{"id":19768,"date":"2024-04-12T08:15:20","date_gmt":"2024-04-12T06:15:20","guid":{"rendered":"https:\/\/theologie.whp.uzh.ch\/apps\/gpi\/?p=19768"},"modified":"2024-04-12T08:15:20","modified_gmt":"2024-04-12T06:15:20","slug":"atos-dos-apostolos-3-12-19","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/atos-dos-apostolos-3-12-19\/","title":{"rendered":"Atos dos Ap\u00f3stolos 3. 12 \u2013 19"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"font-weight: 400;\">PR\u00c9DICA PARA O 3\u00ba DOMINGO DE P\u00c1SCOA | 14 de abril de 2024 | Texto b\u00edblico: Atos dos Ap\u00f3stolos 3. 12 \u2013 19 | Harald Malschitzky |<\/h3>\n<p style=\"font-weight: 400;\">UM DISCURSO CORAJOSO<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Disc\u00edpulos de Jesus, apesar de proibi\u00e7\u00f5es e desconfian\u00e7as de muita gente, come\u00e7aram a pregar e agir em nome de Jesus, sempre lembrando que na mem\u00f3ria do povo e principalmente das autoridades, esse Jesus fora executado na cruz por supostos crimes desde a desobedi\u00eancia a certos preceitos do seu pr\u00f3prio \u00b4povo at\u00e9 incita\u00e7\u00e3o contra o governo, no caso, os romanos.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Na cena narrada pelo texto que ouvimos, eles estavam reunidos no alpendre do templo, um lugar lateral do templo. N\u00e3o havia nada de errado em tal reuni\u00e3o, afinal os disc\u00edpulos eram judeus. Mas desde os acontecimentos que culminaram com a morte e a ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus, muita gente se mostrou interessada no que esse punhado de gente faria e diria, sempre levando em conta que haviam sido seguidores de Jesus quando em vida. Nesse momento, depois da cura de uma pessoa, logo se levantou a pergunta em nome de quem o tinham feito ou que poderes eles mesmos tinham para curar. Seriam eles curandeiros? Ou seriam dotados de um poder \u201cdesconhecido\u201d?\u00a0 A resposta dos disc\u00edpulos \u00e9 mais do que uma resposta, \u00e9 um testemunho de vida ou morte, pois \u2013 ao que se sabe \u2013 o decreto proibindo o uso do dome de Jesus ainda n\u00e3o tinha sido anulado. Sim, eles estavam agindo em nome de Jesus de Nazar\u00e9, exatamente aquele que fora crucificado pelos romanos como bandido, mas a pedido e por insist\u00eancia (\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u201cCrucifica-o, crucifica-o\u201d) da lideran\u00e7a judaica. Ao diz\u00ea-lo, os disc\u00edpulos n\u00e3o usaram meias palavras: Esse Jesus foi Deus feito homem na linhagem tradicional e querida de personagens da hist\u00f3ria: Abra\u00e3o, Isaque e Jac\u00f3! N\u00e3o se trata, pois, de um estrangeiro, mas de algu\u00e9m da pr\u00f3pria cepa: \u201cMas voc\u00eas o entregaram \u00e0s autoridades e o rejeitaram diante de Pilatos\u201d! (&#8230;) \u201cAssim voc\u00eas mataram o Autor da vida; mas Deus o ressuscitou e n\u00f3s somos testemunhas disso\u201d.\u00a0 Poder-se-ia dizer que Deus inverteu o jogo, o jogo do sofrimento e da morte para um ato de reden\u00e7\u00e3o e salva\u00e7\u00e3o n\u00e3o apenas para o povo judeu, mas para o mundo e a humanidade. Tamb\u00e9m para esse detalhe os disc\u00edpulos citam: \u201cO Messias que ele escolheu\u00a0 tinha que sofrer\u201d.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Humanamente falando seria de imaginar uma amea\u00e7a de vingan\u00e7a pela atrocidade cometida. Sim, porque a interven\u00e7\u00e3o de Deus ressuscitando Jesus, n\u00e3o anula nem torna mais brando o sofrimento e a morte pelos quais passou. \u00a0Mas n\u00e3o: Se anuncia uma boa not\u00edcia, a not\u00edcia do perd\u00e3o. \u201cArrependam-se e voltem a Deus a fim de que ele perdoe os pecados\u201d. O evento de Cristo, que parecia ter um triste fim, \u00e9 um in\u00edcio de nova vida diante de Deus e diante dos seres humanos \u2013 pecadores\/as perdoados\/as t\u00eam chance de olhar o futuro e a eternidade com alegria e esperan\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Quem sabe, antes de mais nada, \u00e9 preciso evitar insinua\u00e7\u00f5es antisemitas. A acusa\u00e7\u00e3o feita pelos disc\u00edpulos \u2013 justa sem d\u00favida \u2013 foi usada at\u00e9 por n\u00e3o-crist\u00e3os para encetar persegui\u00e7\u00e3o aos judeus (nada a ver com o atual estado de Israel!). O ponto alto do texto \u00e9 o arrependimento e o perd\u00e3o para recome\u00e7ar a vida. Chamo aten\u00e7\u00e3o ao detalhe para evitar mal-entendidos.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Essa passagem b\u00edblica enfatiza que a f\u00e9 crist\u00e3 est\u00e1 arraigada na tradi\u00e7\u00e3o dos patriarcas e profetas do Velho Testamento. A hist\u00f3ria salv\u00edfica em Cristo est\u00e1 indissoluvelmente ligada\u00a0 \u00e0 hist\u00f3ria do povo de Israel com todas as suas idas e vindas. A morte vic\u00e1ria de Cristo inclui a chance para os judeus. Ali\u00e1s, vale lembrar que os disc\u00edpulos eram judeus e Paulo tamb\u00e9m era judeu. No caminho, por\u00e9m, est\u00e1 a convers\u00e3o. Fica muito claro que o evento de Cristo passa pela cruz e pelo sofrimento. Muitas vezes, na Semana Santa, e principalmente na sexta-feira feira, as celebra\u00e7\u00f5es fogem do sofrimento e da morte para ir \u00e0 ressurrei\u00e7\u00e3o, \u00e0 P\u00e1scoa. O Tr\u00edduo Pascal, ali\u00e1s, \u00e9 um bom jeito de n\u00e3o apressar as coisas. Assisti a celebra\u00e7\u00e3o da \u00faltima Sexta-Feira Santa chamada Tenebrae que foi impactante porque se leram somente textos alusivos ao dia e se cantaram os respectivos hinos num ambiente de escurid\u00e3o e sil\u00eancio. O tema da ressurrei\u00e7\u00e3o ficou para as celebra\u00e7\u00f5es de domingo, come\u00e7ando \u00e0s 6 da manh\u00e3. \u00a0Sem a cruz todo o\u00a0 evento de Cristo \u00e9 se torna vazio. A nova vida em Cristo, a d\u00e1diva do perd\u00e3o, a comprova\u00e7\u00e3o do amor de Deus por sua cria\u00e7\u00e3o passa pelo G\u00f3lgota e pelo t\u00famulo vazio \u2013 os dois! A partir daqui podemos ler a hist\u00f3ria de patriarcas e profetas, usando o crit\u00e9rio de Lutero <em>was Christum treibet (<\/em> aquilo que conduz Cristo), <em>a<\/em> partir daqui podemos ouvir e tentar seguir a miss\u00e3o de ir a todos os povos anunciando o Cristo morto e ressurreto.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">N\u00e3o precisamos nos envergonhar de sermos seguidores\/as de um Cristo que na vida e na morte foi humilde; n\u00e3o precisamos maqui\u00e1-lo de grande her\u00f3i t\u00e3o a gosto de tantos grupos por a\u00ed. Quem virou o jogo foi Deus e quem perdoa tamb\u00e9m \u00e9 Deus para uma nova vida EM CRISTO. Am\u00e9m<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">&#8212;<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">P.em. Harald Malschitzky<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">S\u00e3o Leopoldo \u2013 Rio Grande do Sul (Brasilien)<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><a href=\"mailto:Harald.malschitzky@gmail.com\">Harald.malschitzky@gmail.com<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>PR\u00c9DICA PARA O 3\u00ba DOMINGO DE P\u00c1SCOA | 14 de abril de 2024 | Texto b\u00edblico: Atos dos Ap\u00f3stolos 3. 12 \u2013 19 | Harald Malschitzky | UM DISCURSO CORAJOSO Disc\u00edpulos de Jesus, apesar de proibi\u00e7\u00f5es e desconfian\u00e7as de muita gente, come\u00e7aram a pregar e agir em nome de Jesus, sempre lembrando que na mem\u00f3ria [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":19391,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[40,157,853,108,264,733,3,112,109],"tags":[],"beitragende":[],"predigtform":[],"predigtreihe":[],"bibelstelle":[],"class_list":["post-19768","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-apostelgeschichte","category-beitragende","category-bibel","category-current","category-harald-malschitzky","category-kapitel-03-chapter-03-apostelgeschichte","category-nt","category-port","category-predigten"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19768","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19768"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19768\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":19769,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19768\/revisions\/19769"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/media\/19391"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19768"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19768"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19768"},{"taxonomy":"beitragende","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/beitragende?post=19768"},{"taxonomy":"predigtform","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/predigtform?post=19768"},{"taxonomy":"predigtreihe","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/predigtreihe?post=19768"},{"taxonomy":"bibelstelle","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/bibelstelle?post=19768"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}