{"id":3243,"date":"2020-08-25T09:05:03","date_gmt":"2020-08-25T07:05:03","guid":{"rendered":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/static\/wp\/?p=3243"},"modified":"2020-08-25T09:05:03","modified_gmt":"2020-08-25T07:05:03","slug":"13o-domingo-apos-pentecostes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/13o-domingo-apos-pentecostes\/","title":{"rendered":"13\u00ba Domingo ap\u00f3s Pentecostes"},"content":{"rendered":"<h3 class=\"Standard\"><span lang=\"PT-BR\">13\u00ba Domingo ap\u00f3s Pentecostes \u2013 30 de agosto de 2020 |\u00a0<\/span><span class=\"Fontepargpadro\"><span lang=\"PT-BR\">Texto da pr\u00e9dica:<b> Mateus 16.21-28 |\u00a0<\/b>Romeu Martini |<\/span><\/span><\/h3>\n<p class=\"Standard\"><span lang=\"EN-US\">Estando num c\u00edrculo de amizade, costuma-se compartilhar planos para o futuro. &#8211; Ah, eu quero ser enfermeira! &#8211; No final deste ano vamos passar dez dias na praia! &#8211; Ano que vem vamos reformar nossa casa! &#8211; Quando a Covid passar,&#8230;&#8230;!!<\/span><\/p>\n<p class=\"Standard\"><span class=\"Fontepargpadro\"><span lang=\"EN-US\">Se numa dessas rodas de conversa algu\u00e9m dissesse: &#8211; <i>Convido voc\u00eas para nos reunirmos no pr\u00f3ximo s\u00e1bado \u00e0 noite para festejar minha despedida. Viajarei pra capital do Estado e l\u00e1 serei assassinado, <\/i>qual seria a nossa rea\u00e7\u00e3o? (pausa) Pois o texto da pr\u00e9dica deste culto nos traz um relato semelhante.<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"Standard\"><span class=\"Fontepargpadro\"><span lang=\"EN-US\">A partir do cap\u00edtulo 14 do Evangelho de Mateus lemos alguns epis\u00f3dios da vida de Jesus. Ele saciou a fome de uma multid\u00e3o, contrariando os disc\u00edpulos que queriam resolver a fome mandando o pessoal pra casa. Ao caminhar sobre a \u00e1gua, Jesus testou a fraca f\u00e9 dos disc\u00edpulos. Jesus curou pessoas. Discutiu com um grupo de seguidores obcecados pela lei. Jesus acolheu uma mulher estrangeira, mais uma vez contrariando os disc\u00edpulos. Finalmente, em meio \u00e0s pol\u00eamicas pelo \u201ewhatsup da \u00e9poca\u201c sobre quem seria esse tal de Jesus, Jesus perguntou: <i>E voc\u00eas disc\u00edpulos, quem voc\u00eas dizem que eu sou?<\/i> Pedro respondeu: <i>O Senhor \u00e9 o Messias, o Filho do Deus vivo<\/i> (Mt 16.16).<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"Standard\"><span lang=\"EN-US\">Bah! Que confiss\u00e3o! Quanta clareza de Pedro! <\/span><span lang=\"DE\">Pelo jeito, ele e os disc\u00edpulos entenderam quem \u00e9 Jesus. <\/span><span lang=\"EN-US\">Ser\u00e1?<\/span><\/p>\n<p class=\"Standard\"><span lang=\"EN-US\">Ou\u00e7amos de Mateus, 16.21-28 (leitura).<\/span><\/p>\n<p class=\"Standard\"><span class=\"Fontepargpadro\"><span lang=\"EN-US\">Sentado no c\u00edrculo dos seus disc\u00edpulos, Jesus anuncia que (1) ser\u00e1 submetido a sofrimento pelas lideran\u00e7as religiosas, (2) ser\u00e1 morto e (3) ressuscitar\u00e1. Diante dessa not\u00edcia, o mesmo Pedro que pouco antes com aparente clareza e convic\u00e7\u00e3o confessara que Jesus era o enviado Filho de Deus, o mesmo Pedro repreende Jesus. Pedro <i>repreende<\/i> Jesus. <u>Repreender<\/u> \u00e9 o que a m\u00e3e e o pai fazem para evitar que o filho fa\u00e7a alguma bobagem. Pedro repreende<i> <\/i>Jesus:<i> N\u00e3o, Jesus! N\u00e3o fale bobagem.<\/i> <i>Sofrer,morrer e ressuscitar?<\/i> <i>Pare, Jesus! Isso n\u00e3o<\/i>.<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"Standard\"><span lang=\"EN-US\">Sou da opini\u00e3o de que, por um lado, a rea\u00e7\u00e3o de Pedro \u00e9 compreens\u00edvel. <\/span><span lang=\"DE\">Ora, n\u00e3o \u00e9 normal algu\u00e9m dizer que ter\u00e1 de sofrer e ser morto. <\/span><span lang=\"EN-US\">N\u00e3o seria normal ouvir e aceitar isso com frieza. Mas, h\u00e1 um detalhe nesse an\u00fancio de Jesus. Jesus n\u00e3o somente afirma que ser\u00e1 morto. Ele tamb\u00e9m diz que ressuscitar\u00e1. Pedro, por\u00e9m, parece n\u00e3o ter ouvido essa parte final da frase dita por Jesus. Jesus ser\u00e1 morto? N\u00e3o. N\u00e3o, n\u00e3o e n\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p class=\"Standard\"><span class=\"Fontepargpadro\"><span lang=\"EN-US\">Repito. Por um lado, a rea\u00e7\u00e3o de Pedro \u00e9 compreens\u00edvel. Por\u00e9m, por outro lado, a rea\u00e7\u00e3o de Pedro demonstra <u>como \u00e9 dif\u00edcil assumir as consequ\u00eancias da confiss\u00e3o de que Jesus \u00e9 o Filho de Deus<\/u> (<i>repetir esta frase, pois \u00e9 o foco desta pr\u00e9dica<\/i>). Como \u00e9 dif\u00edcil arcar com as consequ\u00eancias depois de entrar no barco para navegar com Jesus. Como \u00e9 dif\u00edcil resistir em meio aos vendavais que podem se abater sobre quem cr\u00ea em Jesus Cristo.<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"Standard\"><span lang=\"PT-BR\">Mateus escreveu seu Evangelho para as comunidades crist\u00e3s\u00a0 mais ou menos uns 40 anos depois da morte e ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus. <\/span><span lang=\"EN-US\">E d\u00e1 para deduzir que essa era a crise das comunidades dessa \u00e9poca: quais podem ser as consequ\u00eancias para quem confessa a f\u00e9 em Cristo? Ser\u00e1 que isso est\u00e1 claro para n\u00f3s?<\/span><\/p>\n<p class=\"Standard\"><span lang=\"EN-US\">Para os disc\u00edpulos, n\u00e3o era novidade que seguir Jesus poderia trazer consequ\u00eancias dram\u00e1ticas. Recordemos dois exemplos.<\/span><\/p>\n<p class=\"Standard\"><span class=\"Fontepargpadro\"><span lang=\"EN-US\">Conforme Mateus 5 (no Serm\u00e3o do Monte), Jesus afirmou: <i>Felizes as pessoas que sofrem persegui\u00e7\u00e3o por fazerem a vontade de Deus, pois o Reino do C\u00e9u \u00e9 delas <\/i>(v. 10) <i>Felizes s\u00e3o voc\u00eas quando os insultam, perseguem e dizem todo tipo de cal\u00fania contra voc\u00eas por serem meus seguidores <\/i>(v. 11).<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"Standard\"><span class=\"Fontepargpadro\"><span lang=\"EN-US\">Conforme Mateus 10.1ss, Jesus alertou os disc\u00edpulos: <i>V\u00e3o, ensinem, curem. Anunciem a paz<\/i> (v. 12). <i>Mas escutem com aten\u00e7\u00e3o: Voc\u00eas est\u00e3o indo como ovelhas para o meio de lobos. Tenham cuidado. Por serem meus seguidores, voc\u00eas ser\u00e3o presos, levados aos tribunais e chicoteados<\/i> (v. 16ss).<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"Standard\"><span class=\"Fontepargpadro\"><span lang=\"EN-US\">Portanto, o an\u00fancio de Jesus aos seus disc\u00edpulos que ele sofreria, seria morto e ressuscitaria n\u00e3o podia ser novidade para os disc\u00edpulos. Mas ent\u00e3o, por que Pedro repreende Jesus diante desse an\u00fancio? Onde ent\u00e3o est\u00e1 a dificuldade? A dificuldade est\u00e1 em <u>assumir as consequ\u00eancias quando se confessa a f\u00e9 em Jesus<\/u> (<i>falar pausadamente esta frase<\/i>).<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"Standard\"><span class=\"Fontepargpadro\"><span lang=\"EN-US\">E \u00e9 isso que o pr\u00f3prio Jesus vai repetir depois da repreens\u00e3o de\u00a0 Pedro. Jesus diz: <i>Sai, diabo<\/i>! E lemos nos vv. 24 e 25: <\/span><i><span lang=\"PT-BR\">Se algu\u00e9m quiser vir ap\u00f3s mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me. Porque aquele que quiser salvar a sua vida, perd\u00ea-la-\u00e1, e quem perder a sua vida por amor de mim, ach\u00e1-la-\u00e1. <\/span><\/i><\/span><span lang=\"PT-BR\">Outra tradu\u00e7\u00e3o deste texto \u00e9 mais direta: <span class=\"Fontepargpadro\"><i>Quem quiser me seguir, esteja pronto para morrer como eu vou morrer<\/i><\/span>.<\/span><\/p>\n<p class=\"Standard\"><span lang=\"PT-BR\">Talvez o dito de Jesus nos assuste, assim como Pedro se assustou. Seria humano e compreens\u00edvel algu\u00e9m hoje dizer: <span class=\"Fontepargpadro\"><i>P\u00f4, nunca desejei ser suicida<\/i><\/span>. E n\u00e3o \u00e9 isso que o texto b\u00edblico desta pr\u00e9dica nos est\u00e1 propondo. O texto est\u00e1 reafirmando com clareza o que j\u00e1 ouvimos in\u00fameras vezes nos cultos e encontros da comunidade: <span class=\"Fontepargpadro\"><i>Ser seguidor ou seguidora de Jesus traz consequ\u00eancias que podem ser <\/i><\/span>amargas (pausa).<i> <\/i>Se isto \u00e9 assim, qual a motiva\u00e7\u00e3o que temos para permanecer no seguimento a Jesus, para persistir na f\u00e9 no Deus Criador de c\u00e9us e terra?<\/span><\/p>\n<p class=\"Standard\"><span lang=\"PT-BR\">Essa motiva\u00e7\u00e3o foi apresentada por Jesus nessa mesma conversa com seus disc\u00edpulos. Jesus disse que vir\u00e1 em gl\u00f3ria e recompensar\u00e1 de acordo com o que cada qual ter\u00e1 agido nesta vida (v. 27). Pode ser que agora voc\u00eas pensem: <span class=\"Fontepargpadro\"><i>Iiii, l\u00e1 vem moralina!<\/i><\/span> Afirmo que n\u00e3o. Convido voc\u00eas a rememorar as a\u00e7\u00f5es de Jesus. E pensando como humanos que somos (dotados de alma e cora\u00e7\u00e3o!), sejamos sinceros: existe algo que nos d\u00e1 maior alegria e sentido de vida do que fazer o que Jesus ensinou? Por exemplo: apoiar pessoas enfermas, inclusive para que tenham acesso \u00e0 assist\u00eancia m\u00e9dica digna; acolher e apoiar pessoas que buscam trabalho; empenhar-se para que crian\u00e7as e adolescentes tenham acesso ao p\u00e3o di\u00e1rio e \u00e0 escola; caminhar com quem sofre, n\u00e3o importa o sofrimento; opor-se onde pessoas s\u00e3o exploradas; empenhar-se para que a justi\u00e7a seja a vencedora; corrigir-se para acabar com todo tipo de preconceito. Como eu me senti no dia em que recebi apoio por que estava em alguma dessas situa\u00e7\u00f5es? Pois muito mais feliz e humano eu me sentirei toda vez que eu puder estar ao lado de pessoas, fam\u00edlias, grupos, quem quer que seja que passam por situa\u00e7\u00f5es assim! Ser humano com humanos \u00e9 a grande li\u00e7\u00e3o de vida de Jesus. E \u00e9 isso que promove a paz e me faz sentir a paz!<\/span><\/p>\n<p class=\"Standard\"><span lang=\"PT-BR\">\u00c9 verdade. Pode ser que a gente se complique ao dar do seu tempo e envolver-se em alguma dessas situa\u00e7\u00f5es. Mas essa ser\u00e1 uma bendita complica\u00e7\u00e3o, pois ser\u00e1 consequ\u00eancia da nossa f\u00e9 e do nosso comprometimento com o Cristo morto e ressurreto. E \u00e9 ali que Deus Pai, o Filho ressurreto e o Esp\u00edrito vivificador estar\u00e3o conosco. Nossa recompensa maior ser\u00e1 a de estar com Deus na Eternidade. Isto a ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus j\u00e1 garantiu. <span class=\"Fontepargpadro\"><i>Pois o Filho do Homem vir\u00e1 na gl\u00f3ria do seu Pai com os seus anjos e ent\u00e3o recompensar\u00e1\u00a0 cada um de acordo com o que fez <\/i><\/span>(v. 27). Nisso cremos. Importa assumir com alegria e gratid\u00e3o \u2013 e preferencialmente na companhia de irm\u00e3os e irm\u00e3s \u2013 as consequ\u00eancias que derivam dessa f\u00e9. Am\u00e9m.<\/span><\/p>\n<p class=\"SemEspaamento\"><span lang=\"PT-BR\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"SemEspaamento\"><span lang=\"PT-BR\">P. Dr. Romeu Martini<\/span><\/p>\n<p class=\"SemEspaamento\"><span lang=\"PT-BR\">Porto Alegre \u2013 Rio Grande do Sul, Brasilien<\/span><\/p>\n<p class=\"SemEspaamento\"><span lang=\"PT-BR\"><a href=\"mailto:romeurubenmartini@gmail.com\">romeurubenmartini@gmail.com<\/a><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>13\u00ba Domingo ap\u00f3s Pentecostes \u2013 30 de agosto de 2020 |\u00a0Texto da pr\u00e9dica: Mateus 16.21-28 |\u00a0Romeu Martini | Estando num c\u00edrculo de amizade, costuma-se compartilhar planos para o futuro. &#8211; Ah, eu quero ser enfermeira! &#8211; No final deste ano vamos passar dez dias na praia! &#8211; Ano que vem vamos reformar nossa casa! &#8211; [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1369,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[36,157,108,433,3,112,109,158],"tags":[],"beitragende":[],"predigtform":[],"predigtreihe":[],"bibelstelle":[],"class_list":["post-3243","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-matthaeus","category-beitragende","category-current","category-kapitel-16-chapter-16","category-nt","category-port","category-predigten","category-romeu-ruben-martini"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3243","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3243"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3243\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3244,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3243\/revisions\/3244"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1369"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3243"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3243"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3243"},{"taxonomy":"beitragende","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/beitragende?post=3243"},{"taxonomy":"predigtform","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/predigtform?post=3243"},{"taxonomy":"predigtreihe","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/predigtreihe?post=3243"},{"taxonomy":"bibelstelle","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/bibelstelle?post=3243"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}