{"id":14214,"date":"2022-10-18T16:50:30","date_gmt":"2022-10-18T14:50:30","guid":{"rendered":"https:\/\/theologie.whp.uzh.ch\/apps\/gpi\/?p=14214"},"modified":"2022-10-18T16:04:55","modified_gmt":"2022-10-18T14:04:55","slug":"lucas-18-9-14","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/lucas-18-9-14\/","title":{"rendered":"Lucas 18.9-14"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"font-weight: 400;\">PR\u00c9DICA PARA O 20\u00ba DOMINGO AP\u00d3S PENTECOSTES | 23 de outubro de 2022 | Lucas 18.9-14 |\u00a0Antonio Carlos de Oliveira |<\/h3>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Texto b\u00edblico: <strong>Lucas 18.9-14 <\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><strong>Jesus nos ensina a orar com humildade<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><em>Antonio Carlos Oliveira e <\/em><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><em>Gabriel Henrique de Oliveira Pinto<\/em><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><strong>\u00a0<\/strong>Gra\u00e7a e paz da parte de Deus a todos e todas n\u00f3s que ouvimos e anunciamos a sua palavra que \u00e9 luz para as nossas vidas. Am\u00e9m<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Querida comunidade! O texto b\u00edblico previsto para a prega\u00e7\u00e3o deste 20\u00ba domingo ap\u00f3s pentecostes, que encontramos em Lucas 18.9-14, oferece uma reflex\u00e3o importante a respeito da pr\u00e1tica da ora\u00e7\u00e3o com humildade. Estamos na proximidade da celebra\u00e7\u00e3o dos 505 anos da Reforma Luterana. Vale destacar que o tema da humildade, no que se refere \u00e0 rela\u00e7\u00e3o da pessoa humana com Deus, \u00e9 assunto central na doutrina luterana. Como lemos no coment\u00e1rio de Lutero ao magnificat \u201c&#8230; Deus \u00e9 aquele que est\u00e1 no mais alto e nada existe acima dele, ele n\u00e3o pode olhar para al\u00e9m de si. Tamb\u00e9m n\u00e3o pode olhar para os lados, porque ningu\u00e9m \u00e9 igual a ele. Por isso precisa olhar fatalmente para si mesmo e para baixo. Quanto mais baixo algu\u00e9m est\u00e1, tanto melhor Deus o enxerga.\u201d (O louvor de Maria. Editora Sinodal, 1999, p.13).<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\u00a0Na par\u00e1bola Jesus fala que dois homens de diferentes segmentos da sociedade se dirigem at\u00e9 o templo para orar. O fariseu que do ponto de vista religioso e social \u00e9 bem visto por suas obras, n\u00e3o vai para casa justificado. Por sua vez, o publicano, cobrador de impostos, que \u00e9 mau visto pela sociedade e tamb\u00e9m pela religi\u00e3o, vai embora justificado. Os fatores que a sociedade, a religi\u00e3o e os pr\u00f3prios personagens usam como crit\u00e9rio de superioridade religiosa ou espiritual n\u00e3o reflete nos crit\u00e9rios que Deus usa para a justifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">As ora\u00e7\u00f5es do fariseu e do publicano expressam como eles se sentem e como se julgam em rela\u00e7\u00e3o a Deus. O fariseu agradece a Deus por n\u00e3o ser como as outras pessoas, por se considerar melhor que elas. Para ele as outras pessoas s\u00e3o ladras, injustas e ad\u00falteras, entre as \u201cpiores pessoas\u201d ele menciona o publicano com desprezo. Ao seu modo de ver a justifica\u00e7\u00e3o, o fariseu acredita fielmente que suas boas obras e a\u00e7\u00f5es religiosas lhe garantem m\u00e9ritos com Deus, ele inclusive pontua as pr\u00e1ticas exteriores e espirituais em sua ora\u00e7\u00e3o. Por isso, chega a apontar para as outras pessoas, se julgando espiritualmente superior, mesmo que tenha pecados encobertos no interior, pela pr\u00e1tica externa da religi\u00e3o. O fariseu confiava em si mesmo e at\u00e9 orava de si para si mesmo, evidenciando, que ele n\u00e3o se mostrava confiante na gra\u00e7a e na justifica\u00e7\u00e3o de Deus, mas nos seus pr\u00f3prios m\u00e9ritos (v.11). No extremo oposto, o publicano orou reconhecendo seus erros, de uma forma t\u00e3o profunda e com tamanha demonstra\u00e7\u00e3o de arrependimento, que sequer levantava os olhos ao c\u00e9u, batendo no peito (tristeza extrema) e clamando por seus pecados, ou seja, demonstrava isso tamb\u00e9m fisicamente. Provavelmente, se sentia inferior \u00e0s outras pessoas na religi\u00e3o e na viv\u00eancia de sua espiritualidade (orava de longe) das demais pessoas no templo. Seu \u00fanico pedido \u00e9 como uma s\u00faplica pela miseric\u00f3rdia de Deus, como demonstra sua ora\u00e7\u00e3o (v. 13).<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">A conclus\u00e3o da par\u00e1bola \u00e9 que o publicano foi para sua casa justificado por Deus e o fariseu n\u00e3o (v. 14a). O motivo dado \u00e9 de que todo aquele que se exalta (o fariseu que confiou sua justifica\u00e7\u00e3o em si mesmo, e n\u00e3o demonstrou nenhuma necessidade de Deus) ser\u00e1 humilhado; mas o que se humilha (o publicano, ao reconhecer seus pecados perante Deus em ora\u00e7\u00e3o e demonstrar que confia sua justifica\u00e7\u00e3o na miseric\u00f3rdia de Deus) ser\u00e1 exaltado (v. 14b). Na carta aos Filipenses, o ap\u00f3stolo Paulo, se descreve nas duas situa\u00e7\u00f5es. Como fariseu, quanto \u00e0 justi\u00e7a que h\u00e1 na lei, era irrepreens\u00edvel (Filipenses 3.5-6). Mas, para ser achado em Cristo, ele admite n\u00e3o ter mais justi\u00e7a pr\u00f3pria que proceda da lei, sen\u00e3o a justi\u00e7a que procede de Deus, baseada na f\u00e9 (Filipenses 3.7-9). Portanto, a passagem de Lucas est\u00e1 muito pr\u00f3xima ao pensamento paulino da justifica\u00e7\u00e3o por gra\u00e7a e f\u00e9.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">A tem\u00e1tica da ora\u00e7\u00e3o recebe de Jesus uma aten\u00e7\u00e3o especial, sendo refletida e recomendada em muitas passagens dos Evangelhos. De modo especial Lucas se dedica ao tema da ora\u00e7\u00e3o dando grande import\u00e2ncia a uma comunica\u00e7\u00e3o efetiva e afetiva com Deus. O pr\u00f3prio Jesus \u00e9 apresentado como uma pessoa orante e que estimula seus seguidores e suas seguidoras a ter na ora\u00e7\u00e3o uma de suas atividades principais. Pois algo fundamental para o seguimento de Jesus \u00e9 a pr\u00e1tica constante da comunica\u00e7\u00e3o com Deus.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Lucas nos leva a compreender que o ato da ora\u00e7\u00e3o \u00e9 uma forma de comunica\u00e7\u00e3o onde o mais importante \u00e9 falar com sinceridade e humildade, expressar os sentimentos como confian\u00e7a e f\u00e9, ou seja, abrir o cora\u00e7\u00e3o para Deus na certeza de que Ele ouve e acolhe. No entendimento judeu o cora\u00e7\u00e3o \u00e9 o centro da vida, local das op\u00e7\u00f5es fundamentais e das decis\u00f5es (Lucas 6.45). Portanto, uma ora\u00e7\u00e3o para ser verdadeira precisa vir do cora\u00e7\u00e3o, do concreto da vida, tratar do que \u00e9 importante e impactante, daquilo que mobiliza nossos pensamentos e a\u00e7\u00f5es. A ora\u00e7\u00e3o verdadeira deve nos levar ao cora\u00e7\u00e3o da vida, nos fazer ouvir do que o cora\u00e7\u00e3o est\u00e1 cheio.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Na sociedade em que vivemos se valoriza os m\u00e9ritos. Ou seja, se considera uma pessoa melhor ou mais importante devido ao cargo que ela ocupa, sua profiss\u00e3o, forma\u00e7\u00e3o, t\u00edtulos acad\u00eamicos, conta banc\u00e1ria e as suas propriedades. Tudo isso, que uma pessoa ostenta a leva a ser considerada pelas demais pessoas como uma pessoa importante, bem sucedida. Em outras palavras, \u201caben\u00e7oada por Deus\u201d. Esse era tamb\u00e9m o caso do fariseu que, como demonstra sua fala arrogante,\u00a0 se considerava melhor que as outras pessoas.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Mas, na vis\u00e3o de Jesus, esse comportamento n\u00e3o tem sentido algum. N\u00e3o importa quem \u00e9 a pessoa, seus status ou o lugar que ela ocupa na sociedade. Deus n\u00e3o liga para apar\u00eancias, t\u00edtulos ou posses. Deus busca apenas cora\u00e7\u00f5es sinceros, arrependimento e a mudan\u00e7a de atitudes erradas. Conforme Hebreus 10.22 \u201caproximemo-nos com um cora\u00e7\u00e3o sincero, em plena certeza de f\u00e9, tendo o cora\u00e7\u00e3o purificado de m\u00e1 consci\u00eancia e o corpo lavado com \u00e1gua pura\u201d.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Jesus ensina que, diante de Deus, ao orarmos, \u00e9 preciso ter sinceridade e humildade. Se colocar humildemente diante de Deus, sem auto elogios ou se comparando a outras pessoas. Na rela\u00e7\u00e3o com Deus, seremos sempre \u201cpobres\u201d, pessoas necessitadas de seu perd\u00e3o. Pois, nada que tenhamos ou fa\u00e7amos \u00e9 capaz de comprar as benesses e as miseric\u00f3rdias de Deus. Sendo humildes somos o que realmente somos, estaremos em nosso lugar e Deus estar\u00e1 no lugar dele.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Ao destacar a atitude do publicano Jesus aponta para a correta rela\u00e7\u00e3o com Deus. Na \u201cjustifica\u00e7\u00e3o por gra\u00e7a e f\u00e9\u201d entendemos que, diante de Deus, n\u00e3o somos pessoas justificadas por m\u00e9ritos ou boas obras, mas unicamente recebemos a justifica\u00e7\u00e3o pela infinita gra\u00e7a de Deus mediante a f\u00e9 em Jesus Cristo. O publicano n\u00e3o exige ser justificado, ele apenas expressa o profundo arrependimento que sente em seu cora\u00e7\u00e3o, batendo no peito, entregando suas incoer\u00eancias ao \u00fanico que pode lhe perdoar. Talvez existam na vida desse publicano aspectos positivos, que poderiam ser lembrados por ele, mas isso n\u00e3o vem ao caso. Diante de Deus ele \u00e9 apenas um humilde pecador. O texto seguinte, Lucas 18.15-17, exemplifica essa rela\u00e7\u00e3o com Deus. No v. 17 lemos: \u201c&#8230; Quem n\u00e3o receber o Reino de Deus como uma crian\u00e7a de maneira nenhuma entrar\u00e1 nele.\u201d Uma crian\u00e7a n\u00e3o pode ressaltar seus m\u00e9ritos ou se auto justificar com suas boas a\u00e7\u00f5es. Ela \u00e9 totalmente dependente daquele que a pode cuidar, aben\u00e7oar e salvar.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\u201cVoc\u00ea sabe com quem voc\u00ea est\u00e1 falando?\u201d Essa express\u00e3o \u00e9 usada quando algu\u00e9m quer dar um \u201ccarteira\u00e7o\u201d e mostrar que se trata de algu\u00e9m importante, n\u00e3o se tratando de uma pessoa qualquer. Assim na base do \u201ccarteira\u00e7o\u201d \u00e0s vezes se consegue o que se quer, passar na frente, receber primeiro, se livrar de um multa. O fariseu, no texto citado, quer dar um \u201ccarteira\u00e7o\u201d em Deus. Ele enumera para Deus seus m\u00e9ritos e boas a\u00e7\u00f5es para provar que \u00e9 muito melhor que as outras pessoas, inclusive, que aquele publicano ao seu lado. N\u00e3o se sabe exatamente o que esse fariseu quer, pois sua ora\u00e7\u00e3o \u00e9 apenas auto engrandecimento diante de Deus. Talvez esse seja justamente seu problema, sua arrog\u00e2ncia pode camuflar sua baixa auto estima e o fato dele sentir em seu \u00edntimo justamente o oposto, sua insignific\u00e2ncia. Ele n\u00e3o pede nada, mas precisa que Deus o considere mais importante que as outras pessoas.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Tamb\u00e9m podemos entender que n\u00f3s somos uma mistura de fariseu e publicano. Nossos comportamentos diante de Deus cont\u00e9m, muitas vezes, entre esses dois lados, sendo uma falsa humildade. Isso porque, ao reconhecer a culpa e pedir perd\u00e3o a Deus j\u00e1 nos consideramos melhor que outros infi\u00e9is que n\u00e3o buscam a miseric\u00f3rdia divina. Ao orar agradecemos por tudo de bom que recebemos de Deus e com isso rebaixamos as outras pessoas que n\u00e3o receberam o mesmo. Ao contribuir com a igreja pensamos em outras pessoas que poderiam ajudar e n\u00e3o o fazem.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Portanto, orar de maneira humildade, significa primeiramente, abrir o cora\u00e7\u00e3o e desnudar-se de suas apar\u00eancias diante de Deus. \u00c9 preciso ser igual a uma crian\u00e7a que estende os bra\u00e7os e confia, que aninha-se no colo de Jesus para ser aben\u00e7oada, que chora quando sente vontade, que fala com sinceridade onde d\u00f3i, onde pesa a consci\u00eancia, onde n\u00e3o consegue melhorar. Dentro da palavra cora\u00e7\u00e3o est\u00e1 a palavra ora\u00e7\u00e3o (mostre um cartaz com a palavra cora\u00e7\u00e3o). Isso significa que Deus acolhe a ora\u00e7\u00e3o que vem do cora\u00e7\u00e3o. Deus em seu amor e sua miseric\u00f3rdia perdoa a quem com sinceridade e cora\u00e7\u00e3o arrependido lhe confessa seus e pecados. Deus tamb\u00e9m d\u00e1 for\u00e7as para que possamos corrigir nossos erros e reparar o mal que praticamos. Assim, para as pessoas que \u201cabrem seu cora\u00e7\u00e3o para Deus\u201d, por ordem de Jesus Cristo, recebem de Deus o perd\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Que Deus nos ajude a orar com humildade e que nosso cora\u00e7\u00e3o receba a b\u00ean\u00e7\u00e3o de Deus, sua miseric\u00f3rdia e sua gra\u00e7a. Que Deus em seu amor nos guarde hoje e sempre. Am\u00e9m!<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">&#8212;<\/p>\n<p>Antonio Carlos de Oliveira<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">S\u00e3o Leopoldo \u2013 Rio Grande do Sul (Brasilien<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><a href=\"mailto:antonio.ieclb@gmail.com\">antonio.ieclb@gmail.com<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>PR\u00c9DICA PARA O 20\u00ba DOMINGO AP\u00d3S PENTECOSTES | 23 de outubro de 2022 | Lucas 18.9-14 |\u00a0Antonio Carlos de Oliveira | Texto b\u00edblico: Lucas 18.9-14 Jesus nos ensina a orar com humildade Antonio Carlos Oliveira e Gabriel Henrique de Oliveira Pinto \u00a0Gra\u00e7a e paz da parte de Deus a todos e todas n\u00f3s que ouvimos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":6626,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[38,1078,157,108,141,3,112,109],"tags":[],"beitragende":[],"predigtform":[],"predigtreihe":[],"bibelstelle":[],"class_list":["post-14214","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-lukas","category-antonio-carlos-de-oliveira","category-beitragende","category-current","category-kapitel-18-chapter-18","category-nt","category-port","category-predigten"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14214","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14214"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14214\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":14215,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14214\/revisions\/14215"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6626"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14214"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14214"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14214"},{"taxonomy":"beitragende","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/beitragende?post=14214"},{"taxonomy":"predigtform","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/predigtform?post=14214"},{"taxonomy":"predigtreihe","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/predigtreihe?post=14214"},{"taxonomy":"bibelstelle","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/bibelstelle?post=14214"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}