u00e7\u00f5es. Importa agora adorar e testemunhar, enquanto aguardamos a manifesta\u00e7\u00e3o de sua gl\u00f3ria no dia do ju\u00edzo final.<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Rev. Horst R. Kuchenbecker<br \/>\nS\u00e3o Leopoldo, RS, Brasil<br \/>\nIgreja Evang\u00e9lica Luterana do Brasil<br \/>\n<a href=\"mailto:horstkuchenbecker@gmail.com\">horstkuchenbecker@gmail.com<\/a><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.ielb.org.br\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">www.ielb.org.br<\/a><br \/>\n<\/strong><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Epifania de Nosso Senhor \u2013 6 de janeiro de 2007 Mateus 2:1-12 \u2013 Horst R. Kuchenbecker Estamos diante da festa de Epifania (manifesta\u00e7\u00e3o). Jesus \u00e9 manifesta aos gentios. \u00c9 o Natal dos gentios. Por isso a Igreja Ortodoxa no oriente, festeja este dia como seu grande dia de Natal. Isto nos leva a refletir sobre [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":16210,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[36,727,157,853,108,494,648,3,112,109],"tags":[],"beitragende":[],"predigtform":[],"predigtreihe":[],"bibelstelle":[],"class_list":["post-11675","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-matthaeus","category-archiv","category-beitragende","category-bibel","category-current","category-horst-r-kuchenbecker","category-kapitel-02-chapter-02-matthaeus","category-nt","category-port","category-predigten"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11675","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11675"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11675\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":17443,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11675\/revisions\/17443"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/media\/16210"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11675"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11675"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11675"},{"taxonomy":"beitragende","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/beitragende?post=11675"},{"taxonomy":"predigtform","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/predigtform?post=11675"},{"taxonomy":"predigtreihe","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/predigtreihe?post=11675"},{"taxonomy":"bibelstelle","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/bibelstelle?post=11675"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}