{"id":3757,"date":"2020-11-23T14:42:07","date_gmt":"2020-11-23T13:42:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/static\/wp\/?p=3757"},"modified":"2020-11-23T14:42:07","modified_gmt":"2020-11-23T13:42:07","slug":"1o-domingo-de-advento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/1o-domingo-de-advento\/","title":{"rendered":"1\u00ba DOMINGO DE ADVENTO"},"content":{"rendered":"<h3>PR\u00c9DICA PARA O 1\u00ba DOMINGO DE ADVENTO \u2013 29 de novembro de 2020 | Gottfried Brakemeier |<\/h3>\n<p>Texto da Pr\u00e9dica:\u00a0 <strong>Marcos 13.24 \u2013 37<\/strong><\/p>\n<p>Prezada comunidade!<strong>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Vivemos em tempos de cat\u00e1strofes. N\u00e3o \u00e9 de outra coisa que os notici\u00e1rios est\u00e3o falando. O n\u00edvel do mar vai subir e engolir enormes \u00e1reas de terras. Os oceanos est\u00e3o sendo polu\u00eddos com lixo pl\u00e1stico, a desertifica\u00e7\u00e3o do solo agricult\u00e1vel est\u00e1 avan\u00e7ando, no Pantanal e na Amaz\u00f4nia a natureza est\u00e1 sendo devorada pelo fogo ateado pelo pr\u00f3prio ser humano. Multiplicam-se em muitas partes do mundo devastadores enchentes de um lado e terr\u00edveis secas de outro. Associam-se a isto perspectivas sombrias quanto \u00e0 economia mundial, com consequ\u00eancias fatais em especial para a popula\u00e7\u00e3o pobre. S\u00e3o cat\u00e1strofes em toda parte, \u00e0s quais acaba de se associar o flagelo do coronav\u00edrus que mant\u00e9m o povo em isolamento social. Eu vou parar por a\u00ed. Chega de calamidades. Ser\u00e1 que este mundo ainda tem futuro?<\/p>\n<p>Pois \u00e9, e ent\u00e3o ouvimos hoje, no 1\u00ba domingo de Avento, um texto como este. Ele fala de uma cat\u00e1strofe c\u00f3smica. Prev\u00ea um momento em que o sol escurecer\u00e1, em que a lua n\u00e3o dar\u00e1 a sua claridade, em que as estrelas v\u00e3o cair do firmamento. \u00c9 assim que no passado se imaginava o fim do mundo. Que horror! Hoje as pessoas t\u00eam outras ideias sobre o fen\u00f4meno. Mas o resultado \u00e9 o mesmo. O futuro da humanidade parece estar bloqueado, inspira temores. Tudo vai acabar um dia. O que distingue os progn\u00f3sticos da B\u00edblia \u00e9 que ela vincula a profecia do fim com a chegada do Filho do homem. Jesus Cristo vir\u00e1 para promover o ju\u00edzo final e acolher a sua comunidade. Ser\u00e1 este o Advento definitivo. Eis porque este texto est\u00e1 sendo proposto para a leitura e reflex\u00e3o neste dia.<\/p>\n<p>Jesus Cristo vir\u00e1. Quando? Ora, no fim dos tempos. \u201cDe onde vir\u00e1 para julgar os vivos e os mortos\u201d. Assim diz o \u201ccredo apost\u00f3lico\u201d que integra a liturgia de nossos cultos. A volta de Jesus Cristo, pois, pertence inseparavelmente ao testemunho crist\u00e3o. Jesus n\u00e3o vai deixar \u00f3rf\u00e3 a sua comunidade. Ele prometeu que voltaria para conduzir os fi\u00e9is a seu destino (Jo 14.3; etc). Foi esta a convic\u00e7\u00e3o dos primeiros crist\u00e3os, e ela est\u00e1 sendo repetida at\u00e9 os dias atuais (At 1.11;1 Ts 4.13s; etc). Ser\u00e1 verdade? No mundo de hoje tornou-se comum a d\u00favida com rela\u00e7\u00e3o a eventos sobrenaturais. Por isto mesmo tamb\u00e9m a afirma\u00e7\u00e3o da volta gloriosa de Cristo encontra dificuldades. Como devemos imagin\u00e1-la? Quem garante que n\u00e3o seja mera fantasia? E, com efeito! Essa promessa deu motivo para in\u00fameras especula\u00e7\u00f5es. A virada do s\u00e9culo, no ano de 2000, por exemplo, foi um dos marcos, com os quais se vinculou a expectativa do fim do mundo. Foi um alarme falso, pertencente aos \u201cfake news\u201d como se diz em nossos dias. O mundo continua como est\u00e1. Jesus Cristo n\u00e3o veio. E os milagres, dos quais o evento se faria acompanhar, tamb\u00e9m n\u00e3o aconteceram. Ent\u00e3o, tudo uma grande mentira?<\/p>\n<p>Ora, os ind\u00edcios n\u00e3o permitem tal conclus\u00e3o. Nosso mundo ter\u00e1 um fim, sim. Pode ser diferente da maneira como a B\u00edblia o descreve. Mas na cria\u00e7\u00e3o de Deus nada \u00e9 eterno. C\u00e9us e terra passar\u00e3o. O mesmo vale para a vida humana. N\u00f3s somos seres mortais com data limite j\u00e1 marcada. Ent\u00e3o, quanto a isto n\u00e3o h\u00e1 d\u00favidas. O texto da pr\u00e9dica de hoje lembra uma grande verdade. Ela pode ser inc\u00f4moda, mas \u00e9 incontest\u00e1vel. Ele alerta, isto sim, ser in\u00fatil identificar prazos e fazer c\u00e1lculos quanto \u00e0 data dos acontecimentos futuros. Reside a\u00ed uma tenta\u00e7\u00e3o. Eis por que muitas pessoas consultam cartomantes, adivinhos e outros profissionais do ramo. Querem conhecer as coisas que nos aguardam. \u00a0O texto para a pr\u00e9dica de hoje n\u00e3o s\u00f3 desrecomenda tais tentativas, como prev\u00ea o seu fracasso. Ningu\u00e9m conhece o dia e a hora, exceto Deus mesmo. E \u00e9 bom que assim seja. \u00a0Pois se conhec\u00eassemos o momento do fim do mundo, respectivamente a hora da nossa morte, ficar\u00edamos presos a esta expectativa, fixados por este progn\u00f3stico sombrio. N\u00e3o! Deixemos a Deus o que somente ele sabe. Enquanto isto, \u00a0desfrutemos a vida que ele nos d\u00e1 e agrade\u00e7amos por cada dia que ele acrescentar \u00e0 nossa biografia.<\/p>\n<p>Mais importante do que as circunst\u00e2ncias dram\u00e1ticas que acompanham o fim das coisas \u00e9 o \u201cadvento\u201d anunciado por esse texto. A esperan\u00e7a crist\u00e3 sabe de um desfecho feliz da hist\u00f3ria. N\u00e3o seremos tragados pelo nada, n\u00e3o vamos cair num buraco negro, a morte n\u00e3o vai triunfar sobre a vida. Muito pelo contr\u00e1rio, o triunfo ser\u00e1 do \u201cFilho do Homem\u201d, ou seja, \u00a0de Jesus Cristo. \u201cEnt\u00e3o ver\u00e3o o Filho do homem vindo nas nuvens, com grande poder e gl\u00f3ria&#8230;\u201d Novamente \u00e9 dif\u00edcil imaginar como isto vai acontecer. \u00c9 melhor desistir de vez de tal tentativa. N\u00e3o h\u00e1 como descrever o fen\u00f4meno, raz\u00e3o pela qual conv\u00e9m deixar de lado ideias mirabolantes a esse respeito e concentrar-se no essencial. Para definir este \u2018essencial\u2019, ou seja, a mensagem central, o \u201cevangelho\u201d eu diria: A esperan\u00e7a pela volta de Cristo ratifica a validade da doutrina crist\u00e3. No final da hist\u00f3ria ficar\u00e1 definitivamente confirmado o que Jesus Cristo em tempos de sua vida terrestre disse, fez e sofreu. Em outros termos: O Filho do Homem vai revelar a verdade da miss\u00e3o de Jesus de Nazar\u00e9. Nada mais e nada menos. Simultaneamente ser\u00e1 este o crit\u00e9rio de acordo com o qual ele vai julgar a humanidade.<\/p>\n<p>Prezada comunidade! \u00c9 praxe entre n\u00f3s acender uma vela neste primeiro domingo de Advento. No pr\u00f3ximo domingo vamos acender mais uma, e ent\u00e3o mais outra at\u00e9 termos atingido o Natal. A luz \u00e9 s\u00edmbolo de Jesus Cristo. Assim ele mesmo falou de si ao dizer: Eu sou a luz do mundo. E, com efeito, Jesus veio para iluminar o mundo que \u00e0s vezes \u00e9 terrivelmente escuro. N\u00f3s celebramos hoje a chegada de Jesus Cristo a este mundo que se deu no Natal, em Bel\u00e9m da Judeia, h\u00e1 cerca dois mil anos atr\u00e1s. Este \u00e9 o primeiro Advento. O segundo Advento, ou seja, \u00a0a revela\u00e7\u00e3o do Filho do homem no fim dos tempos, n\u00e3o vai trazer nada de novo. Vai t\u00e3o somente fazer p\u00fablico o que j\u00e1 vale agora. Ent\u00e3o, para celebrar condignamente a data de hoje, importa auscultar atentamente o que Jesus tem a dizer. O primeiro Advento explica o segundo. Portanto, vamos estudar a chegada de Jesus a este mundo, o seu nascimento, sua paix\u00e3o e ressurrei\u00e7\u00e3o para ver a heran\u00e7a que Jesus de Nazar\u00e9 nos deixou.<\/p>\n<p>\u00c9 o que o texto da pr\u00e9dica entende sob o termo \u201cvigiar\u201d. Reside nisto uma de suas importantes t\u00f4nicas. Ele termina com uma par\u00e1bola que tem exatamente esta finalidade. Assim como cabe a um vigia cuidar da volta de seu senhor, assim cabe aos crist\u00e3os a aten\u00e7\u00e3o ao que est\u00e1 acontecendo. Quem dorme n\u00e3o tem percep\u00e7\u00e3o das coisas. Passa son\u00e2mbulo pela vida. N\u00e3o \u00e9 isto o que Jesus Cristo quer. Ele quer seguidores conscientes, \u201cacordados\u201d, que sabem o que e por que creem. Isto significa, em primeiro lugar que estejamos conscientes das bases de nossa f\u00e9. Por que somos crist\u00e3os? Por que celebramos o Advento? F\u00e9 crist\u00e3 n\u00e3o se esgota em simples emo\u00e7\u00e3o. Exige o argumento, um decidido posicionamento, uma clara confiss\u00e3o.<\/p>\n<p>Simultaneamente Jesus espera de n\u00f3s que demos aten\u00e7\u00e3o ao que passa ao nosso redor. Tamb\u00e9m neste sentido importa \u201cvigiar\u201d. Para onde vai a sociedade, quais os desafios da atualidade, quais os perigos que este mundo enfrenta? Somos encorajados a monitorar o curso da hist\u00f3ria, a sermos cidad\u00e3os e cidad\u00e3s cr\u00edticos, com olhos e ouvidos abertos. J\u00e1 n\u00e3o se aceita a desculpa, dizendo que a gente n\u00e3o sabia. Jesus quer \u201ccrentes\u201d capazes de julgar as coisas. F\u00e9 deve pensar e quem pensa n\u00e3o deve dispensar o aux\u00edlio da f\u00e9. \u00c9 desse tipo de pessoas que esse mundo t\u00e3o profundamente imerso em grav\u00edssimos problemas necessita. Acabamos de eleger as autoridades em nossos munic\u00edpios, prefeitos e vereadores. Tenhamos a coragem de lhes cobrar responsabilidade e efici\u00eancia. Tamb\u00e9m isto faz parte da tarefa de \u201cvigiar\u201d. Talvez diminuam dessa forma as cat\u00e1strofes que tanto nos assustam.<\/p>\n<p>Advento \u00e9 tempo de prepara\u00e7\u00e3o, tanto do Natal quanto da revela\u00e7\u00e3o do Filho do homem no fim dos tempos. \u00c9 tempo de arrumar nossa casa, de corrigir o que est\u00e1 errado e de eliminar o que desagrada a Deus, nosso Senhor. Queira Deus que aproveitemos devidamente esta chance e possamos dar as boas-vindas a Jesus Cristo de s\u00e3 consci\u00eancia e com grande alegria.<\/p>\n<p>Am\u00e9m<\/p>\n<p>P. Dr. Gottfried Brakemeier<\/p>\n<p>Nova Petr\u00f3polis, &#8211; Rio Grande do Sul, Brasilien<\/p>\n<p>brakemeier@terra.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>PR\u00c9DICA PARA O 1\u00ba DOMINGO DE ADVENTO \u2013 29 de novembro de 2020 | Gottfried Brakemeier | Texto da Pr\u00e9dica:\u00a0 Marcos 13.24 \u2013 37 Prezada comunidade!\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":3748,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[37,157,108,359,279,3,112,109],"tags":[],"beitragende":[],"predigtform":[],"predigtreihe":[],"bibelstelle":[],"class_list":["post-3757","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-markus","category-beitragende","category-current","category-gottfried-brakemeier","category-kapitel-13-chapter-13-markus","category-nt","category-port","category-predigten"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3757","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3757"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3757\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3758,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3757\/revisions\/3758"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3748"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3757"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3757"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3757"},{"taxonomy":"beitragende","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/beitragende?post=3757"},{"taxonomy":"predigtform","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/predigtform?post=3757"},{"taxonomy":"predigtreihe","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/predigtreihe?post=3757"},{"taxonomy":"bibelstelle","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/bibelstelle?post=3757"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}