{"id":3230,"date":"2007-12-23T11:11:58","date_gmt":"2007-12-23T10:11:58","guid":{"rendered":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/static\/wp\/?p=3230"},"modified":"2020-08-20T11:19:37","modified_gmt":"2020-08-20T09:19:37","slug":"o-cumprimento-da-promessa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/o-cumprimento-da-promessa\/","title":{"rendered":"O CUMPRIMENTO DA PROMESSA"},"content":{"rendered":"<p><strong>4\u00ba domingo de Advento, 23.12.2007 |Predigt zu Mateus 1:18-25 | verfasst von Lindolfo Pieper|<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Mateus 1.22,23: &#8222;Ora, tudo isso aconteceu para que se cumprisse o que fora dito pelo Senhor por interm\u00e9dio do profeta: Eis que a virgem conceber\u00e1 e dar\u00e1 \u00e0 luz um filho, e ele ser\u00e1 chamado pelo nome de Emanuel (que quer dizer: Deus conosco)&#8220;.<\/p>\n<p>Um fazendeiro tinha um cortador de lenha, que trabalhava para ele h\u00e1 mais de vinte anos. Um dia o patr\u00e3o encontrou o lenhador desanimado, xingando e reclamando de tudo. Batia o machado nas \u00e1rvores e dizia: &#8222;Ad\u00e3o, por que voc\u00ea foi fazer isso? \u00c9 por sua causa que estou sofrendo, dando um duro danado para ganhar a vida!&#8220;<\/p>\n<p>O patr\u00e3o chamou a sua aten\u00e7\u00e3o, dizendo para ele n\u00e3o reclamar de Ad\u00e3o, pois se fosse ele teria feito a mesma coisa. Mas o homem achava que n\u00e3o, que nunca faria o que Ad\u00e3o fez.<\/p>\n<p>O fazendeiro ent\u00e3o resolveu fazer um teste com ele. Construiu uma casa, o mobiliou e o deu para o empregado, dizendo: &#8222;De hoje em diante voc\u00ea n\u00e3o precisa mais trabalhar. Essa casa \u00e9 sua. Voc\u00ea pode fazer com ela o que quiser, s\u00f3 n\u00e3o mexer numa caixa lacrada que guardo no quarto. Se voc\u00ea mexer naquela caixa, voc\u00ea volta a sua vida de sempre&#8220;.<\/p>\n<p>E assim aconteceu. O homem mudou para aquela casa, onde tinha tudo o que ele queria. No come\u00e7o ele nem ligou muito para aquela caixa, passava perto dela sem dar muita aten\u00e7\u00e3o. Mas, com o passar do tempo ele come\u00e7ou a ficar curioso, querendo saber o que tinha naquela caixa. At\u00e9 que um dia, n\u00e3o ag\u00fcentando a curiosidade, ele resolveu abrir a caixa para ver o que tinha l\u00e1 dentro. Quando abriu a caixa, quase caiu de costas ao ver o que havia l\u00e1 dentro: um bilhete, onde se lia: &#8222;Vai trabalhar, seu malandro, e n\u00e3o fique reclamando de Ad\u00e3o, pois voc\u00ea n\u00e3o \u00e9 melhor do que ele!&#8220;<\/p>\n<p>E o homem aprendeu a li\u00e7\u00e3o. Voltou ao seu trabalho resignado, sem a velha mania de sempre culpar a Ad\u00e3o.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m n\u00f3s n\u00e3o devemos culpar a Ad\u00e3o por tudo de ruim que acontece. N\u00f3s n\u00e3o somos nenhum pouco melhor do que ele. Cometemos os mesmos pecados que ele cometeu.<\/p>\n<p>Quando Deus criou os primeiros homens, ele os colocou\u00a0 em um grande jardim. Eles viviam felizes neste jardim at\u00e9 o dia em que resolveram desobedecer a Deus, comendo do fruto da \u00e1rvore proibida. Eles foram expulsos de l\u00e1. A terra foi amaldi\u00e7oada e o homem teve que trabalhar para ganhar a vida. A vida se tornou dif\u00edcil para eles, e continua sendo at\u00e9 o dia de hoje. Ad\u00e3o e Eva viram com os seus pr\u00f3prios olhos como o pecado arruinou toda a cria\u00e7\u00e3o. A terra n\u00e3o dava mais a sua for\u00e7a. Os animais come\u00e7aram a temer os homens e a devorar uns aos outros.<\/p>\n<p>Em meio a todas essas desgra\u00e7as, havia um s\u00f3 consolo: a gra\u00e7a de Deus. Deus havia prometido e eles esperavam com muita ansiedade a vinda do Salvador.<\/p>\n<p>Em todos os tempos Satan\u00e1s combateu esta promessa e tentou frustrar o plano de Deus. Mas Deus conservou viva a sua promessa.<\/p>\n<p>Quando, certa vez, pela incredulidade dos homens, a esperan\u00e7a quase foi esquecida, restando s\u00f3 uma fam\u00edlia na terra que ainda esperava o Salvador, Deus interveio com o Dil\u00favio, matando todos os homens, menos No\u00e9 e a sua fam\u00edlia.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, ap\u00f3s o Dil\u00favio, na medida em que os homens iam se multiplicando, a incredulidade tamb\u00e9m crescia. Para conservar a sua promessa na terra, Deus escolheu um homem chamado Abra\u00e3o. Ordenou que ele sa\u00edsse do meio de seus parentes. Levou-o \u00e0 terra de Cana\u00e3 e firmou um acordo com ele. Ele e os seus descendentes seriam o povo de Deus. Por meio da descend\u00eancia de Abra\u00e3o Deus queria executar o grandioso plano da salva\u00e7\u00e3o. Da descend\u00eancia de Abra\u00e3o deveria nascer o Salvador Jesus.<\/p>\n<p>Deus teve muito trabalho com o povo de Israel. Guiou-o por interm\u00e9dio de reis, como Davi e Salom\u00e3o; por profetas, como Isa\u00edas, Jeremias e outros. Por vezes teve que castigar o povo por causa da sua incredulidade. E quando eles se arrependiam, Deus voltava a socorr\u00ea-los e a aben\u00e7o\u00e1-los.<\/p>\n<p>Passado quase quatro mil anos, veio a plenitude dos tempos e Deus enviou o seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para salvar os que estavam debaixo da lei.<\/p>\n<p>H\u00e1 mais de dois mil anos atr\u00e1s, numa cidade da Galil\u00e9ia, uma jovem estava trabalhando na sua casa. Seu nome \u00e9 Maria. Ela estava noiva de um rapaz chamado Jos\u00e9. Ambos eram tementes a Deus e confiavam na promessa da vinda do Salvador. A essa jovem aconteceu uma coisa extraordin\u00e1ria. Um anjo apareceu a ela e lhe disse que ela teria um filho, que seria o Salvador do mundo.<\/p>\n<p>Maria ficou muito alegre quando soube que o menino seria o Filho de Deus. Todo o verdadeiro crente em Israel esperava pelo cumprimento desta promessa.<\/p>\n<p>Mas Maria tinha uma d\u00favida: como poderia ela ter um filho se ainda n\u00e3o era casada? O anjo lhe respondeu: &#8222;Descer\u00e1 sobre ti o Esp\u00edrito Santo e o poder do Alt\u00edssimo te envolver\u00e1 com a sua sombra. Por isso tamb\u00e9m o ente santo que h\u00e1 de nascer ser\u00e1 chamado Filho de Deus&#8220;. Maria respondeu ao anjo: &#8222;Aqui est\u00e1 a serva do Senhor, que se cumpra em mim, conforme a tua palavra&#8220;.<\/p>\n<p>Como o anjo havia contado a Maria que a sua parenta Isabel seria aben\u00e7oada com um menino, Maria foi visit\u00e1-la. Ao voltar desta visita Jos\u00e9 percebeu que a sua noiva estava gr\u00e1vida.<\/p>\n<p>Podemos imaginar que preocupa\u00e7\u00e3o isso causou a Jos\u00e9, pensando talvez que Maria o houvesse tra\u00eddo. Numa noite o anjo apareceu a Jos\u00e9 em sonho e lhe explicou o que tinha acontecido. Disse tamb\u00e9m que ele, Jos\u00e9, deveria receber a Maria por sua esposa e cuidar bem do menino que iria nascer. O nome do menino seria Jesus, porque salvaria o povo dos seus pecados.<\/p>\n<p>Jos\u00e9 fez como o anjo lhe ordenou. Casou com Maria. Assim o Filho de Deus tinha aqui na terra um pai e uma m\u00e3e para cuidarem dele.<\/p>\n<p>Jos\u00e9 e Maria viviam felizes em Nazar\u00e9. Os dias do nascimento do menino se aproximavam. Conforme as profecias, Jesus deveria nascer em Bel\u00e9m da Jud\u00e9ia.<\/p>\n<p>Certo dia um mensageiro real proclamou em Nazar\u00e9 uma ordem que deixou Maria e Jos\u00e9 muito preocupados. O rei queria contar todas as pessoas do seu imp\u00e9rio. Cada um deveria dar o seu nome na cidade em que nasceu. Esta lei obrigava Jos\u00e9 e Maria a irem at\u00e9 Bel\u00e9m.<\/p>\n<p>Bel\u00e9m distava uns 120 quil\u00f4metros de Nazar\u00e9. A viagem n\u00e3o foi f\u00e1cil, especialmente para Maria, que estava esperando pelo nascimento de seu primeiro filho.<\/p>\n<p>Cansados, chegam em Bel\u00e9m. Anoitecia. A cidade estava lotada. Todos os quartos das hospedarias estavam lotados. Jos\u00e9 percorreu a pequena vila em busca de um lugar para repousar. Em todos os lugares recebia a mesma resposta: n\u00e3o h\u00e1 lugar. N\u00e3o havia lugar, especialmente para gente humilde, com poucos recursos financeiros.<\/p>\n<p>A sua afli\u00e7\u00e3o em busca de um lugar era grande. A hora do nascimento do menino estava pr\u00f3xima. O menino era o Filho de Deus e n\u00e3o havia lugar para ele.<\/p>\n<p>Finalmente, um senhor compadeceu-se do casal e lhes disse que poderiam abrigar-se nos fundos de sua casa, num curral de gado. Jos\u00e9 e Maria se abrigaram ali.<\/p>\n<p>Eram altas horas da noite. Em Bel\u00e9m ainda havia muito movimento, algazarra e conversa nas ruas. Para aquilo que Deus estava realizando n\u00e3o havia interesse. As muitas profecias sobre o nascimento de Jesus foram esquecidas.<\/p>\n<p>Os profetas haviam anunciado que o Salvador nasceria de uma virgem, em Bel\u00e9m da Jud\u00e9ia, num tempo em que a descend\u00eancia de Davi estaria quase extinta.<\/p>\n<p>O profeta Isa\u00edas estava certo quando disse: &#8222;Quem deu aten\u00e7\u00e3o a nossa prega\u00e7\u00e3o?&#8220; Foi assim, ignorado e rejeitado pelo povo, numa humilde estrebaria de Bel\u00e9m, que Maria deu \u00e0 luz o seu filho primog\u00eanito. Enrolou-o em faixas e o deitou numa manjedoura, pois, conforme o evangelista Lucas: &#8222;N\u00e3o havia lugar para ele na hospedaria&#8220;.<\/p>\n<p>Assim nasceu Jesus, o ente divino. O verdadeiro Deus e verdadeiro homem. O nosso Salvador. Ele se fez pobre para nos enriquecer. L\u00e1 est\u00e1 ele, deitado num cocho, abandonado pelos homens, no sil\u00eancio da noite. A seu respeito disse o evangelista Jo\u00e3o: &#8222;Veio para o que era seu, mas os seus n\u00e3o o receberam&#8220;.<\/p>\n<p>O Filho de Deus, aquele atrav\u00e9s de quem todas as coisas foram feitas, veio ao mundo que ele criou para aben\u00e7oar o seu povo, e os homens n\u00e3o o receberam. N\u00e3o queriam saber nada dele, tanto assim que mais tarde o haveriam de pregar numa cruz.<\/p>\n<p>Ser\u00e1 que Jesus tem lugar no cora\u00e7\u00e3o das pessoas hoje? Ser\u00e1 que todos aqueles que est\u00e3o celebrando o Natal, est\u00e3o sabendo o que est\u00e3o festejando?<\/p>\n<p><strong>O meu desejo \u00e9 que, ao menos no seu cora\u00e7\u00e3o, Jesus tenha lugar e que o seu Natal seja uma festa de alegria, pois voc\u00ea est\u00e1 sabendo o que est\u00e1 festejando: o nascimento do Salvador Jesus.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Que Deus nos conceda esta gra\u00e7a. Em nome de Jesus. Am\u00e9m.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"fuss\">\nLindolfo Pieper<br \/>\nJaru, RO ? Brasil<br \/>\nE-Mail:\u00a0<a href=\"mailto:piperlin@uol.com.br\">piperlin@uol.com.br<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>4\u00ba domingo de Advento, 23.12.2007 |Predigt zu Mateus 1:18-25 | verfasst von Lindolfo Pieper| &nbsp; Mateus 1.22,23: &#8222;Ora, tudo isso aconteceu para que se cumprisse o que fora dito pelo Senhor por interm\u00e9dio do profeta: Eis que a virgem conceber\u00e1 e dar\u00e1 \u00e0 luz um filho, e ele ser\u00e1 chamado pelo nome de Emanuel (que [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2234,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[36,157,108,487,493,3,112,109],"tags":[],"beitragende":[],"predigtform":[],"predigtreihe":[],"bibelstelle":[],"class_list":["post-3230","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-matthaeus","category-beitragende","category-current","category-kapitel-01-chapter-01-matthaeus","category-lindolfo-pieper","category-nt","category-port","category-predigten"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3230","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3230"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3230\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3231,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3230\/revisions\/3231"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2234"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3230"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3230"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3230"},{"taxonomy":"beitragende","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/beitragende?post=3230"},{"taxonomy":"predigtform","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/predigtform?post=3230"},{"taxonomy":"predigtreihe","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/predigtreihe?post=3230"},{"taxonomy":"bibelstelle","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/bibelstelle?post=3230"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}