{"id":20112,"date":"2024-07-20T12:23:20","date_gmt":"2024-07-20T10:23:20","guid":{"rendered":"https:\/\/theologie.whp.uzh.ch\/apps\/gpi\/?p=20112"},"modified":"2024-07-20T12:23:20","modified_gmt":"2024-07-20T10:23:20","slug":"marcos-630-34-53-56","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/marcos-630-34-53-56\/","title":{"rendered":"Marcos 6,30-34 53-56"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"font-weight: 400;\">PR\u00c9DICA PARA O 9\u00b0 DOMINGO AP\u00d3S PENTECOSTES | 21.07.2024 | Texto b\u00edblico: Marcos 6,30-34 53-56 | <em>\u00a0Felipe Gustavo Koch Buttelli |<\/em><\/h3>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><strong>\u00a0JESUS: A COMPAIX\u00c3O DE DEUS<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><em>\u00a0Felipe Gustavo Koch Buttelli<\/em><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Que a gra\u00e7a de Jesus, nosso amigo e irm\u00e3o, o amor de Deus e a comunh\u00e3o do Esp\u00edrito estejam com todas e todos voc\u00eas. Am\u00e9m.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Quem \u00e9 Jesus? Talvez esta pergunta possa orientar a nossa reflex\u00e3o sobre o evangelho de hoje. Apresentar a identidade messi\u00e2nica de Jesus \u00e9 um dos interesses do evangelista, mas certamente tamb\u00e9m \u00e9 nosso interesse de vida e de f\u00e9. Conhecer, reconhecer, encontrar e reencontrar este Jesus nos diferentes caminhos da nossa vida. N\u00e3o se trata apenas de um interesse intelectual ou que visa compreender historicamente quem foi este personagem hist\u00f3rico que, cremos, revelou a presen\u00e7a de Deus no mundo. Mais do que isso, entendo que quando vimos ao culto, quando vamos \u00e0 igreja queremos saber quem \u00e9 este Jesus de um ponto de vista existencial. Diante da minha vida, onde est\u00e1 este Jesus? Quem \u00e9 ele? Como se apresenta? Ser\u00e1 que conhece meus dilemas? Conhece a minha dor? Ser\u00e1 que se alegra comigo nos momentos mais felizes da minha vida? E talvez mais decisiva \u00e9 a pergunta por quem \u00e9 este Jesus nos momentos mais dif\u00edceis da nossa vida. Onde est\u00e1 quando, passamos fome e n\u00e3o temos condi\u00e7\u00f5es materiais de subsist\u00eancia, de uma vida digna? Quem \u00e9 este Jesus quando as \u00e1guas da vida chacoalham o nosso barco? Onde est\u00e1 ele quando nos sentimos desamparadas e desamparados na noite escura, nas dores da vida? Onde est\u00e1 quando estamos doentes, carentes de algum cuidado, sedentos pela cura do nosso corpo? Onde est\u00e1 quando o medo da morte e o luto arrancam de n\u00f3s a perspectiva da vida e a esperan\u00e7a? Entendo que o nosso texto de hoje nos ajuda a iluminar estes questionamentos que invariavelmente fazem parte da nossa experi\u00eancia humana.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Inicialmente, o contexto de nosso texto nos informa algumas coisas interessantes. Ele inicia nos contando que os disc\u00edpulos voltavam do envio que receberam para ensinar sobre o Reino de Deus, anunciar a chegada de Jesus, que compreendiam ser o Messias, e para expulsar dem\u00f4nios e curar muitas pessoas. Voltavam certamente muito empolgados com a experi\u00eancia, queriam partilhar e dividir com Jesus como ela foi.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Outra passagem importante \u00e9 o texto imediatamente anterior ao nosso, o banquete no qual a cabe\u00e7a de Jo\u00e3o Batista fora oferecida por Herodes a sua enteada. O banquete de Herodes faz um contraponto com o cap\u00edtulo seguinte, em que Jesus re\u00fane a multid\u00e3o faminta e partilha p\u00e3es e peixes, saciando toda gente. Isso nos ajuda a n\u00e3o perder de vista que a atua\u00e7\u00e3o de Jesus, por mais que responda a quest\u00f5es da nossa f\u00e9, tamb\u00e9m se coloca como uma cr\u00edtica \u00e0 forma como os governantes de seu tempo \u2013 e eu acrescentaria, de todos os tempos \u2013 destratavam as pessoas mais humildes e vulner\u00e1veis, como que promoviam desigualdades e injusti\u00e7as para o benef\u00edcio de uns poucos. Jesus, portanto, manifesta a identidade de um Deus, Senhor da vida, que se preocupa com a integralidade e o bem estar de todas as pessoas, que as procura pelos campos, pelos montes, nas pra\u00e7as, onde elas se encontram em seu abandono.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Outro fato importante de mencionar \u00e9 que nossa per\u00edcope, nosso texto, inclui dois trechos do cap\u00edtulo 6, pulando do vers\u00edculo 34 para o 56. Mesmo que este trecho intermedi\u00e1rio n\u00e3o fa\u00e7a parte de nosso texto, \u00e9 interessante perceber do que fala. S\u00e3o dois trechos. O primeiro relata a multiplica\u00e7\u00e3o dos p\u00e3es para a multid\u00e3o que os seguia e o segundo \u00e9 o relato em que os disc\u00edpulos navegam no barco \u00e0 noite em uma tempestade, quando Jesus caminha sobre as \u00e1guas e acalma a tempestade. Portanto, resumidamente, lembramos que estes dois textos nos informam de duas naturezas distintas da nossa rela\u00e7\u00e3o com este Jesus que procuramos entender e conhecer: ele sacia a fome f\u00edsica dos corpos das pessoas famintas e marginalizadas e ele nos acompanha pelos perigos da vida, acalma as \u00e1guas bravias da vida e nos acolhe na nossa falta de f\u00e9. Uma dimens\u00e3o material da nossa car\u00eancia humana: a fome; e uma dimens\u00e3o espiritual da nossa vida: o medo diante da morte e a nossa dificuldade de crer quando estamos assolados pelos desafios da vida.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">O nosso texto se insere neste contexto e nos revela ainda outra faceta deste Jesus que se apresenta \u00e0s pessoas que dele necessitam: ele cuida das usas feridas e cura as pessoas adoentadas.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Aqui retornamos \u00e0 nossa pergunta inicial, \u201cquem \u00e9 Jesus\u201d em nossa vida? Talvez a resposta que a Palavra nos ofere\u00e7a hoje seja essa. Jesus \u00e9 a demonstra\u00e7\u00e3o da face misericordiosa de Deus. Jesus \u00e9 aquele que tem compaix\u00e3o das pessoas que o procuram e oferece graciosamente aquilo que precisam, seja o alimento, seja o consolo na falta de f\u00e9, seja a cura que precisam.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\u201cQuando Jesus viu a multid\u00e3o, teve pena daquela gente porque pareciam ovelhas sem pastor\u201d. Esta frase revela o cerne da identidade de Deus que se revela a n\u00f3s hoje. Apesar do cansa\u00e7o dos disc\u00edpulos, apesar de seu desejo de conversar com Jesus em particular para contar-lhe como foi a experi\u00eancia de seu envio, apesar de necessitarem de um tempo para orar, para descansar, para refletir, Jesus n\u00e3o deixou o povo, a multid\u00e3o que o procurava, no abandono. Afinal de contas, foi para isso que veio, para mostrar a compaix\u00e3o de Deus pela humanidade em sua condi\u00e7\u00e3o mais fr\u00e1gil e desesperada. Compaix\u00e3o \u00e9 a palavra grega, e n\u00e3o pena, como alguns textos traduzem. <em>Esplagnisomai<\/em> em grego \u00e9 um sentimento\/pensamento que mexe com o nosso corpo. Um amor, uma compaix\u00e3o que parte das entranhas. Jesus nos revela que Deus sente uma compaix\u00e3o profunda em suas pr\u00f3prias entranhas quando v\u00ea a humanidade \u2013 criada pelo seu amor \u2013 abandonada, carente, sem cuidados e desamparada. Como ovelhas sem pastor. Jesus \u00e9 o pastor que, como nos diz o Salmo 23, nos conduz aos pastos verdejantes, \u00e0s \u00e1guas tranq\u00fcilas, renova nossas for\u00e7as, nos conduz pelo caminho certo, est\u00e1 conosco mesmo quando caminhamos pelo vale das sombras da morte, de modo que n\u00e3o precisamos temer. Ele nos prepara um banquete e sua bondade e miseric\u00f3rdia nunca nos faltar\u00e3o, enquanto vivermos sob o seu manto de prote\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Esta compaix\u00e3o v\u00ea nossa dor e nossas necessidades em todas as dimens\u00f5es do nosso ser. Jesus nos acalenta quando estamos com fome, quando nossa f\u00e9 fraqueja diante das \u00e1guas turvas na noite e, como lembra nosso texto de hoje, acolhe as pessoas que buscam a cura f\u00edsica para seus males. \u201cEm todos os lugares aonde ele ia, isto \u00e9, nos povoados, nas cidades e nas fazendas, punham os doentes nas pra\u00e7as e pediam a Jesus que os deixasse pelo menos tocar na barra da sua roupa. E todos os que tocavam nela ficavam curados.\u201d Jesus manifesta ao mundo o poder de vida que Deus quer revelar \u00e0 humanidade. A esperan\u00e7a de que a vida \u00e9 sua perspectiva, seu projeto, sua promessa. Como diz em outra passagem, \u201cvim para que tenham vida, e a tenham em abund\u00e2ncia.\u201d<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">E aqui preciso enfrentar o doloroso questionamento que me assola neste momento de forma mais intensa, mas que chega a cada um e cada uma de n\u00f3s, em diferentes momentos da vida: E quando a cura f\u00edsica n\u00e3o \u00e9 a vontade de Deus para a nossa vida? Quando o buscamos incessantemente, quando pedimos fervorosamente, quando entregamos nossa fr\u00e1gil vida em suas m\u00e3os, mas seu toque n\u00e3o nos livra da dor, n\u00e3o nos livra de sofrer, n\u00e3o nos livra da morte? Como ficamos? Como encontrar esta compaix\u00e3o? Permanecemos n\u00f3s na noite escura? No mar agitado? Padecemos n\u00f3s prostradas e prostrados no vale da sombra da morte? Um dif\u00edcil questionamento que facilmente nos conduz \u00e0 falta de sentido e de esperan\u00e7a. Martim Lutero costumava dizer que Jesus Cristo n\u00e3o manifesta tudo que podemos saber sobre Deus, mas certamente nos revela aquilo que necessitamos saber acerca de Deus. H\u00e1 sempre algo sobre Deus que nos escapa. H\u00e1 sempre um plano de vida, em sua hist\u00f3ria da salva\u00e7\u00e3o, que nos \u00e9 desconhecido. Cristo, enquanto manifesta\u00e7\u00e3o daquilo que precisamos saber sobre Deus, tamb\u00e9m expressa para n\u00f3s a cura que necessitamos. Nem sempre \u00e9 a cura que queremos, o pedido que formulamos, mas aquilo que ele pr\u00f3prio e somente \u00e9 capaz de saber acerca da nossa real necessidade. Por mais que discordemos e nos revoltemos, Jesus Cristo nos estende a m\u00e3o e nos oferece sua compaix\u00e3o na forma em que ele julga necess\u00e1ria, que nem sempre corresponde com o que esperamos. Por isso ainda existem pessoas com fome, por isso tamb\u00e9m as pessoas que cr\u00eaem s\u00e3o assoladas pelo medo, tamb\u00e9m as que cr\u00eaem padecem da dor, do sofrimento e da morte, assim como o pr\u00f3prio Jesus viveu, no abandono da cruz.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Ali\u00e1s, a cruz \u00e9 o princ\u00edpio orientador da mensagem do Evangelho de Marcos. A compaix\u00e3o de Deus, que se manifesta nos sinais por vezes abundantes, por vezes raros do seu reino em nosso meio, se completa na cruz. A cruz \u00e9 a recorda\u00e7\u00e3o de que nem mesmo Deus foi capaz de livrar seu pr\u00f3prio filho da injusti\u00e7a da vida, da dor, do sofrimento decepcionado e da pr\u00f3pria morte. A cruz \u00e9 o sinal maior da compaix\u00e3o de Deus, porque nos lembra que a promessa de vida que Cristo nos faz n\u00e3o se encerra na ambig\u00fcidade deste mundo injusto, mas se expande para a vida eterna, na qual viveremos n\u00f3s, que acolhemos as suas promessas. A ressurrei\u00e7\u00e3o, por fim, \u00e9 a grande d\u00e1diva oferecida, sinal maior da vit\u00f3ria da compaix\u00e3o de Deus, que nos convida \u00e0 derradeira esperan\u00e7a de que, apesar de todo pranto e toda a dor, viveremos na plenitude de sua bondade e de seu amor, quando formos acolhidos em sua morada.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Assim nos permite concluir o salmista: \u201cCertamente a tua bondade\u00a0e o teu amor\u00a0ficar\u00e3o comigo enquanto eu viver.\u00a0E na tua casa, \u00f3\u00a0Senhor,\u00a0morarei todos os dias da minha vida.\u201d<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\u201cE a paz de Deus, que excede todo entendimento, guardar\u00e1 vossas cora\u00e7\u00f5es e mentes em Cristo Jesus\u201d. Am\u00e9m<\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<ol>\n<li style=\"font-weight: 400;\"><em> Dr. Felipe Koch Butelli<\/em><\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><em>Goi\u00e2nia \u2013 Goi\u00e1s (Brasilien)<\/em><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><a href=\"mailto:felipebutelli@yahoo.com.br\"><em>felipebutelli@yahoo.com.br<\/em><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>PR\u00c9DICA PARA O 9\u00b0 DOMINGO AP\u00d3S PENTECOSTES | 21.07.2024 | Texto b\u00edblico: Marcos 6,30-34 53-56 | \u00a0Felipe Gustavo Koch Buttelli | \u00a0JESUS: A COMPAIX\u00c3O DE DEUS \u00a0Felipe Gustavo Koch Buttelli Que a gra\u00e7a de Jesus, nosso amigo e irm\u00e3o, o amor de Deus e a comunh\u00e3o do Esp\u00edrito estejam com todas e todos voc\u00eas. Am\u00e9m. 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