{"id":19044,"date":"2023-11-07T14:18:22","date_gmt":"2023-11-07T13:18:22","guid":{"rendered":"https:\/\/theologie.whp.uzh.ch\/apps\/gpi\/?p=19044"},"modified":"2023-11-07T14:18:22","modified_gmt":"2023-11-07T13:18:22","slug":"1tessalonicenses-4-13-18","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/1tessalonicenses-4-13-18\/","title":{"rendered":"1Tessalonicenses 4.13-18"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"font-weight: 400;\">Esperan\u00e7a para al\u00e9m do luto | PR\u00c9DICA PARA O 24\u00ba DOMINGO AP\u00d3S PENTECOSTES | 12.11.2023 | 1Tessalonicenses 4.13-18 |\u00a0Alesandro Linhaus Binow e Antonio Carlos Oliveira |<\/h3>\n<p style=\"font-weight: 400;\">A primeira carta aos Tessalonicenses \u00e9 reconhecida como a carta mais antiga escrita pelo ap\u00f3stolo Paulo (por volta do ano 50 d.C.) dentre as que est\u00e3o no c\u00e2none b\u00edblico. A comunidade de Tessal\u00f4nica nasceu a partir de uma passagem e prega\u00e7\u00e3o do Evangelho pelo pr\u00f3prio Paulo em uma de suas viagens mission\u00e1rias. Ao escrever a carta \u00e0 comunidade, Paulo aproveita para refor\u00e7ar assuntos com os quais a comunidade j\u00e1 estava ambientada, mas, tamb\u00e9m, para tentar elucidar d\u00favidas e questionamentos que surgiram no decorrer do tempo. Esse \u00faltimo aspecto parece ser o contexto da per\u00edcope em quest\u00e3o: havia uma inquieta\u00e7\u00e3o sobre o que aconteceria com aquelas pessoas (membros da comunidade) que j\u00e1 morreram quando da volta de Cristo.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">V.13 &#8211; J\u00e1 neste primeiro vers\u00edculo da per\u00edcope \u00e9 poss\u00edvel perceber a prov\u00e1vel inquieta\u00e7\u00e3o mencionada anteriormente.\u00a0 \u00c9 totalmente poss\u00edvel, e at\u00e9 indispens\u00e1vel, pressupor que Paulo, em sua \u201cevangeliza\u00e7\u00e3o\u201d na cidade de Tessal\u00f4nica, tenha pregado sobre a morte e ressurrei\u00e7\u00e3o de Cristo. Uma das consequ\u00eancias desta mensagem \u00e9 a d\u00e1diva da vida eterna concedida gratuitamente por Cristo aqueles e \u00e0quelas que nele creem. Parece que, com a morte de membros da comunidade, surgiram questionamentos se estas pessoas receberiam ou n\u00e3o os benef\u00edcios concedidos por Cristo, assim como os que estar\u00e3o vivos no tempo da parusia. Paulo j\u00e1 inicia sua reflex\u00e3o apontando para a \u201cesperan\u00e7a\u201d. \u00c9 preciso conhecer, sim, a promessa de Cristo (\u201cn\u00e3o sejais ignorantes\u201d), mas, \u00e9 preciso, principalmente, crer nesta promessa que traz esperan\u00e7a. Inclusive, se contrap\u00f5e \u00e0 cren\u00e7a de que a morte f\u00edsica seria o final de tudo, o que traria um sentimento de ang\u00fastia e tristeza. Um detalhe interessante neste vers\u00edculo e em outros dois momentos da per\u00edcope \u00e9 que Paulo, quando faz refer\u00eancia as pessoas que j\u00e1 morreram, utiliza, por exemplo, a palavra (\u03ba\u03b5\u03ba\u03bf\u03b9\u03bc\u03b7\u03bc\u03b5\u03bd\u03c9\u03bd: que adormeceram). Isso mostra um vi\u00e9s pastoral da mensagem paulina. Ao inv\u00e9s de falar diretamente da morte, que carrega uma ideia de final, Paulo utiliza uma express\u00e3o consoladora e que abre espa\u00e7o para uma continua\u00e7\u00e3o, como \u00e9 a cren\u00e7a crist\u00e3. Afinal, aqueles e aquelas que dormem (em Cristo) ser\u00e3o ressuscitados e ressuscitadas por Ele e para Ele na sua parusia.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\u00a0V.14- O ap\u00f3stolo Paulo refor\u00e7a a mensagem da morte e ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus e a necessidade da comunidade de crer nessa verdade. Crer na ressurrei\u00e7\u00e3o de Cristo \u00e9 o que permite crer que \u201cos que dormem\u201d (quem j\u00e1 morreu) ser\u00e3o ressuscitados e ressuscitadas em Cristo.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">V.15- A partir desta parte da per\u00edcope, Paulo entra no campo da especula\u00e7\u00e3o de como ser\u00e1 no dia da parusia. \u00c9 importante salientar aqui que mesmo que Paulo descreva sua compreens\u00e3o de como se proceder\u00e1 no dia da parusia, e \u00e9 poss\u00edvel que ele acreditasse, em boa medida, que assim o seria, o pr\u00f3prio Cristo, no evangelho de Marcos 13.32, afirma que \u201ca respeito daquele dia ou da hora ningu\u00e9m sabe [&#8230;] sen\u00e3o o Pai.\u201d Dito isto, Paulo afirma que \u201cn\u00f3s, os vivos, os que ficarmos at\u00e9 a vinda do Senhor [&#8230;]\u201d, ou seja, fica expl\u00edcita a certeza paulina da iminente volta de Cristo, afinal, ele, na sua afirma\u00e7\u00e3o, acredita que ainda estaria vivo quando ela acontecesse. A cren\u00e7a na iminente volta de Cristo \u00e9 algo que perpassa todo o minist\u00e9rio paulino. Romanos 13.11 corrobora com tal afirma\u00e7\u00e3o. J\u00e1 a ideia de que ele, Paulo, estivesse vivo no tempo da parusia parece ir mudando com o passar do tempo (em Filipenses 3.11, escrito mais tardio de Paulo, ele parece cogitar a possibilidade de que possa estar morto, pois, em Cristo, ele alcan\u00e7aria a \u201cressurrei\u00e7\u00e3o dentre os mortos\u201d).<\/p>\n<ol start=\"7\">\n<li style=\"font-weight: 400;\">16 e 17 &#8211; Paulo descreve que na parusia: a) Jesus daria a ordem, b) voz do anjo, c) ressoada da trombeta, d) descida de Cristo (dos c\u00e9us), e) mortos em Cristo ressuscitariam e f) juntos com os vivos seriam arrebatados (entre nuvens). Esta seria a compreens\u00e3o e cren\u00e7a do ap\u00f3stolo para a parusia. Pode-se discutir se Paulo estaria, aqui, tentando mesmo descrever alguns aspectos do processo no tempo da parusia. \u00c9 plaus\u00edvel entender que ele realmente compreendesse tal descri\u00e7\u00e3o na literalidade. \u00c9 uma heran\u00e7a da apocal\u00edptica judaica. Daniel 7.13, por exemplo, menciona o \u201cFilho do Homem\u201d que \u201cvinha com as nuvens do c\u00e9u\u201d. Marcos 13 \u00e9 um texto extremamente apocal\u00edptico. Interpretando este texto na sua literalidade ou na sua forma simb\u00f3lica, \u00e9 preciso aceitar que \u00e9 especula\u00e7\u00e3o sobre algo que n\u00e3o se tem autonomia de decis\u00e3o. S\u00f3 cabe a Deus. E como o pr\u00f3prio Paulo diz em 1Co 13.12: \u201cagora, vemos como em espelho, obscuramente;\u201d<\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\">18 &#8211; Paulo termina com um \u201cConsolai-vos, pois, uns aos outros com estas palavras.\u201d. O \u00faltimo vers\u00edculo leva a perceber a intens\u00e3o pastoral desta passagem escrita aos tessalonicenses. Parece que a inten\u00e7\u00e3o de Paulo n\u00e3o \u00e9 detalhar aspectos da parusia. Mas, sim, consolar e aliviar a ang\u00fastia da comunidade com rela\u00e7\u00e3o ao tema da morte. Crer na certeza da ressurrei\u00e7\u00e3o de Cristo rompe com a ang\u00fastia e preocupa\u00e7\u00e3o com a morte humana, afinal, a ressurrei\u00e7\u00e3o de Cristo \u00e9 a promessa da ressurrei\u00e7\u00e3o daquelas pessoas que j\u00e1 \u201cadormeceram\u201d no Senhor. \u201cLo importante es que tanto em la vida como em la muerte el cristiano est\u00e1 em Cristo, y esa es uma uni\u00f3n que nada puede romper.\u201d (BARCLAY, 1973, p. 211).<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Segundo o calend\u00e1rio lit\u00fargico esta prega\u00e7\u00e3o est\u00e1 prevista para dois domingos ap\u00f3s o dia de finados. \u00c9 poss\u00edvel que as lembran\u00e7as e sentimentos relacionados ao luto por familiares falecidos ainda esteja presente no cora\u00e7\u00e3o e mente das pessoas que estar\u00e3o no culto. O texto da prega\u00e7\u00e3o traz a oportunidade de refletir sobre o tema da consola\u00e7\u00e3o e do apoio \u00e0s pessoas e fam\u00edlias enlutadas.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">O luto \u00e9 vivido por ocasi\u00e3o da morte de algu\u00e9m por quem se tem um sentimento de estima, em geral familiares e pessoas amigas. Mas o luto tamb\u00e9m pode se manifestar diante de outras perdas presentes na vida pessoal, como uma separa\u00e7\u00e3o, a demiss\u00e3o do emprego, a mudan\u00e7a de uma escola para outra, etc. Sentimentos de incompreens\u00e3o e vazio existencial v\u00eam \u00e0 tona e desencadeiam um processo de reflex\u00e3o a caminho da reestrutura\u00e7\u00e3o, ressignifica\u00e7\u00e3o e supera\u00e7\u00e3o. Um luto \u00e9 entendido como \u201cluto dif\u00edcil\u201d quando as pessoas apresentam um quadro depressivo acentuado e extenso, devendo nesses casos ter o acompanhamento de profissionais para o tratamento psicol\u00f3gico. O aconselhamento pastoral tamb\u00e9m \u00e9 recomendado e de maneira especial reflete sobre quest\u00f5es relacionadas ao ambiente religioso, aspectos da doutrina e da espiritualidade. Quest\u00f5es chaves por vezes surgem no di\u00e1logo, por exemplo, culpa, castigo, medo, solid\u00e3o, desamparo, descren\u00e7a. Este espa\u00e7o oportunizado pela conversa\u00e7\u00e3o pastoral \u00e9 lugar para trabalhar, entre outros conte\u00fados, o perd\u00e3o, a f\u00e9, o acolhimento, a autoestima, a resili\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">A ci\u00eancia das religi\u00f5es aponta que as primeiras manifesta\u00e7\u00f5es religiosas da humanidade possivelmente surgiram por ocasi\u00e3o dos cultos aos ancestrais falecidos no per\u00edodo paleol\u00edtico. A pr\u00f3pria religi\u00e3o crist\u00e3 surge acompanhada da viv\u00eancia do luto por Jesus Cristo e do sofrimento pelo mart\u00edrio dos ap\u00f3stolos. O que nos d\u00e1 a dimens\u00e3o de que esse sentimento de vazio presente no luto \u00e9 um dos grandes temas desde sempre na hist\u00f3ria da humanidade. Fato \u00e9 que a experi\u00eancia de acompanhar a morte e o sepultamento de algu\u00e9m, principalmente algu\u00e9m pr\u00f3ximo, traz \u00e0s pessoas um sentimento de impossibilidade diante da realidade da morte. Desejamos a vida, queremos viver, mas n\u00f3s nos deparamos com o morrer e a inevitabilidade da morte. Nossos conhecimentos chegam apenas at\u00e9 esta fronteira, a partir dela nada sabemos sen\u00e3o aquilo de que nos fala a cren\u00e7a religiosa.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Na vida em comunidade, volte e meia, ocorre o falecimento de alguma pessoa membro. \u00c9 tarefa do ministro, da ministra, bem como de lideran\u00e7as da comunidade consolar as fam\u00edlias e as pessoas em um sepultamento. Cabe \u00e0 pessoa encarregada do of\u00edcio lembrar as pessoas enlutadas que os entes queridos, que j\u00e1 partiram desta vida, agora descansam nos bra\u00e7os do Deus criador, \u201cdormindo o sono da morte\u201d at\u00e9 o dia da ressurrei\u00e7\u00e3o dos mortos. Vivenciar esse momento e render louvor a Deus \u00e9 testemunho de f\u00e9 no Cristo ressuscitado, que vive e reina eternamente, que vence a cruz, vence a morte e que, segundo a sua miseric\u00f3rdia, dar\u00e1 nova vida em seu reino de paz e justi\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">O ap\u00f3stolo Paulo diz que estas palavras que ele escreve s\u00e3o para consolar e para trazer esperan\u00e7a ao cora\u00e7\u00e3o. Era sabido que a igreja de tessalonicenses estava passando por muita tristeza, porque algumas pessoas haviam falecido e existiam d\u00favidas no que aconteceria depois da morte. Nesse sentido, tamb\u00e9m para n\u00f3s, que vivemos nos dias atuais, \u00e9 igualmente necess\u00e1rio palavras de consolo e esperan\u00e7a. Pois, devido \u00e0 pandemia de coronav\u00edrus, conflitos, guerras e crise econ\u00f4mica, enfrentamos uma \u00e9poca de muito desamparo e desesperan\u00e7a. O sofrimento e o luto fazem parte da realidade de muitas pessoas.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">O texto b\u00edblico nos desafia a ter esperan\u00e7a diante da morte. A morte n\u00e3o tem a \u00faltima palavra, ela n\u00e3o \u00e9 a \u00faltima etapa das nossas vidas. Pois nossa f\u00e9 em Jesus Cristo, o ressurreto, \u00e9 portadora da promessa de que tamb\u00e9m n\u00f3s, segundo a gra\u00e7a, receberemos a ressurrei\u00e7\u00e3o para a gl\u00f3ria do reino eterno de Deus. Em 1 Cor\u00edntios 15.19 ao tratar sobre a ressurei\u00e7\u00e3o de Jesus Cristo o ap\u00f3stolo Paulo escreve: \u201cSe a nossa esperan\u00e7a em Cristo se limita apenas a esta vida, somos as pessoas mais infelizes deste mundo\u201d. \u00a0O que nos leva a entender que a pessoa crist\u00e3 n\u00e3o deve temer a morte, pois mesmo ela sendo uma realidade da qual n\u00e3o se possa escapar n\u00e3o \u00e9 ela que decreta a conclus\u00e3o ou fim da nossa vida. Ou seja, devemos olhar para a morte como descanso e repouso, como silencioso aguardo em Deus na confiante espera do dia do Senhor. Como afirmou Jesus, segundo Jo\u00e3o 14.2-3, \u201cNa casa de meu Pai h\u00e1 muitas moradas. Se n\u00e3o fosse assim, eu j\u00e1 lhes teria dito. Pois vou preparar um lugar para voc\u00eas. E, quando eu for e preparar um lugar, voltarei e os receberei para mim mesmo, para que, onde eu estou, voc\u00eas estejam tamb\u00e9m\u201d.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">&#8212;<\/p>\n<p>Antonio Carlos de Oliveira<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Novo Hamburgo \u2013 Rio Grande do Sul (Brasilien)<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">E-Mail: <a href=\"mailto:antonio.ieclb@gmail.com\">antonio.ieclb@gmail.com<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esperan\u00e7a para al\u00e9m do luto | PR\u00c9DICA PARA O 24\u00ba DOMINGO AP\u00d3S PENTECOSTES | 12.11.2023 | 1Tessalonicenses 4.13-18 |\u00a0Alesandro Linhaus Binow e Antonio Carlos Oliveira | A primeira carta aos Tessalonicenses \u00e9 reconhecida como a carta mais antiga escrita pelo ap\u00f3stolo Paulo (por volta do ano 50 d.C.) dentre as que est\u00e3o no c\u00e2none b\u00edblico. [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":19045,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[48,1078,157,853,108,586,3,112,109],"tags":[],"beitragende":[],"predigtform":[],"predigtreihe":[],"bibelstelle":[],"class_list":["post-19044","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-1-thessalonicher","category-antonio-carlos-de-oliveira","category-beitragende","category-bibel","category-current","category-kapitel-04-chapter-04-1-thessalonicher","category-nt","category-port","category-predigten"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19044","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19044"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19044\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":19046,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19044\/revisions\/19046"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/media\/19045"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19044"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19044"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19044"},{"taxonomy":"beitragende","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/beitragende?post=19044"},{"taxonomy":"predigtform","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/predigtform?post=19044"},{"taxonomy":"predigtreihe","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/predigtreihe?post=19044"},{"taxonomy":"bibelstelle","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/bibelstelle?post=19044"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}