{"id":1844,"date":"2020-02-09T17:05:44","date_gmt":"2020-02-09T16:05:44","guid":{"rendered":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/static\/wp\/?p=1844"},"modified":"2020-02-21T18:20:18","modified_gmt":"2020-02-21T17:20:18","slug":"5o-domingo-apos-epifania","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/5o-domingo-apos-epifania\/","title":{"rendered":"5\u00ba Domingo ap\u00f3s Epifania"},"content":{"rendered":"<h3>Isa\u00edas 58:1-12 | Romeu Otto Hoepfner |<\/h3>\n<p>Prezada Comunidade!<\/p>\n<p>No Brasil, neste tempo em que as fam\u00edlias voltam das f\u00e9rias e os alunos se preparam para o retorno \u00e0s aulas, \u00e9 \u00e9poca diferenciada em compara\u00e7\u00e3o aos outros meses do ano. Muitos regressaram das festas e das f\u00e9rias de bolsos vazios. Por vezes, \u00e9poca em que renascem as frustra\u00e7\u00f5es, pois aparecem as m\u00faltiplas contas a pagar. Ouve-se com frequ\u00eancia a afirma\u00e7\u00e3o: &#8222;A vida n\u00e3o est\u00e1 f\u00e1cil para ningu\u00e9m&#8220;!<\/p>\n<p>Liturgicamente falando \u00e9 tamb\u00e9m o momento que nos despedimos das semanas natalinas, chamadas de epifania, e vislumbramos as semanas da quaresma (tempo de jejum?), ou preferencialmente denominado de semanas da Paix\u00e3o de Cristo. Ser\u00e3o sete semanas que, para o com\u00e9rcio em geral, j\u00e1 assumem ares pascais.<\/p>\n<p>Neste contexto, onde se encontra a comunidade crist\u00e3? Importante dizer de que a comunidade quer e deve ser o espa\u00e7o do &#8222;jejum&#8220;. Jejuar, ent\u00e3o, seria o exerc\u00edcio da medita\u00e7\u00e3o a partir da Palavra de Deus. Este exerc\u00edcio levar\u00e1 \u00e0 consci\u00eancia solid\u00e1ria e \u00e0 partilha. O sofrimento do mundo deve ser visto \u00e0 luz da dor de Cristo.<\/p>\n<p>Cara Comunidade!<\/p>\n<p>Neste contexto o texto de pr\u00e9dica previsto para este domingo nos conduz por estradas firmes. Caminhos estes, que, partindo s\u00e9culos antes do primeiro Natal, nos encaminham novamente em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 crian\u00e7a de Bel\u00e9m, que, por sua vez, ser\u00e1 o Cristo crucificado da sexta feira santa.<\/p>\n<p>O livro do profeta Isa\u00edas \u00e9 uma cole\u00e7\u00e3o de textos prof\u00e9ticos de diferentes autores. Nosso texto de pr\u00e9dica \u00e9 parte integrante do Trito-Isa\u00edas que data do tempo imediato ap\u00f3s ao Ex\u00edlio Babil\u00f4nico, por volta de 520 a.C..<\/p>\n<p>Qual \u00e9 a situa\u00e7\u00e3o do pa\u00eds? Qualquer semelhan\u00e7a com tempos atuais, seja aqui ou acol\u00e1, \u00e9 mera coincid\u00eancia! Ou n\u00e3o? A situa\u00e7\u00e3o do povo \u00e9 prec\u00e1ria. Nosso texto menciona os famintos, os pobres, os nus, os oprimidos e quebrantados. Humildes sofrem sob a opress\u00e3o de camadas privilegiadas. O povo se queixa a Deus: &#8222;Por que jejuamos n\u00f3s, e tu n\u00e3o atentas para isto?&#8220;. Qual ser\u00e1 a resposta divina?<\/p>\n<p>Deus envia seu profeta. Ele deve apontar para a incoer\u00eancia da religiosidade do povo. Por um lado jejuam. Por outro lado, fomentam a injusti\u00e7a social. A mensagem central de nossa texto vai no sentido de anunciar de que o culto se torna in\u00fatil, enquanto n\u00e3o estiver em estreita rela\u00e7\u00e3o com o servi\u00e7o ao pr\u00f3ximo, mais fraco e necessitado.<\/p>\n<p>N\u00e3o se trata de abolir o culto e os ritos lit\u00fargicos, mas estes remetem ao amor diaconal e ao rompimento com estruturas injustas e escravizantes.<\/p>\n<p>Aqui est\u00e1 o acento da Boa Nova deste domingo: Se o povo praticar a vontade de Deus e romper os grilh\u00f5es da injusti\u00e7a, ent\u00e3o a vida toda ser\u00e1 renovada e &#8222;ser\u00e1s como um jardim regado e como um manancial, cujas \u00e1guas nunca faltam&#8220; (v. 11). Ent\u00e3o Israel experimentar\u00e1 a b\u00ean\u00e7\u00e3o permanente de Deus.<\/p>\n<p>Estimada Comunidade!<\/p>\n<p>Partamos para a atualiza\u00e7\u00e3o que, claro, dever\u00e1 passar pelo Novo Testamento. Entre n\u00f3s e as palavras de Isa\u00edas est\u00e1 o Natal. Creio que, por este motivo, o texto de pr\u00e9dica \u00e9 meditado bem na \u00e9poca de Epifania.<\/p>\n<p>Sim, nos \u00e9 anunciado que o natal n\u00e3o passou. Que ele \u00e9 permanente, mesmo que a sociedade o ignore entre janeiro e novembro. Epifania \u00e9 a lembran\u00e7a de que o natal aconteceu e a luz brilha forte na escurid\u00e3o. Deus agiu em favor de n\u00f3s e de toda a humanidade.<\/p>\n<p>E muito mais: O menino meigo e humilde de Bel\u00e9m ser\u00e1 o Cristo crucificado. O homem de dores se sacrifica por amor a n\u00f3s, criaturas pecadoras e rebeldes. O Cristo da cruz, como Senhor da p\u00e1scoa, abre os nossos olhos para vermos toda a realidade do mundo em que vivemos hoje. Ele oferece gratuitamente perd\u00e3o, salva\u00e7\u00e3o e vida em abund\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Acentuo a gratuidade numa realidade onde deparamos com a comercializa\u00e7\u00e3o da salva\u00e7\u00e3o, principalmente na Am\u00e9rica Latina, cujo povo sente a explora\u00e7\u00e3o, tal qual Isa\u00edas denuncia, e a vida empobrecida e quebrantada.<\/p>\n<p>A mensagem deste domingo acentua veementemente o fato de que nossa pr\u00f3pria religiosidade e espiritualidade, quando praticada solitariamente, afasta de Deus e se torna in\u00fatil. Sempre quando recebemos o amor de Deus, pela Palavra e Sacramentos, somos impulsionados a viver a f\u00e9 no engajamento por todos e todas, aqueles e aquelas, que precisam de nossa ajuda e solidariedade. \u00c9 a luta ( sem armas) do Povo de Deus em prol da vida mais justa, livre e digna da pessoa humana.<\/p>\n<p>Atualmente, em nossas comunidades crist\u00e3s, seja aqui no Brasil ou em outros lugares deste nosso mundo, vemos que Cristo continua sofrendo com as fam\u00edlias dos desempregados que lutam pela sobreviv\u00eancia, dos idosos e abandonados, dos agricultores sem terra, dos nossos \u00edndios, dos desiludidos, doentes e moribundos, da pr\u00f3pria cria\u00e7\u00e3o de Deus que sofre e geme sob a a\u00e7\u00e3o predat\u00f3ria do ser humano.<\/p>\n<p>Prezada Comunidade! Queremos ser igreja missional. O que \u00e9 isto? \u00c9 anunciar os sinais do Reino de Deus em nosso meio. E isto atrav\u00e9s da evangeliza\u00e7\u00e3o, que denuncia e anuncia, de a\u00e7\u00f5es comunit\u00e1rias que buscam a partilha e a solidariedade.<\/p>\n<p>Em resumo, poder\u00edamos agradecer pelo aprendizado deste domingo, por meio dos textos previstos, que nos incentivam para que o Cristo, que se d\u00e1 a n\u00f3s aqui no culto e na comunh\u00e3o da Ceia, encontre resson\u00e2ncia l\u00e1 fora em nossa viv\u00eancia do dia-a-dia. A Comunidade, sim n\u00f3s, iremos orar: Senhor, transforma-nos em instrumentos eficientes do teu amor e da tua paz.<\/p>\n<p>AM\u00c9M<strong>.<\/strong><\/p>\n<div id=\"fuss\">P.em. Romeu Otto Hoepfner<br \/>\nCuritiba, Brasil<br \/>\nE-Mail: <a href=\"mailto:romeuottohoepfner@gmail.com\">romeuottohoepfner@gmail.com<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Isa\u00edas 58:1-12 | Romeu Otto Hoepfner | Prezada Comunidade! No Brasil, neste tempo em que as fam\u00edlias voltam das f\u00e9rias e os alunos se preparam para o retorno \u00e0s aulas, \u00e9 \u00e9poca diferenciada em compara\u00e7\u00e3o aos outros meses do ano. Muitos regressaram das festas e das f\u00e9rias de bolsos vazios. Por vezes, \u00e9poca em que [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1391,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[22,2,157,108,155,112,109,176],"tags":[],"beitragende":[],"predigtform":[],"predigtreihe":[],"bibelstelle":[],"class_list":["post-1844","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-jesaja","category-at","category-beitragende","category-current","category-kapitel-58-chapter-58-jesaja","category-port","category-predigten","category-romeu-otto-hoepfner"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1844","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1844"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1844\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1890,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1844\/revisions\/1890"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1391"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1844"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1844"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1844"},{"taxonomy":"beitragende","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/beitragende?post=1844"},{"taxonomy":"predigtform","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/predigtform?post=1844"},{"taxonomy":"predigtreihe","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/predigtreihe?post=1844"},{"taxonomy":"bibelstelle","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/bibelstelle?post=1844"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}