{"id":19077,"date":"2023-11-16T12:40:42","date_gmt":"2023-11-16T11:40:42","guid":{"rendered":"https:\/\/theologie.whp.uzh.ch\/apps\/gpi\/?p=19077"},"modified":"2023-11-16T12:46:29","modified_gmt":"2023-11-16T11:46:29","slug":"mateus-25-14-30","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/mateus-25-14-30\/","title":{"rendered":"Mateus 25.14-30"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"font-weight: 400;\">PR\u00c9DICA PARA O 25. DOMINGO AP\u00d3S PENTECOSTES | 19 de novembro de 2023 |\u00a0Mateus 25.14-30 |\u00a0Roberto Zwetsch<em> |<\/em><\/h3>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Amigas e amigos da Comunidade de f\u00e9,<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Estamos chegando ao \u00faltimo domingo do ano eclesi\u00e1stico, que se diferencia do ano civil de uma forma instigadora. De certa forma, a liturgia crist\u00e3 nos indica que n\u00e3o nos submetemos aos poderes que dominam nossos pa\u00edses e nossas vidas, e seu calend\u00e1rio oficial. Temos espa\u00e7o <em>lit\u00fargico<\/em> e <em>de f\u00e9<\/em> para respirar, para refletir juntos, para redescobrir o eixo de nossas vidas e aquilo que \u2013 no fundo \u2013 nos sustenta como pessoas, como povos e como comunidades. Assim, somos desafiados a manter viva a mem\u00f3ria de um Senhor que <em>n\u00e3o<\/em> tira a vida de ningu\u00e9m, mas pelo contr\u00e1rio, <em>d\u00e1 sua vida em resgate<\/em> das nossas e nos oferece \u2013 renovadamente \u2013 um caminho de dignidade e reconcilia\u00e7\u00e3o. Por isso, somos gratos por nos reunirmos em torno da ora\u00e7\u00e3o e da mesa da Palavra de Deus que nos convoca \u00e0 solidariedade e \u00e0 compaix\u00e3o com todas as pessoas, e nestes tempos de guerra, com quem mais sofre, mulheres, crian\u00e7as, povos que enfrentam duramente a morte precoce e a destrui\u00e7\u00e3o de sues modo de vida, inocentemente.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">O evangelista Mateus, que vimos seguindo neste ano, nos apresenta mais uma das par\u00e1bolas do Mestre Jesus, a conhecida <em>par\u00e1bola dos talentos<\/em>, mas que eu arrisco denominar de <em>par\u00e1bola da confian\u00e7a desmedida.<\/em> Voc\u00eas logo entender\u00e3o a raz\u00e3o. Provavelmente, esta narrativa situa-se em ambiente urbano pela linguagem de sua constru\u00e7\u00e3o. Mas podemos nos equivocar de sa\u00edda se fazemos compara\u00e7\u00f5es superficiais e f\u00e1ceis com as negociatas que conhecemos dos sistemas econ\u00f4mico e pol\u00edtico do nosso tempo. Por isso, sugiro <em>cautela<\/em> na sua interpreta\u00e7\u00e3o. Quem sabe assim teremos melhores condi\u00e7\u00f5es de <em>descobrir<\/em> sua mensagem sem cair em f\u00e1ceis armadilhas. \u00c9 isto que acontece quando nos deixamos iludir pela <em>leitura fundamentalista<\/em> do evangelho.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Sigamos. Primeiro, estamos diante de uma <em>par\u00e1bola<\/em> ou de uma <em>met\u00e1fora, uma compara\u00e7\u00e3o<\/em> por meio da qual Jesus nos desafia a compreender o que seja o <em>reino dos c\u00e9us, <\/em>conforme Mateus expressa o conceito de <em>reino de Deus.<\/em> A narrativa ensina qual a atitude que o Senhor espera de n\u00f3s, seu povo e sua comunidade, quando de seu retorno depois de longa viagem. Alguns pregadores logo intuem que se trata do <em>fim dos tempos <\/em>quando \u2013 numa imagem conhecida \u2013 Jesus retornar\u00e1 triunfante vindo do c\u00e9u em gl\u00f3ria e com seus ex\u00e9rcitos celestiais. Penso que tal interpreta\u00e7\u00e3o n\u00e3o ajuda. Ela antes <em>desvia<\/em> o nosso olhar do que Deus, o Pai, espera de n\u00f3s. Uma informa\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica da composi\u00e7\u00e3o do evangelho pode nos ajudar nessa busca. Mateus escreve provavelmente de uma comunidade crist\u00e3 da S\u00edria e depois da destrui\u00e7\u00e3o de Jerusal\u00e9m pelas tropas de ocupa\u00e7\u00e3o romana comandadas pelo general Tito, no ano 70 da era crist\u00e3. Como acontece com a comunidade de Mateus, a maior parte das comunidades crist\u00e3s do primeiro s\u00e9culo s\u00e3o grupos pequenos, vivendo em contextos de pobreza e muita persegui\u00e7\u00e3o. Este \u00e9 o pano de fundo a partir do qual a comunidade escuta a par\u00e1bola de Jesus. E quase 50 anos depois da Ressurrei\u00e7\u00e3o, a prometida <em>segunda vida<\/em> n\u00e3o acontecia. Como ent\u00e3o manter viva a f\u00e9, a confian\u00e7a no Ressuscitado e a viv\u00eancia do seu amor sem trai-lo? Sem voltar \u00e0 vida antiga dos deuses da morte e da guerra?<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Mateus conhecia a escola judaica dos judeus ortodoxos expatriados. E como eles, tamb\u00e9m tinha em comum a expectativa <em>messi\u00e2nica e apocal\u00edptica<\/em> da proximidade do fim. Mas <em>se o fim demora<\/em>, Mateus precisava <em>reinterpretar <\/em>essa teologia a partir da mensagem de Jesus. E ele ent\u00e3o lembrou e anotou: <em>o dia do Senhor <\/em>vem como ladr\u00e3o da noite, de surpresa, e n\u00e3o da forma espetacular como aparece em alguns textos. Por isso, ele repetiu o dito de Jesus v\u00e1rias vezes:<em> Vigiem! Fiquem alertas!<\/em> (24.42; 25.13, 26.38 e 41). <em>Amem e sejam misericordiosos como o pai de voc\u00eas! <\/em>(Mateus 5). Por isso tamb\u00e9m na par\u00e1bola seguinte ao texto de hoje ele adverte: <em>Quando voc\u00eas me viram? Ora, toda a vez que voc\u00eas fizeram isto a um desses pequeninos<\/em> (dar p\u00e3o a quem tem fome, \u00e1gua a quem tem sede, acolher estrangeiros, vestir quem est\u00e1 nu e passa frio, visitar enfermos e quem est\u00e1 na pris\u00e3o), <em>foi a mim que voc\u00eas o fizeram <\/em>(25.35s).<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Notem bem, amigas e amigos, Jesus n\u00e3o fala exclusivamente de pessoas crentes da comunidade.. Ele aponta para uma <em>fraternidade que ultrapassa<\/em> as fronteiras da igreja, da etnia, do povo, da na\u00e7\u00e3o, da classe social, do g\u00eanero. Jesus desafia para uma <em>viv\u00eancia do amor e do servi\u00e7o o mais aberta poss\u00edvel<\/em>, ampla, irrestrita, sem cobran\u00e7as. E isto pareceu escandaloso no seu tempo e ainda hoje. Com este ensinamento, Jesus assume a Lei judaica, mas a <em>reinterpreta<\/em> e a radicaliza colocando no centro n\u00e3o o <em>livro sagrado<\/em> nem o <em>templo\u00b8 <\/em>que naquele momento j\u00e1 fora destru\u00eddo. No centro de sua mensagem est\u00e3o os <em>pequeninos <\/em>(11.25; 18.3; 25.45),\u00a0 os que tem <em>fome e sede de justi\u00e7a<\/em>, os <em>mansos e misericordiosos<\/em>(Mateus 5), as pessoas <em>sem poder<\/em>. Esta mensagem tem consequ\u00eancias e se torna chave para a caminhada crist\u00e3.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Vamos \u00e0 par\u00e1bola dos <em>talentos<\/em>, ent\u00e3o. Um estudioso mostrou que esta palavra grega n\u00e3o diz respeito a um tipo de poder secular, mas antes a uma <em>atitude,<\/em> uma <em>capacidade<\/em> (<em>dynamis<\/em>) criativa que aponta para uma a\u00e7\u00e3o, um <em>poder fazer.<\/em> Muito se discutiu sobre qual seria o <em>valor monet\u00e1rio<\/em> do talento. Alguns autores dizem que poderia valer 20 kg de ouro, outro, 35 kg de prata, e outro ainda mil den\u00e1rios. Se um den\u00e1rio equivalia a um dia de trabalho, seriam mil dias de trabalho! Ent\u00e3o, o que depreendo \u00e9 que <em>talento<\/em> aqui \u00e9 mesmo <em>uma figura<\/em>, uma compara\u00e7\u00e3o para dizer que o patr\u00e3o colocou nas m\u00e3os dos seus empregados um <em>valor<\/em> <em>inestim\u00e1vel, desmedido<\/em>. E o mais estranho, ele n\u00e3o d\u00e1 nenhuma explica\u00e7\u00e3o de como <em>trabalhar<\/em>com este <em>talento.<\/em> Quer dizer, ele entrega seu tesouro, confia nos seus empregados e vai embora. O que cada qual far\u00e1 com o tesouro \u00e9 da sua conta. Nos versos 16 a 22 temos a narrativa de como dois dos empregados empregaram o que receberam. Esses trabalham criativamente o recebido, negociaram, fizeram multiplicar o valor, demonstrando <em>confian\u00e7a na justi\u00e7a<\/em> do patr\u00e3o. O terceiro agiu diferente: cavou um buraco na terra e escondeu o que recebera do patr\u00e3o. No retorno do patr\u00e3o, o que recebeu 5 talentos, entregou outros 5. Recebeu como resposta: <em>Muito bem, servidor bom e fiel. Foste fiel no <\/em>pouco, <em>sobre o <\/em>muito<em> te colocarei; entra na <\/em>alegria<em> do teu senhor<\/em>. O mesmo aconteceu com o que recebeu 2 talentos. Estranha a frase sobre o <em>pouco<\/em> e o <em>muito<\/em>. De qualquer forma, j\u00e1 sabemos que <em>um talento<\/em> \u00e9 um bem de <em>grande valor.<\/em><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Mas a resposta do senhor \u00e9 surpreendente. Ela foge da <em>l\u00f3gica comercial e econ\u00f4mica <\/em>vigente. Por isso eu dizia no in\u00edcio: <em>cautela <\/em>na interpreta\u00e7\u00e3o. O senhor ou patr\u00e3o n\u00e3o retribuiu com <em>mais talentos<\/em>, mais <em>riqueza, <\/em>mais <em>tesouros. <\/em>Isto significa que a par\u00e1bola de Jesus desfaz a <em>teologia da retribui\u00e7\u00e3o<\/em>, t\u00e3o presente no livro de J\u00f3. Hoje, se pode dizer que Jesus acaba com a <em>Teologia da prosperidade<\/em> t\u00e3o forte em muitas igrejas crist\u00e3s dos nossos dias, principalmente neopentecostais. <strong>A promessa do evangelho<em> \u00e9 outra<\/em> bem diferente. <\/strong>O senhor ou patr\u00e3o afirma aos seus servidores fi\u00e9is: <em>Entrem na alegria do seu senhor! Venham sentar-se \u00e0 mesa e desfrutem de minha companhia, de minha alegria, de alegria da minha casa, do meu reino.<\/em> Vejam, aqui temos uma figura maravilhosa do <em>reino dos c\u00e9us, <\/em>do <em>reino de Deus. <\/em>Reino de Deus acontece na <em>alegria da presen\u00e7a de Deus no meio de n\u00f3s<\/em>, na alegria de seu convite para desfrutar da sua <em>comunh\u00e3o, da sua mesa.<\/em> Eis o <em>dia de Senhor<\/em> acontecendo hoje, aqui e n\u00e3o apenas num futuro distante que ningu\u00e9m conhece nem sabe quando acontecer\u00e1.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">E o que aconteceu com o <em>terceiro servidor<\/em>? Para ele, sobra a tristeza e a exclus\u00e3o, lamentavelmente. \u00c9 duro deter-nos nessa parte, mas ela est\u00e1 a\u00ed para nos abrir os olhos. E o que motivou a <em>atitude<\/em> desse servidor? Ele mesmo explica: <em>Sei que \u00e9s um homem duro, que ceifas onde n\u00e3o semeaste e re\u00fanes de onde n\u00e3o espalhaste; ent\u00e3o com <strong>medo<\/strong><\/em><strong>, <\/strong><em>fui e escondi na terra o teu talento; olha, aqui o tens<\/em><strong>. <\/strong>Na sua cegueira, ele pensou: <em>pelo menos n\u00e3o perdi nada, n\u00e3o fiz mau uso do que recebi. Devolvo o que me foi dado e acabou. Fico bem com meu senhor. <\/em>Ocorre que o senhor n\u00e3o aceitou tal disparate. E disse:<em> se voc\u00ea sabia que sou duro e colho onde n\u00e3o semeei, e re\u00fano onde n\u00e3o espalhei, por que n\u00e3o negociou com os banqueiros o que eu lhe entreguei? Pelo menos, eu teria recebido o que \u00e9 meu com juro.<\/em><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Mateus vai mais longe e afirma que n\u00e3o s\u00f3 o tal servidor foi severamente repreendido, como perdeu at\u00e9 aquilo que tinha e depois foi lan\u00e7ado ao relento, sem nada. E o pouco que tinha ainda foi entregue ao que mais fizera aumentar os talentos recebidos. O que sobrou para este servidor que sucumbiu ao<em> medo<\/em> e n\u00e3o confiou no patr\u00e3o foi choro e ranger de dentes. Exclus\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Como entender uma par\u00e1bola dessas na boca de Jesus, que pregou o amor e a miseric\u00f3rdia? Eis o desafio para n\u00f3s hoje. Se os primeiros servidores entenderam que os <em>talentos<\/em> foram entregues como capacidade para <em>servir, <\/em>para <em>amar <\/em>os semelhantes, e assim souberam ser dignos de entregar <em>novos talentos <\/em>para o senhor\u00b8 isto \u00e9, pessoas que como eles confiam no senhor e o servem servindo aos demais; o terceiro n\u00e3o entendeu a mensagem, deixou-se dominar por um <em>medo infundado<\/em>, que o paralisou e fez voltar-se unicamente para o seu pr\u00f3prio umbigo, para os seus pr\u00f3prios interesses, tornando-se incapaz de olhar em volta, <em>descobrindo e enxergando as tarefas <\/em>que poderia realizar com liberdade, ousadia, f\u00e9, amor e compaix\u00e3o. Afinal, o senhor <em>n\u00e3o havia <\/em>determinado <em>o que fazer<\/em> com o talento, com a<em> capacidade de agir <\/em>que o servidor apresentava. <em>O que fazer<\/em> dependia dele mesmo, de sua vis\u00e3o da realidade em volta dele, do horizonte aberto por seu <em>projeto de vida, <\/em>pela f\u00e9 que abra\u00e7ou um dia. Ele n\u00e3o havia aprendido algo fundamental que Jesus ensinara ao seu pequeno grupo: <em>Gra\u00e7as te dou, \u00f3 Pai<\/em>, <em>Senhor do c\u00e9u e da terra, porque ocultaste estas cousas aos s\u00e1bios e entendidos, e as revelaste aos pequeninos. Sim, \u00f3 Pai, porque assim foi do teu agrado<\/em> (11,25s).<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Entendo que esta mensagem \u00e9 tremendamente atual hoje. Deus, o Pai, n\u00e3o olha para nossa piedade, nossas muitas ora\u00e7\u00f5es, os muitos cultos, ritos e obras fara\u00f4nicas, normalmente feitas em seu <em>nome<\/em>. O seu <em>crit\u00e9rio de fidelidade \u00e9 outro<\/em>. Se os <em>talentos que recebemos<\/em> de Deus demonstram uma <em>confian\u00e7a sem limites de Deus em n\u00f3s,<\/em> se esses talentos se tornam para n\u00f3s algo de grande valor, de um <em>valor desmedido<\/em>, <strong>como fazer jus a tal confian\u00e7a que Deus deposita em n\u00f3s<\/strong>?<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Se eu pudesse usar uma met\u00e1fora de hoje em dia, uma figura conhecida, eu diria que o <em>talento que recebemos hoje de Deus, o seu tesouro, <\/em>n\u00e3o \u00e9 prosperidade ou uma bela propriedade, mas antes algo como a <em>capacidade de agir<\/em> segundo a <em>sua justi\u00e7a <\/em>\u00a0(Mateus 6.33), uma <em>plataforma<\/em> para <em>praticar a justi\u00e7a<\/em> que restaura vidas, que dignifica mulheres, crian\u00e7as e homens fr\u00e1geis, vulner\u00e1veis, sem valor na nossa sociedade dominada pelo dinheiro e pelo sucesso. Perante Deus, tudo isso \u00e9 ef\u00eamero, sem valor. Para ele, o valor maior \u00e9 a vida humana em plenitude, resgatada do fundo do po\u00e7o para viver na luz do sol de sua justi\u00e7a; para participar da <em>alegria do seu reino<\/em>, j\u00e1 agora e depois para sempre. \u00c9 por isso que fica o desafio e o convite: <strong>Trabalhem os seus talentos com liberdade, ousadia e compaix\u00e3o<\/strong>. E no final voc\u00eas ouvir\u00e3o: <em>Entrem na alegria do seu senhor! <\/em>Am\u00e9m.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">&#8212;<\/p>\n<ol>\n<li style=\"font-weight: 400;\">Dr. Roberto Ervino Zwetsch<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Pelotas \u2013 Rio Grande do Sul (Brasilien)<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><a href=\"mailto:rezwetsch@gmail.com\">rezwetsch@gmail.com<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>PR\u00c9DICA PARA O 25. 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